{"id":10444,"date":"2016-02-16T22:20:31","date_gmt":"2016-02-17T01:20:31","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10444"},"modified":"2016-03-03T13:33:44","modified_gmt":"2016-03-03T16:33:44","slug":"santos-nao-nos-feche-o-espaco-e-nao-nos-empurre-outra-vez-a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10444","title":{"rendered":"&#8220;Santos, n\u00e3o nos feche o espa\u00e7o e n\u00e3o nos empurre outra vez \u00e0 guerra&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.proletaren.se\/sites\/default\/files\/styles\/large\/public\/26_web_dick-emanuelsson.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><i>(Entrevista com Edison Roma\u00f1a, das FARC-EP)<\/i><\/p>\n<p><i>Dick Emanuelsson (<\/i><i>Anncol)<\/i><\/p>\n<p>Apenas diga \u201cROMA\u00d1A\u201d e para o oligarca medroso de Bogot\u00e1 o est\u00f4mago se solta e come\u00e7a quase a suar. As m\u00eddias t\u00eam a culpa, dizem os guerrilheiros em Havana, \u201cRoma\u00f1a \u00e9 um camarada de paz\u201d.<!--more--><\/p>\n<p>Durante a d\u00e9cada de 90 e a seguinte, a fama deste colombiano que com 15 anos ingressou nas FARC, subiu a tal grau que definitivamente o poder f\u00e1tico o temia.<\/p>\n<p>N\u00e3o era para menos. Roma\u00f1a j\u00e1 era um comandante guerrilheiro experiente que liderava a constru\u00e7\u00e3o do \u201cCadeado de Bogot\u00e1\u201d, criando 10-12 frentes das FARC no departamento do Cundinamarca, rodeando a capital da rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Sob o t\u00edtulo \u201cBogot\u00e1 sitiada\u201d [1], a Revista Semana descreveu em uma de suas edi\u00e7\u00f5es de 1996 que <i>\u201cmais de 1.200 guerrilheiros pertencentes a uma d\u00fazia de frentes assomam pelas colinas da capital do pa\u00eds, em desenvolvimento de um aterrador plano estrat\u00e9gico\u201d<\/i>.<\/p>\n<p>E continuou a revista Semana:<\/p>\n<p>\u201c<i>Em 40 anos de exist\u00eancia, a guerrilha na Col\u00f4mbia nunca antes esteve t\u00e3o pr\u00f3xima de Bogot\u00e1. Nos \u00faltimos dois meses, a subvers\u00e3o realizou, sem sofrer maiores baixas em suas fileiras, 18 ataques nas imedia\u00e7\u00f5es (proximidades) da capital\u201d<\/i>.<\/p>\n<p>Foi nesse ano quando o chefe do Comando Sul reportava ante uma comiss\u00e3o no congresso estrangeiro, que \u201cse n\u00e3o fossem tomadas medidas dr\u00e1sticas na Col\u00f4mbia, as FARC tomariam o poder em cinco anos\u201d.<\/p>\n<p><b>A batalha da Casa Verde<\/b><\/p>\n<p>Encontramo-lo na Casa Verde o acampamento principal das FARC, em abril de 1988, durante a 2\u00aa C\u00fapula da Coordena\u00e7\u00e3o Guerrilheira Sim\u00f3n Bol\u00edvar. Ele era um adolescente, guerrilheiro jovem, por\u00e9m que cresceu com a defesa de Marulanda e o Secretariado quando a trai\u00e7\u00e3o do ex-presidente Cesar Gaviria era um fato em 9 de dezembro de 1990, quando o mandat\u00e1rio liberal ordenou a \u201cOpera\u00e7\u00e3o Col\u00f4mbia\u201d com a meta de erradicar fisicamente o Secretariado das FARC com bombas de 250 libras e 7.000 unidades do Ex\u00e9rcito Nacional, desembarcados e transferidos \u00e0 regi\u00e3o. Por\u00e9m, falhou como falhou cada vez que o Estado colombiano tentou derrotar a rebeli\u00e3o armada na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p><b>Emboscada para o Ex\u00e9rcito e milh\u00f5es de pesos<\/b><\/p>\n<p>Mais de uma vez emboscou o Ex\u00e9rcito. Uma das hist\u00f3rias \u00e9 quando \u201cEl Mono\u201d, o comandante Jorge Brice\u00f1o, o comunicou dizendo que o Bloco Oriental estava sem recursos (dinheiro) e \u201cque precisava fazer algo\u201d.