{"id":10289,"date":"2016-01-20T11:06:43","date_gmt":"2016-01-20T14:06:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10289"},"modified":"2016-02-11T22:40:35","modified_gmt":"2016-02-12T01:40:35","slug":"um-apontamento-sobre-metamorfoses-de-pacheco-pereira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10289","title":{"rendered":"UM APONTAMENTO SOBRE METAMORFOSES DE PACHECO PEREIRA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.alesc.sc.gov.br\/fotonoticia\/fotos\/2008\/Foto_02966_2008_M.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>O 4\u00ba tomo da obra biogr\u00e1fica que Pacheco Pereira dedicou a \u00c1lvaro Cunhal recebeu da intelectualidade burguesa um coro de elogios muito superior ao que ela dispensara aos anteriores.<!--more--><\/p>\n<p>Uma nota pr\u00e9via sobre o autor.<\/p>\n<p>Conheci- o em casa de Manuel Sert\u00f3rio, em 1975. Apresentou-o como um estudioso do marxismo muito talentoso. Estava ligado a uma organiza\u00e7\u00e3o maoista, o PCPML, e era ainda quase desconhecido fora do Porto.<\/p>\n<p>Reencontrei-o quinze anos depois na Assembleia da Republica como l\u00edder da bancada do PSD. Tinha trocado o maoismo pelo partido de S\u00e1 Carneiro no qual ascendeu rapidamente como estrela. Muitas das suas interven\u00e7\u00f5es destilavam anticomunismo.<\/p>\n<p>A sua metamorfose fora r\u00e1pida e complexa. O admirador de Mao, Marx, Lenin e Hochi Minh tinha aderido no final dos anos 80 ao PSD e assumira como seu deputado a defesa e apologia do liberalismo rotulado de social-democracia. Mas n\u00e3o era, ao contr\u00e1rio de outros companheiros da sua bancada, um parlamentar truculento.<\/p>\n<p>Na Assembleia da Republica, mantivemos rela\u00e7\u00f5es frias, mas corteses. Recordo que, para surpresa minha, contribuiu para viabilizar a ida a Cuba de uma delega\u00e7\u00e3o multipartid\u00e1ria da Assembleia que foi a primeira de um parlamento europeu a visitar a Ilha revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, apos ter regressado a Portugal \u2013 depois de renunciar ao seu mandato de deputado no Parlamento Europeu &#8211; passou a criticar com dureza o governo de Passos Coelho-Portas, condenando como negativa a sua pol\u00edtica de austeridade. Mas permanece no PSD como militante.<\/p>\n<p>\u00c9 dos intelectuais da direita que conhe\u00e7o o mais inteligente e culto.<br \/>\nCONTRADI\u00c7\u00d5ES.<\/p>\n<p>O 4\u00ba tomo da biografia pol\u00edtica de \u00c1lvaro Cunhal \u00e9, como os anteriores, uma obra semeada de contradi\u00e7\u00f5es, algumas de compreens\u00e3o dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Os primeiros cap\u00edtulos incidem sobre o esfor\u00e7o de AC para reorganizar o Partido apos a fuga de Peniche. A clandestinidade rigorosa em que viveu, mudando repetidamente de resid\u00eancia, n\u00e3o o impediu de desenvolver uma atividade intensa, orientada prioritariamente para o combate ao desvio de direita que caracterizara a estrat\u00e9gia do PCP sob a dire\u00e7\u00e3o de Julio Foga\u00e7a.<\/p>\n<p>Pacheco evoca os acontecimentos do ano 60 na perspetiva de historiador. Recorre alias \u00e0s Obras Escolhidas para as transcri\u00e7\u00f5es de textos de AC.<\/p>\n<p>Essa tentativa de objetividade transparece nas p\u00e1ginas dedicadas \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de AC em Moscou, em 61, ao seu trabalho politico na URSS e \u00e0 sua vida familiar ali.<\/p>\n<p>Pacheco Pereira, para escrever a sua biografia pol\u00edtica de AC ter\u00e1 tido acesso a documentos desclassificados dos Aquivos Sovi\u00e9ticos. Da\u00ed a minucia e o volume da informa\u00e7\u00e3o sobre os contactos de AC com os mais destacadas personalidades do PCUS. Transcorrido apenas um ano, j\u00e1 era um dos dirigentes comunistas estrangeiros mais respeitados e admirados pela hierarquia do Estado e do partido sovi\u00e9ticos. O Pravda e outros \u00f3rg\u00e3os da imprensa sovi\u00e9tica publicavam com frequ\u00eancia artigos seus e a televis\u00e3o e \u00e0 radio abriram-lhe as portas.