ONU: 187 países contra o bloqueio genocida a Cuba

imagemPhoto: Ricardo López Hevia

Verdade e justiça triunfaram: 187 países contra o bloqueio dos EUA a Cuba. Brasil se junta a EUA e Israel e vota pela primeira vez a favor da medida

GRANMA – ÓRGÃO OFICIAL DO PARTIDO COMUNISTA CUBANO

«Votar contra Cuba é votar pela continuidade do genocídio. Somos Cuba, Vitória de Cuba», expressou a propósito desse resultado, o presidente da República de Cuba Miguel Díaz-Canel Bermúdez, em sua conta no Twitter.

Autor: Madeleine Sautié | madeleine@granma.cu

No dia 7 de novembro, 187 países concederam seu voto a favor de Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas para rejeitar o bloqueio econômico, comercial e financeiro injusto imposto pelos Estados Unidos por quase 60 anos à dignidade inabalável da Ilha, que não abaixa a cabeça perante a tentativa de dominá-la. Parece uma ironia atrofiada, cobrada pelas forças do bem ao Império, considerando que também são 187 as medidas aprovadas pelo governo de Donald Trump para tentar pulverizar a nação caribenha que perturba seu apetite com uma postura exemplar.

Votaram contra dois iguais: os Estados Unidos — era esperado — e Israel, há muito subservientes às disposições imperiais, e Jair Bolsonaro — que aliás representa o Brasil, mas não é o Brasil — do qual, a julgar por seus tristes desígnios, nada mais era esperado. As abstenções da Colômbia — o que não é surpreendente — e da Ucrânia completaram o sufrágio que, mesmo com a pequena porcentagem contra ela, oferece à luz do planeta a política fracassada de mesquinharia.

«Votar contra Cuba é votar pela continuidade do genocídio. Somos Cuba, Vitória de Cuba», expressou sobre o resultado o presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, em sua conta no Twitter, onde também escreveu: «O bloqueio é real e vamos derrotá-lo com o apoio da comunidade internacional que, em esmagadora maioria, votou hoje ao lado de Cuba contra o bloqueio. Governos lacaios mostram onde estão suas afinidades. E eles estão sozinhos ao lado do império. Vitória de Cuba».

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, cujas palavras tocaram a plateia que os aplaudiu, tweittou: «(…) isolamento indiscutível dos Estados Unidos. Pressões brutais refletem a falência moral e a podridão de seu atual governo. É outra vitória esmagadora de Cuba, de nosso povo heroico. É um triunfo da verdade e da justiça».

Motivo de riso, se não fossem ultrajantes, foram os argumentos de Kelly Craft, representante dos Estados Unidos na ONU, indiferente à reivindicação da comunidade internacional em defesa do levantamento do bloqueio e negando a responsabilidade de seu governo pelos danos da política genocida contra Cuba. Para ela e para quem ela representa, as restrições econômicas, comerciais e financeiras que são amplamente impostas à Ilha, não afetam negativamente a falta de remédios, alimentos, matérias-primas; a escassez irracional de necessidades, os impostos brutais, os números improváveis, os mais de 22 milhões de dólares para subverter o projeto socialista cubano. Como se nosso povo não conhecesse o inimigo histórico que o oprime.

Caro paga a Cuba aos olhos do Império que em seu território nenhuma criança dorme na rua ou carece de uma escola para sonhar seu futuro. Vale a pena mostrar-lhe todos os dias que a Revolução se tornou cada vez mais forte, que os direitos humanos elementares são um fato aqui, enquanto no terreno deles, para muitos, educação, saúde e paz são absolutamente quimeras.

Nós sabemos bem o motivo do assanhamento. Com nossa história e nossos homens e mulheres, aprendemos a manter a perseverança de sermos livres. A Ilha de dignidade e resistência não está sozinha. O mundo conhece a injustiça que os EUA cometem contra o nosso povo e o expressou desta forma com o seu voto.

http://pt.granma.cu/cuba/2019-11-08/verdade-e-justica-triunfaram-187-paises-contra-o-bloqueio-dos-eua-a-cuba

Cuba apresenta na ONU projeto de resolução contra o bloqueio dos Estados Unidos
Em 7 de novembro, pela vigésima oitava ocasião consecutiva, o projeto de resolução para pôr fim ao bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba foi submetido à consideração das Nações Unidas

Autor: Walkiria Juanes Sánchez | internet@granma.cu

Autor: Jerotha Elcock | internet@granma.cu

Autor: Yisell Rodríguez Milán | internet@granma.cu

Autor: Yisel González Fuentes | internet@granma.cu

10:00 A Assembleia Geral das Nações Unidas inicia apresentação da resolução de Cuba sobre os danos do bloqueio dos EUA

«CUBA não deixará de reivindicar a total eliminação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA», disse o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, na rede social Twitter, referindo-se à apresentação em 6 e 7 de novembro, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), do projeto de resolução sobre a necessidade de acabar com essa política criminosa.

Pela vigésima oitava ocasião consecutiva, A AGNU decidirá sobre o mais longo cerco comercial da história, um sistema de sanções injustas e genocidas que constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento da Ilha e que continua violando claramente o direito internacional e a vontade da Assembleia, que o condenou 27 vezes.

Precisamente por causa da natureza desacreditada dessa política, os Estados Unidos recorrem a pressões e chantagens para mudar o voto das nações favoráveis a Cuba, algo que foi denunciado na segunda-feira, 4, pelo ministro das Relações Exteriores da Ilha maior das Antilhas, que destacou as manobras realizadas por funcionários do governo dos EUA, principalmente nos países latino-americanos.

