{"id":10195,"date":"2016-01-03T11:45:00","date_gmt":"2016-01-03T14:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10195"},"modified":"2016-02-02T18:04:57","modified_gmt":"2016-02-02T21:04:57","slug":"relato-das-guerrilheiras-vitimas-do-bombardeio-do-estado-colombiano-ao-acampamento-de-raul-reyes-farc-ep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10195","title":{"rendered":"Relato das guerrilheiras v\u00edtimas do bombardeio do Estado colombiano ao acampamento de Ra\u00fal Reyes, FARC-EP"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/unnamed222.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Por Dick &amp; Miriam Emanuelsson, ANNCOL\/NICARAGUA\/M\u00c9XICO\/ Resumen Latinoamericano\/12-2015 \u2013\u00a0 Em 15 de dezembro de 2015, foi assinado entre o governo de Juan Manuel Santos e a Delega\u00e7\u00e3o de Paz das FARC-EP o 5\u00b0 ponto da agenda de paz sobre o tema das V\u00edtimas. Algumas v\u00edtimas da Col\u00f4mbia presenciaram o hist\u00f3rico dia. Por\u00e9m, o tema foi apresentado pelos meios oficiais como \u201ctodas as v\u00edtimas s\u00e3o das FARC\u201d.<!--more--><\/p>\n<p>Na realidade, a insurg\u00eancia \u00e9 respons\u00e1vel por uma pequena parcela das v\u00edtimas surgidas durante o conflito social e armado de mais de 50 anos, calculada pelos organismos de DDH e ONGs entre 15% e 20%.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para compar\u00e1-lo com a responsabilidade do Estado e seu \u201cMonstro\u201d, como apelidou Salvatore Mancuso, o paramilitarismo, que junto com as For\u00e7as Armadas representam 70% dos horrores do conflito colombiano.<\/p>\n<p>A ANNCOL, por sua parte, apresenta na seguinte reportagem\u00a0duas v\u00edtimas que n\u00e3o est\u00e3o presentes em Havana hoje. S\u00e3o as guerrilheiras Susana T\u00e9llez e Diana Torrez, sobreviventes do bombardeio ordenado por \u00c1lvaro Uribe e seu ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, em 1\u00b0 de mar\u00e7o, \u00e0s 00:30 horas.<\/p>\n<p>Uns 30 guerrilheiros e cinco universit\u00e1rios mexicanos estavam dormindo em suas \u2018barracas\u2019, sem dar-se conta de que uma das piores matan\u00e7as contra seres humanos na Am\u00e9rica Latina seria uma triste realidade quando a primeira bomba de 250 libras (113,4 quilos) caiu sobre seus corpos. Apenas uma barraca e o mosquiteiro eram as \u201cprote\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Santos se inchar\u00e1 hoje com frases e declara\u00e7\u00f5es sobre a paz. Por\u00e9m sua \u201cpaz\u201d n\u00e3o \u00e9 do povo colombiano, mas das mineradoras, dos pecuaristas e do capital financeiro transnacional especulativo. Na sombra, est\u00e3o os generais, militaristas ou corruptos, esperando para \u201cridicularizar o Acordo de Paz\u201d, antes que tenha secado a tinta das assinaturas de ambas as partes.<\/p>\n<p>As guerrilheiras das FARC, Susana e Diana, afetadas pelo bombardeio, n\u00e3o se encontram em Havana para presenciar a assinatura sobre o tema das v\u00edtimas. Est\u00e3o no ex\u00edlio em Man\u00e1gua, Nicar\u00e1gua, h\u00e1 quase oito anos. Dizem que quando o Secretariado as ordenarem a fazer as malas e novamente incorporarem-se \u00e0s fileiras da guerrilha para cumprir suas tarefas, l\u00e1 estar\u00e3o. Porque s\u00e3o e continuam sendo das FARC, sejam quais forem as circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Nesta extensa entrevista de 85 