{"id":10099,"date":"2015-12-18T15:41:52","date_gmt":"2015-12-18T18:41:52","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10099"},"modified":"2016-01-18T20:15:58","modified_gmt":"2016-01-18T23:15:58","slug":"a-encruzilhada-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10099","title":{"rendered":"A ENCRUZILHADA S\u00cdRIA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"385\" width=\"730\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.patrialatina.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/ENCRUZILHADA-730x385.jpg?resize=730%2C385\" alt=\"imagem\" \/>Havana (Prensa Latina) Se a S\u00edria estivesse encrustrada em um ponto est\u00e9ril, long\u00ednquo e desconhecido em qualquer oceano, por onde nem os barcos passam, certamente suas cidades e campos estariam intactos e seu povo viveria feliz com sua multiplicidade de tend\u00eancias religiosas, sem \u00eaxodo nem pranto, nem o luto que carrega.<!--more--><\/p>\n<p>Mas teve a m\u00e1 sorte de estar situada no meio da rota do petr\u00f3leo e ser um cruzamento transcendente em uma regi\u00e3o onde se atravessam as jazidas de g\u00e1s natural mais importantes do mundo, tanto em terra como no Mediterr\u00e2neo, vitais para o consumo energ\u00e9tico e a vida, ber\u00e7o de grande parte da Europa.<\/p>\n<p>Est\u00e1 localizada, al\u00e9m disso, em um dos extremos geogr\u00e1ficos de maior concentra\u00e7\u00e3o de p\u00f3lvora e metralhadoras, presa como um sandwiche explosivo entre a Turquia, o Iraque e Israel, flutuando acima de reservas de hidrocarbonetos e g\u00e1s natural sobre os quais fazem planos de explora\u00e7\u00e3o presidentes e premi\u00eas al\u00e9m dos mares, em compl\u00f4s com xeiques, emires e califas, executivos de poderosas empresas, generais e pol\u00edticos fora e dentro do Levante, que relevam com desd\u00e9m termos como soberania, independ\u00eancia, direitos nacionais e outros que est\u00e3o hoje sem significado.<\/p>\n<p>A S\u00edria, obviamente, n\u00e3o \u00e9 v\u00edtima de um destino manifesto \u2013 que todo mundo sabe n\u00e3o existe ainda que fa\u00e7am quest\u00e3o de fazer acreditar \u2013 por possuir uma riqueza de petr\u00f3leo que para alguns pa\u00edses \u00e9 uma maldi\u00e7\u00e3o. Se isso fosse verdade, a sorte da Ar\u00e1bia Saudita seria horr\u00edvel por sua condi\u00e7\u00e3o de primeiro produtor do mundo, pois na guerra fria e nas quentes, os tiros, as bombas, as sabotagens, o terrorismo, os mortos, feridos e mutilados tiveram prefer\u00eancia pelos pa\u00edses da produ\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica de petr\u00f3leo, excluindo os sauditas.<\/p>\n<p>O panorama n\u00e3o mudou no p\u00f3s-guerra fria e a Venezuela, pressionada pelas empresas de petr\u00f3leo norte-americanas e europ\u00e9ias, \u00e9 um bom exemplo. O Iraque continua sendo outro.<\/p>\n<p>Se o combust\u00edvel f\u00f3ssil, seja g\u00e1s ou petr\u00f3leo, n\u00e3o gerasse gan\u00e2ncias desproporcionais e paran\u00f3icas, o Oriente M\u00e9dio h\u00e1 anos seria uma zona de paz e estaria entre as \u00e1reas de maior contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura universal devido \u00e0 sua rica e milenar hist\u00f3ria desde muitos s\u00e9culos antes de Cristo.<\/p>\n<p>Mas, quem se atreve a declarar o Levante zona de paz? Ningu\u00e9m. Os interesses que ali convergem desde os quatro pontos cardeais s\u00e3o uma bomba gigantesca de fragmenta\u00e7\u00e3o que pendura sobre o planeta, quase imposs\u00edvel de desativar porque implica o sacrif\u00edcio da ren\u00fancia, uma penit\u00eancia que n\u00e3o est\u00e1 no evangelho das multinacionais do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>O Levante \u00e9 agora zona de sangue, n\u00e3o pela presen\u00e7a de um suposto Estado Isl\u00e2mico (EI) fabricado como Frankestein em algum laborat\u00f3rio escuro sem rosto nem impress\u00f5es digitais, que surgiu como passe de m\u00e1gica depois das invas\u00f5es militares dos Estados Unidos ao Iraque e Afeganist\u00e3o, e muito depois do Bin Laden ou da Al Qaeda e da Irmandade Mu\u00e7ulmana, ou da Al Nusra.