O ELN explica como está o processo de conversações de paz

imagemContagio Radio /27 de maio de 2016 – Em uma nova entrevista, o comandante da guerrilha do ELN, Nicolás Rodríguez, explica as demoras e o momento atual do processo de conversações de paz que estava previsto para ter suas primeiras sessões a partir do mês de maio. Também expressa a opinião dessa guerrilha frente ao falido processo de localização dos restos de Camilo Torres, após ter conhecimento do veredito da Medicina Legal que informou que os restos não correspondiam ao sacerdote.

Rodríguez Bautista opina sobre as recentes declarações do presidente Santos, no sentido de que as conversações não se iniciarão até que essa organização guerrilheira desista da prática do sequestro. Nas palavras de Bautista, esse ponto não faz parte do acordo inicial e será abordado no ponto 5 da agenda.

No vídeo também se faz referência aos aspectos que atrasam o processo, afirmando que, em um primeiro momento, o governo estendeu os tempos “de maneira caprichosa” e, em um segundo momento, se esperava que a agenda fosse mais geral que a que ficou, que inclui, de maneira determinante a sociedade civil. No último momento, explica Gabino, se deu uma discussão em torno dos países que seriam a sede das conversações. Segundo o comandante do ELN, a presença de Cuba, Venezuela, Brasil, Equador e Chile foi fundamental no processo de aproximações e, por isso, tanto o governo como essa guerrilha confiam nos bons trabalhos desses países, “eles merecem, fizeram bem seu trabalho e cremos que são garantia”, afirma Bautista.

Dessa maneira, ressaltou que as vozes que afirmam que o governo está entregando o país à insurgência são as vozes que querem que as condições sociais na Colômbia continuem como estão e, por isso, manifestam seu desacordo com os processos de paz. “A população (…) disse que a paz são mudanças e não qualquer tipo de mudanças”, além de “somente superando as causas que geraram o levante em armas poderemos falar de uma paz autêntica na Colômbia”.

Rodríguez Bautista finaliza recordando que o processo de busca pelos restos do sacerdote Camilo Torres foi “uma farsa” do General Tovar, pois foram realizadas diferentes afirmações sobre o paradeiro dos restos. Assinalou que o que ocorreu foi uma irresponsabilidade do Estado com “um assunto tão delicado”.

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=PLUoQDp7Z7I

Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/2016/05/30/el-eln-explica-en-que-va-el-proceso-de-conversaciones-de-paz/

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

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