{"id":1034,"date":"2010-12-02T05:03:43","date_gmt":"2010-12-02T05:03:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1034"},"modified":"2017-11-29T14:01:52","modified_gmt":"2017-11-29T17:01:52","slug":"a-importancia-do-socialismo-construido-no-seculo-xx-e-a-sua-conexao-com-as-lutas-presentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1034","title":{"rendered":"A Import\u00e2ncia do socialismo constru\u00eddo no s\u00e9culo XX e a sua conex\u00e3o com as lutas presentes"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.socialist.ca\/sites\/default\/files\/styles\/large\/public\/field\/image\/International_Womens_Day_1917_0.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><strong>A Import\u00e2ncia do socialismo constru\u00eddo no s\u00e9culo XX e a sua conex\u00e3o com as lutas presentes &#8211; A classe oper\u00e1ria novamente no centro do combate anticapitalista<\/strong><\/p>\n<p>P\u00e1vel Blanco Cabrera*<\/p>\n<p>Em primeiro lugar agrade\u00e7o aos organizadores do Encontro Civiliza\u00e7\u00e3o ou Barb\u00e1rie, particularmente a Miguel Urbano, e \u00e0 C\u00e2mara comunista de Serpa. O primeiro reconhecimento \u00e9, apesar da grande quantidade de reuni\u00f5es aparentemente semelhantes, o quadro ideol\u00f3gico em que este Encontro se circunscreve, que n\u00e3o d\u00e1 lugar a especuladores nem a franco-atiradores, pois caracteriza-se pela seriedade na reflex\u00e3o e pela sua contribui\u00e7\u00e3o para a luta ideol\u00f3gica, elemento insepar\u00e1vel dos que diariamente enfrentam o capitalismo monopolista, o imperialismo, levantando a bandeira de uma sociedade sem explorados nem exploradores.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Perante a contra-revolu\u00e7\u00e3o capitalista do final do s\u00e9culo XX sempre houve resist\u00eancia; desde as lutas dos trabalhadores contra as privatiza\u00e7\u00f5es e retirada de direitos sociais conquistados, as lutas camponeses contra o despojo da terra e os povos \u00edndios em defesa do seu direito \u00e0 vida e \u00e0 sua cultura, contra a pol\u00edtica de exterm\u00ednio e morte a que o capitalismo os condena. Tamb\u00e9m houve resist\u00eancia para poder afirmar a identidade comunista dos partidos da classe oper\u00e1ria que surgiram inspirados pela matura\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio e pela grande influ\u00eancia da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista de Outubro, e contra os objectivos de uma grande campanha ideol\u00f3gica para os afundar no derrotismo e na tr\u00e2nsfuga que, h\u00e1 que reconhec\u00ea-lo, em alguns casos alcan\u00e7ou o seu objectivo, n\u00e3o s\u00f3 em consequ\u00eancia do que sucedeu no campo socialista e na URSS, mas tamb\u00e9m como consequ\u00eancia da eros\u00e3o oportunista que os afectou, ao desenharem os seus objectivos, como eurocomunismo, por exemplo. Resist\u00eancia tamb\u00e9m das for\u00e7as insurreccionais na Col\u00f4mbia, do povo cubano, que com o seu exemplo mostraram que n\u00e3o h\u00e1 que se submeter.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia, no entanto, foi adquirindo formas mais coerentes e massivas com o ascenso das lutas populares na Am\u00e9rica Latina e os triunfos eleitorais progressistas, sobretudo os da Venezuela, Bol\u00edvia e Equador, em clara contradi\u00e7\u00e3o com os EUA, mas tamb\u00e9m com as grandes respostas do mundo \u00e0 guerra contra o Iraque e a emerg\u00eancia dos chamados movimentos sociais que tiveram a sua express\u00e3o nas reuni\u00f5es do F\u00f3rum Social Mundial.<\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o com a crise estrutural do capitalismo deu azo a uma avalanche de reflex\u00f5es \u00e1 volta da quest\u00e3o da alternativa anticapitalista. Naturalmente est\u00e3o descartadas as que emanam da social-democracia expressas na Terceira Via de Anthony Giddens, Toni Blair, Massimo D\u2019Alema, e na Am\u00e9rica Latina no \u00abConsenso de Buenos Aires\u00bb, cujo exemplo de \u00abesquerda\u00bb era Bill Clinton.<\/p>\n<p>As que prendem a nossa aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o as que expressam tamb\u00e9m o pensamento social-democrata, mas ancoradas no movimentismo, no academismo e na oenegeniza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e das lutas. Foi Marx quem disse que \u00abum passo do movimento real vale mais que mil programas\u00bb, e muitos programas que geram a confus\u00e3o em nada contribuem para a dinamiza\u00e7\u00e3o do confronto de classe e popular contra o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista num momento de urg\u00eancia \u2013 j\u00e1 descrito como possibilidade no Manifesto \u2013 isto \u00e9, se uma classe n\u00e3o triunfa sobre outra, sobrev\u00e9m o afundamento, que inspirou a que Engels e Rosa Luxemburgo o resumissem na disjuntiva \u00abou socialismo ou barb\u00e1rie\u00bb.