<\/p>\n<p>Roma\u00f1a estava em Sumapaz e se transferiu, encabe\u00e7ando 40 guerrilheiros de uma unidade m\u00f3vel \u00e0 estrada entre Bogot\u00e1 e Villavicencio, e emboscou um transporte do Ex\u00e9rcito com 20 militares. A comitiva militar do estado transportava os soldos para os profissionais do departamento de Meta, milh\u00f5es de pesos. Assim, foram transformados em prisioneiros de guerra pela unidade guerrilheira, mas posteriormente liberados, sem um s\u00f3 peso.<\/p>\n<p><b>Reportado como morto pelas m\u00eddias<\/b><\/p>\n<p>A ca\u00e7a \u00e0s bruxas e a obsess\u00e3o das For\u00e7as Armadas colombianas era imensa contra este Comandante de Bloco. Em setembro de 2010, os meios de comunica\u00e7\u00e3o colombianos reportavam sua \u201c\u00daLTIMA NOT\u00cdCIA\u201d, transmitindo as informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito de que Roma\u00f1a estava morto em um bombardeio em Meta [<a href=\"https:\/\/youtu.be\/pJVaMol65JA\" target=\"_blank\">https:\/\/youtu.be\/pJVaMol65JA<\/a>]. Por\u00e9m, como tantas vezes, se \u201cqueimaram\u201d por confiar mais na intelig\u00eancia militar que em seu pr\u00f3prio instinto jornal\u00edstico. Parece que n\u00e3o aprenderam a li\u00e7\u00e3o dos informes sobre Manuel Marulanda que, segundo o Ex\u00e9rcito, tinha sido dado como morto 1.200 vezes. E morreu em 2008 de uma morte natural.<\/p>\n<p>E nos encontramos novamente em fins do ano passado, em Havana, 27 anos depois de Casa Verde E como qualquer guerrilheiro simples, \u00e9 humilde. N\u00e3o se expressa com palavras rebuscadas da Academia Real Espanhola, mas com a linguagem que \u00e9 a mesma quando fala com os camponeses em Sumapaz, departamento de Meta ou em Cundinamarca, regi\u00f5es que s\u00e3o parte do Bloco Guerrilheiro Jorge Brice\u00f1o, antigamente o Bloco Oriental, o maior e mais forte bloco das FARC.<\/p>\n<p>\u201c<b>Temos um inimigo muito trai\u00e7oeiro\u201d<\/b><\/p>\n<p>Tr\u00eas dias antes de o entrevistarmos, voltou de uma visita \u00e0 Col\u00f4mbia. Apresentava um olhar de preocupa\u00e7\u00e3o porque a delega\u00e7\u00e3o integrada por representantes dos militares, do governo de Santos, pessoas de organismos internacionais especialistas em retirada de minas, nos conta que a delega\u00e7\u00e3o e os camponeses da regi\u00e3o foram hostilizados e amea\u00e7ados pelas For\u00e7as Armadas na zona.<\/p>\n<p>\u2013 Temos um inimigo muito trai\u00e7oeiro, que nos enganou muitas vezes. O que eles querem \u00e9 que nos concentremos em currais vigiados por guardas.<\/p>\n<p><b>Por que a guerrilha aceita desminar o campo quando nem sequer existe um cessar-fogo bilateral?<\/b><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 a pergunta dos guerrilheiros, de amigos e de organiza\u00e7\u00f5es. Porque \u00e9 a t\u00e1tica da guerrilha. N\u00e3o temos avi\u00f5es ou bombas de 500 libras. Nos defendemos com as minas. E \u00e9 preciso explicar isso para buscar a diminui\u00e7\u00e3o do conflito e temos que come\u00e7ar por algo. E sentamos, militares e guerrilheiros, para debater.