Consequências da Libertação de Alepo.

Temas em Debate

Alberto Cruz

Escritor e Jornalista especializado em Relações Internacionais.

 

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Com todas estas movimentações há um país que, na prática, desaparece do Médio Oriente: os EUA. E este desaparecimento tem um actor que o tornou possível: a Rússia.

 

A vitória do governo sírio sobre o conglomerado de forças islâmicas que controlavam os bairros orientais de Alepo – a partir de agora «os contras?» [1] - traz consigo uma reconfiguração não apenas do mapa político interno da Síria, mas também do Médio Oriente e mesmo mais. Não só porque esta vitória marca um antes e um depois da guerra, mas porque coloca claramente em cima da mesa três elementos dificilmente questionáveis:

 

a) Bashar Al-Assad está de pedra e cal;

 

b) A Rússia tem todas as cartas na mão;

 

c) Os EUA deixam de ser o actor principal numa zona que até há muito pouco era do seu domínio exclusivo.

 

 

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O Exército e a Revolução.

Biblioteca comunista

 

V.I. Lênin

15 de Novembro de 1905alt

 

 

A revolta de Sebastopol cresce sem cessar. Ela se aproxima do seu desenlace. Os marinheiros e soldados que combatem pela liberdade destituem o seu chefe. A ordem é perfeita. O governo não consegue renovar o seu golpe sujo de Cronstad e provocar pogrons. A esquadra recusa-se a ir ao largo e ameaça a cidade se medidas forem tomadas contra os insurgentes. O tenente Schmidt, destituído pelos seus discursos "sediciosos" sobre a defesa armada das liberdades prometidas no manifesto de 17 de outubro, tomou o comando do Otchakov. Segundo a Rouss, o prazo dado aos marinheiros para render-se expira hoje, dia 15.

 

Estamos, portanto, à véspera de acontecimentos decisivos. Nos próximos dias – talvez mesmo nas próximas horas – vamos saber se os insurgentes conseguiram uma vitória completa, se foram vencidos ou se um acerto qualquer interveio. Em todo caso, os acontecimentos de Sebastopol significam a completa falência das tradições de obediência servil que transformam os homens da tropa em máquinas armadas e em instrumentos da repressão das menores aspirações de liberdade.

 

Os tempos em que o exército russo ia, como em 1849, reprimir a revolução no estrangeiro, são irremediavelmente passado. No presente, o exército separou-se para sempre da autocracia. Ele ainda não é revolucionário em seu conjunto. O nível político dos marinheiros e dos soldados é ainda muito baixo. Mas o que tem importância é que a consciência já foi despertada, que os soldados criaram um movimento próprio, que o espírito de liberdade penetrou nas casernas por todos os lados. A caserna, na Rússia, foi freqüentemente, pior que a prisão; em lugar algum se sufocava, se oprimia tanto a personalidade humana como na caserna; em parte alguma os castigos corporais, as sevícias, os insultos à dignidade humana floresceram a este ponto. E eis que esta caderna transformou-se em um foco da revolução.

 

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100 Anos da Greve das Tecelãs na Rússia

Notícias

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O que querem as mulheres? A pergunta marcou o século XX, após uma série de movimentos e conquistas femininas. As Mulheres lutavam pela igualdade de direitos sociais, reprodutivos e políticos. Hoje, ainda lutam contra violência doméstica e sexual, discriminação no trabalho, preconceitos, para resistir, por suas escolhas e sua vida, por mais autonomia...

Feminismo fala de liberdade. Não só para mulheres, mas para toda a sociedade.

Atualizado em 20.02.17

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O ANTIMIL: o setor militar-origens de uma organização.

História do PCB

Por Paulo Ribeiro da Cunha

Professor de Ciência Política da UNESP-Marília

O objetivo deste ensaio é recuperar a trajetória de uma organização clandestina que, apesar de ter sido bastante atuante e muito citada pela literatura acadêmica, permaneceu pouco visível na história brasileira: o Setor Militar do PCB ou Antimil. A particularidade desta proposta é apreender sua estrutura organizacional, no processo de intervenção nas Forças Armadas entre 1929 e 1945, sem a pretensão de avaliar sua eficiência revolucionária ou todos os cenários em que esteve envolvida, devido à falta de documentação e estudos específicos. O resgate de sua configuração histórica, como organização na estrutura partidária, resultou de exaustivas pesquisas e da narração de alguns de seus membros.

Atualizado em 20.02.17

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MICHEL FOUCAULT SEM ESPELHOS: um pensador proto pós moderno.

Temas em Debate

Por Mavi Rodrigues

Professora da Escola de Serviço Social da UFRJ

Distinta da maioria dos estudos que se recusam a tomar Michel Foucault como um autor sistemático, esta tese busca elucidar a existência de um projeto teórico-político foucaultiano coerente e demonstrar que este pode ser caracterizado como proto pós-moderno. Mesmo não contendo explicitamente os argumentos pósmodernistas tão em voga na produção acadêmica e cultural da virada do século XX para o XXI – tais como a defesa de uma transição paradigmática societária e epistemológica, a celebração do sujeito descentrado, o apelo a um novo irracionalismo, a ênfase no caráter retórico da verdade, etc. –,

Atualizado em 20.02.17

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