{"id":10067,"date":"2015-12-13T22:10:22","date_gmt":"2015-12-14T01:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10067"},"modified":"2016-01-05T12:29:08","modified_gmt":"2016-01-05T15:29:08","slug":"uma-carta-aberta-do-conselho-da-paz-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10067","title":{"rendered":"Uma carta aberta do Conselho da Paz dos EUA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/uspeacecouncil.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><strong>A todos os seus Amigos e Camaradas do Movimento da Paz<\/strong><\/p>\n<p>Um importante apelo, solidamente fundamentado pol\u00edtica e ideologicamente, vindo do movimento da paz nos EUA. Mesmo no interior da superpot\u00eancia imperialista levantam-se l\u00facidas vozes apelando \u00e0 defesa da paz e da pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia da humanidade.<!--more--><\/p>\n<p>Queridos Amigos e Camaradas na Paz:<\/p>\n<p>Como bem sabeis, o nosso mundo encontra-se face a uma conjuntura criticamente perigosa: a da possibilidade de um confronto entre a OTAN, chefiada pelos EUA, e a R\u00fassia. Os militares das duas superpot\u00eancias nucleares est\u00e3o de novo frente a frente, desta vez na Europa de Leste, em particular na Ucr\u00e2nia, e na S\u00edria. E as tens\u00f5es aumentam a cada dia que passa.<\/p>\n<p>De certa forma, podemos dizer que uma guerra mundial est\u00e1 j\u00e1 em curso. Governos de 15 pa\u00edses est\u00e3o actualmente a bombardear a S\u00edria. Incluem sete pa\u00edses aliados na OTAN: EUA, Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a, Turquia, Canad\u00e1, B\u00e9lgica e Holanda. Incluem tamb\u00e9m aliados dos EUA que n\u00e3o integram a OTAN: Israel, Qatar, Emiratos \u00c1rabes Unidos, Ar\u00e1bia Saudita, Jord\u00e2nia, Bahrein, e Austr\u00e1lia; e, muito recentemente, a R\u00fassia.<br \/>\nOutra perigosa guerra decorre nas fronteiras ocidentais da R\u00fassia. A OTAN vem expandindo as suas for\u00e7as em pa\u00edses que fazem fronteira com a R\u00fassia. Todos os governos fronteiri\u00e7os est\u00e3o agora a permitir a presen\u00e7a da OTAN e das for\u00e7as armadas dos EUA no seu territ\u00f3rio, onde v\u00eam tendo lugar amea\u00e7adores manobras militares da OTAN a poucos quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia de importantes cidades russas. Certamente que esta situa\u00e7\u00e3o vem causando uma forte tens\u00e3o no governo russo, tal como naturalmente sucederia com o governo dos EUA, se for\u00e7as russas estivessem estacionadas nas suas fronteiras com o M\u00e9xico e o Canad\u00e1, realizando manobras militares a poucos quil\u00f3metros de importantes cidades norte-americanas.<br \/>\nCada uma, ou ambas estas situa\u00e7\u00f5es podem facilmente conduzir a um confronto directo entre os EUA e seus aliados da OTAN por um lado, e a R\u00fassia por outro, confronto que pode escalar at\u00e9 uma guerra nuclear com desastrosas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00e0 luz desta perigosa situa\u00e7\u00e3o que nos dirigimos aos nossos amigos e camaradas do movimento anti-nuclear e da paz. Parece-nos que muitos dos nossos aliados no movimento n\u00e3o est\u00e3o a dar a devida aten\u00e7\u00e3o aos perigos que hoje amea\u00e7am toda a humanidade numa escala global, e est\u00e3o a limitar as suas reac\u00e7\u00f5es apenas ao protesto face a esta ou aquela ac\u00e7\u00e3o por parte deste ou daquele interveniente. Na melhor das hip\u00f3teses, est\u00e3o a praguejar contra os EUA e a R\u00fassia, criticando ambos os lados por ambos contribu\u00edrem para a escalada da tens\u00e3o. Na nossa opini\u00e3o, trata-se de uma resposta passiva, a-hist\u00f3rica, e sobretudo ineficaz que ignora a urg\u00eancia da amea\u00e7a existente.