<\/p>\n<p>O mais grave \u00e9 que o EI j\u00e1 se inscreveu nos livros de batizado com todos os pontos e v\u00edrgulas: tem rosto, sede e capital, um l\u00edder p\u00fablico, anuncia pretens\u00f5es territoriais monumentais e \u00e9 apoiado inclusive por alguns que declaram combat\u00ea-lo.<\/p>\n<p>O Levante tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 zona de sangue porque atribuem a ele ser m\u00e3e do terrorismo, ou porque a necessidade do espa\u00e7o vital justifique aos olhos de alguns as matan\u00e7as de palestinos, e justifiquem que organiza\u00e7\u00f5es internacionais e grandes metr\u00f3poles fiquem calados quando \u00e9 exigida em f\u00f3runs a retirada de Israel dos territ\u00f3rios \u00e1rabes ocupados e o fim de sua coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nada disso: o Oriente M\u00e9dio \u00e9 zona de sangue pela presen\u00e7a de g\u00e1s e petr\u00f3leo em seu subsolo e a posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica que ocupa para a distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o para a Europa e o resto do mundo mediante oleodutos, gasodutos e tanqueiros, e isso explica a desgra\u00e7a do Iraque, da L\u00edbia, as amea\u00e7as ao Ir\u00e3 ou a devasta\u00e7\u00e3o da S\u00edria, e inclusive o pr\u00f3prio drama territorial curdo e sua eterna di\u00e1spora e divis\u00f5es seculares.<\/p>\n<p>Evidentemente, o Estado ou Emirado Isl\u00e2mico, como tamb\u00e9m \u00e9 chamado, foi uma entel\u00e9quia sem nenhum tipo de estrutura, que evolui para formas superiores de organiza\u00e7\u00e3o e comando mediante a viol\u00eancia criminosa e o medo terrorista. No caso espec\u00edfico da S\u00edria, se aproveitaram da ambi\u00e7\u00e3o ocidental de fustigar at\u00e9 eliminar o governo de Bashar Al-Assad, o que explica a necessidade de manter uma presen\u00e7a militar norte-americana e europ\u00e9ia para sustentar a ocupa\u00e7\u00e3o do Ocidente na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucos os que acham que h\u00e1 um prop\u00f3sito n\u00e3o t\u00e3o oculto de balcanizar a S\u00edria e criar um Estado fachada artificial na regi\u00e3o norte, com a utiliza\u00e7\u00e3o de fac\u00e7\u00f5es curdas, para deixar o governo de Bashar Al-Assad na in\u00f3pia e pronto para ser substitu\u00eddo por um regime da Irmandade Mu\u00e7ulmana, da qual o presidente turco Recep Tayyip Erdogan \u00e9 membro e propulsor.<\/p>\n<p>Seria uma tarefa nestes momentos dif\u00edcil e quase irrealiz\u00e1vel pelo obst\u00e1culo que significa a presen\u00e7a russa nos campos de batalha, e porque a Turquia e Israel dificilmente poderiam limpar as profundas diverg\u00eancias entre o regime do Curdist\u00e3o iraquiano, presidido por Masud Barzani e apoiado por Tel Aviv, e as fac\u00e7\u00f5es curdas turcas advers\u00e1rias deste e de Israel.<\/p>\n<p>Benjamin Netanyahu n\u00e3o renuncia ao velho plano de assaltar, com os peshmergas do cl\u00e3 Barzani, o norte da S\u00edria e criar um Curdist\u00e3o independente na fronteira com o Iraque, mas nem os curdos s\u00edrios nem os turcos aceitam este governante corrupto e se correria o risco de que um Estado fachada nessa zona reative o conflito curdo na Turquia, onde vivem quase 20 milh\u00f5es deles. Os curdos do Ir\u00e3 tamb\u00e9m n\u00e3o o aceitariam.