<\/p>\n<p>\u2013 Para n\u00f3s, as armas, neste momento, s\u00e3o as minas. Tamb\u00e9m porque estamos defensivos, n\u00e3o estamos atacando a for\u00e7a p\u00fablica, n\u00e3o estamos atacando delegacias de pol\u00edcia ou bases militares. Se existisse vontade de Paz do governo colombiano, j\u00e1 ter\u00edamos decretado um cessar-fogo bilateral. Como cessamos o fogo? Como paramos a guerra? Come\u00e7amos por isso (desminando). N\u00e3o \u00e9 que uma desminagem em toda Col\u00f4mbia, mas em dois departamentos (de 32): Antioqu\u00eda e Meta.<\/p>\n<p>\u201c<b>Na Col\u00f4mbia existem minas por todas as partes\u201d<\/b><\/p>\n<p>Disse que duraram tr\u00eas meses para escolher os departamentos e duraram tr\u00eas meses para escolher os dois munic\u00edpios que foram: Brice\u00f1os, em Antioqu\u00eda, e Meseta, em Meta. Por\u00e9m, a tarefa n\u00e3o terminava a\u00ed. Foram outros dois meses para escolher dois caminhos.<\/p>\n<p>\u2013 Em Brice\u00f1os, concordamos que fosse Oreg\u00f3n. Em Meseta concordamos que fosse Santa Elena. Na Col\u00f4mbia existem minas por todas as partes, porque \u00e9 uma guerra de d\u00e9cadas. Isto pode se estender se o governo tem vontade de paz e disser \u2018vamos fazer um cessar \u00e0s hostilidades bilateral e para sempre\u2019.<\/p>\n<p><b>Helic\u00f3pteros sobrevoando a comiss\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Acrescenta que as FARC est\u00e3o \u201cgarantindo um cessar-fogo unilateral para mostrar \u00e0 Col\u00f4mbia e ao mundo que sim, queremos a paz. E o que estamos descontaminando s\u00e3o dois caminhos na Col\u00f4mbia, nem munic\u00edpios nem departamentos\u201d.<\/p>\n<p>\u2013 No terreno (leia-se no campo, terra adentro) n\u00e3o existe uma vontade de paz (do Ex\u00e9rcito). Porque existiam helic\u00f3pteros sobrevoando onde n\u00f3s est\u00e1vamos (em Santa Elena). Montaram (o Ex\u00e9rcito) um posto de controle, onde tiraram fotos da popula\u00e7\u00e3o civil e registraram seus nomes. As pessoas est\u00e3o ansiosas.<\/p>\n<p>\u2013 Esse dia, quando est\u00e1vamos reunidos, capturaram dez camponeses da regi\u00e3o. E hoje, 20 de dezembro de 2015, o acusam de rebeli\u00e3o, narcotr\u00e1fico e terrorismo. Isso n\u00e3o ajuda de nenhuma maneira a diminui\u00e7\u00e3o do conflito social e armado na Col\u00f4mbia. Por\u00e9m, tampouco, ajuda a come\u00e7ar esse Plano Piloto (de desminagem) nesse caminho. \u00c9 preocupante.<\/p>\n<p><b>Hostilidades e amea\u00e7as de morte<\/b><\/p>\n<p>Cada guerrilheiro e comandante em Havana ou na Col\u00f4mbia destaca que \u201cisto n\u00e3o \u00e9 uma coisa isolada, \u00e9 em todo territ\u00f3rio nacional que existe a captura e a estigmatiza\u00e7\u00e3o de camponeses em toda a Col\u00f4mbia, condenando-os por rebeli\u00e3o e terrorismo\u201d.<\/p>\n<p>\u2013 Enquanto estivemos reunidos dez dias em Santa Elena ocorriam hostilidades pelas patrulhas da Brigada M\u00f3vel 10, 1 e 2 do Ex\u00e9rcito que opera em La Uribe. Foram realizados operativos e amea\u00e7as pelos caminhos (descendo) onde est\u00e1vamos. Iam nos matar.<\/p>\n<p><b>Popula\u00e7\u00e3o pedindo explica\u00e7\u00f5es sobre o processo de paz<\/b><\/p>\n<p>Ao contrario do que dizem os meios corporativos de Bogot\u00e1, a popula\u00e7\u00e3o civil de Santa Elena os recebeu muito bem, defende Roma\u00f1a.