<\/p>\n<p>Tal aspira\u00e7\u00e3o apoia-se na negativa influ\u00eancia de posi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 confrontadas com a posi\u00e7\u00e3o dos comunistas, mas em posi\u00e7\u00f5es revisionistas do marxismo, tais como a quest\u00e3o dos novos sujeitos, da nega\u00e7\u00e3o da luta pelo poder, da animadvers\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica e da organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, particularmente a de novo tipo que Lenine prop\u00f4s, das posi\u00e7\u00f5es de um \u00abimp\u00e9rio\u00bb que viria a substituir a fase estudada em Imperialismo, fase superior do capitalismo e que apelam ao abandono da luta nacional, por uma luta supostamente global contra as multinacionais, que j\u00e1 n\u00e3o teriam base \u00abgeogr\u00e1fica\u00bb e que, por consequ\u00eancia, a luta apenas radicava no confronto com um poder global, no qual existiam contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas. Assim desfilaram conceitos como \u00abmudar o mundo sem tomar o poder\u00bb, \u00abmultid\u00e3o\u00bb, \u00abcidaniza\u00e7\u00e3o\u00bb, \u00absociedade civil\u00bb; emergiu um pacifismo descafe\u00ednado e amorfo e uma rejei\u00e7\u00e3o de todas as for\u00e7as que obrigadas pelas circunst\u00e2ncias desenvolveram a sua luta de armas na m\u00e3o. A tal extremo se chegou que tais \u00abteoriza\u00e7\u00f5es\u00bb opunham o social \u00e0s participa\u00e7\u00f5es dos partidos revolucion\u00e1rios, e n\u00e3o esque\u00e7amos que a maximiza\u00e7\u00e3o de tais concep\u00e7\u00f5es chegou ao ponto de numa das edi\u00e7\u00f5es do FSM se pretender excluir a participa\u00e7\u00e3o de Hugo Ch\u00e1vez e dos revolucion\u00e1rios colombianos.<\/p>\n<p>Tais posi\u00e7\u00f5es apresentam como principal credencial o facto de serem reflex\u00f5es novas, apesar de t\u00e3o \u00abnov\u00edssimas\u00bb ideias poderem ser encontradas nos momentos de viragem da hist\u00f3ria, como por exemplo na altura da decomposi\u00e7\u00e3o da II Internacional, em Bernstein e em Kautsky: \u00abo movimento \u00e9 tudo\u00bb, o \u00abultra-imperialismo\u00bb, \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o ao poder oper\u00e1rio e popular que representa a Ditadura do proletariado por uma democracia sem adjectivos, parlamentar e burguesa, \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o entre reforma e revolu\u00e7\u00e3o. Em s\u00edntese, roupagem p\u00f3s moderna e de vistosa multicoloridade para velhas posi\u00e7\u00f5es, de que o menos que se pode dizer \u00e9 que contribuem para a confus\u00e3o, numa \u00e9poca em que esta \u00e9 essencialmente promovida pela ideologia da classe dominante e uma sufocante m\u00e1quina de desinforma\u00e7\u00e3o ao seu servi\u00e7o que causaria inveja ao ministro nazi Goebbels.<\/p>\n<p>Enquanto a ac\u00e7\u00e3o e o pensamento dos que lutam, sejam eles indiv\u00edduos, organiza\u00e7\u00f5es, movimento ou povos \u00e9 ocultado, deformado ou criminalizado, e t\u00eam como \u00fanica possibilidade os seus pr\u00f3prios meios de express\u00e3o e os meios alternativos \u2013 os quais travam uma das mais impressionantes batalhas para difundir a verdade, \u00abo outro olhar\u00bb \u2013 os novos profetas s\u00e3o promovidos em grandes editoriais e contam com inusitada promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aparentemente algumas dessas posi\u00e7\u00f5es t\u00eam em comum a sua rejei\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o socialista do s\u00e9culo XX. Ningu\u00e9m sustentar\u00e1 que tal experi\u00eancia foi isenta de erros, mas isso n\u00e3o deve motivar a rejei\u00e7\u00e3o em bloco nem o necess\u00e1rio estudo e aprendizagem de uma sociedade que como se afirma num dos artigos do primeiro n\u00famero da Revista Comunista Internacional \u00ab\u2026\u00e9 um facto hist\u00f3rico que na d\u00e9cada de 30 havia dois mundos: um mundo dilacerado pela concorr\u00eancia e a crise capitalista, e um mundo socialista que se caracterizava n\u00e3o s\u00f3 pelas suas impressionantes taxas de produ\u00e7\u00e3o industrial mas tamb\u00e9m por impressionantes taxas de desenvolvimento na prosperidade social.