«Após o acentuado fracasso do ano passado 2018, quando o Departamento de Estado tentou mudar e alterar a natureza da resolução que é tradicionalmente apresentada à Assembleia Geral, este ano o objetivo se concentrou em diminuir o padrão de votação com base em pressões exercidas em todas as regiões do planeta», afirmou Rodríguez Parrilla.

Mas «Cuba sabe que tem o apoio unânime dos povos», algo que foi evidenciado em todos os cenários internacionais em que a questão surgiu, como aconteceu recentemente na Cúpula do Movimento dos Não-Alinhados, cuja declaração era clara na reivindicação da cessação do bloqueio.

Somente de abril de 2018 a março de 2019, o bloqueio causou prejuízos de US$ 4,3 bilhões (4.323.600.000) a Cuba e os danos acumulados em quase seis décadas totalizaram US$ 138,8 bilhões (138.843.400.000) aos preços atuais.

Assim se pronunciaram os representantes dos países. A maioria absoluta votou a favor da resolução de Cuba e contra o bloqueio genocida imposto pelos EUA

A Assembleia Geral é um dos principais órgãos das Nações Unidas, o único em que todos os Estados Membros (hoje 193) estão representados, cada um com um voto. Este fórum discute questões de interesse global, como desenvolvimento sustentável, paz e segurança, mudança climática, igualdade de gênero, etc.

A disposição dos assentos no Salão da Assembleia Geral muda para cada sessão. Durante a trigésima quarta sessão (2019-2020), Gana ocupa o primeiro assento no Salão e os outros países se sentam, em ordem alfabética em inglês.

A Guiana adere às intervenções das organizações internacionais que falaram anteriormente para pôr fim ao bloqueio dos EUA contra Cuba.

« A natureza extraterritorial da medida vai contra a autodeterminação dos povos e a Carta das Nações Unidas. Exigimos a cessação imediata dessa política destrutiva», afirmou o representante daquele país.

«A perpetuação do bloqueio continua sendo um ato injusto contra o povo cubano», disse.

A Guiana garante ao povo cubano sua solidariedade inabalável em sua luta pela autodeterminação.

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O representante da delegação da África do Sul reconheceu que o bloqueio que causou grandes danos a Cuba não pode mais ser justificado.

Destacou os laços históricos que unem as duas nações e agradeceu ao povo cubano por seu apoio na luta por sua libertação.

Também observou a escalada levada a cabo pelos Estados Unidos contra a Ilha, condenou veementemente o renascimento do Título III da Lei Helms-Burton e as medidas unilaterais tomadas pelo país para minar o desenvolvimento econômico cubano.

A África do Sul apelou à comunidade internacional para apoiar Cuba e seu povo e enfatizou que essas medidas são uma violação do direito internacional.

Portanto, seu país votará a favor da resolução em questão e instou o governo dos EUA a encerrar a medida ilegal.

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O Zimbábue apoia a declaração do Grupo Africano, do Mnoal e do Grupo dos 77 mais a China.

O representante daquele país pediu o fim do bloqueio imposto a Cuba, que, além de ser uma violação do direito internacional e da Carta da ONU, é uma violação do direito da ilha ao desenvolvimento, afirmou.

Ele também recorda a votação do ano anterior, que foi quase unânime, que é uma reiteração da comunidade internacional contra as medidas coercitivas contra Cuba.

Também expressou sua solidariedade com Cuba e instou a comunidade internacional a encerrar o bloqueio, levando em consideração sua natureza ilegal.

O representante da República Popular Democrática da Coreia enfatizou que, apesar do bloqueio, Cuba está avançando na defesa de seu socialismo e seu desenvolvimento.

Fez questão de lembrar que esta resolução já foi aprovada 27 vezes pela grande maioria, confirmando a necessidade de encerrar a medida unilateral.

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A Nicarágua se une à comunidade internacional para eliminar o bloqueio injusto imposto ao povo cubano irmão, solidário, internacionalista e sempre disposto a ajudar todas as nações.

O representante da delegação daquele país expressou que se observa com preocupação como o povo cubano é prejudicado, dado o ressurgimento do bloqueio, o que o impede de realizar seu pleno desenvolvimento.

Seu país condena veementemente as novas medidas extraterritoriais impostas pelos EUA, protegidas pelo renascimento do título III da Lei Helms-Burton, medidas restritivas que violam a Carta das Nações Unidas e os princípios do direito internacional.

«Enviamos uma mensagem de amor e fraternidade ao povo e ao governo cubanos por sua contribuição a todas as campanhas e programas sociais na Nicarágua. Estamos convencidos de que a comunidade internacional mais uma vez condenará o bloqueio», afirmou.

Nicarágua espera sejam estabelecidos entre Cuba e os EUA diálogos permanentes da igualdade. Compartilhamos as palavras do presidente do nosso país Daniel Ortega: «Cuba foi e é uma inspiração para as pessoas, homens e mulheres que decidiram permanecer livres».

Como todos os anos, votaremos a favor do projeto de resolução, que foi apresentado.

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O representante de Angola acredita que essa questão já deve ter passado pela água e fazer parte dos arquivos da ONU.

A existência do bloqueio é uma medida injusta e retrógrada que influencia bastante o povo cubano.

Angola reafirma seu compromisso com a Carta das Nações Unidas e os princípios do direito internacional.

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O Suriname deu os parabéns a Cuba e agradeceu a solidariedade da Ilha com seu país. Também condenou as medidas que vão contra os princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional.

O governo daquele país lamenta a existência do bloqueio e ratifica que votou a favor da resolução, como parte da comunidade internacional, de exigir dos Estados Unidos remover o bloqueio imposto a Cuba.

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A República Popular da China deu as boas-vindas ao ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, na Assembleia.

Sua delegação condena veementemente todas as medidas coercitivas impostas pelos Estados Unidos a Cuba, especialmente o bloqueio econômico, comercial e financeiro.

