Segue forte a greve petroleira!

imagemGREVE NACIONAL PETROLEIRA: A MAIS FORTE DA CATEGORIA NOS ÚLTIMOS ANOS

Por direitos, emprego e soberania

Federação Nacional dos Petroleiros

A Petrobras, uma das maiores empresas do mundo, vem passando por um processo de desmonte que perpassa por diversos governos. No entanto, sob o governo de Bolsonaro, esse processo tem sido aprofundado a passos largos.

Sob o fogo de diversos ataques econômicos, o governo busca o fechamento de unidades, demissões, precarização das condições de trabalho através do desrespeito do Acordo Coletivo de Trabalho, sob a cumplicidade do Judiciário que mediou o conflito.

Não é à toa que a categoria ao entrar em greve no último dia 01/02 tomou como uma pauta central a reversão das demissões de mais de mil trabalhadores, consequência do fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados Araucária, no Paraná (FAFEN-PR).

ATOS E VENDA DE GÁS POR PREÇO JUSTO MARCAM UMA SEMANA DE GREVE NO LITORAL PAULISTA

Na segunda-feira (17), dando sequência aos atos unificados, como os já realizados nos terminais de Alemoa, em Santos, Pilões e RPBC, em Cubatão os petroleiros em greve estarão no edifíco sede da Petrobrás, no Valongo, em Santos. Convidamos todos e todas, trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas a se juntarem a mais um grande dia de luta dessa, que já é a maior greve desde 1995!

As bases do Litoral Paulista se mobilizaram nesta sexta-feira (14), em ato unificado de greve, em solidariedade aos trabalhadores da Fafen Araucária-PR, que hoje começam a ser demitidos da fábrica, que será fechada.

Na RPBC, o ato contou com a participação do Sintrajud, Sintracomos, Sindicato dos Jornalistas, Bancários, Sindicato dos Servidores de Santos, Comissão de Desempregados, Metalúrgicos e movimentos sociais, que ajudaram a parar os trabalhadores próprios e terceirizados nas portarias 1 e 10, que participaram da mobilização.

Também na UTGCA, em Caraguatatuba, houve corte de rendição e ato com 100% do turno e parte do administrativo. No Tebar, em São Sebastião, onde a contingência do sindicato está operando a unidade, os petroleiros em greve se reuniram em frente ao terminal e gravaram um vídeo, com palavras de apoio aos companheiros que estão acampados na sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro e na sede da empresa, em Araucária.

Na manhã desta sexta-feira (14) os petroleiros da manutenção da P-66 e P-67 resolveram se juntar ao movimento nacional e não realizaram o embarque nas plataformas. Eles se uniram aos trabalhadores das plataformas P-66, P-67, P-69, Mexilhão, Sala de Controle Remoto (SCR) de Mexilhão e parte da Programação de Manutenção de Base do Edisa. Isso demonstrou que os embarcados vêm comprovando que honram o histórico de lutas da categoria petroleira do Litoral Paulista. Eles resistiram à pressão e ao assédio por parte da gerência das unidades e não titubearam em cruzar os braços. Vale ressaltar que os petroleiros dessas plataformas são responsáveis por cerca de 50% da produção nacional de pré-sal.

Campanha de gás de cozinha a preço baixo

Repetindo a campanha que na quinta beneficiou 250 famílias em Santos e São Sebastião, durante todo o ato na RPBC, que durou cerca de três horas, mais famílias puderam adquirir um dos 250 botijões de gás que foram vendidos para a população de Cubatão, que já na madrugada esperava pela oportunidade de comprar gás por R$ 32.

No porto de Miramar, em Belém, base do Sindipetro do PA/AM/MA/AP, o sindicato também disponibilizou botijões a preço de custo para a população.

A iniciativa de vender gás em conta faz parte da campanha dos petroleiros em greve, para alertar para a população que a política de preços da Petrobrás, pareada ao mercado internacional, beneficia a importação de combustíveis e GLP e causa desemprego no país.

Greve nacional

Os petroleiros de São José dos Campos realizaram protesto na Revap, que contou com adesão dos petroleiros do turno, que seguem na greve, do H.A., que realizou duas horas de atraso.

A greve nacional petroleira entra no 14º dia (o sétimo nas bases do Litoral Paulista) e a cada dia mais unidades aderem o movimento. Nesta sexta foram contabilizados 116 unidades, em 13 estados e mais de 20 mil trabalhadores de braços cruzados contra a retirada de direitos e a venda de ativos.

De acordo com o Sindipetro do Paraná, pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas a partir de hoje a rescisão dos contratos de emprego, o que viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

Acampados há 23 dias em frente à Fafen, petroleiros e petroquímicos realizaram pela manhã um grande ato em Araucária, denunciando mais essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás. Os trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

Somam-se à greve os trabalhadores da P-57, plataforma do pré-sal que opera na Bacia do Espírito Santo e na Bacia de Campos, mais duas plataformas também aderiram à greve: PNA-1 e a P-40. Já são 35 de um total de 39 plataformas da região que estão na luta para reverter as demissões na Fafen-PR.

Mesmo com o forte assédio por parte da empresa e do judiciário, que representado pelo ministro Ives Gandra tem estipulado quesitos impossíveis de serem alcançados para se manter a greve sem punições aos sindicatos e trabalhadores, a categoria está com disposição de lutar e pronta para enfrentar o que vier.

Estamos em greve e mobilizados!

Quadro nacional da greve – 14/02
56 plataformas
11 refinarias
23 terminais
7 campos terrestres
7 termelétricas
3 UTGs
1 usina de biocombustível
1 fábrica de fertilizantes
1 fábrica de lubrificantes
1 usina de processamento de xisto
2 unidades industriais3 bases administrativas
A greve em cada estado:

Amazonas
Termelétrica de Jaraqui
Termelétrica de Tambaqui
Terminal de Coari (TACoari)
Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará
Plataformas – 09
Terminal de Mucuripe
Temelétrica TermoCeará
Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)
Rio Grande do Norte
Plataformas – PUB-2 e PUB-3
Ativo Industrial de Guamaré (AIG)
Base 34 e Alto do Rodrigues – mobilizações parciais

Pernambuco
Refinaria Abreu e Lima (Rnest)
Terminal Aquaviário de Suape

Bahia
Terminal de Candeias
Terminal de Catu
UO-BA – 07 áreas de produção terrestre
Refinaria Landulpho Alves (Rlam)
Terminal Madre de Deus
Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo
Plataforma FPSO-58
Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)
Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)
Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)
Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais
Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)
Refinaria Gabriel Passos (Regap)
Rio de Janeiro

Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)
Terminal de Campos Elíseos (Tecam)
Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)
Refinaria Duque de Caxias (Reduc)
Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)
Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo
Terminal de São Caetano do Sul
Terminal de Guararema
Terminal de Barueri
Refinaria de Paulínia (Replan)
Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)
Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)
Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)
Plataformas (04) – Mexilhão, P66, P67 e P69
Terminal de Alemoa
Terminal de São Sebastiao
Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)
Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)
Torre Valongo – base administrativa da Petrobras em Santos
Terminal de Pilões
Mato Grosso do Sul
Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná
Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)
Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)
Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)
Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina
Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)
Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)
Terminal de Guaramirim (Temirim)
Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)
Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul
Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Fonte: FUP

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