minutos, elas relatam como foi o bombardeio na noite fatal e o dia seguinte, quando chegaram as tropas equatorianas ao lugar onde morreu o Comandante Ra\u00fal Reyes e sua equipe de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>As guerrilheiras contam como foram os primeiros dois bombardeios com bombas de 250 libras, seguidos pelos helic\u00f3pteros Black&amp;Hawk que metralharam o acampamento e desembarcaram tropas regulares, cometendo crimes de guerra, que \u00e9 quando o soldado d\u00e1 um tiro de gra\u00e7a nas costas de seu inimigo. Os testemunhos para esse crime s\u00e3o de Susana, Diana e Luc\u00eda Morett, a universit\u00e1ria mexicana que sobreviveu ao bombardeio.<\/p>\n<p>Por isso, foram procuradas pelos agentes enviados pela dupla Uribe\u00a0&amp;\u00a0Santos, que objetivavam acabar com as tr\u00eas mulheres valentes. No entanto, elas n\u00e3o se deixaram pressionar pela horda fascista colombiana. As duas mulheres contam que conseguiram se salvar dos agentes enviados para assassin\u00e1-las no Hospital Militar, em Quito, Equador. Elas foram levadas do acampamento bombardeado gra\u00e7as ao ministro de Defesa do Equador, Wellington Sandoval, que as protegeu at\u00e9 a segunda semana de maio de 2008, quando foram levadas \u00e0 Nicar\u00e1gua.<\/p>\n<p>A universit\u00e1ria mexicana Lucia Morett, por sua parte, se viu obrigada a refugiar-se em um lugar desconhecido no mundo depois que retornou a sua terra mexicana. O regime pr\u00f3-ianque de Felipe Calder\u00f3n n\u00e3o fez um s\u00f3 protesto contra o regime Uribista&amp;Santista, que assassinou a sangue frio quatro jovens compatriotas, que na imprensa reacion\u00e1ria mexicana e colombiana foram caracterizados como \u201cguerrilheiros em prepara\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Os cinco universit\u00e1rios chegaram ao acampamento depois de um evento na capital equatoriana, convocado pelo Movimento Continental Bolivariano (MCB). Ap\u00f3s o evento foram rumo a Sucumb\u00edos e ao acampamento guerrilheiro para encontrar mais elementos no local para sua tese, por conta dos estudos latino-americanos que realizavam na Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico (UNAM).<\/p>\n<p>O ataque ao acampamento do integrante do Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP, Ra\u00fal Reyes, foi executado em Sucumb\u00edos, Equador, 1700 metros da fronteira colombo-equatoriana. O acampamento servia transicionalmente como um lugar onde Reyes recebia mensageiros de diferentes governos para facilitar a liberta\u00e7\u00e3o de prisioneiros de guerra que as FARC possu\u00edam \u00e0 \u00e9poca, relatam as guerrilheiras. O ataque foi duramente condenado pela comunidade internacional.<\/p>\n<p>Quem era o\/a infiltrado\/a?<br \/>\nABRIL 2005:\u00a0A jovem e bonita guerrilheira que se preparou para a entrevista era Susana T\u00e9llez, afro-colombiana que era parte da equipe de seguran\u00e7a do comandante Ra\u00fal Reyes. Eu a tinha escutado no dia anterior na aula do acampamento, quando fez uma palestra de mais de uma hora sobre a estrutura org\u00e2nica de todo o movimento guerrilheiro das FARC, desde as mil\u00edcias populares at\u00e9 o Partido Comunista Colombiano Clandestino (PCCC).