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NOTA DA UJC-SP DE APOIO ÀS LUTAS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

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imagemCrédito: UJC

Coordenação Estadual da UJC-SP

A União da Juventude Comunista (UJC) em São Paulo vem manifestar seu apoio às mobilizações que tem ocorrido nas Universidades Federais Brasileiras.

Os professores universitários, através do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN), estão em greve em diversas Universidades espalhadas pelo país, reivindicando a reestruturação da carreira docente e melhorias das condições de trabalho. Concomitantemente, mobilizam-se também os estudantes e servidores técnico-administrativos em educação em muitas dessas instituições em apoio os docentes.

Em São Paulo, os professores da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) deflagraram greve desde o dia 23/05/2012 em apoio à proposta de carreira do ANDES-SN, em uma Assembleia que reuniu cerca de 200 docentes dos seis campi (Baixada Santista, Diadema, Guarulhos, Osasco, São José dos Campos e São Paulo) da Universidade. Os estudantes de Guarulhos estão em greve desde o dia 22/03/2012 reivindicando melhores condições de infraestrutura e assistência estudantil, problemas crônicos, que afligem o campus desde sua implantação pelo REUNI em 2007. Os estudantes de Diadema entraram em greve no dia 18/05/2012 e os estudantes de São Paulo têm indicativo de greve a partir do dia 29 (terça-feira).

Muito além de uma questão salarial dos servidores, essas manifestações demonstram uma insatisfação com o modelo de educação que vem sendo paulatinamente implantado no país desde a Reforma Universitária do Governo Lula. O REUNI trouxe consigo uma expansão sem nenhum tipo de preocupação com a qualidade do ensino; um aumento no número de vagas nas universidades atrelado à maior exploração do trabalho do docente e do técnico-administrativo, sem contratação de mais profissionais.

Para os estudantes, materializou-se no ingresso em cursos voltados às necessidades do capital, realizados em novos campi sem a mínima estrutura de salas de aulas, laboratórios, biblioteca, restaurante universitário, moradia estudantil etc. A pesquisa destina-se cada dia mais às demandas de grandes grupos empresariais, a exemplo das indústrias farmacêuticas e do petróleo, enquanto a extensão universitária veste-se do papel do assistencialismo ou do empreendedorismo. Todas as universidades vêm sofrendo um amplo processo de precarização pelos sucessivos cortes que o Governo Dilma anuncia no orçamento da educação, caminhando em conjunto com diversas medidas privatizantes no interior das instituições.

A UJC defende a construção de frentes unitárias de luta entre os setores combativos de dentro e fora das universidades, entendendo a necessidade de se expor as contradições desse modelo universitário e da política que vem sendo implementada sob as marcas da “democratização e popularização ” do acesso ao ensino superior. A militância da União da Juventude Comunista estará construindo esse processo de mobilização nas universidades onde está inserida, nas salas de aula, nas entidades de base, no seio do movimento estudantil.

Ressaltamos que a luta por uma Universidade Pública gratuita e de qualidade é condição necessária, ainda que insuficiente, para a produção e socialização do conhecimento contra e para além da ordem do capital. Por isso seguimos em nosso firme propósito de lutar, em uma perspectiva estratégica, por uma Universidade Popular, de acesso universal, que expresse as demandas e os valores da classe trabalhadora brasileira.

Todo apoio à greve nas federais!

Ousar Lutar, ousar vencer!!

São Paulo, 25 de maio de 2012.

Coordenação Estadual da UJC-SP

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