{"id":1018,"date":"2010-11-26T00:54:22","date_gmt":"2010-11-26T00:54:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1018"},"modified":"2010-11-26T00:54:22","modified_gmt":"2010-11-26T00:54:22","slug":"greve-geral-dos-trabalhadores-portugueses-24-de-novembro-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1018","title":{"rendered":"Greve Geral dos Trabalhadores Portugueses \u2013 24 de Novembro de 2010"},"content":{"rendered":"\n<p>Secret\u00e1rio Geral do Partido Comunista Portugu\u00eas<\/p>\n<p>Hoje por todo o pa\u00eds os trabalhadores fizeram ouvir a sua voz.<\/p>\n<p>A Greve Geral de 24 de Novembro convocada pela CGTP-IN, uma das mais importantes jornadas de luta realizadas em Portugal depois do 25 de Abril, constituiu uma poderosa resposta \u00e0 brutal ofensiva do Governo PS e do PSD, e de todos aqueles, como \u00e9 o caso do Presidente da Rep\u00fablica, que t\u00eam patrocinado o rumo de desastre nacional imposto ao pa\u00eds.<\/p>\n<p>Uma grande Greve Geral que ficar\u00e1 inscrita na hist\u00f3ria da luta dos trabalhadores e do povo portugu\u00eas que teve o envolvimento de mais de 3 milh\u00f5es de trabalhadores. Uma vit\u00f3ria sobre a resigna\u00e7\u00e3o e o conformismo. Uma jornada que pela sua dimens\u00e3o reafirmou o valor maior da luta.<\/p>\n<p>1- O PCP destaca a dimens\u00e3o nacional e o car\u00e1cter transversal da Greve Geral. Por todo o pa\u00eds, no continente e regi\u00f5es aut\u00f3nomas, registou-se uma ades\u00e3o extraordin\u00e1ria na generalidade dos sectores de actividade.<\/p>\n<p>O PCP sublinha a import\u00e2ncia e significado das fortes ades\u00f5es no sector dos transportes como o Metro Lisboa, Porto e Sul do Tejo, Soflusa, Transtejo, CP, Refer, EMEF e em dezenas de empresas rodovi\u00e1rias como \u00e9 o exemplo o STCP, Carris, Rodovi\u00e1ria Entre-Douro e Minho, Grupo Barraqueiro e a Transdev. O encerramento de todos os portos mar\u00edtimos e grande parte dos portos de pesca e o cancelamento da totalidade dos voos (mais de 500). A Greve Geral assumiu ainda forte impacto no sector produtivo de que s\u00e3o exemplo: no sector autom\u00f3vel a Auto-Europa e todo o seu complexo industrial, a Renault-Cacia, a Mitsubishi, Tudor e Camac; no sector da metalurgia e metalomec\u00e2nica como os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o Arsenal do Alfeite, a Lisnave, a Sacti, Jado Ib\u00e9ria, Camo; no sector de cimento, cer\u00e2mica e vidro, a CNE, a Atlantis\/Vista Alegre, SaintGobain\/Covina, a Cinca e Lusoceran; no sector corticeiro o Grupo Amorim; no sector t\u00eaxtil, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ado o Grupo Paulo Oliveira, T\u00eaxtil Almeida e Filhos, Califa, Triunph e KIAIA; no sector alimentar e bebidas CentralCer, Kraft Foods; e em centenas de outras empresas de outros sectores produtivos.<\/p>\n<p>O PCP sublinha ainda a grande resposta dada pelos trabalhadores da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica central e local com paragens que atingiram n\u00edveis hist\u00f3ricos com paralisa\u00e7\u00e3o total ou parcial em praticamente todo o Pais da recolha de res\u00edduos s\u00f3lidos, encerramento de centenas de escolas, Polit\u00e9cnicos e Faculdades, departamentos p\u00fablicos, finan\u00e7as, tribunais e outros servi\u00e7os p\u00fablicos como foi do caso do sector da sa\u00fade com uma forte ades\u00e3o dos trabalhadores do sector.<\/p>\n<p>O PCP valoriza ainda a dimens\u00e3o e os impactos que a ades\u00e3o de milhares de trabalhadores \u00e0 tiveram em diversos sectores e empresas, como os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o caso dos mais de 400 balc\u00f5es da CGD encerrados assim como de outros bancos e de praticamente todos os posto dos CTT, e das importantes e significativas ades\u00f5es registadas nos trabalhadores dos Hiper e Super Mercados, Auto-Estradas e Centros de Contacto.<\/p>\n<p>Uma dimens\u00e3o tanto mais valoriz\u00e1vel quanto constru\u00edda sob a press\u00e3o e chantagem sobre os trabalhadores. Press\u00e3o ideol\u00f3gica sobre a alegada inutilidade da luta; chantagem decorrente da imposi\u00e7\u00e3o ileg\u00edtima de servi\u00e7os m\u00ednimos que visam condicionar o direito \u00e0 greve; press\u00e3o econ\u00f3mica, dirigida sobretudo a trabalhadores com v\u00ednculo prec\u00e1rio, com a amea\u00e7a de despedimento e de perdas nas remunera\u00e7\u00f5es (pr\u00e9mios); e o condicionamento ilegal com o recurso em v\u00e1rios casos \u00e0 for\u00e7a por parte da PSP e da GNR para dar cobertura \u00e0 viola\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 greve.