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito do presidente Erdogan, de que um novo Curdist\u00e3o seja governado por uma minoria turca, obviamente n\u00e3o pode avan\u00e7ar e continua sendo um sonho de uma noite de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 os Estados Unidos e a Europa prefeririam a elimina\u00e7\u00e3o do atual governo de Bashar Al-Assad e o estabelecimento de um governo da Irmandade Mu\u00e7ulmana que procuraria impor dirigentes dessa tend\u00eancia na Jord\u00e2nia e no L\u00edbano, mas como acontece com o hipot\u00e9tico Curdist\u00e3o independente, a presen\u00e7a militar russa e seu sucesso sobre as for\u00e7as terroristas tornou esse sonho imposs\u00edvel. Na crise s\u00edria, h\u00e1 que contar com o presidente Al-Assad para sua solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O jogo dos Estados Unidos era claro: mudar a geopol\u00edtica inteira do mercado de g\u00e1s mundial a favor das empresas ocidentais e Israel e dar assim um golpe mortal \u00e0 R\u00fassia e ao Ir\u00e3 no com\u00e9rcio dos energ\u00e9ticos. Mas n\u00e3o conseguiram.<\/p>\n<p>No meio desse panorama, especialmente quando, do ponto de vista militar, as for\u00e7as terroristas do Estado Isl\u00e2mico sofrem as piores perdas e o ex\u00e9rcito s\u00edrio recupera terreno perdido, acontece a derrubada do Bombardero Su-24 russo por parte das for\u00e7as armadas turcas, criando com isso uma terr\u00edvel confus\u00e3o no meio de um vendaval de especula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O fato se produz quando j\u00e1 a R\u00fassia e a Turquia tinham aprovado a constru\u00e7\u00e3o de um gasoduto, o Turkish Stream, que com um investimento estratosf\u00e9rico de 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, serviria aos russos para transportar g\u00e1s de seu pa\u00eds para territ\u00f3rio turco e dali \u00e0 Gr\u00e9cia e outros mercados europeus.<\/p>\n<p>Um neg\u00f3cio redondo para Erdogan e para a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia que deixaria de estar afetada pelo sabotagem dos Estados Unidos ao gasoduto South Stream, que levaria o g\u00e1s russo da costa do mar Negro at\u00e9 Tarvisio, It\u00e1lia, e dali ao resto da UE.<\/p>\n<p>O ataque ao Su-24 era impens\u00e1vel n\u00e3o apenas porque a Turquia tinha se aliado aos pa\u00edses que supostamente atuavam contra os terroristas do Estado Isl\u00e2mico, mas que, al\u00e9m disso, em 16 de novembro, Moscou e Ancara anunciavam \u201cpr\u00f3ximos encontros governamentais\u201d para dar in\u00edcio ao projeto Turkish Stream, entre outros temas.<\/p>\n<p>Mas exatamente oito dias ap\u00f3s esse an\u00fancio, um m\u00edssil Aim-120 Amraam de fabrica\u00e7\u00e3o estadunidense lan\u00e7ado por um avi\u00e3o turco F-16, derrubou o bombardeiro t\u00e1tico russo no norte da S\u00edria sobre a \u00e1rea prospectiva para a instala\u00e7\u00e3o do hipot\u00e9tico novo Curdist\u00e3o.<\/p>\n<p>Ancara sabia que com essa a\u00e7\u00e3o se complicava muit\u00edssimo a situa\u00e7\u00e3o na S\u00edria e toda a regi\u00e3o, e ficaria descartado o ambicioso projeto Turkish Stream. Al\u00e9m disso, colocava em grave risco o consumo nacional de g\u00e1s que depende 55% do abastecimento russo, e de seu petr\u00f3leo que enche 35% dos dep\u00f3sitos turcos.<\/p>\n<p>Sabe-se, obviamente, que o presidente Barack Obama n\u00e3o concordava com essa megaobra russo-turca e tinha pedido a Erdogan, em comunica\u00e7\u00e3o de 22 de julho, que se retirasse do gasoduto, mas este \u00faltimo desobedeceu a ordem e seguiu adiante no plano com Moscou.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas especula\u00e7\u00f5es sobre o prop\u00f3sito por tr\u00e1s da derrubada e a quem beneficia ou prejudica \u2013 se Erdogan atuou por conta pr\u00f3pria ou esteve dirigido por algu\u00e9m, se foi uma tentativa da Turquia de tirar os russos da \u00e1rea onde se pretendia criar um novo Curdist\u00e3o, ou da Europa e de Israel para ocupar uma \u00e1rea da S\u00edria, como fizeram os aliados com Berlim em 1945, e inclusive se foi uma ordem dada pela OTAN, da qual a Turquia \u00e9 membro.<\/p>\n<p>Certamente, para o presidente Putin e o governo russo, n\u00e3o h\u00e1 mist\u00e9rios nem especula\u00e7\u00f5es e o pr\u00f3prio mandat\u00e1rio disse de forma muito clara e espec\u00edfica que eles (a dire\u00e7\u00e3o turca) saberiam o que fazer.