O representante lembrou o número de perdas no último ano causadas pelo bloqueio na Ilha e como isso afeta negativamente o cumprimento das metas de desenvolvimento sustentável e o direito do país ao pleno desenvolvimento.

China e Cuba mantêm relações comerciais amigáveis e mutuamente benéficas em vários campos.

Da mesma forma, o gigante asiático votará a favor do projeto de resolução apresentado por Cuba no cenário internacional.

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São Vicente e as Granadinas expressou forte apoio à resolução sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.

O representante daquele país condenou a medida unilateral por constituir uma violação flagrante do direito internacional.

Elogiou Cuba pela solidariedade e assistência humanitária prestada a muitos dos países presentes nessa organização internacional, especialmente por sua participação na luta contra o Ebola na África.

Também enfatizou que a cooperação baseada no respeito mútuo e na não interferência é essencial para o desenvolvimento do mundo.

«A suspensão do bloqueio é fundamental para o povo e o governo de Cuba, para que possam alcançar plena prosperidade», disse.

E também reiterou a rejeição do bloqueio ilegítimo imposto a Cuba pelos Estados Unidos.

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O representante do Quênia apelou a não permitir que sanções e bloqueios de qualquer espécie minassem a autodeterminação de Cuba, motivo pelo qual seu país sempre votou a favor da resolução que é apresentada anualmente nas Nações Unidas.

«Essas sanções contra Cuba precisam terminar», culminou.

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É a vez do representante da República Democrática do Laos.

Antes de mais, gostaria de expressar a gratidão de minha delegação ao Secretário-Geral das Nações Unidas por seu relatório abrangente sobre esse assunto.

Em nome do Movimento dos Não-Alinhados, o Grupo dos 77 + China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático, respectivamente.

A República Democrática reitera que, em um mundo interdependente, medidas unilaterais e sua aplicação extraterritorial não apenas violam a Carta das Nações Unidas e o direito internacional e, em particular, a igualdade soberana de estados independentes e a integridade territorial e a não interferência em assuntos externo, mas também prejudica o desenvolvimento nacional de outros países. Portanto, a República Democrática do Laos não promulgou ou aplicou nenhuma lei ou medida nacional contra outros países.

Por esse motivo, minha delegação continuará apoiando e votando a favor do projeto de resolução sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.

A interrupção do bloqueio não será apenas um benefício mútuo para Cuba, mas para o mundo inteiro.

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Palavras do representante da Argélia

Reunimo-nos mais uma vez para examinar na Assembleia a necessidade de encerrar o bloqueio de Cuba e reafirmar nossa preocupação com a tremenda dificuldade econômica enfrentada por esse país como resultado do bloqueio contra o povo cubano.

Este debate mobiliza toda a comunidade internacional todos os anos e é um apelo coletivo a respeitar a decisão dos princípios orientadores desta organização, bem como de seus ideais. São princípios e ideais que são o epicentro de nossa organização.

A adoção anual consecutiva da esmagadora maioria dos membros da Assembleia Geral da resolução que exige o levantamento do bloqueio contra Cuba reflete a vontade firme e inabalável da comunidade internacional de pôr fim ao bloqueio injusto presente há mais de seis décadas.

A Argélia reafirma sua posição a favor do levantamento do bloqueio comercial, econômico e financeiro contra o país irmão de Cuba. Essas sanções injustificadas exacerbam o sentimento de rejeição do bloqueio, porque priva o povo cubano dos recursos necessários para a vida, obstrui o desenvolvimento econômico e é um obstáculo aos seus esforços para implementar a agenda de desenvolvimento sustentável.

Permitam-me lembrar que Cuba, como qualquer outro Estado membro da ONU, tem todo o direito à liberdade comercial e à expansão do comércio reciprocamente, com benefícios mútuos.

A Argélia sempre compartilhou a posição do Mnoal sobre a condenação de medidas extraterritoriais que buscam sancionar países que lutam por sua soberania.

A Argélia expressa solidariedade com o governo e o povo irmão de Cuba. Hoje, mais do que nunca, é importante impulsionar o dinamismo dos últimos anos e partir das conquistas positivas nas relações entre Cuba e os Estados Unidos, encetando um diálogo construtivo, com total respeito aos princípios do direito internacional preconizados pelas Nações Unidas.

Isso permitirá abrir um caminho positivo na normalização das relações e permitirá um entendimento necessário entre os dois países, bem como com outras nações da região.

A Argélia apoiou a declaração apresentada em nome do Mnoal, o grupo dos 77 mais a China e a União Africana sobre esta questão.

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O México reitera sua firme rejeição de ações unilaterais contra Cuba, incluindo a imposição por mais de cinco décadas do bloqueio econômico, comercial e financeiro que contradiz o direito internacional.

Qualquer medida unilateral projetada para motivar uma mudança no sistema econômico, político e social de um país de fora contraria os princípios da Carta das Nações Unidas. O México rejeita a aplicação de leis unilaterais que alegam ter efeitos extraterritoriais; portanto, lamentamos a decisão dos Estados Unidos de aplicar pela primeira vez na história o Título III da chamada Lei Helms-Burton, que afeta não apenas o povo cubano, mas também países terceiros. Gostaria também de lembrá-lo da opinião da Comissão Jurídica Interamericana de 23 de agosto de 1996, quando afirmou que os fundamentos e a eventual aplicação da lei de Helms-Burton não se enquadram na lei intencional.

O México vota pela renovação do diálogo e da cooperação dos Estados Unidos e Cuba, pois isso constituiria uma boa oportunidade para ambas as nações aumentarem suas prioridades nacionais e chegarem a um acordo sobre questões de importância internacional, em uma agenda compartilhada.