\u00bb1<\/p>\n<p>N\u00e3o estou aqui para fazer a apologia da URSS, que ali\u00e1s seria merecida e que ficar\u00e1 na Hist\u00f3ria pela sua grande contribui\u00e7\u00e3o em m\u00faltiplas frentes, entre elas a derrota do fascismo no Mundo, a liberta\u00e7\u00e3o da Europa, a descoloniza\u00e7\u00e3o e a sua grande solidariedade para com os trabalhadores do mundo, por mostrar que a vida pode continuar sem os capitalistas, e demonstrou a potencialidade criativa dos trabalhadores, os sucessos numa vida melhor, na cultura, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, liberdade e democracia.<\/p>\n<p>O que pretendo \u00e9 ressaltar a import\u00e2ncia do estudo cr\u00edtico da experi\u00eancia socialista, as suas li\u00e7\u00f5es para o presente e a liga\u00e7\u00e3o com o combate anticapitalista contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Tal como a experi\u00eancia dos 70 dias da Comuna de Paris contribuiu para a teoria marxista, sobretudo na importante quest\u00e3o da Ditadura do proletariado, tamb\u00e9m iluminar a luta da classe oper\u00e1ria e dos povos do mundo, a experi\u00eancia do socialismo e o seu estudo v\u00eam enriquecer a teoria marxista-leninista e a ac\u00e7\u00e3o dos partidos comunistas e oper\u00e1rios, a luta das for\u00e7as partid\u00e1rias da transforma\u00e7\u00e3o profunda.<\/p>\n<p>Chamo a aten\u00e7\u00e3o para um texto fundamental, um estudo de muitos anos, colectivo, cient\u00edfico, intitulado As Teses do Socialismo, que \u00e9 a Resolu\u00e7\u00e3o do XVIII Congresso do Partido Comunista da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o socialista \u00e9 o objectivo de sempre da maquinaria ideol\u00f3gica do capital, mas \u00e9-o tamb\u00e9m daquelas correntes que procurando \u00abalternativas\u00bb e um \u00abnovo socialismo\u00bb, um \u00absocialismo democr\u00e1tico\u00bb, um \u00absocialismo renovado\u00bb, acabam por o rejeitar, demonizando o comunismo e os comunistas.<\/p>\n<p>Na luta de classes, desde que as condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento social tornaram poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o materialista da hist\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que os comunistas se confrontam com correntes que, em nome do socialismo defendem as posi\u00e7\u00f5es da pequena burguesia, n\u00e3o \u00e9 pois a primeira vez que frente a frente se coloca a reforma ou a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Ideologia Alem\u00e3 e no Manifesto do Partido Comunista, para citar apenas duas obras de Karl Marx e Friederich Engels, faz-se um ajuste de contas com o \u00absocialismo verdadeiro\u00bb, com o \u00absocialismo reaccion\u00e1rio\u00bb (\u00abfeudal\u00bb, \u00abpequeno-burgu\u00eas\u00bb), com o \u00absocialismo conservador ou burgu\u00eas\u00bb e com o \u00absocialismo e o comunismo cr\u00edtico-ut\u00f3picos\u00bb. Noutra obra, o resultado da pol\u00e9mica de Marx e Engels com During (ainda que o trabalho, como era costume na divis\u00e3o de tarefas dos te\u00f3ricos do proletariado, s\u00f3 levava a assinatura de um deles) afirma-se o seguinte: \u00abDesde que apareceu na li\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista t\u00eam havido indiv\u00edduos e grupos inteiros perante os quais se projectou, mais ou menos vagamente, como ideal futuro a apropria\u00e7\u00e3o de todos os meios de produ\u00e7\u00e3o pela sociedade. Mas, para que isto fosse realiz\u00e1vel, para que se convertesse numa necessidade hist\u00f3rica, era mester que se dessem as condi\u00e7\u00f5es objectivas para a sua realiza\u00e7\u00e3o.22\u00bb<\/p>\n<p>Pode a classe oper\u00e1ria assegurar os seus objectivos se desconhece a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade? Pode fazer-se um ponto aparte sobre a experi\u00eancia do socialismo?<\/p>\n<p>Com a crise econ\u00f3mica que \u00e9 profunda e n\u00e3o s\u00f3 financeira revela-se a contradi\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, a contradi\u00e7\u00e3o existente entre o capital e o trabalho.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de toda a pretens\u00e3o ideol\u00f3gica de Fukuyama, a centralidade da luta anticapitalista \u00e9 assumida pela classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia v\u00e1rias greves gerais de 34 e 48 horas, mobiliza\u00e7\u00f5es incessantes e desde a Acr\u00f3pole vem o apelo realista dos comunistas: Povos da Europa levantem-se!<\/p>\n<p>A resposta oper\u00e1ria foi massiva em Espanha, Portugal. Em tamb\u00e9m em Fran\u00e7a, com a sua contundente resposta h\u00e1 poucos dias contra as medidas capitalistas e a sua greve geral que paralisou boa parte dos locais de trabalho, os transportes e outras ac\u00e7\u00f5es que golpeiam o capital.