<\/p>\n<p>Utilizando um passaporte checo, p\u00f4de visitar as democracias populares do leste europeu, refor\u00e7ando as rela\u00e7\u00f5es do PCP com os partidos da RDA, da Polonia, da Hungria da Bulg\u00e1ria, da Rom\u00e9nia e da Checoslov\u00e1quia. Em Praga instalou membros influentes do PCP em tarefas internacionalistas.<\/p>\n<p>Fica transparente para os leitores que Pacheco, superando antagonismos ideol\u00f3gicos, sente uma admira\u00e7\u00e3o grande por AC, pela sua intelig\u00eancia fulgurante, pela profundidade do seu conhecimento do marxismo \u2013 leninismo, pela seriedade no respeito dos compromissos, pelo rigor com que aplicava a teoria \u00e0 pr\u00e1tica, e tamb\u00e9m pela amplitude da sua cultura humanista, pela sua enorme capacidade de trabalho e uma abertura \u00e0 arte pouco comum na URSS que naqueles anos acusava ainda a heran\u00e7a pesada do jdanovismo.<\/p>\n<p>O conhecimento dos cl\u00e1ssicos do marxismo \u00e9 identific\u00e1vel no discurso de Pacheco e na sua escrita, diferentes do habitual nos pol\u00edticos anticomunistas.<\/p>\n<p>Reservado no tocante \u00e0 sua vida privada, mesmo em conversas com os camaradas mais \u00edntimos, \u00c1lvaro Cunhal \u2013 refere Pacheco mais de uma vez- tinha um amor profundo pela filha, Anita, e aproveitava as f\u00e9rias para a visitar na Rom\u00e9nia onde ela vivia com a m\u00e3e.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 porem surpreendente que os intelectuais da burguesia, incluindo escritores da direita, tenham recebido com entusiasmo este 4\u00ba tomo da biografia pol\u00edtica de AC.<\/p>\n<p>Essa atitude n\u00e3o seria poss\u00edvel se o autor do livro, em muitos cap\u00edtulos, n\u00e3o deturpasse acontecimentos pol\u00edticos importantes, atribuindo a \u00c1lvaro Cunhal comportamentos, atitudes e at\u00e9 opini\u00f5es incompat\u00edveis com o seu pensamento, caracter e mundivid\u00eancia de comunista.<\/p>\n<p>O confuso cap\u00edtulo relacionado com conflitos que precederam a instala\u00e7\u00e3o em Argel da Frente Portuguesa de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional-FPLN, como pr\u00f3logo de cis\u00f5es que golpearam a oposi\u00e7\u00e3o antifascista, deforma ostensivamente a realidade.<\/p>\n<p>Pacheco n\u00e3o esconde alias simpatia e antipatia por alguns dos participantes em acontecimentos que envolveram o general Humberto Delgado. Nos cap\u00edtulos em que aborda o tema do choque URSS-China e os seus reflexos no movimento comunista internacional e a vaga de anti sovietismo que ent\u00e3o irrompeu, Pacheco Pereira, que \u00e9 sempre benevolente nas refer\u00eancias aos ex-comunistas portugueses que posteriormente se deslocaram para a direita (como Silva Marques e o Chico da CUF ), concede espa\u00e7o e aten\u00e7\u00e3o a intelectuais camale\u00f3nicos como Manuel de Lucena (que anos depois elogiaria os coron\u00e9is gregos).<\/p>\n<p>O tom de seriedade que se esfor\u00e7ou por imprimir ao texto \u00e9 prejudicado por afirma\u00e7\u00f5es grotescas como o disparate calunioso de que a PIDE e o KGB trocavam presentes.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 sobretudo no tratamento dos acontecimentos de l968 na Checoeslov\u00e1quia que Pacheco Pereira abandona a postura de historiador. Deturpa a atitude de \u00c1lvaro Cunhal, atribui-lhe hesita\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias perante a grave crise gerada pela entrada na Checoslov\u00e1quia das tropas do Tratado de Vars\u00f3via, crise que abalou ent\u00e3o o movimento comunista internacional e assinalou o inicio da social democratiza\u00e7\u00e3o do PCI, do PCF e do PCE. Citando opini\u00f5es de gente sem credibilidade, insinua que \u00c1lvaro Cunhal sentiu inicialmente muita simpatia por Alexandr Dubcek.<\/p>\n<p>\u00c9 uma inverdade. Julgo \u00fatil recordar que Dubcek, alguns anos apos a desagrega\u00e7\u00e3o da URSS, quando a R\u00fassia era j\u00e1 uns pais capitalista, declarou em entrevista a um jornal franc\u00eas -de Grenoble, se a memoria n\u00e3o me atrai\u00e7oa &#8211; que nunca se sentiu marxista. Confiss\u00e3o esclarecedora do aventureirismo e da ambi\u00e7\u00e3o de um pol\u00edtico que foi secret\u00e1rio-geral do Partido Comunista da Eslov\u00e1quia e, depois, do Partido Comunista da Checoslov\u00e1quia.