<\/p>\n<p>Mais ainda: ao distribuir a culpas por ambos os lados, oculta as causas reais.<br \/>\nMas as ra\u00edzes da actual crise v\u00e3o muito mais fundo do que os recentes conflitos na S\u00edria e na Ucr\u00e2nia. Remontam \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o sovi\u00e9tica em 1991 e ao desejo dos EUA, enquanto \u00fanica superpot\u00eancia existente, de dominar unilateralmente o mundo inteiro. Este facto \u00e9 declarado com grande franqueza num documento publicado pelos neo-cons em Setembro de 2000, intitulado \u201cRebuilding America\u2019s Defenses: Strategy, Forces and Resources For a New Century,\u201d (\u201cReconstruindo as Defesas da Am\u00e9rica: Estrat\u00e9gia, For\u00e7as e Recursos para Um Novo S\u00e9culo\u201d) no qual a actual pol\u00edtica externa dos EUA se baseia (perdoem-nos a extens\u00e3o da cita\u00e7\u00e3o):<\/p>\n<p>\u201cOs Estados Unidos n\u00e3o se deparam no presente com qualquer rival global. A grande estrat\u00e9gia dos EUA deveria ter por objectivo preservar e prolongar t\u00e3o longe quanto poss\u00edvel no futuro esta posi\u00e7\u00e3o vantajosa. Existem, contudo, Estados potencialmente poderosos insatisfeitos com a situa\u00e7\u00e3o actual e desejosos de a alterar\u2026\u201d<\/p>\n<p>A tarefa actual [da for\u00e7a militar] \u00e9 de\u2026contrariar a ascens\u00e3o de uma nova grande pot\u00eancia competidora, de defender regi\u00f5es-chave na Europa, \u00c1sia Oriental e no M\u00e9dio-Oriente, e de preservar a supremacia dos EUA\u2026Nos dias de hoje, essa mesma seguran\u00e7a pode ser adquirida ao n\u00edvel do \u201cretalho\u201d (retail level), incitando advers\u00e1rios regionais a actuar segundo formas que protegem os interesses e os princ\u00edpios dos EUA\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 hoje amplamente compreendido que a infirma\u00e7\u00e3o e outras novas tecnologias\u2026est\u00e3o a criar uma din\u00e2mica que pode p\u00f4r em causa a capacidade dos EUA exercerem o seu dominante poder militar. Rivais potenciais como a China est\u00e3o ansiosos por explorar amplamente essas tecnologias transformadoras, enquanto advers\u00e1rios como o Ir\u00e3, o Iraque e a Coreia do Norte est\u00e3o a acelerar o desenvolvimento de misseis bal\u00edsticos e armas nucleares como dissuasores da interven\u00e7\u00e3o dos EUA em regi\u00f5es que procuram dominar\u2026.Se se pretende manter e expandir uma paz americana, ela tem de ter s\u00f3lido alicerce numa inquestionada supremacia militar dos EUA\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201cA realidade do mundo de hoje \u00e9 que n\u00e3o existe uma varinha m\u00e1gica com a qual as armas nucleares sejam eliminadas\u2026e que a dissuas\u00e3o da sua utiliza\u00e7\u00e3o requer uma s\u00f3lida e dominante capacidade nuclear dos EUA \u2026\u201d<\/p>\n<p>As armas nucleares permanecem um componente cr\u00edtico do poder militar dos EUA\u2026\u201dAcresce que poder\u00e1 existir a necessidade de desenvolver uma nova fam\u00edlia de armas nucleares adequadas a novos quadros de requisitos militares, tais como a necessidade de atingir instala\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas refor\u00e7adas e muito profundas que est\u00e3o a ser constru\u00eddas por muitos dos nossos advers\u00e1rios potenciais\u2026.n\u00e3o h\u00e1 que ter vergonha da superioridade nuclear dos EUA; ela constituir\u00e1, pelo contr\u00e1rio, um elemento essencial para a preserva\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a dos EUA\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201cManter