<\/p>\n<p>Todo este ano de jornadas de luta dos trabalhadores da Europa deita por terra o mito que com maior insist\u00eancia se apregoou nos \u00faltimos 20 anos: o fim da classe oper\u00e1ria, o fim do mundo do trabalho e a total submiss\u00e3o dos assalariados ao status quo: A substitui\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora pelos movimentos na contesta\u00e7\u00e3o anticapitalista, e a sua nega\u00e7\u00e3o como classe portadora de transforma\u00e7\u00f5es radicais na sociedade.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo desmonta-se a imagem de submiss\u00e3o dos povos aos ditames da Uni\u00e3o Europeia, isto \u00e9, \u00e0 ditadura de classe. Desde as ruas de Atenas Tsal\u00f3nica, Paris, Lyon, Madrid, Barcelona, Lisboa a classe oper\u00e1ria proclama: Fui, sou e serei! A sua for\u00e7a \u00e9 a paralisa\u00e7\u00e3o dos locais de trabalho. As ac\u00e7\u00f5es mais odiadas pelo capital florescem, insubmissas: f\u00e1bricas em greve, aeroportos impossibilitados de operar, avi\u00f5es sem circular, comboios parados, barcos parados. O Estado de direito, a j\u00f3ia mais apreciada que coroa a democracia burguesa, tenta impor aos marinheiros do porto de Pireu, na Gr\u00e9cia, a proibi\u00e7\u00e3o da sua greve e teve a resposta: a greve faz-se e sob a palavra de ordem da PAME: os direitos dos trabalhadores h\u00e3o-de ser a lei \u00e9 assumida por milhares de sindicalistas.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos a falar migalhas desligadas do combate dos trabalhadores, mas de uma coisa primordial, a centralidade do combate anticapitalista \u00e9 assumida pela classe dos que n\u00e3o t\u00eam nada a perder a n\u00e3o ser as suas algemas.<\/p>\n<p>Na base do trabalho est\u00e1 esta actividade quotidiana, paciente, das for\u00e7as classistas, dos partidos comunistas. N\u00e3o se trata de bocadinhos espont\u00e2neos.<\/p>\n<p>Mas a quest\u00e3o mais importante \u00e9 se a din\u00e2mica das lutas tem liga\u00e7\u00e3o com a alternativa poss\u00edvel, o socialismo. Se a resposta \u00e9 afirmativa, a experi\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o na URSS e noutros pa\u00edses ter\u00e1 um enorme valor em fun\u00e7\u00e3o do que representou o poder dos trabalhadores, das li\u00e7\u00f5es da socializa\u00e7\u00e3o da economia, da planifica\u00e7\u00e3o central, do combate \u00e0s rela\u00e7\u00f5es mercantilistas, do controlo oper\u00e1rio, da ditadura do proletariado, das contradi\u00e7\u00f5es existentes entre o campo e a cidade, entre o trabalho manual e intelectual, entre o trabalho simples e complexo, entre as nacionalidades, pois, recordando Lucr\u00e9cio, nada nasce do nada, e desprezar a experi\u00eancia da Hist\u00f3ria e as suas li\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas n\u00e3o contribuir\u00e1 para este combate final entre a civiliza\u00e7\u00e3o e a barb\u00e1rie.<\/p>\n<p>Serpa, Outubro de 2010.<\/p>\n<p>* P\u00e1vel Blanco Cabrera \u00e9 Primeiro Secret\u00e1rio do Partido Comunista do M\u00e9xico<\/p>\n<p>1. Belu, Eleni; La crisis econ\u00f3mica capitalista internacional \u2013La posici\u00f3n de Grecia- Las evaluaciones del KKE; en Revista Comunista Internacional, N\u00famero 1; Edici\u00f3n Mexicana.<\/p>\n<p>2. Engels, F.; Del socialismo ut\u00f3pico al socialismo cient\u00edfico; en Obras Escogidas de Marx y Engels en dos Tomos; Tomo II; Editorial Progreso; Mosc\u00fa; 1971; P\u00e1g. 149<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=1885\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=1885<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: www.odiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nIII Encontro Civiliza\u00e7\u00e3o ou Barb\u00e1rie\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1034\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[89],"tags":[],"class_list":["post-1034","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c102-civilizacao-ou-barbarie"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-gG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1034","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1034"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1034\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1034"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1034"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1034"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}