México e Cuba desfrutam de um relacionamento histórico próximo. O México é hoje o quinto parceiro comercial da Ilha e o segundo na região. A cooperação em questões educacionais, científicas e culturais registra progressos tangíveis em pelo menos 15 projetos. As trocas de visitantes aumentam.

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O Vietnã, por sua vez, apresentou-se a favor do projeto de resolução e juntou-se à comunidade internacional na reivindicação perante o governo dos EUA de encerrar o bloqueio contra Cuba.

Também exortou os Estados Unidos a retomarem o diálogo com a Ilha e renovou o compromisso de seu país com a Carta das Nações Unidas e os princípios do direito internacional.

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O representante da Índia lembrou que anos atrás ele já está votando a favor do levantamento do bloqueio naquele cenário internacional e reafirmou que mais uma vez seu país condena a ação unilateral dos Estados Unidos contra Cuba.

Esta medida mina o multilateralismo e a Carta das Nações Unidas e é solidária à Assembleia contra o unilateralismo. O bloqueio prejudicou as pessoas e destacou os esforços de desenvolvimento de Cuba.

Também destacou a participação da Ilha em resposta ao pedido da ONU de responder há cinco anos à crise do Ebola, apesar do bloqueio.

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O Azerbaijão fala em nome do Mnoal sobre a necessidade de a comunidade internacional continuar trabalhando para acabar com o bloqueio ilegal imposto unilateralmente pelos Estados Unidos e defende os princípios de não interferência e não intervenção nos assuntos internos dos países.

A Bielorrússia toma a palavra para rejeitar qualquer medida unilateral e coercitiva contra qualquer Estado soberano, que não apenas constitui uma violação dos princípios do direito internacional, mas também do multilateralismo.

«Reconhecemos que o bloqueio constitui uma medida de terrorismo econômico, o que dificulta o desenvolvimento econômico do país e da região», afirmou.

Do nosso país, sempre defenderemos um Estado na representação de seu próprio modelo político e esperamos que os princípios do respeito mútuo possam ser observados.

A Bielorrússia sempre defendeu esta moção e esperamos que ela seja implementada.

O representante da Rússia, por sua vez, referiu-se à campanha anticubana desencadeada pelos Estados Unidos para atingir seu objetivo de punir o governo cubano por exercer seu direito à autodeterminação.

O representante russo também se referiu aos interesses norte-americanos na região e no mundo, com o boicote desenvolvido contra presidentes constitucionais como Nicolás Maduro na Venezuela.

Referiu-se ao bloqueio como o principal obstáculo ao gozo dos direitos humanos em Cuba e condenou as insinuações de Washington contra médicos internacionalistas que ajudam os mais necessitados do mundo.

«A Rússia sempre simpatizou com o povo de Cuba e pede um levantamento imediato do bloqueio que vai contra a carta das Nações Unidas e constitui uma interferência nos assuntos internos de um Estado», acrescentou

A representante da Comunidade do Caribe (Caricom), por sua vez, reafirmou a posição dos pequenos estados que compõem esse órgão internacional de não interferência nos assuntos internos dos países.

«A Caricom, vê o bloqueio com grande preocupação porque Cuba é um componente importante da comunidade do Caribe», reafirmou o representante.

Da mesma forma, referiu-se ao aumento da cooperação dos diferentes projetos econômicos e sociais, que constituem sinais do futuro da região, e destacou a presença cubana em áreas de desastre para fornecer assistência médica e assistência social, que é uma manifestação do compromisso de Cuba com a solidariedade internacional, apesar de ser um país bloqueado.

«Cuba é parte integrante da organização do Caribe, Cuba não ameaça ninguém», afirmou.

«Acreditamos que o bloqueio não é apenas uma medida punitiva contra Cuba, mas contra o desenvolvimento regional», destacou.

O representante da Caricom falou em nome de Granada e destacou o excelente estado das relações bilaterais com Cuba.

Condenou a Lei Helms-Burton e garantiu que seu país ainda tem esperança nessa organização internacional de pôr fim ao bloqueio contra Cuba e obter estabilidade na região.

«Reconhecemos que o bloqueio constitui uma medida de terrorismo econômico, o que dificulta o desenvolvimento econômico do país e da região», afirmou.

O Azerbaijão, em nome do Movimento Não-Alinhado, fala.

«Mais de 190 estados apoiam Cuba, enquanto os Estados Unidos continuam sozinhos em uma política retrógrada contra a Ilha maior das Antilhas».

«Solicitamos que o bloqueio seja encerrado em nome do Movimento Não-Alinhado, levando em consideração sua natureza extraterritorial e injusta. Pedimos respeito pelos princípios de não interferência e não intervenção nos assuntos internos de outros países».

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«A Malásia reitera seu apoio à Assembleia Geral que votou a favor da resolução e nos opomos a qualquer tipo de bloqueio que contrarie os princípios da Carta das Nações Unidas».

Também pediu a ambas as partes resolverem as diferenças que as separam e eliminarem as medidas coercitivas dos EUA.

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O Uruguai, por sua vez, entende que o bloqueio imposto a Cuba é contrário ao direito internacional e aos princípios da Carta das Nações Unidas. Não reconhece a aplicação extraterritorial de medidas contra Estados soberanos.

«Reiteramos a oposição ao bloqueio, que representa uma violação dos direitos e uma agressão contra o povo cubano e seus direitos. Também lamentamos o esfriamento da restauração das relações entre Cuba e os Estados Unidos e instamos ambas as partes a trabalharem para a solução dos problemas pendentes que foi possível há muito tempo, o que mostra que isso pode ser feito».

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A Argentina assina totalmente a intervenção do Grupo dos 77 e a China.

A Argentina reitera sua posição de que o bloqueio deve ser encerrado, por ser contrário ao Direito Internacional, à não intervenção nos assuntos internos e à Carta das Nações Unidas.

