{"id":10023,"date":"2015-12-08T10:12:13","date_gmt":"2015-12-08T13:12:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10023"},"modified":"2016-01-05T12:24:56","modified_gmt":"2016-01-05T15:24:56","slug":"mais-tropas-alemas-e-espanholas-no-mali","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10023","title":{"rendered":"Mais tropas alem\u00e3s e espanholas no Mali*"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/clp_11__01_01_01.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Carlos Lopes Pereira<\/p>\n<p>A presen\u00e7a imperialista e neocolonial na \u00c1frica subsariana amplia-se. A ac\u00e7\u00e3o dos bandos terroristas fornece uma justifica\u00e7\u00e3o imediata para esse processo, numa articula\u00e7\u00e3o t\u00e3o evidente que dificilmente se poder\u00e1 considerar acidental. E essa crescente presen\u00e7a militar n\u00e3o tem reflexos na diminui\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.<!--more--><\/p>\n<p>Aumenta a presen\u00e7a e interven\u00e7\u00e3o de tropas estrangeiras no Mali, contudo impotentes para travar a actividade dos grupos radicais isl\u00e2micos armados.<\/p>\n<p>O recente ataque a um hotel em Bamako, com captura de ref\u00e9ns, bem como a opera\u00e7\u00e3o de resgate e as investiga\u00e7\u00f5es que se seguiram, evidenciam a crescente inger\u00eancia militar ocidental naquele pa\u00eds africano.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda d\u00favidas sobre o que se passou exactamente na sexta-feira, 20, no luxuoso Radisson Blu da capital maliana. O procurador que dirige o inqu\u00e9rito declarou que morreram 22 pessoas, incluindo dois atacantes. \u00abTodos os testemunhos apontam para apenas dois terroristas\u00bb, assegurou Boubacar Samak\u00e9. As primeiras not\u00edcias ap\u00f3s o atentado, que envolveu 140 h\u00f3spedes de diversas nacionalidades e 30 empregados, referiam um maior n\u00famero de v\u00edtimas e de assaltantes.<\/p>\n<p>Segundo o inquiridor, os autores do atentado \u00abbeneficiaram de cumplicidades para entrar no hotel\u00bb e para \u00abcometer o crime\u00bb. Outras fontes, dos servi\u00e7os secretos malianos, citadas pela revista Jeune Afrique, indicam que os atacantes eram \u00abestrangeiros\u00bb, de l\u00edngua inglesa, e que teriam sido auxiliados por c\u00famplices locais, pelo menos tr\u00eas, procurados agora pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p>A ac\u00e7\u00e3o foi reivindicada pelo grupo Al-Murabitune, liderado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, com a \u00abparticipa\u00e7\u00e3o\u00bb da Al-Qaeda do Maghreb Isl\u00e2mico (Aqmi). Uma outra organiza\u00e7\u00e3o, do centro do Mali, a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Macina (FLM), assumiu tamb\u00e9m a autoria do assalto, \u00abcom a colabora\u00e7\u00e3o do Ansar Dine\u00bb, chefiado por Iyad Ag Ghaly. As autoridades n\u00e3o excluem uma converg\u00eancia entre v\u00e1rios bandos mas admitem que a dupla reivindica\u00e7\u00e3o vise sobretudo confundir os investigadores.<\/p>\n<p>O tunisino Mongi Hamdi, chefe da miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas no Mali (Minusma), um contingente de 10 mil homens, reconheceu que \u00abos terroristas est\u00e3o bem implantados no Mali, apesar de todos os esfor\u00e7os\u00bb para os combater, desde a interven\u00e7\u00e3o militar francesa, em Janeiro de 2013. Nessa altura, o Movimento Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o do Azawad (MNLA), de nacionalistas tuaregues, tinha proclamado a independ\u00eancia do Norte do Mali. Aliou-se de in\u00edcio a grupos de radicais isl\u00e2micos, como o Ansar Dine, o Aqmi e o Movimento para a Unidade e a Jihad na \u00c1frica Ocidental (Mujao), todos eles ainda activos.<\/p>\n<p>Apesar da maci\u00e7a presen\u00e7a de tropas ocidentais no Mali, as ac\u00e7\u00f5es jihadistas multiplicaram-se nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>Em Mar\u00e7o, um homem causou cinco mortos, num assalto a tiro ao bar-restaurante La Terrasse, no centro de Bamako, frequentado por expatriados e ocidentais de passagem. Em Maio, uma resid\u00eancia da Minusma foi alvo de tentativa de invas\u00e3o. Dias depois, um comboio de tropas da ONU foi metralhado \u00e0 sa\u00edda do aeroporto, tendo morrido um capacete azul. Em Junho e Agosto, fora da capital, registaram-se ataques nas cidades de Misseni e S\u00e9vare, com v\u00e1rias baixas. Os servi\u00e7os de seguran\u00e7a malianos afirmam ter impedido outros atentados.<\/p>\n<p>Tropas especiais estado-unidenses<\/p>\n<p>No inqu\u00e9rito sobre os acontecimentos no Radisson, participam peritos franceses e da ONU ao lado das autoridades malianas. Mas o envolvimento estrangeiro no caso \u00e9 anterior e mais amplo.<\/p>\n<p>Na opera\u00e7\u00e3o de resgate dos ref\u00e9ns, ao longo de mais de sete horas, participaram tropas especiais do Mali, da Minusma, de Fran\u00e7a e dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Os franceses despacharam de Paris para Bamako 40 elementos das for\u00e7as antiterroristas e deslocaram tropas estacionadas no Burkina Faso. A Fran\u00e7a tem na zona um forte dispositivo militar, de tr\u00eas mil soldados, com quartel-general em N\u2019Djamena, capital do Chade, para defender os seus interesses neocoloniais na zona do Sahara e do Sahel. Al\u00e9m disso, possui na regi\u00e3o bases e tropas no Senegal, na Costa do Marfim, no N\u00edger e no Gab\u00e3o.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, soube-se agora, mantinham em opera\u00e7\u00f5es no Norte do Mali \u00abum pequeno grupo de for\u00e7as de seguran\u00e7a\u00bb, que ajudou a resgatar cidad\u00e3os norte-americanos do hotel \u2013 a informa\u00e7\u00e3o foi confirmada pelo general David Rodriguez, chefe do Africom, o comando militar estado-unidense para \u00c1frica.<\/p>\n<p>J\u00e1 depois dos atentados de 13 de Novembro em Paris, dirigentes da Alemanha e de Espanha disponibilizaram-se para \u00abajudar\u00bb a Fran\u00e7a a combater o terrorismo. Madrid ofereceu-se para substituir parcialmente as tropas francesas no Mali e na Rep\u00fablica Centro-Africana. Angela Merkel est\u00e1 pronta para aumentar o contingente de soldados alem\u00e3es no Mali, onde a Uni\u00e3o Europeia disp\u00f5e j\u00e1 de uma miss\u00e3o de meio milhar de especialistas militares, a pretexto de formar e treinar as for\u00e7as armadas malianas.<\/p>\n<p>*Este artigo foi publicado no \u201cAvante!\u201d n\u00ba 2191, 26.11.2015<\/p>\n<blockquote data-secret=\"3WJ76KAQ9o\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3845\">O CONFLITO NA S\u00cdRIA<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3845\/embed#?secret=3WJ76KAQ9o\" data-secret=\"3WJ76KAQ9o\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;O CONFLITO NA S\u00cdRIA&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Carlos Lopes Pereira A presen\u00e7a imperialista e neocolonial na \u00c1frica subsariana amplia-se. 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