ou restaurar uma ordem favor\u00e1vel em regi\u00f5es do mundo como a Europa, o M\u00e9dio Oriente e a \u00c1sia Oriental atribui uma responsabilidade \u00fanica \u00e0s for\u00e7as armadas dos EUA\u2026\u201d<\/p>\n<p>Antes de tudo, mais do que da ONU, exigem lideran\u00e7a pol\u00edtica dos EUA\u2026nem podem os EUA assumir uma posi\u00e7\u00e3o de neutralidade do tipo da da ONU; a preponder\u00e2ncia do poder dos EUA \u00e9 t\u00e3o grande e os seus interesses globais s\u00e3o t\u00e3o amplos que n\u00e3o pode pretender ser indiferente \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nos Balc\u00e3s, no Golfo P\u00e9rsico ou mesmo quando instala for\u00e7as em \u00c1frica\u2026for\u00e7as americanas devem permanecer destacadas no estrangeiro em grande n\u00famero\u2026A neglig\u00eancia ou o desinvestimento em miss\u00f5es de pol\u00edcia \u2026encorajar\u00e1 pequenos tiranos a desafiar os interesses e ideais dos EUA. E o fracasso na prepara\u00e7\u00e3o dos desafios do futuro assegurar\u00e1 que a actual Pax Americana tem um fim prematuro\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que a OTAN n\u00e3o seja substitu\u00edda pela Uni\u00e3o Europeia, deixando os EUA sem uma interven\u00e7\u00e3o nos assuntos de seguran\u00e7a europeus\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201cA longo prazo, poder\u00e1 verificar-se que o Ir\u00e3 constitui uma amea\u00e7a t\u00e3o grande para os interesses dos EUA como o Iraque. E mesmo que as rela\u00e7\u00f5es Ir\u00e3-EUA viessem a melhorar, a perman\u00eancia de for\u00e7as avan\u00e7adas dos EUA na regi\u00e3o constituiria ainda um elemento essencial para a estrat\u00e9gia de seguran\u00e7a dos EUA dados os seus interesses permanentes na regi\u00e3o\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201cO valor do poder terrestre continua a ser do interesse de uma superpot\u00eancia global, cujos interesses de seguran\u00e7a assentam sobre\u2026a capacidade de vencer guerras. Ao mesmo tempo que manteve o seu papel combatente, o ex\u00e9rcito dos EUA adquiriu no decurso da \u00faltima d\u00e9cada novas miss\u00f5es \u2013 no mais imediato\u2026a defesa dos interesses dos EUA no Golfo P\u00e9rsico e no M\u00e9dio Oriente. Estas novas miss\u00f5es Ir\u00e3 requerer uma perman\u00eancia continuada de for\u00e7as do ex\u00e9rcito dos EUA no estrangeiro\u2026Elementos do ex\u00e9rcito dos EUA na Europa deveriam ser recolocados no sueste europeu, enquanto uma unidade permanente deveria estar baseada na regi\u00e3o do Golfo P\u00e9rsico\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201cQuando os seus m\u00edsseis estiverem equipados com ogivas transportando armas nucleares, biol\u00f3gicas ou qu\u00edmicas, mesmo poderes regionais fracos dispor\u00e3o de um dissuasor cred\u00edvel, independentemente da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as convencionais. \u00c9 por isso que, de acordo com a CIA, uma s\u00e9rie de regimes profundamente hostis aos EUA \u2013 Coreia do Norte, Iraque, Ir\u00e3, L\u00edbia e S\u00edria \u2013 \u201cdesenvolveram j\u00e1 ou est\u00e3o a desenvolver m\u00edsseis bal\u00edsticos\u201d que poderiam amea\u00e7ar aliados dos EUA ou for\u00e7as colocadas no estrangeiro\u2026Essas capacidades constituem um grave desafio para a paz americana e para o poder militar que a preserva\u2026\u201dA capacidade de controlar esta amea\u00e7a emergente trav\u00e9s dos tradicionais tratados de n\u00e3o-prolifera\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada\u2026\u201d<br \/>\n\u201cA actual paz americana ter\u00e1 vida curta se os EUA se tornarem vulner\u00e1veis a