<\/p>\n<p>\u2013 Muita gente chegou a nos procurar e que explic\u00e1ssemos o que estamos acordando em Havana, principalmente no que se refere \u00e0 Reforma Agr\u00e1ria Intergral, Participa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica, cultivos il\u00edcitos ou \u00e0 quest\u00e3o das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, existe ansiedade no campo colombiano. Sobram os \u201cfalsos positivos\u201d.<\/p>\n<p>\u2013Existem 36 fam\u00edlias e dez delas tiveram que cumprir pris\u00e3o. Bombardeiam as fazendas. Existe muito nervosismo e vai ocorrer o mesmo como quando se desocupou (o munic\u00edpio) Cagu\u00e1n (1999-2012), onde a popula\u00e7\u00e3o foi catalogada como \u201cauxiliadora da guerrilheirada\u201d. O \u00fanico \u201cdelito\u201d \u00e9 que \u00e9 uma zona onde a guerrilha e a popula\u00e7\u00e3o convivem historicamente. Por\u00e9m, n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o fato de serem guerrilheiros ou \u201cterroristas\u201d como o governo trata.<\/p>\n<p><b>Paz n\u00e3o a qualquer pre\u00e7o<\/b><\/p>\n<p>Durante a entrevista que durou mais de uma hora, o comandante guerrilheiro destacou repetidamente que o caminho da Col\u00f4mbia \u00e9 o da paz. Por\u00e9m, n\u00e3o a qualquer pre\u00e7o. Assegura que n\u00e3o v\u00e3o aceitar ser concentrados em currais como gado, entregando suas armas, sem contato e sem poder fazer trabalho pol\u00edtico com o povo.<\/p>\n<p>\u2013 O movimento guerrilheiro n\u00e3o vai concentrar-se se n\u00e3o existem garantias. N\u00e3o vai deixar as armas se n\u00e3o existem garantias. A ultradireita da Col\u00f4mbia quer que nos concentremos em currais vigiados por guardas, para fazer o que vem fazendo historicamente no pa\u00eds. Por isso, n\u00e3o pode acontecer. Porque n\u00e3o est\u00e1 dentro da concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e militar do movimento guerrilheiro e, tampouco, da t\u00e1tica de uma for\u00e7a que est\u00e1 falando de igual para igual com o Estado.<\/p>\n<p><b>Luta pol\u00edtica desarmada<\/b><\/p>\n<p>Defende o que se decidiu na Mesa do Di\u00e1logo sobre uma cessar social de armas que envolva toda a sociedade colombiana, desde os guerrilheiros at\u00e9 os fazendeiros-paramilitares para que exista um monop\u00f3lio das armas sob o controle do Estado.<\/p>\n<p><b>\u00bfComo ser\u00e1 a luta pol\u00edtica desarmada do Bloco Guerrilheiro Jorge Brice\u00f1o, que aglutina at\u00e9 oito departamentos, que \u00e9 mais ou menos a metade do pa\u00eds, caso se assine um acordo de paz?<\/b><\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 disso que o Estado tem medo: de fazer pol\u00edtica. As FARC, desde 24 de maio de 1964, s\u00e3o uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar. Primeiro est\u00e1 o pol\u00edtico e, depois, o militar. Como n\u00e3o existe esse espa\u00e7o pol\u00edtico, de exercer as ideias e o pensamento de um grupo de campesinos, buscamos o outro espa\u00e7o, o militar, que acreditamos nos abre neste momento. Portanto, n\u00e3o nos fechem esse espa\u00e7o e nos empurrem novamente \u00e0 guerra. N\u00e3o o queremos.