{"id":1011,"date":"2010-11-24T23:08:34","date_gmt":"2010-11-24T23:08:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1011"},"modified":"2010-11-24T23:08:34","modified_gmt":"2010-11-24T23:08:34","slug":"haiti-colera-furacao-e-lucro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1011","title":{"rendered":"Haiti: c\u00f3lera, furac\u00e3o e lucro"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"JUSTIFY\">&#8220;Precisamos absolutamente deste dinheiro o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para evitar que sejamos superados por esta epidemia. Todos os esfor\u00e7os de combate \u00e0 doen\u00e7a podem se tornar in\u00fateis a menos que a verba seja angariada\u201d. Este apelo categ\u00f3rico foi pronunciado na \u00faltima sexta-feira, 12 de novembro, por Elisabeth Byrs, porta-voz do Escrit\u00f3rio para a Coordena\u00e7\u00e3o de Assuntos Humanit\u00e1rios da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas [ONU]. A quantia a que se refere Byrs \u00e9 o montante de R$ 163,9 milh\u00f5es de d\u00f3lares que, segundo a ONU, seria necess\u00e1ria para controlar a epidemia de c\u00f3lera que se propaga no Haiti desde meados de outubro e que matou at\u00e9 o momento mais de mil pessoas, al\u00e9m de infectar outras 14 mil.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">As palavras de Byrs se somam \u00e0 recente declara\u00e7\u00e3o do Departamento de Sa\u00fade da Fl\u00f3rida, estado estadunidense que possui mais de 240 mil migrantes de origem haitiana. A preocupa\u00e7\u00e3o das autoridades sanit\u00e1rias \u00e9 com a possibilidade da epidemia se alastrar para outros pa\u00edses vizinhos, inclusive os EUA. Segundo a p\u00e1gina oficial na internet do Departamento \u201ca c\u00f3lera n\u00e3o se espalha t\u00e3o facilmente em pa\u00edses desenvolvidos como os EUA, mas queremos assegurar que n\u00e3o deixaremos situa\u00e7\u00f5es de alto risco passarem despercebidas, como o c\u00f3lera em algu\u00e9m que manipule alimentos, ou focos isolados&#8221;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Controlar a epidemia e evitar a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a para fora das fronteiras haitianas \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o atual da ONU e das ONGs estrangeiras presentes na ilha. De fato, essa parece ser a t\u00f4nica da atua\u00e7\u00e3o da comunidade internacional no pa\u00eds: combater as conseq\u00fc\u00eancias das trag\u00e9dias e fechar os olhos para suas causas.<\/p>\n<p><strong>C\u00f3lera<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">C\u00f3lera \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o intestinal aguda causada por uma bact\u00e9ria chamada <em>Vibrio Cholerae <\/em>que se transmite pela ingest\u00e3o de \u00e1gua ou alimentos contaminados principalmente por fezes de pessoas infectadas. Apesar de alcan\u00e7ar propor\u00e7\u00f5es epid\u00eamicas em regi\u00f5es empobrecidas da \u00c1frica e \u00c1sia, at\u00e9 o in\u00edcio de outubro passado nenhum caso de c\u00f3lera havia sido registrado em territ\u00f3rio haitiano, segundo informa\u00e7\u00f5es de Claire-Lise Chaignat, chefe do grupo de controle global da c\u00f3lera da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">N\u00e3o h\u00e1 ainda um consenso a respeito da origem da epidemia, que se tornou evidente a partir do dia 20 de outubro quando dezenas de pacientes come\u00e7aram a morrer com febre alta e diarr\u00e9ia num hospital da cidade de Saint Marc, departamento de Lartibonite. A principal suspeita dos especialistas \u00e9 de que a enfermidade tenha vindo do estrangeiro e se difundido pelo pa\u00eds atrav\u00e9s da contamina\u00e7\u00e3o do Rio Lartibonite.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A MINUSTAH [Miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Estabiliza\u00e7\u00e3o do Haiti] destacou em comunicado oficial \u201ca dificuldade, inclusive a impossibilidade\u201d de saber como a c\u00f3lera chegou ao pa\u00eds, visto que foi comprovado que o microorganismo que causou a epidemia \u00e9 igual ao encontrado na \u00c1sia meridional. No entanto, entre a popula\u00e7\u00e3o haitiana as suspeitas recaem justamente sobre os soldados da pr\u00f3pria MINUSTAH, especificamente um batalh\u00e3o oriundo do Nepal, pa\u00eds asi\u00e1tico onde a c\u00f3lera \u00e9 end\u00eamica. Localizado no munic\u00edpio de Mirebalais, a poucos quil\u00f4metros de Saint Marc e \u00e0s margens do Rio Lartibonite, o atual contingente de soldados nepaleses chegou ao Haiti nos primeiros dias de outubro, depois de um novo surto de c\u00f3lera ter atingido seu pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Edmonde Suplice Beauzile, senadora do departamento haitiano de Plateau