pot\u00eancias delinquentes com pequenos e baratos arsenais de misseis bal\u00edsticos e ogivas nucleares ou outras armas de destrui\u00e7\u00e3o massiva. N\u00e3o podemos permitir que a Coreia do Norte, Ir\u00e3, Iraque ou Estados semelhantes minem a lideran\u00e7a americana\u2026\u201d<\/p>\n<p>E, mais importante que tudo, nada disto pode ser alcan\u00e7ado \u201cna aus\u00eancia de algum acontecimento catastr\u00f3fico e catalisador \u2013 como um novo Pearl Harbor\u2026\u201d (todos os it\u00e1licos foram acrescentados)<\/p>\n<p>E este documento tem sido o guia da pol\u00edtica dos EUA desde ent\u00e3o, tanto para a administra\u00e7\u00e3o Bush como para a de Obama. Todos os aspectos da pol\u00edtica de hoje dos EUA est\u00e1 na linha da letra deste documento, do M\u00e9dio Oriente a \u00c1frica, Europa de Leste e Am\u00e9rica Latina, ocupando o lugar da ONU como respons\u00e1vel global de manuten\u00e7\u00e3o da paz e substituindo-a, como gendarme global, pelo poder militar da OTAN, tal como este documento recomendou.<\/p>\n<p>Qualquer dirigente ou governo que resista \u00e0 planeada domina\u00e7\u00e3o do mundo pelos EUA deve ser deposto, se necess\u00e1rio atrav\u00e9s do uso da for\u00e7a militar.<\/p>\n<p>O \u201cacontecimento catastr\u00f3fico e catalisador \u2013 como um novo Pearl Harbor\u201d de que necessitavam foi oferecido em bandeja de prata em 11 de Setembro de 2001, e todo o plano foi posto em andamento. Um novo \u201cinimigo\u201d, o terrorismo isl\u00e2mico, tomou o lugar do velho \u201cinimigo\u201d, o Comunismo. A \u201cguerra global contra o terrorismo\u201d come\u00e7ou ent\u00e3o. Primeiro foi o Afeganist\u00e3o, depois o Iraque, depois a L\u00edbia, agora a S\u00edria, com o Ir\u00e3 \u00e0 espera da sua vez (todos eles mencionados no documento como alvos para uma mudan\u00e7a de regime pela for\u00e7a). De forma id\u00eantica, com base na mesma estrat\u00e9gia, a R\u00fassia e depois a China, enquanto \u201crivais globais\u201d e \u201cdissuasores\u201d da domina\u00e7\u00e3o global dos EUA, dever\u00e3o tamb\u00e9m ser enfraquecidos e contidos. Da\u00ed, tamb\u00e9m, a concentra\u00e7\u00e3o de for\u00e7as da OTAN nas fronteiras russas e o envio de porta-avi\u00f5es e navios de guerra para o leste asi\u00e1tico a fim de cercar a China.<\/p>\n<p>Infelizmente este quadro estrat\u00e9gico global est\u00e1, ao que parece, a passar despercebido a uma parte significativa do nosso movimento da paz. Muitos esquecem que a demoniza\u00e7\u00e3o de l\u00edderes estrangeiros, e slogans como \u201cSaddam Hussein deve ir embora\u201d \u201cAssad deve ir embora\u201d, \u201cChavez deve ir embora\u201d, \u201cYanukovytch deve ir embora\u201d, \u201cMaduro deve ir embora\u201d, e agora \u201cPutin deve ir embora\u201d (todos claramente em viola\u00e7\u00e3o do direito internacional e da carta da ONU) s\u00e3o todos parte integrante da mesma estrat\u00e9gia de domina\u00e7\u00e3o global que amea\u00e7a a paz e a seguran\u00e7a do mundo inteiro, e mesmo a pr\u00f3pria exist\u00eancia da humanidade no seu conjunto.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o neste caso n\u00e3o \u00e9 a defesa deste ou daquele l\u00edder ou governo, ou ignorar que violam os direitos dos seus cidad\u00e3os. A quest\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o podemos encarar cada um destes casos isolando-o dos outros, e lidar com eles separadamente sem descortinar a raiz comum de todos eles, ou seja, a ambi\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o global por parte dos EUA. N\u00e3o podemos esperar a elimina\u00e7\u00e3o das armas nucleares quando os dois mais poderosos Estados nucleares est\u00e3o na imin\u00eancia de um confronto militar. N\u00e3o podemos proteger civis inocentes financiando e armando extremistas, directamente ou atrav\u00e9s de aliados. N\u00e3o podemos esperar paz e coopera\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia enquanto concentramos for\u00e7as da OTAN e realizamos manobras militares nas suas fronteiras. N\u00e3o podemos ter seguran\u00e7a se n\u00e3o respeitamos a soberania e a seguran\u00e7a de outras na\u00e7\u00f5es e povos.