<\/p>\n<p>A conta que os criadores do incidente n\u00e3o fizeram \u00e9 que com a derrubada do avi\u00e3o, a R\u00fassia fica com raz\u00f5es de sobra para aumentar sua presen\u00e7a militar na S\u00edria, para onde j\u00e1 mobilizou seus modernos foguetes antia\u00e9reos S-400.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m serviu para deixar de lado o compromisso e a ret\u00f3rica diplom\u00e1tica com a Turquia pelo tema do gasoduto e desmascarar perante o mundo a corrup\u00e7\u00e3o em que se afoga o governo de Erdogan, em que medida se aproveita da situa\u00e7\u00e3o s\u00edria para enriquecer com seu petr\u00f3leo e financiar a Al Qaeda, os Irm\u00e3os Mu\u00e7ulmanos e o Estado Isl\u00e2mico, que diz combater.<\/p>\n<p>A derrubada do avi\u00e3o freou tamb\u00e9m os planos de Israel, Fran\u00e7a e Reino Unido de criar um novo Curdist\u00e3o e deve trazer tamb\u00e9m consequ\u00eancias fatais a Tel Aviv em seus planos de poder explorar a jazida de g\u00e1s descoberta em 2010 em frente \u00e0 costa de Porto Haifa, de 16 bili\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos, chamada de Leviat\u00e3 devido a suas dimens\u00f5es monstruosas, pois est\u00e1 em uma regi\u00e3o perigosa demais para investidores.<\/p>\n<p>Nesse caso espec\u00edfico, Tel Aviv entende que, nestes momentos, a extra\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s do Leviat\u00e3 depende da evolu\u00e7\u00e3o da guerra na S\u00edria e do papel militar preponderante da R\u00fassia.<\/p>\n<p>Todo este ambiente explica em parte por que os criadores e apoiadores de grupos terroristas como o Estado Isl\u00e2mico ou Al Qaeda t\u00eam medo deles como o pr\u00f3prio doutor V\u00edctor Frankeisten teme sua cria\u00e7\u00e3o monstruosa que ao final o assassinou, e anunciam agora a\u00e7\u00f5es militares contra eles ap\u00f3s anos de tolerar crimes, bombardeios e saques que deixaram a S\u00edria em ru\u00ednas, criaram uma avalanche de refugiados mais angustiante e deprimente que o \u00eaxodo do Egito.<\/p>\n<p>Paradoxos da hist\u00f3ria: os mesmos protagonistas da tomada de Berlim em 1945, inclu\u00edda Alemanha que curiosamente se incorpora \u00e0 alian\u00e7a ap\u00f3s a derrubada do avi\u00e3o russo, est\u00e3o na S\u00edria neste momento, ainda que desta vez n\u00e3o parece que para terminar a guerra, mas para torn\u00e1-la mais encarni\u00e7ada e talvez para expandi-la.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma batalha cruel pelo controle da S\u00edria como aconteceu por Berlim mas, como naquele momento, \u00e9 s\u00f3 a ponta do iceberg.<\/p>\n<p>A S\u00edria \u00e9 o teatro circunstancial dos fatos. O pior \u00e9 que a converteram na encruzilhada que leva \u00e0 paz ou \u00e0 guerra euro-asi\u00e1tica e norte-americana. A primeira, promovida por aqueles que lutam por uma responsabilidade compartilhada em um mundo multipolar, a segunda, a mais selvagem que o homem vem enfrentando desde que come\u00e7ou a caminhar, por aqueles que continuam obstinados por um controle unipolar do universo.<\/p>\n<p>*Editor da Prensa Latina<\/p>\n<p>Fonte: P\u00e1tria Latina.<\/p>\n<blockquote data-secret=\"FsCQgnaVf6\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"http:\/\/www.patrialatina.com.br\/a-encruzilhada-siria\/\">A ENCRUZILHADA S\u00cdRIA<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/www.patrialatina.com.br\/a-encruzilhada-siria\/embed\/#?secret=FsCQgnaVf6\" data-secret=\"FsCQgnaVf6\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;A ENCRUZILHADA S\u00cdRIA&#8221; &#8212; Patria Latina\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Havana (Prensa Latina) Se a S\u00edria estivesse encrustrada em um ponto est\u00e9ril, long\u00ednquo e desconhecido em qualquer oceano, por onde nem os barcos \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10099\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-10099","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2CT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10099\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}