<\/p>\n<p>O fez com uma eleg\u00e2ncia e seguran\u00e7a pol\u00edtica que me impressionou, sabendo que ela tinha sido formada dentro das fileiras guerrilheiras desde os 13 anos.Era um ano duro, dizia tanto ela como Ra\u00fal Reyes. Uribe estava obsessivo por uma vit\u00f3ria militar e tinha lan\u00e7ado o \u201cPlano Patriota\u201d, o sucessor do Plano Col\u00f4mbia, para partir com tudo contra as FARC e o ELN. Os estrangeiros j\u00e1 tinham mais experi\u00eancia sobre o tema colombiano. Conseguiram capacitar seus colegas colombianos para unir os diferentes ramos das For\u00e7as Armadas com o objetivo de combinar os ataques terrestres com a avia\u00e7\u00e3o, assessorados pelos dois mil assessores militares estadunidenses na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia militar colombiana tamb\u00e9m se lan\u00e7ava com tudo, espionando a oposi\u00e7\u00e3o popular para desacredit\u00e1-la, utilizando seus \u201cfantoches\u201d no Caracol e na RCN (meios de comunica\u00e7\u00e3o colombianos). Estes \u201ccolegas\u201d chegaram a fazer \u201cUm Dia no Ex\u00e9rcito\u201d, montando-se a camuflagem na base de Treinamento do Ex\u00e9rcito em Tolemaida \u201cpara sentir como era estar no campo de batalha\u201d. N\u00e3o \u00e9 de surpreender-se semelhante jornalismo ligado \u00e0 guerra.<\/p>\n<p>Quando recomecei novamente a entrevista com Ra\u00fal Reyes, Susana e o musculoso Arn\u00f3bis, o moreno encarregado no acampamento da metralhadora, se aproximaram. Vejo somente colombianos humildes, mulheres e homens da melhor qualidade humana, seres humanos sem medo de perder a vida para construir uma Nova Col\u00f4mbia, onde todos pertencem, mas onde a oligarquia mata todos que insistem nesse sonho.<\/p>\n<p>N\u00e3o nego que pensei primeiro nestes guerrilheiros quando soube na tarde desse 1\u00ba de mar\u00e7o de 2008, que tinha sido bombardeado o acampamento de Ra\u00fal Reyes. Tr\u00eas sobreviventes. Quem s\u00e3o?, me perguntei.<\/p>\n<p>Alegrei-me quando vi pela Telesur as sequ\u00eancias de um ato de mulheres sandinistas na Nicar\u00e1gua, onde apareceram Susana, Diana e a mexicana Luc\u00eda um m\u00eas depois do bombardeio. Buscava no arquivo os v\u00eddeos e entrevistas das companheiras, entre elas \u201cCatarina\u201d, uma veterana guerrilheira que se salvou do genoc\u00eddio pol\u00edtico da Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, incorporando-se \u00e0s fileiras das FARC nos anos 80.<\/p>\n<p>Quando vejo as guerrilheiras novamente no in\u00edcio do m\u00eas de novembro deste ano (2015), sinto uma grande alegria.<\/p>\n<p>Susana, com um bra\u00e7o visivelmente reduzido e duas pernas gravemente afetadas pelas bombas dessa noite fatal.<\/p>\n<p>Diana, que visivelmente se v\u00ea doce e terna, perdeu a mobilidade de sua perna esquerda, onde a r\u00f3tula voou na onda expansiva da primeira bomba.<\/p>\n<p>\u2013 Quando desembarcaram as tropas colombianas e chegaram ao acampamento, muito companheiros que estavam feridos gritaram por aux\u00edlio. Foram respondidos pelos militares do ex\u00e9rcito colombiano com rajadas, conta Diana, com uma express\u00e3o nos olhos dif\u00edcil de interpretar.<\/p>\n<p>\u00c9 a mesma hist\u00f3ria de Susana.<\/p>\n<p>Sua casa em Man\u00e1gua \u00e9 como uma lembran\u00e7a de sua \u201cfam\u00edlia\u201d, como chama as FARC, por\u00e9m, sobretudo, de seu comandante, \u201co Camarada Ra\u00fal\u201d.<\/p>\n<p>Foram testemunhas quando os militares colombianos, na madrugada, colocaram seu comandante dentro do helic\u00f3ptero, levando-o \u00e0 Col\u00f4mbia como um trof\u00e9u de guerra. Eles deixaram para tr\u00e1s 25 guerrilheiros mortos, v\u00e1rios com disparos nas costas. \u201cSenti um vazio quando levaram o camarada Ra\u00fal\u201d, recorda Susana.