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Obama: tire as mãos da Venezuela!

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(Nota Política do PCB)

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta seu repúdio às ameaças e ingerências do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contra a Venezuela e, ao mesmo tempo, reafirma a solidariedade militante com seus trabalhadores, suas organizações revolucionárias e populares e seu governo, neste momento difícil em que o imperialismo afia suas garras contra a soberania do país e as conquistas do processo de mudanças progressistas que lá se desenvolve.

Derrotada a recente tentativa de golpe articulada pelos Estados Unidos, com o apoio local de alguns militares traidores e setores da burguesia, o imperialismo se desespera e busca diretamente derrubar o presidente Maduro.

Não bastassem as provocações diárias contra a Venezuela, o financiamento da sabotagem da economia, a infiltração de terroristas paramilitares colombianos, a manipulação midiática, ONGs de fachada para treinar manifestantes pagos para cometer atentados, agora o imperialismo tira a máscara e se prepara para uma ofensiva militar ao país.

O recente anúncio da ordem executiva assinada por Obama, na qual declara que a Venezuela “é uma ameaça extraordinária para a segurança nacional e política exterior dos Estados Unidos”, é não só uma afirmação ridícula, como mostra até que ponto o imperialismo ferido pela crise é capaz de realizar qualquer tipo de ação para manter seus interesses. Os Estados Unidos é que ameaçam a segurança nacional da Venezuela e de toda a América Latina e colocam em risco a humanidade!

Em outras palavras, essas declarações têm o objetivo de criar condições para um ataque militar contra a Venezuela, tanto diretamente por tropas norte-americanas, como ocorreu no Iraque e no Afeganistão, como por alianças militares imperialistas ou mercenários terceirizados treinados pela CIA, como aconteceu na Líbia e está ocorrendo na Síria. Na verdade, o imperialismo norte-americano não se conforma que qualquer país possa agir soberanamente ou contrariar seus interesses. Mas, por trás dessa ameaça, está a cobiça em relação ao petróleo venezuelano, pois o país é um dos maiores produtores do mundo.

À medida que a crise mundial do capitalismo se aprofunda, aumenta a agressividade do imperialismo, que agora viola todas as normas do direito internacional e nem se dá mais ao trabalho de salvar as aparências. Não estão fora de cogitação manobras da CIA, como atentados de falsa bandeira a símbolos norte-americanos na Venezuela, assassinatos de políticos, provocações grosseiras, de forma a criar pretexto para uma agressão militar. Chega a ser irônico que um país imperialista, agressor contumaz das nações soberanas, maior violador dos direitos humanos, promotor da tortura em nível mundial, agora tenha a cara de pau de acusar a Venezuela de violar os direitos humanos e impor restrições à liberdade de expressão.

O PCB conclama os trabalhadores e a juventude de todo o mundo, especialmente da América Latina, a cerrar fileiras na solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela, realizando manifestações em frente às representações diplomáticas dos Estados Unidos e denunciando as investidas imperialistas contra a Venezuela. Exortamos a Unasul e a Celac a condenarem a arrogância do imperialismo e a isolar os Estados Unidos no continente.

Mas os comunistas brasileiros sabem que a principal defesa contra a tentativa de agressão será a mobilização e a organização, inclusive a legítima resistência armada, dos trabalhadores e do povo venezuelano, que saberão defender com dignidade o processo bolivariano e suas conquistas políticas e sociais. A luta de classes na Venezuela chegou ao momento de ruptura: ou se avança radicalmente na construção do socialismo ou se entrega o país ao imperialismo e ao fascismo.

Vale ressaltar que um ataque à Venezuela é também um ataque a toda a América Latina, sobretudo aos países que desafiam o imperialismo. Se vitoriosa, essa ofensiva isolaria a Revolução Cubana e os governos progressistas da Bolívia e do Equador, dificultaria o diálogo por uma solução política na Colômbia e tenderia a provocar o alinhamento dos países da região aos ditames de Washington.

Por isso, a luta é de todas as forças políticas e sociais revolucionárias e progressistas do mundo, nomeadamente da América Latina. É urgente a criação de uma frente anti-imperialista latino-americana e a nossa solidariedade ativa e militante, inclusive, se necessário, com a mobilização de voluntários internacionalistas para se alistarem para lutar ombro a ombro com o povo irmão venezuelano.

11 de março de 2015

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