<br \/>\nSer justo e objectivo n\u00e3o significa ser equidistante entre o agressor e as suas v\u00edtimas. Temos de lidar com a agress\u00e3o antes de podermos lidar com a resposta \u00e0 agress\u00e3o por parte das v\u00edtimas. N\u00e3o dever\u00edamos culpar a v\u00edtima da agress\u00e3o em vez das ac\u00e7\u00f5es do agressor. E, vendo o quadro global, n\u00e3o deveria existir qualquer d\u00favida acerca de quem s\u00e3o os agressores.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00e0 luz destes factos que cremos n\u00e3o ser poss\u00edvel impedir a cat\u00e1strofe iminente sem juntarmos for\u00e7as, com o necess\u00e1rio sentimento de urg\u00eancia, para exigir, em palavras e em ac\u00e7\u00f5es, o seguinte:<\/p>\n<p>1- As for\u00e7as da OTAN devem ser de imediato retiradas dos pa\u00edses fronteiri\u00e7os com a R\u00fassia;<\/p>\n<p>2- Todas as for\u00e7as estrangeiras devem abandonar imediatamente a S\u00edria, e devem ser garantidas a soberania e a integridade territorial da S\u00edria;<\/p>\n<p>3- O conflito s\u00edrio deve ser resolvido apenas atrav\u00e9s de um processo pol\u00edtico e de negocia\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas;<\/p>\n<p>4- As negocia\u00e7\u00f5es devem incluir em particular o governo s\u00edrio, bem todas as entidades regionais e globais que s\u00e3o afectadas pelo conflito;<\/p>\n<p>5- O futuro do governo s\u00edrio deve ser decidido apenas pelo povo s\u00edrio, livre de todas as interfer\u00eancias externas;<\/p>\n<p>6- A estrat\u00e9gia de domina\u00e7\u00e3o global por parte dos EUA deve ser abandonada a favor da coexist\u00eancia pac\u00edfica de todos os pa\u00edses e do respeito pelo direito de todas as na\u00e7\u00f5es \u00e0 auto determina\u00e7\u00e3o e \u00e0 soberania;<\/p>\n<p>7- O processo de desmantelamento da OTAN deve iniciar-se de imediato.<\/p>\n<p>Apelamos a todos os nossos amigos e camaradas no movimento da paz e antinuclear a que se juntem a n\u00f3s numa coliga\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica para p\u00f4r fim a todas as guerras de agress\u00e3o. De todo o cora\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o bem-vindas todas as respostas cooperativas por parte dos nossos amigos e camaradas no movimento.<\/p>\n<p>O Conselho da Paz dos EUA<\/p>\n<blockquote data-secret=\"se9h8Qm4xP\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3846\">GREVE GERAL INTERNACIONAL<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3846\/embed#?secret=se9h8Qm4xP\" data-secret=\"se9h8Qm4xP\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;GREVE GERAL INTERNACIONAL&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A todos os seus Amigos e Camaradas do Movimento da Paz Um importante apelo, solidamente fundamentado pol\u00edtica e ideologicamente, vindo do movimento da \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10067\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-10067","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Cn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10067"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10067\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}