<\/p>\n<p>Ela conseguiu afastar-se do acampamento depois do primeiro bombardeio. Estava na guarda entre 20:00-22:00 horas, duas horas e meia antes do bombardeio. Caiu \u201crendida\u201d, disse, por algo estranho no ar que, posteriormente, disse ser uma qu\u00edmica branca que os avi\u00f5es certamente atiraram para faz\u00ea-los dormir.<\/p>\n<p>\u2013 Como \u00e9 poss\u00edvel que todo o mundo estivesse dormindo profundamente quando ocorreu o bombardeio? Outra coisa estranha \u00e9 que os fuzis n\u00e3o estavam no respectivo \u2018monte\u2019 quando n\u00f3s, sobreviventes, fomos despertados pelo bombardeio. Ou seja, a infiltra\u00e7\u00e3o tinha nos desarmado antes do bombardeio, disse Diana.<\/p>\n<p>Vimos muitos movimentos estranhos durante os dias anteriores ao bombardeio, acrescenta Susana, e alertei o camarada Ra\u00fal sobre esse fato. Ele disse que tinha percebido tamb\u00e9m, e saiu na mesma tarde, dia 28 de fevereiro, com tr\u00eas guerrilheiros para explorar o terreno onde \u00edamos instalar o novo acampamento. S\u00f3 faltava a delega\u00e7\u00e3o mexicana, que chegou \u00e0s 18:30 horas do dia 28 de fevereiro, terminar suas entrevistas e ir embora, para depois armar o novo acampamento em um lugar desconhecido pelo inimigo.<\/p>\n<p>As duas guerrilheiras analisaram\u00a0durante estes quase oito anos o porqu\u00ea de ter acontecido o bombardeio:<\/p>\n<p>\u2013 Havia muitos movimentos nos arredores do acampamento por desconhecidos, disse Diana.<\/p>\n<p>\u2013 Estamos certas de que t\u00ednhamos infiltra\u00e7\u00e3o de guerrilheiros rec\u00e9m-chegados, acrescenta Susana.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, outro fator preocupante para o Secretariado e o Bloco Sul das FARC era a suposta integrante da Comiss\u00e3o Internacional, a guerrilheira \u201cEsperanza\u201d, Nubia Calder\u00f3n.<\/p>\n<p>Depois do primeiro bombardeio, ela estava ilesa enquanto seu companheiro sentimental, Franklin, tinha morrido no bombardeio. Segundo nossas fontes, \u201cEsperanza dizia, quando os guerrilheiros feridos pediam sua ajuda, que \u2018ia conseguir ajuda\u2019.<\/p>\n<p>Esperanza \u00e9 um tema delicado,\u00a0tanto para as FARC como para o governo sandinista. Para o governo colombiano, os sandinistas s\u00e3o inimigos mortais, principalmente depois que o presidente Daniel Ortega, da Nicar\u00e1gua, visitou Manuel Marulanda durante o processo de paz em San Vicente de Cagu\u00e1n, 1999-2002. Por\u00e9m, tamb\u00e9m por ter outorgado asilo pol\u00edtico \u00e0s duas guerrilheiras. Esta inimizade se refor\u00e7ou depois da decis\u00e3o da Corte de Haia, que sentenciou a favor do estado nicaraguense sobre o controle de grande parte do arquip\u00e9lago das ilhas de San Andr\u00e9s, onde a Nicar\u00e1gua obteve mais de 70.000 quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<p>Em 27 de fevereiro de 2010, o jornal opositor nicaraguense e cegamente antissandinista, La Prensa, publicou extratos de um programa da RCN (canal colombiano de TV\/Radio) na noite anterior. Nele, falava sobre uma suposta carta com data de 20 de agosto de 2008, do chefe da Frente 48 das FARC no Bloco Sul, Edgar Tovar, (\u00c1ngel Gabriel Lozada Garc\u00eda) dirigida ao Secretariado das FARC, ou seja, tr\u00eas meses depois que Susana, Diana e Luc\u00eda aterrissaram na Nicar\u00e1gua.