{"id":10297,"date":"2016-01-21T21:08:05","date_gmt":"2016-01-22T00:08:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10297"},"modified":"2016-02-20T08:47:41","modified_gmt":"2016-02-20T11:47:41","slug":"ha-55-anos-a-cia-assassinou-patrice-lumumba-lider-revolucionario-congoles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10297","title":{"rendered":"H\u00e1 55 anos, a CIA assassinou Patrice Lumumba, l\u00edder revolucion\u00e1rio congol\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.marxists.org\/espanol\/lumumba\/patrice_lumumba.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Resumen Latinoamericano \/ 18 de janeiro de 2016 \u2013 H\u00e1 55 anos, agentes dos servi\u00e7os secretos belgas e da CIA introduziram o corpo de Patrice Lumumba em um barril de \u00e1cido e o fizeram desaparecer. O Congo poderia ter rumado para uma democracia popular mas, pelo contr\u00e1rio, ingressou em uma das piores ditaduras africanas do s\u00e9culo XX.<!--more--><\/p>\n<p>Foi o primeiro chefe de governo da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. Buscou a descoloniza\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds das m\u00e3os da B\u00e9lgica, destruir totalmente o poder colonialista europeu presente na \u00c1frica, erradicar o ultraje e o esp\u00f3lio que durante s\u00e9culos sofreu o continente.<\/p>\n<p>Em 1958, se orientou decididamente para a luta pela descoloniza\u00e7\u00e3o do Congo por conta das escassas possibilidades de a\u00e7\u00e3o social que permitiam as autoridades coloniais belgas e, assim, fundou o Movimento Nacional Congol\u00eas, partid\u00e1rio de criar um Estado independente e laico, cujas estruturas pol\u00edticas unit\u00e1rias ajudaram a superar as diferen\u00e7as tribais, criando um sentimento nacional.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 B\u00e9lgica, em 1960, o Congo celebrou elei\u00e7\u00f5es e Patrice Lumumba, l\u00edder da luta independentista, chegou \u00e0 presid\u00eancia com um programa nacionalista e de esquerda.<\/p>\n<p>Lumumba n\u00e3o pode impedir que a retirada do ex\u00e9rcito belga desse lugar ao conflito pol\u00edtico com golpes militares, ataques \u00e0 popula\u00e7\u00e3o branca e dist\u00farbios generalizados.<\/p>\n<p>A rebeli\u00e3o foi especialmente grave na regi\u00e3o mineradora de Katanga, que se declarou independente, sob a lideran\u00e7a de Tschomb\u00e9. Lumumba denunciou que esta secess\u00e3o foi promovida pelo governo belga em defesa dos interesses da companhia mineradora que explorava as jazidas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Lumumba pediu ajuda \u00e0 ONU, que enviou um pequeno contingente de \u00abcapacetes azuis\u00bb incapazes de restabelecer a ordem e, por isso, pediu o apoio da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, com o qual amea\u00e7ou diretamente os interesses ocidentais.<\/p>\n<p>O presidente dos EUA, Eisenhower, deu, ent\u00e3o, a ordem para elimin\u00e1-lo. E enviou o agente da CIA, Frank Carlucci, que depois seria secret\u00e1rio de Defesa de Ronald Reagan.<\/p>\n<p>Um golpe de Estado derrubou Lumumba, em setembro de 1960. Foi brutalmente torturado e fuzilado por mercen\u00e1rios belgas, que dissolveram seu corpo em \u00e1cido e espalharam seus restos mortais para que n\u00e3o fosse reconhecido.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco tempo, em novembro de 2001, o parlamento da B\u00e9lgica reconheceu a responsabilidade de seu Estado na morte de Patrice Lumumba.<\/p>\n<p>Foi assassinado dessa maneira por conta da grande batalha pol\u00edtica e ideol\u00f3gica que travou para apresentar a unidade como instrumento e via para a conquista da liberta\u00e7\u00e3o por parte dos povos africanos dos jugos coloniais, que se mantinham no momento em que liderou sua luta e que ainda se mant\u00e9m, incluindo entre eles o neocolonialismo nascente e o imperialismo norte-americano que j\u00e1 come\u00e7ava a ser introduzido nos pa\u00edses africanos para somar-se aos saqueadores das riquezas desse continente.<\/p>\n<p>O pensamento de Patrice Lumumba constituiu um perigo para as pot\u00eancias ocidentais exploradoras dos povos africanos. Meio s\u00e9culo depois, as autoridades estadunidenses reconheceram sua implica\u00e7\u00e3o na derrubada e assassinato do l\u00edder congol\u00eas.