Central, solicitou uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a responsabilidade da MINUSTAH na propaga\u00e7\u00e3o da epidemia. Para Beauzile, os soldados nepaleses \u201ccontaminaram o rio, causando a morte de muitas pessoas. Pedimos \u00e0 MINUSTAH que solicite a um organismo independente a abertura de uma investiga\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Confirmada essa hip\u00f3tese, a MINUSTAH ver\u00e1 sua fun\u00e7\u00e3o de <em>estabiliza\u00e7\u00e3o do Haiti<\/em> novamente comprometida, justamente quando seu mandato foi renovado por mais um ano durante a \u00faltima reuni\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU ocorrida em 15 de outubro. Ocupando o territ\u00f3rio haitiano desde 2004, quando foi criada sob o pretexto de que o Haiti representava \u201cuma amea\u00e7a \u00e0 paz e seguran\u00e7a da regi\u00e3o\u201d, sendo necess\u00e1rio portanto o envio de uma for\u00e7a militar de ocupa\u00e7\u00e3o para conter as mobiliza\u00e7\u00f5es populares depois da derrubada violenta do ent\u00e3o presidente Jean Bertrand Aristide, a MINUSTAH passa hoje por uma de suas maiores crises de legitimidade. Durante os \u00faltimos seis anos, foram recorrentes as den\u00fancias de tortura, estupro e assassinato. Al\u00e9m disso, passados dez meses desde o terremoto que abalou o pa\u00eds em 12 de Janeiro de 2010, as tropas da ONU ainda n\u00e3o foram capazes de dar uma resposta eficaz \u00e0s vitimas do terremoto. Ru\u00ednas e acampamentos improvisados tomam as ruas da capital Porto Pr\u00edncipe, mas n\u00e3o se v\u00ea nenhuma movimenta\u00e7\u00e3o por parte das tropas militares para a retirada dos escombros e in\u00edcio da reconstru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios e edif\u00edcios. E por fim, a c\u00f3lera.<\/p>\n<p><strong>Furac\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Com a acelera\u00e7\u00e3o da epidemia nos \u00faltimos dias, a previs\u00e3o \u00e9 de que \u201cum total de at\u00e9 200 mil pessoas dever\u00e3o ter os sintomas da c\u00f3lera, indo dos casos de leve diarr\u00e9ia at\u00e9 a desidrata\u00e7\u00e3o mais grave&#8221;, informou a porta-voz da ONU, Elizabeth Byrs, que completa: \u201cEspera-se que os casos surjam numa explos\u00e3o de epidemias que ocorrer\u00e3o subitamente em diferentes partes do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Na cidade de Gonaives foram registradas ao menos 60 mortes por c\u00f3lera e na capital Porto Pr\u00edncipe, onde mais de um milh\u00e3o de desabrigados do terremoto vive em acampamentos sem as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de saneamento, 27 \u00f3bitos foram causados pela epidemia. &#8220;Porto Pr\u00edncipe \u00e9 uma imensa favela onde as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito ruins em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e de \u00e1gua. S\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es perfeitas para uma propaga\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da c\u00f3lera&#8221;, afirmou Jon K. Andrus, subdiretor da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPS).<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Para agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, no dia 05 de novembro o Furac\u00e3o Tomas alcan\u00e7ou o territ\u00f3rio haitiano, afetando principalmente as regi\u00f5es noroeste e sul do pa\u00eds, deixando ao menos 21 mortos e cerca de 6.000 fam\u00edlias desabrigadas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">As chuvas e inunda\u00e7\u00f5es causaram deslizamento de terra, bloqueando diversas estradas e inundando o rio Lartibonite, suspeito de ser o principal foco da epidemia de c\u00f3lera. Os relatos s\u00e3o de que os estragos nas \u00e1reas agr\u00edcolas foram enormes gerando perdas que podem chegar a 70% dos cultivos como banana, milho e feij\u00e3o que formam a base da alimenta\u00e7\u00e3o local. De acordo com o historiador Jos\u00e9 Luis Patrola, que coordena a Brigada Dessalines de coopera\u00e7\u00e3o entre a Via Campesina Brasil e as organiza\u00e7\u00f5es camponesas do Haiti, \u201cos problemas causados pelo furac\u00e3o ter\u00e3o maior efeito nos pr\u00f3ximos dois meses onde a falta de comida atingir\u00e1 outra vez os camponeses pobres dessas duas regi\u00f5es consideradas as mais isoladas e abandonadas do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Este n\u00e3o \u00e9 o primeiro furac\u00e3o a assolar o territ\u00f3rio haitiano. Entre os meses de setembro e outubro de 2008, a passagem do furac\u00e3o Gustav e da tempestade tropical Hanna deixou mais de 500 mortos e milhares de desabrigados. Patrola ressalta que \u201ccada ciclone ou furac\u00e3o que costuma atingir a regi\u00e3o do Caribe nessa temporada tem maior impacto sobre o Haiti que vive um grave problema de desmatamento acompanhado de t\u00e9cnicas agr\u00edcolas predat\u00f3rias ao meio ambiente que levar\u00e3o a um caos generalizado caso o problema n\u00e3o se resolva de maneira s\u00f3lida e estrutural\u201d. O desmatamento no Haiti j\u00e1 destruiu mais de 95% das matas originais e a principal fonte de energia do pa\u00eds \u2013 utilizada por mais de dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o \u2013 ainda \u00e9 o carv\u00e3o vegetal.