O representante da delegação explicou que seu país sempre se pronunciou contra a aplicação de medidas extraterritoriais. A aprovação da nova resolução pela maioria reafirma a necessidade de encerrar o bloqueio.

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A explicação dos votos é feita.

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12h05 Iniciou o processo de votação do projeto de resolução: Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba.

Resultado da votação: a favor 187; contra 3; abstenção 2

Contra: Israel, Estados Unidos e Brasil

Abstenções: Colômbia e Ucrânia

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A Costa Rica votará a favor da resolução.

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República da Finlândia, em nome da União Europeia, toma a palavra.

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12: 00 Começam as explicações da votação

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Bruno Rodríguez: «O governo dos Estados Unidos é responsável».

Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba, fala nas Nações Unidas sobre como nos últimos meses o governo Trump empreendeu uma escalada para que o combustível não chegasse a Cuba. Seu objetivo é prejudicar a economia e, ao mesmo tempo, o bem-estar da família cubana. «Os Estados Unidos são responsáveis mesmo», acrescentou.

As remessas foram restringidas, a concessão de vistos foi reduzida, os navios de cruzeiro e os voos diretos para Cuba foram proibidos, os contratos esportivos foram cancelados, as atividades de promoção comercial cessaram. «O governo dos Estados Unidos é responsável mesmo», disse Rodríguez.

Com uma campanha de calúnia, políticos e autoridades norte-americanas difamam o programa médico cubano que presta apoio a outros países. A embaixadora dos EUA manipula grosseiramente a Declaração Universal dos Direitos Humanos», disse.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba explicou que não há uma família cubana que não sofra as consequências do bloqueio. As crianças doentes não têm acesso a equipamentos médicos produzidos por empresas norte-americanas. O bloqueio impede o acesso a novos medicamentos para o tratamento do câncer produzido pelas empresas norte-americanas. «O governo dos EUA é responsável mesmo».

Alguém pode acreditar que o governo dos EUA quer apoiar Cuba? A delegação dos Estados Unidos deve explicar neste cenário as medidas que impõe às transações cubanas.

O modelo cubano bem-sucedido e eficaz garante aos cubanos igualdade de oportunidades e justiça social, apesar da hostilidade e das sanções. O governo dos EUA não tem autoridade moral para falar sobre direitos humanos.

O chanceler cubano disse que nos Estados Unidos existem 2,3 milhões de pessoas privadas de liberdade e em um ano são realizadas 10,5 milhões de apreensões. Devido à falta de tratamento adequado, 231 pessoas morrem de câncer. Separam famílias, detêm pais e filhos nas fronteiras e expulsam migrantes. Mantêm ilegal e indefinidamente pessoas na base naval ilegal de Guantánamo. Mais de meio milhão de cidadãos dormem nas ruas. Existem 28,5 milhões de cidadãos sem seguro médico e milhões de pessoas com renda mais baixa serão privadas das medidas anunciadas.

A igualdade de oportunidades nos Estados Unidos é uma quimera. As mulheres ganham aproximadamente 85% do que os homens ganham; há queixas generalizadas de assédio sexual. Existe um padrão racial diferenciado nas prisões.

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O representante da República de Trinidad e Tobago falou.

Trinidad e Tobago iniciou sua intervenção lembrando quando em 2015 uma nova fase começou com a aprovação da agenda de desenvolvimento sustentável com o objetivo claro de não deixar ninguém para trás. Apesar disso, o bloqueio continua dificultando que Cuba aproveite seu potencial de desenvolvimento.

«Aplicações extraterritoriais de leis unilaterais minaram esse acordo e a oposição a essa política é virtualmente universal», disse.

É lamentável que mais restrições tenham sido impostas pela Lei Helms-Burton e a delegação de Trinidad e Tobago apoie constantemente os esforços internacionais para promover um diálogo que permita eliminar o bloqueio contra Cuba, disse.

«Nosso governo está comprometido com a Carta das Nações Unidas e com os princípios de autodeterminação e soberania das nações, e reitera seu apelo incessante para eliminar o bloqueio contra Cuba e apoiará novamente o projeto de resolução».

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A representação da República da Zâmbia intervém

A Zâmbia iniciou sua intervenção recordando seu apoio a Cuba ao longo dos anos e expressando preocupação com o bloqueio que dura quase seis décadas.

O representante destacou que essa medida unilateral causou milhões de perdas à Ilha, o que frustra as tentativas do país de cumprir a agenda de desenvolvimento sustentável.

O governo da Zâmbia continua a insistir na solidariedade com Cuba, pedindo a revogação da Lei Helms-Burton e se une à reivindicação internacional para eliminar o bloqueio.

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O representante da República Islâmica do Irã falou: «Os Estados Unidos são um parceiro não confiável».

O representante da República Islâmica do Irã iniciou seu discurso explicando como as medidas de um único país representam uma ameaça ao multilateralismo e à soberania das nações.

Falou sobre as ações desumanas que representam o bloqueio como o sistema mais injusto e desumano contra qualquer país e como essa política genocida aumentou no último ano.

Também explicou que o Irã, tal como Cuba, paga pelo preço de sua resistência e independência fora dos interesses expansionistas dos Estados Unidos.

O governo dos EUA quer mostrar que está preocupado com o povo iraniano, mas toma decisões que prejudicam os iranianos.

«Os Estados Unidos são um parceiro não confiável. As sanções permanecem ilegais e o mundo deve encontrar soluções para lidar com medidas unilaterais», disse.

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O representante do Estado Plurinacional da Bolívia falou: «Não votamos apenas contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro, votamos a favor da esperança da maravilhosa possibilidade de tornar nosso mundo mais justo».

O representante do Estado Plurinacional da Bolívia expressou que o bloqueio econômico comercial e financeiro contra Cuba é uma das medidas que recebe mais atenção das Nações Unidas.