<\/p>\n<p>Os ataques a \u00c1lvaro Cunhal de Flausino Torres e de outros portugueses residentes na Checoslov\u00e1quia, que na \u00e9poca eram membros do PCP, merecem aten\u00e7\u00e3o especial de Pacheco Pereira, que evoca com simpatia a ades\u00e3o desse grupo \u00e0 chamada \u00abPrimavera de Praga\u00bb.<\/p>\n<p>Recordo que a incompatibilidade de Dubcek com o socialismo, n\u00e3o p\u00f4de mais ser negada quando Ota Sik- o seu super ministro da Economia- em confer\u00eancias em capitais do Ocidente teceu tais elogios ao capitalismo que ate John Kenneth Galbraith o denunciou como pol\u00edtico reacion\u00e1rio.<\/p>\n<p>A GUERRA COLONIAL<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo sobre a Guerra Colonial e a atitude do PCP perante a luta dos Movimentos de Liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 aquele em que Pacheco Pereira, independentemente do seu posicionamento, revela, por erros cometidos e omiss\u00f5es, a insufici\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es de que dispunha sobre o tema.<\/p>\n<p>Fica \u00f3bvio que desconhece o importante papel que as organiza\u00e7\u00f5es da oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica portuguesa do Brasil desempenharam na luta contra o fascismo, nomeadamente na solidariedade com os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o africanos.<\/p>\n<p>Faz uma refer\u00eancia breve ao jornal Portugal Democr\u00e1tico e lembra que foi no Brasil que a A Quest\u00e3o Agr\u00e1ria em Portugal foi editada pela primeira vez.<\/p>\n<p>Cita com frequ\u00eancia a luta dos exilados portugueses em Fran\u00e7a e noutros paises, mas ignora a dimens\u00e3o do combate da di\u00e1spora portuguesa antifascista do Brasil.<\/p>\n<p>Sem consulta \u00e0 cole\u00e7\u00e3o do Portugal Democr\u00e1tico \u2013 unit\u00e1rio, mas dirigido por um coletivo de comunistas &#8211; n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel avaliar o significado e import\u00e2ncia desse trabalho. O jornal foi durante anos o polo aglutinador da resist\u00eancia da oposi\u00e7\u00e3o antifascista em diferentes pa\u00edses da Am\u00e9rica, do Canad\u00e1 \u00e0 Argentina.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o da Resist\u00eancia em Portugal, da Quest\u00e3o Agr\u00e1ria em Portugal, de Angola Cinco Seculos de Coloniza\u00e7\u00e3o Portuguesa (de Am\u00e9rico Boavida), A Guerra em Angola de M\u00e1rio Moutinho de P\u00e1dua) partiram de iniciativas da organiza\u00e7\u00e3o do PCP em S\u00e3o Paulo, coordenadas com o Comit\u00e9 Central do Partido. Centenas de exemplares desses livros foram introduzidos clandestinamente em Portugal.<\/p>\n<p>Uma dessas iniciativas alcan\u00e7ou repercuss\u00e3o mundial: o Memorando que as organiza\u00e7\u00f5es de seis pa\u00edses do Continente Americano enviavam todos os anos \u00e0 Assembleia Geral da ONU, denunciando os crimes do fascismo e exigindo o fim da guerra colonial.<\/p>\n<p>Tendo, inicialmente, como primeiros signat\u00e1rios o general Humberto Delgado e Rui Luis Gomes, esse Documento, era reproduzido por grandes jornais da Am\u00e9rica. Incomodava tanto o fascismo que o embaixador de Salazar em Washington promoveu uma confer\u00eancia de imprensa no Waldorf Astoria de Nova York, para tentar responder ao memorando.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Cunhal acompanhou sempre todas essas iniciativas.<\/p>\n<p>Contrariamente ao que aconteceu em Fran\u00e7a, na It\u00e1lia, e noutros pa\u00edses da Europa Ocidental, o Portugal Democr\u00e1tico e a Unidade Democr\u00e1tica Portuguesa, organiza\u00e7\u00e3o que desempenhou um papel importante na divulga\u00e7\u00e3o de documentos sobre a guerra colonial e lutas em Portugal, permaneceram imunes ao v\u00edrus do esquerdismo.