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Acusamos recebimento da mensagem do Estado mexicano e do poder dos monopólios

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…apertar mais no punho a verdade do sofrimento.

Porém, não se equivoquem

os fabricantes do medo,

nem prisões nem cadeias

aterrorizam o povo.

Quilapayún

Pável Blanco Cabrera

Não temos tempo para o luto, nem para o desconcerto, pois é imensa a tarefa a ser cumprida por aqueles que morrem por um ideal e levantando bandeiras do Partido Comunista do México.

Os camaradas Raymundo Velázquez Flores (Secretário Geral do Comitê Regional do PCM em Guerrero), Samuel Vargas e Miguel Solano, assassinados em Guerrero, nos convocam a não descansar, a aguentar as lágrimas e transformá-las em ação a fim de acelerar o dia em que o povo do México possa participar da vida política, com garantias, sem o temor de encontrar a morte pelo fato de adotar qualquer ideologia.

Nossos camaradas não buscavam serem heróis nem mártires. Buscavam contribuir com sua militância cotidiana ao advento do socialismo-comunismo, à revolução que converterá o povo trabalhador, o proletariado, os indígenas e camponeses pobres em sujeitos da historia.

A ação criminosa que colocou fim em suas vidas possui o selo paramilitar do assessor de segurança de Peña Nieto, o general colombiano Oscar Naranjo, e tem como objetivo imobilizar e desmobilizar. Os responsáveis pelo crime são os monopólios que exercem o poder através do Pacto pelo México. O Partido Comunista do México e a Liga da Juventude Comunista não se imobilizam e nem se desmobilizam, e confirmam sua estratégia de confrontar o poder dos monopólios.

Os monopólios da mineração, canadenses ou de qualquer nacionalidade (inclusive os mexicanos, os da Slim), pensam que, assim, mais facilmente poderão avançar no despojo das terras, no saque dos recursos minerais e de energia, na exploração do trabalho assalariado, e se enganam.

O governo pensa que se o movimento social não se subordina ao Pacto pelo México – o novo PRONASOÇ -, se não é cooptado, deve ser liquidado para exercer a dominação, sem obstáculos, e se engana, pois a ânsia de liberdade e a necessidade de organização podem ser freadas momentaneamente, porém cedo ou tarde, a luta continua. E nela, o Partido Comunista cumpre um papel: a organização será sempre nosso objetivo vital, pois é a base da luta pela revolução socialista e a emancipação do povo.

Por isso, não temos descanso.

De imediato, estamos empreendendo ações: em Guadalajara, Oaxaca, DF, Aguascalientes e em Guerrero.

Imediatamente estamos recebendo a solidariedade e o respaldo de partidos comunistas e operários, de juventudes comunistas, de forças revolucionárias. Em Guayaquil, Equador, a JCE e o PCE protestarão em frente ao Consulado mexicano. As Embaixadas do México em Atenas e Madrid receberão o protesto do KKE e do PCPE, respectivamente.

Estamos recebendo mensagens de solidariedade de todas as partes, individuais e coletivas, que nos confirmam que não estamos sós.

Se os do governo querem nos ver pedindo justiça, se equivocam. Esse é um recurso que não existe neste país. Quantos companheiros e companheiras de outras organizações não foram assassinados, desaparecidos, torturados ou privados de sua liberdade? Quantos trabalhadores, como os do SME ou os professores, não se encontram despedidos injustamente? Não vamos pedir o que não existe porque não somos ingênuos. Porém, sim, vamos trabalhar com mais força para a derrota do capitalismo e pelo poder dos trabalhadores.

Se querem nos ver prostrados, estão enganados. Na história, nunca existiu comunistas que se renderam. Pelo contrário, na adversidade, os comunistas sempre cumprem com sua responsabilidade, e não por que tenham vocação para mártires, mas porque suas convicções são profundas e inquebráveis.

Se querem que nos “aceleremos”, estão enganados. Temos a cabeça fria e muito claros os ritmos da tática, as pré-condições para o exercício de qualquer forma de luta, e já é conhecido que não renunciamos a nenhuma, que reivindicamos todos os caminhos para acelerar o dia da vitória.

Se querem que esqueçamos, se equivocam. Não vamos esquecer, e os nomes dos mártires do 4 de agosto de Coyuca de Benítez nos acompanharão na luta pela justiça, para triunfar na luta de classes contra a burguesia que tantos crimes e injustiças causou aos trabalhadores mexicanos.

Acusamos o recebimento da mensagem do Estado mexicano e do poder dos monopólios.

Fonte:http://www.comunistas-mexicanos.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1197

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

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