«O bloqueio contra Cuba é ilegal, injusto e imoral e viola os princípios da Carta das Nações Unidas», afirmou.

Também observou que sabe que a sessão da Assembleia é vista pelos cubanos e enviou uma mensagem de solidariedade ao povo da Ilha.

E acrescentou que o bloqueio é real e afeta todas as áreas do desenvolvimento social e econômico cubano.

Também enfatizou que a sessão também é uma gratidão a Cuba pela solidariedade demonstrada a todos os povos do mundo com a cooperação internacionalista.

Lembrando as palavras de Nelson Mandela, o funcionário destacou que a África é grata ao povo cubano por seu apoio aos países desse continente.

«Os cubanos compartilham o pouco que têm e o fazem desinteressadamente», disse.

Além disso, aproveitou sua intervenção para falar sobre outras questões de impacto global, onde os princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional também são violados.

Não votamos apenas contra o bloqueio, mas a favor da esperança.

A Bolívia se junta à voz do mundo. Pede, reivindica e exige que o bloqueio seja levantado.

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O representante dos Estados Unidos falou.

Os Estados Unidos não se responsabilizam pelos danos causados pelo bloqueio a Cuba

Durante o segundo dia de debates sobre a apresentação da resolução de Cuba sobre os efeitos do bloqueio dos EUA na sociedade cubana, a representante do governo dos EUA tomou a palavra.

Durante sua intervenção, a funcionária concentrou-se no não reconhecimento dos efeitos nocivos que as restrições econômicas, comerciais e financeiras de seu governo têm sobre o povo de Cuba, embora reconhecesse que com certeza, pela vigésima oitava vez, os países membros das Nações Unidas vão se pronunciar a favor da resolução cubana.

Em exercício da mesma soberania que eles estão tentando transbordar em Cuba, seu representante disse que os Estados Unidos «decidem com quem negociam» e chamou a plateia a perguntar se faz bem em apoiar a proposta cubana, levando em conta as constantes acusações do governo dos EUA sobre como os direitos humanos são supostamente «violados» na Ilha.

Como parte de seu discurso, a autoridade citou vários artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, referindo-se especificamente àqueles que resumem o direito à liberdade de expressão, o direito ao emprego e a proibição do serviço forçado.

Seu roteiro, repetitivo até a exaustão, assumiu como exemplos de violações acerca das quais «o embargo não tem nada a ver» com as supostas prisões de jornalistas e ativistas, embora não reconhecesse que os Estados Unidos tenham um plano…

Da mesma forma, ela disse várias vezes que «seu embargo não força» o governo cubano a enviar milhares de médicos de Cuba para «serem submetidos a serviços forçados».

«Os médicos são forçados a trabalhar fora, com um salário miserável. Nosso embargo não força a escravizar os médicos», disse, para reforçar essa acusação, já repetidamente negada pelo governo cubano e pelos próprios médicos cubanos através de suas contas em redes sociais e outros espaços.

Ela também mentiu quando declarou que o direito ao trabalho é restrito em Cuba, pois ignora que se exerce o trabalho privado.

Também acusou Cuba de limitar a liberdade de informação: ativistas silenciados – declarou – e com meios controlados pelo Estado e onde o único partido legal é o comunista.

Em meio às acusações, também enfatizou sua nova linha de ataque: Cuba colabora com o regime de Maduro e contribui para a instabilidade regional. «Seus líderes nunca serão responsabilizados», diz a representante da nação do mundo que mais conflitos armados motivou de maneira pública e oculta.

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Intervenção de Jorge Arreaza, ministro do Poder Popular para as Relações Exteriores da Venezuela.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, falou em nome de seu país, expressando a importância que o presidente Nicolás Maduro coloca na votação contra o bloqueio criminal dos EUA contra Cuba.

O representante da delegação venezuelana disse que a situação atual é uma ameaça ao multilateralismo e ao direito internacional e transmitiu seus respeitos a Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba e sua delegação.

«Nenhuma sanção no mundo pode impedir que nossas nações continuem trabalhando juntas, aqui estamos nós para vocês», disse.

Da mesma forma, lembrou que o povo cubano está determinado a exercer seu direito à autodeterminação e que nenhuma medida coercitiva pode fazê-lo renunciar a esse direito.

A chamada repetida foi ignorada por quem viola o direito internacional com impunidade. «A Venezuela exige que cessem as sanções e o terrorismo econômico contra Cuba e a Venezuela», acrescentou.

O bloqueio é uma punição coletiva que emana dos caprichos, do orgulho e dos que acreditam ser superiores e donos do mundo. «Cuba mostrou que eles não são e terão que compensar o povo por suas medidas brutais», disse.

Também observou que o bloqueio não é apenas emblemático por seu caráter genocida, mas porque Cuba demonstrou um exemplo de resistência que, após cinco décadas, ainda defende sua autodeterminação.

O bloqueio, exacerbado pelo atual governo dos EUA, causa milhões de perdas para a Ilha. O impacto extraterritorial da política arbitrária também afeta países que tentam manter relações bilaterais com Cuba. «O governo dos Estados Unidos não tem autoridade sobre a soberania de outros Estados», ressaltou.

Apesar das dificuldades econômicas, Cuba sempre prestou cooperação solidária a outros países do mundo. «O bloqueio é uma política obsoleta através da qual se pretendia isolar Cuba, claramente, que essa política falhou», disse.

«Hoje, por exemplo, Washington pretende reviver a Doutrina Monroe a partir da qual a região da América Latina é concebida como seu quintal, e nós não somos e nunca seremos esse quintal. Somos, com Cuba na vanguarda, uma área de paz e nosso objetivo é a União Bolivariana«, acrescentou.

