Que Fazer?: um marco na teoria revolucionária

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Afonso Costa

O mundo nunca mais foi o mesmo. A publicação de “Que Fazer?” em março de 1902 “marca uma nova etapa que deixa tudo pra trás. De sua edição em diante, a Rússia não seria o cenário da transmutação pura e simples do marxismo em movimento revolucionário triunfante. Nascia o marxismo-leninismo como teoria revolucionária e como prática revolucionária organizada”, definiu Florestan Fernandes na sua apresentação desta grande obra de Lênin em uma coleção organizada pelo próprio historiador durante a ditadura militar no Brasil, intitulada “Pensamento Socialista”.

Atualizado em 19.02.18

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Introdução ao método da teoria social

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José Paulo Netto

A questão do método é um dos problemas centrais (e mais polêmicos) da teoria social – demonstra-o o esforço dos clássicos das ciências sociais: não foi por acaso que Durkheim (1975) se ateve à construção de um método para a sociologia e que Weber (1992, 2000), além de se ocupar da conceptualização das categorias sociológicas, escreveu largamente sobre metodologia. Por isto mesmo, toda aproximação séria a tais ciências implica um esforço de clarificação metodológica (FERNANDES, 1980). E não é casual que sempre que elas foram objeto de questionamento, o debate metodológico esteve em primeiro plano – assim ocorreu, por exemplo, quando se tornou visível, nos anos 1970, a crise da sociologia acadêmica (GOULDNER, 2000; MORIN, 2005; GIDDENS, 1978), e assim voltou a verificar-se quando, já aprofundada esta crise, as ciências sociais desenvolveram explicitamente a discussão sobre os “paradigmas” (SANTOS, 1989, 2000).

Atualizado em 19.02.18

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As Revoluções do século XIX e a poesia do futuro[1]

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As Revoluções do século XIX e a poesia do futuro1

Mauro Luís Iasi2

A revolução social do século XIX

não pode tirar sua poesia do passado,

e sim do futuro.

Antes a frase ia além do conteúdo;

agora é o conteúdo que vai além da frase.

Karl Marx (18 Brumário)

Atualizado em 19.02.18

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ELEMENTOS PARA UMA LEITURA CRÍTICA DO MANIFESTO COMUNISTA

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José Paulo Netto

(dedicado a Nelson Werneck Sodré,

pela dignidade intelectual; a Moacyr

Félix, pela poesia; a Carlos Nelson,

pela amizade; e a Leila, por tudo)

Atualizado em 19.02.18

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O 18 BRUMÁRIO DE LUIS BONAPARTE, UMA LEITURA FUNDAMENTAL

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Luiz Felipe Oiticicca

Fevereiro de 1848. Na segunda Revolução Francesa, a aliança entre correntes burguesas republicanas e o proletariado derruba Luis Filipe de Orléans e reintroduz a República. Três anos e meio depois, a 2 de dezembro de 1851, Luis Bonaparte – sobrinho de Napoleão e presidente em final de mandato – apoiado pela burguesia e pelos militares, dissolve a Assembleia Legislativa, manipula um plebiscito que ratifica o Golpe de Estado e afoga em sangue a insurreição popular, em Paris. No ano seguinte, outro plebiscito proclama-o Imperador da França, sob o nome de Napoleão III. Serão seis anos de poder absoluto e mais 13, à base de concessões políticas.

Atualizado em 19.02.18

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