<\/p>\n<p>Um \u00eaxito tanto mais assinal\u00e1vel quanto centenas de milhares de trabalhadores se v\u00eaem confrontados com situa\u00e7\u00f5es de endividamento e com o agravamento do custo de vida. Trabalhadores para quem, a realiza\u00e7\u00e3o de um dia de greve implica prescindirem de um dia do seu sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Esta Greve Geral veio do cora\u00e7\u00e3o de cada empresa ou local de trabalho, da inabal\u00e1vel e consciente op\u00e7\u00e3o de cada trabalhador. Veio do sentimento de protesto, indigna\u00e7\u00e3o e luta de milh\u00f5es de trabalhadores que quiseram dizer Basta. Basta de injusti\u00e7as! Basta de sacrif\u00edcios para os mesmos de sempre. Uma greve geral que constitui um momento singular de afirma\u00e7\u00e3o de dignidade dos trabalhadores portugueses.<\/p>\n<p>2- Esta Greve Geral foi uma justa e necess\u00e1ria jornada de luta contra o roubo nos sal\u00e1rios e pens\u00f5es. Contra os cortes nas presta\u00e7\u00f5es sociais, no abono de fam\u00edlia ou no subs\u00eddio de desemprego. Contra o aumento dos pre\u00e7os dos bens e servi\u00e7os essenciais como os transportes ou os medicamentos. Contra a destrui\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos e a privatiza\u00e7\u00e3o de empresas estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>Esta Greve Geral foi uma justa e necess\u00e1ria resposta ao agravamento do desemprego, ao alastramento da precariedade, ao empobrecimento de vastas camadas da popula\u00e7\u00e3o. Uma justa e necess\u00e1ria resposta ao processo de liquida\u00e7\u00e3o do aparelho produtivo, ao crescente endividamento do pa\u00eds e \u00e0 perda de soberania nacional.<\/p>\n<p>Esta Greve Geral foi uma justa e necess\u00e1ria resposta contra a escandalosa acumula\u00e7\u00e3o de lucros por parte dos grupos econ\u00f3micos e financeiros, que, em nome da crise e do d\u00e9fice das contas p\u00fablicas, querem impor o agravamento da explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e o esbulho dos recursos nacionais.<\/p>\n<p>3- O PCP sa\u00fada todos os trabalhadores portugueses pela sua participa\u00e7\u00e3o nesta Greve Geral.<\/p>\n<p>Saudamos em particular os milhares de jovens trabalhadores que pela primeira vez participaram numa jornada de luta desta envergadura, elemento de incontorn\u00e1vel valor pol\u00edtico que se projecta como uma importante garantia para o futuro.<\/p>\n<p>O PCP sa\u00fada a CGTP-IN, o movimento sindical unit\u00e1rio e todas as estruturas representativas dos trabalhadores pela sua ac\u00e7\u00e3o e capacidade de organiza\u00e7\u00e3o demonstradas. A CGTP-IN confirma-se e afirma-se como a grande central sindical dos trabalhadores portugueses, refer\u00eancia incontorn\u00e1vel para a defesa dos interesses dos trabalhadores e para o futuro do pa\u00eds.<\/p>\n<p>4- Esta Greve Geral n\u00e3o foi um ponto de chegada, mas uma etapa numa exigente e prolongada luta que a situa\u00e7\u00e3o nacional exige. Depois da realiza\u00e7\u00e3o desta Greve Geral, nada ficar\u00e1 como dantes. O Governo e os partidos que apoiam a sua pol\u00edtica e Presidente da Rep\u00fablica que a patrocina tiveram nesta jornada de luta uma clara condena\u00e7\u00e3o, um s\u00e9rio aviso e uma firme exig\u00eancia de ruptura com a pol\u00edtica que promovem.<\/p>\n<p>A Greve Geral constitui uma poderosa manifesta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e do Povo portugu\u00eas da sua disponibilidade para impedirem o prosseguimento da actual pol\u00edtica, para serem parte determinante da ruptura e mudan\u00e7a de que o pa\u00eds precisa.<\/p>\n<p>O PCP esteve ao lado desta Greve Geral, porque est\u00e1 com a luta dos trabalhadores, porque est\u00e1 comprometido com a exig\u00eancia de aumento dos sal\u00e1rios, de desenvolvimento do aparelho produtivo, de aposta no investimento e nos servi\u00e7os p\u00fablicos. O PCP esteve e est\u00e1 com a luta dos trabalhadores porque a sua luta \u00e9 a luta por um pa\u00eds de progresso, de justi\u00e7a social, por um Portugal soberano e independente.<\/p>\n<p>Renovando o seu compromisso de sempre com esta luta o PCP reafirma aos trabalhadores e ao povo portugu\u00eas que podem contar com o PCP.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lisboa, 24 de Novembro de 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCP\n\n\n\n\n\n\n\n\nDeclara\u00e7\u00e3o de Jer\u00f3nimo de Sousa\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1018\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-1018","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c84-solidariedade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-gq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1018\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}