«Espero que a elite corporativa norte-americana retifique algum dia, mostre o multilateralismo e levante essas medidas coercitivas que afetam um terço da humanidade. Até que isso aconteça, cabe à ONU interromper as imposições dos Estados Unidos. Nesta tarefa, a resolução que hoje nos convoca é fundamental», acrescentou.

Arreaza disse que da Venezuela exigimos que todas as instâncias da ONU assumam maior coragem e rigor, proponham e tomem ações e decisões concretas para impedir essas políticas desumanas que constituem uma agressão e uma afronta às Nações Unidas.

Como disse o Apóstolo cubano José Martí, «Fazer é a melhor maneira de dizer”. A Venezuela reitera mais uma vez que votará a favor da resolução», concluiu.

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Nós, cubanas e cubanos, estaríamos ansiosos pelo dia em que falar sobre o bloqueio a Cuba faça parte do passado, de um passado marcado por ameaças e crueldade, pela imposição de uma política tão absurda e ilegal quanto desumana, porque pretender fazer render pela fome e a privação. material um povo inteiro por mais de 55 anos, nunca poderia caber na cabeça daqueles que professam qualquer sentimento humano ou o menor senso comum.
Mais de cinco gerações de crianças desta Ilha nasceram sob as consequências dessa política arbitrária imposta pelos Estados Unidos. Talvez porque tenhamos crescido com esse flagelo como se fosse um «pecado original», às vezes nem todos estão plenamente conscientes de quão injusto e ilegal é.
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O presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez, na entrevista que deu à televisão regional Telesur, transmitida em 16 de setembro, foi enfático ao definir o bloqueio como «uma prática brutal, que procura condenar nosso povo a morrer de necessidades e viola as leis territoriais e impõe normas nas relações do mundo com Cuba».
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Em 7 de novembro, pela vigésima oitava ocasião consecutiva, as Nações Unidas votarão o projeto de resolução contra o bloqueio: «Necessidade de pôr fim ao embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba».

O que é o bloqueio?

EM PERGUNTAS E RESPOSTAS
1-Por que o bloqueio representa uma violação da legalidade internacional?
Alexander Pankin, representante da Federação Russa nas Nações Unidas: «A Rússia sempre simpatizou com o povo de Cuba e pede que o bloqueio que vai contra a carta das Nações Unidas seja imediatamente suspenso, pois constitui uma interferência nos assuntos internos de um Estado».
Bashar Jafari, representante da República Árabe da Síria: «Isso é uma violação do direito ao desenvolvimento. Hoje estamos 11 a anos da meta de 2030 e ninguém pode argumentar que o bloqueio não impede o desenvolvimento social dos Estados».
Nagaraj Naidu, representante da Índia: «Há poucas dúvidas de que a existência do bloqueio, que contraria a opinião mundial, mina os próprios fundamentos das Nações Unidas. Demonstramos solidariedade com o apelo desta organização».
Valentin Rybakov, embaixador permanente da Bielorrússia na ONU: «A Bielorrússia entende que qualquer medida unilateral e coercitiva é uma violação grave do Direito Internacional e dos pilares das relações entre os Estados».
2-Por que o bloqueio afeta outros países?
Nguyen Phuong Nga, representante do Vietnã: «Chamamos o governo dos EUA a inverter sua política em Cuba, em favor das relações entre os dois países e o bem-estar e a segurança do mundo».
Juan Ramón de la Fuente, representante permanente do México junto à Organização das Nações Unidas: «O interesse dos EUA de ativar a aplicação do título III da lei Helms-Burton não afeta apenas a Ilha, mas também países terceiros».
Dr. Riyad H. Mansour, embaixador da Palestina nas Nações Unidas, em nome do Grupo dos 77 + China: «A urgência deste apelo não é apenas para Cuba, mas para o benefício que traria para a comunidade internacional».
3-Por que é uma violação dos direitos humanos?
Yashar Aliyev, representante permanente do Azerbaijão: «O bloqueio contra a Ilha maior das Antilhas, mantido por quase 60 anos, é um exemplo do efeito adverso dessas medidas no bem-estar do povo, violando seus direitos humanos, incluindo o direito ao desenvolvimento».
Macharia Kamau, representante do Quênia nas Nações Unidas: «As sanções impostas unilateralmente pelo governo dos EUA contra Cuba, e que parecem ser perenes e gerais, são um claro abuso dos direitos humanos».
4-Por que o mundo vota a favor de Cuba?
Keisha McGuire, embaixador de Granada nas Nações Unidas: «Cuba foi um dos primeiros países a ajudar o povo das Bahamas imediatamente após o furacão Dorian, que devastou partes do país em setembro com consequências devastadoras, incluindo perda de vidas».
Jerry Matjila, representante da África do Sul: «Cuba fez um grande sacrifício pela libertação da África do Sul, muitos cubanos deram suas vidas por uma África do Sul livre e democrática», disse o diplomata.
Inga Rhonda King, representante de São Vicente e Granadinas perante a ONU: «Cuba é um exemplo de solidariedade, muitos de nossos estados usaram a ajuda de Cuba. Em São Vicente e Granadinas tiveram um impacto esses programas e sempre seremos gratos ao povo cubano».

Neville Melvin, representante da Namíbia, reiterou no início de seu discurso que, tal como nos anos anteriores, seu país é contra o bloqueio contra Cuba.

«Tristemente, em vez de avançar para acabar com o sofrimento do povo cubano, vemos como, infelizmente, foram dados vários passos para trás», ressaltou.

«Expressamos nossa decepção com as novas medidas tomadas e instamos os Estados Unidos a eliminar essas restrições», acrescentou.

Melvin disse que, para seu país, o povo da Ilha é familiar e que, como muitas nações presentes no cenário internacional, nunca poupou esforços para contribuir para o bem-estar de muitas outras nações.

