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Unidade dos trabalhadores para barrar as reformas trabalhistas de Dilma 2015

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Ao anunciar novas regras para a concessão de benefícios garantidos por lei aos trabalhadores, o governo Dilma-PT busca atacar importantes direitos conquistados pela classe trabalhadora ao longo da história, como auxílio-doença, pensão por morte, abonos salariais, etc. Outra mudança anunciada se refere ao seguro-desemprego. Os trabalhadores de primeiro e segundo emprego terão de passar por um período de carência de 18 e 12 meses, respectivamente, para poder receber esse benefício. Como se não bastasse a manutenção do fator previdenciário, que limita valores para as aposentadorias, o “novo” governo petista vai mais fundo na tentativa de liquidar direitos.

O objetivo, segundo pronunciamento do Planalto, é fazer economia de R$ 18 bilhões nas contas públicas, atendendo às imposições ditadas pelos representantes da burguesia financeira, que deseja a flexibilização rebaixada das leis trabalhistas e um estado mínimo quando se trata de atender as necessidades dos trabalhadores. Para os que alimentavam alguma esperança de ver Dilma-PT e seus partidos satélites fazendo um governo menos pior que o de Aécio, vê-se que a aparente diferença torna-se, de forma muito acelerada, quase imperceptível. Está evidente que virá mais arrocho da parte do governo Dilma, que foi reeleita com a promessa de não mexer nos direitos sociais e trabalhistas e já começou a fazer justamente o contrário.

Houve, na verdade, um estelionato eleitoral. Diante das exigências e imposições da classe dominante e da rendição sem luta comandada pelo governo do PT, sua base aliada e contando com o apoio das centrais sindicais governistas, estas medidas entrarão para a história como uma das maiores traições cometidas contra o movimento operário e o conjunto da classe trabalhadora brasileira.

Os grupos que assumiram as direções dos principais sindicatos e centrais, cooptados para cargos no governo para de fato gerenciar os interesses dos grandes empresários, farão um enorme malabarismo político e sindical para tentar convencer os trabalhadores que as medidas são necessárias para fazer com que a economia volte a crescer, beneficiando a “todos” em curto prazo. Tudo conversa fiada! Aqueles que se diziam promover um sindicalismo de “novo tipo” acabaram transformando vários sindicatos em departamentos de recursos humanos a serviço do empresariado, dos patrões, do capital.

A Unidade Classista se empenhará, de forma militante, não só em denunciar a rapinagem praticada sobre os direitos e conquistas históricas dos trabalhadores, bem como em contribuir para a construção de um forte e amplo movimento nacional formado pelas organizações combativas da classe trabalhadora, que, mais do que enfrentar o apetite insaciável do capitalismo, aponte para a superação histórica deste modelo econômico, que se alimenta da exploração e produz desigualdades.

Às ruas para barrar os ataques aos direitos dos trabalhadores!

Nenhum direito a menos, avançar nas conquistas!

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