<\/p>\n<p>Telesur<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2016\/01\/18\/hace-55-anos-la-cia-asesino-a-patrice-lumumba-lider-revolucionario-congoles\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Discurso da cerim\u00f4nia de proclama\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia do Congo<\/strong><\/p>\n<p>30 de junho de 1960<\/p>\n<p>Patrice Lumumba<\/p>\n<p>Homens e mulheres do Congo,<\/p>\n<p>Vitoriosos lutadores da independ\u00eancia,<\/p>\n<p>Os sa\u00fado em nome do governo congol\u00eas.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o a todos voc\u00eas, meus amigos, que lutaram incansavelmente em nossas fileiras, que marquem este 30 de junho de 1960, como uma data ilustre que ficar\u00e1 para sempre gravada em seus cora\u00e7\u00f5es. Uma data cujo significado orgulhosamente explicar\u00e3o a seus filhos, para que eles possam contar a seus netos e bisnetos a gloriosa hist\u00f3ria de nossa luta pela liberdade.<\/p>\n<p>Ainda que esta independ\u00eancia do Congo esteja sendo proclamada hoje em acordo com a B\u00e9lgica, um pa\u00eds amistoso com o qual estamos em igualdade de termos, nenhum congol\u00eas esquecer\u00e1 que a independ\u00eancia foi conquistada com luta, uma luta perseverante e inspirada, que ocorreu no dia a dia. Uma luta em que n\u00e3o nos intimidamos pela priva\u00e7\u00e3o ou pelo sofrimento e n\u00e3o poupamos for\u00e7a ou sangue.<\/p>\n<p>Esteve cheia de l\u00e1grimas, fogo e sangue. Estamos profundamente orgulhosos de nossa luta, porque era justa, nobre e indispens\u00e1vel para colocar fim \u00e0 humilhante escravid\u00e3o que nos foi imposta.<\/p>\n<p>Essa foi nossa sorte durante os oitenta anos de dom\u00ednio colonial e nossas feridas est\u00e3o muito recentes e s\u00e3o demasiado dolorosas para serem esquecidas.<\/p>\n<p>Experimentamos trabalho for\u00e7ado em troca de um pagamento que n\u00e3o nos permitia satisfazes nossa fome, nos vestir, ter uma casa decente ou criar nossos filhos como seres amados.<\/p>\n<p>De manh\u00e3, de tarde e de noite \u00e9ramos submetidos a provoca\u00e7\u00f5es, insultos e golpes porque \u00e9ramos \u201cnegros\u201d. Quem poder\u00e1 esquecer que o negro era tratado como \u201ctu\u201d, n\u00e3o porque fosse um amigo, mas porque o respeitoso \u201cvoc\u00ea\u201d estava reservado para o homem branco?<\/p>\n<p>Vimos nossas terras confiscadas em nome de leis aparentemente justas, que reconheciam apenas o direito da for\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o esquecemos que a lei nunca foi a mesma para o branco e para o negro, que era indulgente para uns, e cruel e desumana para os outros.<\/p>\n<p>Experimentamos sofrimentos atrozes, fomos perseguidos por convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e cren\u00e7as religiosas, e exilados de nossa terra natal: nossa sorte foi pior que a pr\u00f3pria morte.<\/p>\n<p>N\u00e3o esquecemos que nas cidades as mans\u00f5es eram para os brancos e os barracos em ru\u00ednas para os negros; que um negro n\u00e3o era admitido nos cinemas, restaurantes e lojas reservadas para os \u201ceuropeus\u201d; que um negro viajava no compartimento, sob os p\u00e9s dos brancos em suas cabines de luxo.<\/p>\n<p>Quem poder\u00e1 esquecer os tiroteios que mataram tantos de nossos irm\u00e3os, ou as celas nas quais eram jogados sem piedade aqueles que n\u00e3o estavam dispostos a se submeter por mais tempo ao regime de injusti\u00e7a, opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o usado pelos colonialistas como ferramenta de sua domina\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Tudo isso, meus irm\u00e3os, nos trouxe um sofrimento indiz\u00edvel.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00f3s que fomos escolhidos pelos votos de seus representantes, representantes do povo, para guiar a nossa terra natal, n\u00f3s que sofremos de corpo e alma, n\u00f3s dizemos que de agora em diante tudo isso acabou.<\/p>\n<p>A Rep\u00fablica do Congo foi proclamada e o futuro de nosso amado pa\u00eds est\u00e1 agora nas m\u00e3os de seu pr\u00f3prio povo.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os, comecemos juntos uma nova luta, uma luta sublime que levar\u00e1 nosso pa\u00eds rumo a paz, prosperidade e grandeza.<\/p>\n<p>Juntos estabeleceremos justi\u00e7a social e asseguraremos para cada homem uma remunera\u00e7\u00e3o justa por seu trabalho.<\/p>\n<p>Mostraremos ao mundo o que o homem negro pode fazer quando trabalha em liberdade, e faremos do Congo o orgulho da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Vigiaremos que as terras de nosso pa\u00eds nativo realmente beneficiem seus filhos.