<\/p>\n<p>Tovar morreu em um combate em 20 de janeiro de 2010, n\u00e3o podendo, assim, desmascarar a montagem que a intelig\u00eancia militar produziu e que saiu na RCN e em La Prensa no m\u00eas seguinte.<\/p>\n<p>Na carta de Tovar ao Secretariado, este recomenda \u00e0 m\u00e1xima inst\u00e2ncia das FARC que se execute \u201cEsperanza\u201d, supostamente internada no hospital militar na Nicar\u00e1gua. Ela chegou \u00e0 Nicar\u00e1gua sem que ningu\u00e9m soubesse como. Por\u00e9m, foi acolhida pelo governo nicaraguense, certamente pensando que ela tamb\u00e9m era v\u00edtima por sua presen\u00e7a no bombardeio de 1\u00b0 de mar\u00e7o de 2008, ainda que oficialmente s\u00f3 se tenha falado de tr\u00eas v\u00edtimas sobreviventes da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na carta de Tovar, obviamente uma descarada montagem da intelig\u00eancia militar colombiana, este dizia o seguinte:<br \/>\n\u201cReunimo-nos, por solicita\u00e7\u00e3o deles, com o embaixador da Nicar\u00e1gua e Nacho. Tratou-se de apenas um tema: a enorme preocupa\u00e7\u00e3o que existe nos Governos nicaraguense e equatoriano porque vazou a informa\u00e7\u00e3o sobre a forma como Esperanza foi transferida \u00e0 Nicar\u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p>Nessa linha, o documento da intelig\u00eancia envolve o governo sandinista, seu inimigo natural, na quest\u00e3o das asiladas na Nicar\u00e1gua.<\/p>\n<p>Seguimos:<\/p>\n<p>\u201cSe o anterior \u00e9 grave, mais grave ainda \u00e9 que Esperanza comentou a certas pessoas que a OEA, a CIA e a intelig\u00eancia militar colombiana a t\u00eam muito hostilizado e que ela ter\u00e1 que vomitar muitas coisas que sabe, por exemplo: sobre algumas reuni\u00f5es de Larrea com o camarada \u2018Ra\u00fal\u2019 sobre um dinheiro que, segundo ela, foi dado a Correa para a campanha\u201d.<\/p>\n<p>A\u00ed Uribe &amp; Santos envolveram o invadido, ou seja, o presidente do Equador, Rafael Correa, que por parte do chefe da Frente 48 das FARC teria recebido dinheiro das FARC para financiar sua campanha eleitoral.<\/p>\n<p>E mais, e isto \u00e9 o mais grave:<br \/>\n\u201cEm exames feitos por Esperanza, descobriu-se, entre outros problemas de sa\u00fade, um c\u00e2ncer agressivo, o que significa que a ela restaria pouqu\u00edssimo tempo de vida. Ela est\u00e1 sendo atendida em um hospital militar, por m\u00e9dicos do Estado de absoluta confian\u00e7a. Entre n\u00f3s, depois de uma profunda reflex\u00e3o e considerando que a quest\u00e3o \u00e9 de extrema gravidade, ocorreu-nos a ideia de que se pratique a eutan\u00e1sia e a tudo parecer\u00e1 natural, produto da doen\u00e7a. O embaixador disse que isso pode ser feito sem nenhum problema e que s\u00f3 esperam a ordem daqui, que deve ser dada o mais r\u00e1pido poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>O que um chefe de uma frente das FARC est\u00e1 propondo, das selvas impenetr\u00e1veis do sul da Col\u00f4mbia, \u00e9 que as autoridades nicaraguenses assassinem \u201ca agente da CIA\u201d como \u201calgo natural\u201d atrav\u00e9s de uma \u201ceutan\u00e1sia\u201d.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 jornalismo colombiano sem m\u00e1scaras. Parte da guerra psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, tamb\u00e9m \u00e9 jornalismo pol\u00edtico da Nicar\u00e1gua, onde o inimigo para o jornal La Prensa \u00e9 o sandinismo.