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Lucro <\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u201cFoi preciso mais uma cat\u00e1strofe para evidenciar o problema e fazer com que o Estado e a \u2018comunidade internacional\u2019 abrissem os olhos para tamanha vulnerabilidade da popula\u00e7\u00e3o pobre. Esta epidemia deveria envergonhar aqueles que \u2018ajudam\u2019 o Haiti h\u00e1 muitos anos e mesmo assim mais de 90% dos camponeses consomem \u00e1gua suja\u201d, denuncia Jos\u00e9 Luis Patrola.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">De fato, a atual epidemia de c\u00f3lera, os estragos do furac\u00e3o Tomas e as milhares de mortes causadas pelo terremoto de 12 de Janeiro s\u00e3o conseq\u00fc\u00eancias dos graves problemas estruturais que levam a maioria da popula\u00e7\u00e3o haitiana a uma vulnerabilidade permanente. O Haiti \u00e9 hoje a na\u00e7\u00e3o mais pobre do continente americano, com 56% da popula\u00e7\u00e3o abaixo da linha da pobreza e com uma expectativa de vida de 58,1 anos. No Haiti, a mis\u00e9ria j\u00e1 existia antes de qualquer terremoto, furac\u00e3o ou c\u00f3lera.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ao n\u00e3o lidar com os problemas estruturais, atuando para amenizar as conseq\u00fc\u00eancias das trag\u00e9dias ao inv\u00e9s de buscar combater suas causas, o Estado haitiano e a comunidade internacional transformam as cat\u00e1strofes naturais e a mis\u00e9ria no Haiti numa fonte inesgot\u00e1vel de lucros. Aos 163,9 milh\u00f5es de d\u00f3lares demandados pela ONU para combater a atual epidemia de c\u00f3lera, podemos somar os 126 milh\u00f5es que a ONG estadunidense USAID est\u00e1 investindo no campo haitiano, os 9,9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares para a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds p\u00f3s-terremoto prometidos por Bill Clinton e seus doadores, os 3,6 bilh\u00f5es consumidos para manter as tropas da MINUSTAH no pa\u00eds e os 7,5 milh\u00f5es de d\u00f3lares gastos mensalmente somente com o aluguel dos banheiros qu\u00edmicos para os desabrigados em Porto Pr\u00edncipe.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00c9 essa atitude que explica a situa\u00e7\u00e3o paradoxal de ser o Haiti o pa\u00eds mais pobre das Am\u00e9ricas mesmo sendo o maior destinat\u00e1rio da ajuda internacional no mundo. 60% do PIB haitiano \u00e9 oriundo de verbas estrangeiras que, assim como os furac\u00f5es e ciclones, apenas <em>passam<\/em> pelo territ\u00f3rio haitiano, mantendo a infra-estrutura e os altos sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios da ONU e das milhares de ONGs, sem chegar \u00e0s m\u00e3os da popula\u00e7\u00e3o e sem alterar as condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas do pa\u00eds.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u201cO Estado haitiano e a comunidade internacional dever\u00e3o pensar o Haiti sob outra \u00f3tica que n\u00e3o a das permanentes trag\u00e9dias que aqui ocorrem\u201d, aponta Jos\u00e9 Luis Patrola, para concluir que: \u201cOu pensamos a ajuda ao Haiti desde um ponto de vista de resolver problemas estruturais ou viveremos grandes espet\u00e1culos midi\u00e1ticos acompanhados de grande propaganda sobre doa\u00e7\u00f5es para ajudas emergenciais. Dois ou tr\u00eas anos em seguida as cat\u00e1strofes retornar\u00e3o e veremos o mesmo espet\u00e1culo da trag\u00e9dia se repetindo\u201d.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Talles Gomes, jornalista, membro da brigada da via campesina Brasil, que est\u00e1 no Haiti.<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">[publicado no jornal Brasil de Fato, edi\u00e7\u00e3o 403, de 18 a 24 de Novembro de 2010]<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 2.bp.blogspot.com\n\n\n\n\n\n\n\n\nThalles Gomes\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1011\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-1011","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c66-haiti"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-gj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1011\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}