«Em defesa do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas, nossa delegação votará a favor da resolução e insta as outras delegações a fazer o mesmo», concluiu.

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10: 00 Início da Assembleia Geral das Nações Unidas

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Dez frases de Fidel sobre o bloqueio

O comandante-em-chefe, Fidel Castro Ruz, referiu-se inúmeras vezes ao bloqueio comercial, econômico e financeiro imposto por quase seis décadas pelos Estados Unidos a Cuba.

1. «É verdade que ainda estamos sob o bloqueio imperialista. É verdade que os imperialistas tentam fortalecer esse bloqueio e que não sabemos quanto tempo teremos para resistir a essa situação. E nós vamos resistir! Porque nossa bandeira revolucionária nunca se dobrará! Porque a frente alta desta nação nunca se dobrará! Porque enfrentaremos os riscos necessários pelo tempo que for necessário! Enfrentaremos os sacrifícios necessários, pelo tempo que for necessário. Porque assumimos todas as responsabilidades de nossa conduta, de nossa história, de nossa Revolução». (Discurso de 28 de setembro de 1963 pelo terceiro aniversário dos Comitês de Defesa da Revolução -CDRs).

2. «Dar duro aos ianques na agricultura é derrotar a arma principal, ou uma das principais armas que eles têm usado contra a nossa Revolução, que é a arma do bloqueio econômico, isto é, a arma da fome». (Encerramento do 3º Congresso Nacional da ANAP, no Instituto Tecnológico Rubén Martínez Villena, 18 de maio de 1967).

3. «Seu bloqueio econômico e suas agressões contra nós estão desacreditadas, são insustentáveis no mundo. Eles não têm um meio moral de defender essa política contra nós… O bloqueio é mantido. O imoral dessa política dos Estados Unidos é que pretende usar o bloqueio como arma de negociação conosco». (Conclusões no Segundo Período Ordinário de Sessões da ANPP, em 24 de dezembro de 1977).

4. «Como pode o governo imperialista que mantém uma base militar pela força em nosso território e sujeita nosso povo a um bloqueio econômico criminal, falar sobre direitos humanos?… Estamos dispostos a resistir com dignidade e abnegadamente os anos em que o bloqueio imperialista se mantiver. Se outros se comprometerem, se outros se deixarem subornar, se outros traírem, Cuba saberá ficar como exemplo de uma Revolução que não desiste, que não se vende, que não se rende, que não se ajoelha »(Discurso proferido em 26 de julho de 1978).

5. «O bloqueio é mais do que proibir a venda de mercadorias dos Estados Unidos, impedir a compra ou venda nos Estados Unidos; é uma pressão feroz e uma perseguição feroz para impedir que façamos operações comerciais de qualquer tipo e todo esse imenso poder hoje ele está focado no nosso país». (Discurso proferido na reunião com os Pastores pela Paz, 27 de novembro de 1992).

6. «O bloqueio não é apenas a proibição de qualquer crédito, de qualquer mecanismo financeiro. O bloqueio não é apenas o fechamento total das atividades econômicas, comerciais e financeiras dos Estados Unidos, a nação mais rica do mundo, a nação mais poderosa do mundo em termos econômicos e militares, a apenas 150 milhas de nossas costas, mas a alguns centímetros de nossas costas, no território ocupado da Base Naval de Guantánamo… Para nós, a questão da cessação do bloqueio em troca de concessões políticas, concessões que correspondem à soberania de nosso país, é inaceitável. É absolutamente inaceitável, é ultrajante, é irritante e, na verdade, preferimos perecer antes de renunciar à nossa soberania». (Discurso de encerramento do Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba, em 25 de novembro de 1994).

7. «Os governos dos Estados Unidos nos deram a chance de lutar ao máximo, bloqueando-nos, constantemente assediando e excluindo a nós mesmos de tudo, felizes por sermos excluídos em troca da liberdade de falar sem compromisso em qualquer tribuna do mundo onde há tantas causas para se defender» (Discurso proferido na Aula Magna da Universidade Central da Venezuela).

8. «Mesmo em um período especial, sob o bloqueio, hostilidade e ameaças do império mais poderoso que já existiu, nosso povo projeta e constrói a sociedade mais justa e humana conhecida até hoje. Estamos plenamente conscientes disso». (Discurso na comemoração central do 40º aniversário da União dos Jovens Comunistas, 4 de abril de 2002).

9. «A primeira coisa que os líderes da Revolução Cubana aprenderam com Martí foi acreditar e agir em nome de uma organização fundada para realizar uma Revolução… Nenhum outro país pequeno e bloqueado como o nosso teria sido capaz de resistir tanto tempo, baseado na ambição, vaidade, engano ou abuso da autoridade, um poder como o do seu vizinho.

Afirmar isso constitui um insulto à inteligência de nosso povo heróico. ”(Texto: A política cínica do império publicado em 25 de maio de 2008).

10. «A ONU não pode existir sem a presença dos povos que exigem a cessação do bloqueio. Aquela instituição, nascida quando a grande maioria nem sequer era independente, para que serve sem nós? Que direito nos ajuda, se não podemos sequer exigir que o bloqueio imposto contra um pequeno país cesse? De uma forma ou de outra, ficamos subordinados aos interesses dos Estados Unidos e da OTAN, uma organização militar que gasta mais de um milhão de dólares por ano em guerras e armas, o que seria mais do que suficiente para levar o essencial a todos os povos do mundo. ”(Texto: O levante da ONU (SEGUNDA E ÚLTIMA PARTE) publicado em 1 de novembro de 2010).

http://pt.granma.cu/mundo/2019-11-07/ao-vivo-cuba-apresenta-na-onu-projeto-de-resolucao-contra-o-bloqueio-dos-estados-unidos-ii

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