<\/p>\n<p>RCN &amp; La Prensa envolvem o governo sandinista em um suposto plano de Daniel Ortega e do Secretariado das FARC, objetivamente respaldado por Rafael Correa. O plano consiste em assassinar uma \u201ctraidora das FARC\u201d, que insinuam ser agente da CIA e que est\u00e1 sendo assistida no Hospital Militar em Man\u00e1gua.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a guerra psicol\u00f3gica em seu m\u00e1ximo n\u00edvel e em frente internacional.<\/p>\n<p>Susana e Diana se dedicaram a estudar durante os oito anos na Nicar\u00e1gua. Susana se graduou ano passado em rela\u00e7\u00f5es internacionais em uma universidade em Man\u00e1gua, enquanto Diana, que \u00e9 mais jovem, saiu como a melhor aluna do bacharelado, decorada e diplomada, e segue seus estudos em uma universidade na capital nicaraguense.<\/p>\n<p>As duas querem aproveitar a entrevista para enviar uma sauda\u00e7\u00e3o fraterna e combativa a seus chefes em Havana e aos demais camaradas da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Uma sauda\u00e7\u00e3o muito fraterna ao povo da Col\u00f4mbia, um povo valente ao qual n\u00f3s damos amor e a causa a favor deles. Al\u00e9m disso, uma sauda\u00e7\u00e3o aos camaradas, que aqui estamos, em uma outra trincheira de luta, por\u00e9m estamos com eles. Estamos firmes com os presos de guerra, com o camarada Sim\u00f3n Trinidad, injustamente encarcerado nos EUA. Temos a convic\u00e7\u00e3o de que vamos conquistar a paz, por\u00e9m proveniente da verdadeira justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>\u2013 Aos camaradas que est\u00e3o em Havana, que sigam adiante, que nos representam dignamente, que n\u00e3o sejam t\u00e3o confiantes, por\u00e9m que sigam adiante, que aqui estamos esperando que nos coloquem na causa. O povo nicaraguense \u00e9 um povo digno, muito hospitaleiro e um povo guerreiro junto com os povos latino-americanos e do mundo.<\/p>\n<p>As duas v\u00edtimas dizem, em Man\u00e1gua, que n\u00e3o s\u00e3o derrotadas e possuem as malas prontas para continuar na luta.<\/p>\n<p>V\u00eddeo 1: Relato das guerrilheiras Susana e Diana, v\u00edtimas do bombardeio no acampamento do Comandante Ra\u00fal Reyes em 1\u00ba de mar\u00e7o de 2008 (1,25 horas): https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Bjievps84FM<\/p>\n<p>V\u00eddeo 2: Entrevista (56 minutos) com os pais dos universit\u00e1rios mexicanos assassinados no bombardeio: \u201cConvertendo a dor em luta!\u201d: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=VhB0m9vbUQ8&amp;feature=youtu.be&amp;list=PLrKXSXO-RwT3IcRub6nHn6zBI05ZnKhru<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2015\/12\/15\/hablan-las-guerrilleras-victimas-del-bombardeo-del-estado-colombiano-al-campamento-de-raul-reyes-farc-ep\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Dick &amp; Miriam Emanuelsson, ANNCOL\/NICARAGUA\/M\u00c9XICO\/ Resumen Latinoamericano\/12-2015 \u2013\u00a0 Em 15 de dezembro de 2015, foi assinado entre o governo de Juan Manuel \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10195\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-10195","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Er","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10195"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10195\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}