<\/p>\n<p>Na oposi\u00e7\u00e3o portuguesa surgiram como era inevit\u00e1vel problemas e conflitos pessoais, mais not\u00f3rios apos a chegada ao Brasil de Humberto Delgado e Henrique Galv\u00e3o, mas n\u00e3o resultaram de tens\u00f5es no Movimento Comunista Internacional. O Partido Comunista do Brasil, inicialmente maoista, e as organiza\u00e7\u00f5es brasileiras que preconizavam a luta armada, sob a forma da guerrilha rural ou da guerrilha urbana, n\u00e3o conquistaram adeptos entre os antifascistas portugueses. As clivagens que afetaram a unidade de a\u00e7\u00e3o tiveram motiva\u00e7\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p>A queda de Salazar da cadeira e o advento de Marcelo Caetano contribu\u00edram para que se distanciassem do nucleo do Portugal Democr\u00e1tico, recusando participar em a\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias com o PCP, entre outras personalidades, o comandante Sarmento Pimental e os jornalistas Vitor da Cunha Rego e Paulo de Castro. O marcelismo foi uma fonte de ilus\u00f5es e o discurso de M\u00e1rio Soares nas suas visitas a S\u00e3o Paulo atraiu para o Partido Socialista exilados seduzidos pela chamada democracia representativa. Mas n\u00e3o houve agressividade, nem criticas ao PCP nesse distanciamento.<\/p>\n<p>A INDEFINI\u00c7AO ATUAL DE PACHECO PEREIRA<br \/>\nOs reparos cr\u00edticos ao livro de Pacheco Pereira n\u00e3o afetam a minha convic\u00e7\u00e3o de que este 4\u00ba tomo da sua ambiciosa biografia do dirigente comunista reflete uma evolu\u00e7\u00e3o positiva da sua posi\u00e7\u00e3o perante o PCP. Creio que a mudan\u00e7a resultou do fasc\u00ednio que sobre ele exerce \u00c1lvaro Cunhal, numa estranha rela\u00e7\u00e3o amor-\u00f3dio.<\/p>\n<p>Registro que, n\u00e3o obstante erros, deturpa\u00e7\u00f5es, omiss\u00f5es, ju\u00edzos de pessoas e an\u00e1lises (para mim inaceit\u00e1veis) de acontecimentos hist\u00f3ricos \u2013 Pacheco Pereira realizou um importante trabalho de investiga\u00e7\u00e3o, sem precedentes no tocante ao tema.<\/p>\n<p>Sou levado a uma conclus\u00e3o de cariz especulativo. O seu absorvente interesse pela vida, personalidade e obra de \u00c1lvaro Cunhal ter\u00e1 contribu\u00eddo para um distanciamento progressivo do ide\u00e1rio que durante anos o fez porta-voz no PSD de uma estrat\u00e9gia contra revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Pacheco Pereira n\u00e3o abdicou de uma postura anticomunista, da sua toler\u00e2ncia perante o imperialismo, e de um anti sovietismo exacerbado. Mas a pol\u00edtica reacion\u00e1ria do PSD, a sua reflex\u00e3o sobre a obra devastadora de Passos, Portas, Maria Luis e quejandos, e as consequ\u00eancias tr\u00e1gicas da \u00abausteridade\u00bb, empurraram-no gradualmente para cr\u00edticas l\u00facidas e cada vez mais profundas ao calamitoso desgoverno que estava a destruir o pais<\/p>\n<p>Os seus artigos em jornais e revistas, as suas entrevistas e interven\u00e7\u00f5es em mesas redondas da TV s\u00e3o hoje globalmente positivos.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 pr\u00f3ximo de uma rutura com o sistema. Mas contempla-o agora com um olhar muito diferente. Como historiador e acad\u00e9mico.<\/p>\n<p>N\u00e3o sinto a tenta\u00e7\u00e3o de prever o rumo de Jos\u00e9 Pacheco Pereira.<\/p>\n<p>O pol\u00edtico e o intelectual aparecem-me como imprevis\u00edveis pelas suas contradi\u00e7\u00f5es e indefini\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tive privil\u00e9gio de trabalhar com \u00c1lvaro Cunhal durante uma d\u00fazia de anos. O livro de Pacheco Pereira, apesar do muito de que discordo, contribuiu para aumentar a minha admira\u00e7\u00e3o pelo comunista e pelo homem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Miguel Urbano Rodrigues O 4\u00ba tomo da obra biogr\u00e1fica que Pacheco Pereira dedicou a \u00c1lvaro Cunhal recebeu da intelectualidade burguesa um coro de \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10289\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[98],"tags":[],"class_list":["post-10289","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c111-portugal"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2FX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10289"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10289\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}