<\/p>\n<p>Revisaremos todas as velhas leis e as converteremos em novas, que sejam justas e nobres.<\/p>\n<p>Deteremos a persegui\u00e7\u00e3o ao livre pensamento. Vigiaremos que todos os cidad\u00e3os desfrutem em toda sua plenitude das liberdades b\u00e1sicas previstas pela Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Erradicaremos toda discrimina\u00e7\u00e3o, qualquer que seja sua origem, e asseguraremos para todos um caminho pela vida adequado a sua dignidade humana e que corresponda a seu trabalho e sua lealdade com o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Instituiremos no pa\u00eds uma paz baseada n\u00e3o nas armas e nas baionetas, mas na conc\u00f3rdia e na boa vontade.<\/p>\n<p>E em tudo isto, meus queridos compatriotas, podemos confiar. N\u00e3o s\u00f3 em nossas pr\u00f3prias for\u00e7as enormes e riqueza imensa, mas tamb\u00e9m na assist\u00eancia dos numerosos estados estrangeiros, cuja coopera\u00e7\u00e3o aceitaremos quando n\u00e3o estiver encaminhada a nos impor uma pol\u00edtica estrangeira, mas que seja dada em um esp\u00edrito de amizade.<\/p>\n<p>Inclusive a B\u00e9lgica, que finalmente entendeu a li\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria e n\u00e3o necessita opor-se mais a nossa independ\u00eancia, est\u00e1 preparada para nos dar sua ajuda e amizade. Para esse fim, um acordo acaba de ser assinado entre nossos pa\u00edses iguais e independentes. Estou certo que esta coopera\u00e7\u00e3o beneficiar\u00e1 ambos os pa\u00edses. De nossa parte, tentaremos, enquanto permanecemos vigilantes, observar os compromissos que fizemos livremente.<\/p>\n<p>Assim, tanto na esfera interna como externa, o novo Congo sendo criado por meu governo ser\u00e1 rico, livre e pr\u00f3spero. Por\u00e9m, para alcan\u00e7ar nosso objetivo sem demora, pe\u00e7o a todos voc\u00eas, legisladores e cidad\u00e3os do Congo, que nos deem toda ajuda poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o a todos que enterrem suas rixas tribais: elas nos enfraquecem e podem fazer com que sejamos desprezados no exterior.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o a todos que n\u00e3o retrocedam ante qualquer sacrif\u00edcio pelo bem de assegurar o sucesso de nossa grande empresa.<\/p>\n<p>Finalmente, pe\u00e7o incondicionalmente que respeitem a vida e a propriedade dos cidad\u00e3os e estrangeiros que se assentaram em nosso pa\u00eds. Se a conduta destes estrangeiros deixa muito a desejar, nossa Justi\u00e7a os expulsar\u00e1 rapidamente do territ\u00f3rio da rep\u00fablica. Se, pelo contr\u00e1rio, sua conduta \u00e9 boa, devem ser deixados em paz, pois eles tamb\u00e9m est\u00e3o trabalhando pela prosperidade de nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>A independ\u00eancia do Congo \u00e9 um passo decisivo para a liberta\u00e7\u00e3o do continente africano inteiro.<\/p>\n<p>Nosso governo, um governo de unidade nacional e popular, servir\u00e1 a seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o um chamado a todos os cidad\u00e3os congoleses, homens, mulheres e crian\u00e7as, para que adotem com resolu\u00e7\u00e3o a tarefa de criar uma economia nacional e assegurar nossa independ\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Gl\u00f3ria eterna aos lutadores da liberta\u00e7\u00e3o nacional!<\/p>\n<p>Viva a independ\u00eancia e a unidade africana!<\/p>\n<p>Viva o Congo independente e soberano!<\/p>\n<p><span lang=\"en-US\">Fonte do texto: Patrice Lumumba, <\/span><span lang=\"en-US\">The Truth about a Monstrous Crime of the Colonialists<\/span><span lang=\"en-US\">, Mosc\u00fa, Foreign Languages Publishing House, 1961, pp. 44-47.<\/span><\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o Digital: <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/subject\/africa\/lumumba\/index.htm\" target=\"_blank\">Patrice Lumumba internet archive<\/a> em <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/index.htm\" target=\"_blank\">marxists.org<\/a>.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o para o espanhol: Por Pancho L\u00f3pez, para <a href=\"http:\/\/marxists.org\/\" target=\"_blank\">marxists.org<\/a>, janeiro de 2012.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lumumba\/1960\/junio\/30.htm\" target=\"_blank\">https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lumumba\/1960\/junio\/30.htm<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Biografia de Patrice Lumumba (1925-1961)<\/strong><\/p>\n<p>Patrice \u00c9mery Lumumba nasceu no territ\u00f3rio de Katako-Kombem no Sankuru, no Congo Belga (atual Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo).<\/p>\n<p>Trabalhou como empregado de escrit\u00f3rio em uma sociedade mineradora da prov\u00edncia de Kivu do Sul at\u00e9 1945, depois como jornalista em L\u00e9opoldville (hoje Kinshasa) e Stanleyville (Kisangani), per\u00edodo durante o qual escreveu v\u00e1rios jornais. Em setembro de 1954, recebeu sua carta \u00abde matriculado\u00bb, honra raramente concedida pela administra\u00e7\u00e3o belga a alguns negros (apenas 200 dos 13 milh\u00f5es de habitantes da \u00e9poca) e e 1955, criou uma associa\u00e7\u00e3o chamada APIC (Associa\u00e7\u00e3o do Pessoal Ind\u00edgenas da Col\u00f4nia).<\/p>\n<p>Em 1958, criou o Movimento Nacional Congol\u00eas (MNC), em L\u00e9opoldville (atual Kinshasa), em 5 de outubro de 1958, e com tal nome, participou da Confer\u00eancia Pan- Africana de Accra. Conseguiu organizar uma reuni\u00e3o para dar conta de dita confer\u00eancia, durante a qual revindicou a independ\u00eancia diante de mais de 10.000 pessoas. Depois de dois anos de luta pol\u00edtica pela independ\u00eancia, a B\u00e9lgica concedeu de modo surpreendente a independ\u00eancia ao Congo, data efetiva de 30 de junho de 1960.<\/p>\n<p>O MNC e seus aliados ganharam as elei\u00e7\u00f5es organizadas em maio e, em 23 de junho de 1960, Patrice Lumumba se tornou o 1\u00b0 Primeiro Ministro do Congo independente. A alegria da data \u00e9, no entanto, assombrada pelo fato de que a independ\u00eancia do Congo est\u00e1 ligada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de que os congoleses herdam a d\u00edvida externa da B\u00e9lgica, com a qual o jovem pa\u00eds nasceu imerso em uma crise econ\u00f4mica e tendo que devolver um empr\u00e9stimo que jamais recebeu.<\/p>\n<p>Por outro lado, boa parte da administra\u00e7\u00e3o e dos quadros do ex\u00e9rcito se manteve belga. Assim, Lumumba decretou a africaniza\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito e a tropa se rebelou contra seus oficiais e o estado maior. A desordem resultante abriu caminho para graves atos de viol\u00eancia O imperialismo belga e norte-americano, interessados em manter o acesso \u00e0 riqueza mineral do pa\u00eds, promoveram a cis\u00e3o das prov\u00edncias de Katanga e Kasai do Sul. Lumumba respondeu com a obten\u00e7\u00e3o do apoio da URSS. A ONU enviou tropas com a inten\u00e7\u00e3o de apaziguar a crise.<\/p>\n<p>Em setembro, o presidente congol\u00eas, J. Kasavubu, buscou destituir ilegalmente Lumumba do posto de Primeiro Ministro. Lumumba recibeu o apoio do parlamento, que ordenou a demiss\u00e3o de Kasavubu, por\u00e9m o exercito lan\u00e7ou um golpe militar em 14 de setembro e foi Lumumba quem foi posto em pris\u00e3o domiciliar sob a cust\u00f3dia das tropas da ONU.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, Lumumba conseguiu fugir e a CIA norte-americana ordenou seu assassinato. Perseguidos pelos militares locais e belgas, al\u00e9m da CIA, Lumumba e seus ministros foram detidos na localidade de Mweka em 1\u00b0 de dezembro de 1960. Em 17 de janeiro de 1961, foi transferido, algemado, amorda\u00e7ado e sangrando por conta dos golpes sofrido para a prov\u00edncia de Katanga, ent\u00e3o indiretamente sob o controle belga. Essa noite, Lumumba e seus companheiros foram fuzilados na presen\u00e7a de autoridades militares congolesas e de seus assessores belgas e norte-americanos. Seus restos mortais supostamente despeda\u00e7ados e dissolvidos em \u00e1cido sulf\u00farico.<\/p>\n<p>Patrice \u00c9mery Lumumba foi o \u00fanico chefe de estado livremente escolhido na RDC at\u00e9 o ano de 2006.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lumumba\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.marxists.org\/espanol\/lumumba\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Resumen Latinoamericano \/ 18 de janeiro de 2016 \u2013 H\u00e1 55 anos, agentes dos servi\u00e7os secretos belgas e da CIA introduziram o corpo \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10297\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[177,38],"tags":[],"class_list":["post-10297","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2G5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10297"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10297\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}