<\/p>\n<p>\u2013 O poder olig\u00e1rquico na Col\u00f4mbia tem medo que n\u00f3s revolucion\u00e1rios difundamos e batalhamos nossas ideias. O que queremos fazer \u00e9 pol\u00edtica com rela\u00e7\u00e3o a todos os setores sociais das \u00e1reas que operamos. Porque \u00e9 a\u00ed onde vamos ficar. Por isso, explicamos muito bem o \u201cTerrepaz\u201d, ou seja, territ\u00f3rio de paz. N\u00e3o vamos deixar o fuzil e ficarmos inutilizados, ou varrer cal\u00e7adas, o parque ou as ruas como pensa a oligarquia ou os grupos econ\u00f4micos, como fizeram com o M19, EPL ou com os paramilitares. N\u00e3o, somos um Estado dentro de outro Estado e assim mesmo pensamos.<\/p>\n<p><b>Ante o ultimato dos generais: \u00c9 melhor continuar na guerra\u201d<\/b><\/p>\n<p>Como membro de uma subcomiss\u00e3o de \u201cSeguran\u00e7a\u201d, debate com os militares colombianos e, logicamente, nem sempre coincidem as conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>\u2013 Os generais dizem \u201cvoc\u00eas que se concentrem a\u00ed em um curral e n\u00f3s fazemos a guarda. N\u00e3o entra nenhum civil. Porque a\u00ed, voc\u00eas chegam de helic\u00f3pteros com as remessas, com medicamentos e coisas que necessitam, por\u00e9m voc\u00eas n\u00e3o precisam ter rela\u00e7\u00f5es com a popula\u00e7\u00e3o civil\u201d.<\/p>\n<p>\u2013 \u201cMe d\u00e1 muita pena, general, mas \u00e9 melhor continuar na guerra. Na guerra, eu me relaciono todos os dias com a popula\u00e7\u00e3o civil, onde dou ideias, instru\u00e7\u00f5es, iniciativas de desenvolvimento, como podem viver em conviv\u00eancia, em paz, em harmonia ou fraternidade. A\u00ed, se nota que t\u00eam medo que falemos com os civis. Porque nos estigmatizaram e fazem nos ver como assassinos e terroristas da Col\u00f4mbia. Por\u00e9m, quando o povo fala conosco e diz que \u2018Voc\u00eas s\u00e3o outro tipo de pessoas, que pensam e que querem o desenvolvimento do pa\u00eds\u2019.<\/p>\n<p>Terminamos a extensa entrevista e Roma\u00f1a explica que \u00e9 muito dif\u00edcil resumir tr\u00eas anos de negocia\u00e7\u00f5es e trabalho em uma entrevista de uma hora.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o podemos deixar detalhes soltos ou ambiguidades, ou deixar o caminho minado para que estoure uma nova guerra. Por isso, temos que ser muito talentosos e saber que passos ir dando para garantir uma paz est\u00e1vel e duradoura na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>V\u00eddeo-entrevista Roma\u00f1a: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/xTFnMWZERE0\" target=\"_blank\">https:\/\/youtu.be\/xTFnMWZERE0<\/a><\/p>\n<p>[1] Bogot\u00e1 Sitiada.<\/p>\n<p><i>Revista Semana<\/i>. <a href=\"http:\/\/www.semana.com\/nacion\/articulo\/bogota-sitiada\/30364-3\" target=\"_blank\">http:\/\/www.semana.com\/nacion\/articulo\/bogota-sitiada\/30364-3<\/a><\/p>\n<p>1. Ver a entrevista com as guerrilheiras sobreviventes relata do bombardeio do acampamento de Ra\u00fal Reyes<\/p>\n<p>Por Dick-Miriam Emanuelsson<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Bjievps84FM\" target=\"_blank\">https:\/\/youtu.be\/Bjievps84FM<\/a><\/p>\n<p>2. Ver a entrevista com Lucero Palmera, em abril 2005. Lucero era coordenadora da emisora Voz de la Resistencia do Bloco Sul das FARC-EP. Em setembro de 2010 foi morta em um bombardeio do Ex\u00e9rcito Colombiano<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/sCfhGrP8R9M\" target=\"_blank\">https:\/\/youtu.be\/sCfhGrP8R9M<\/a><\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.rebelion.org\/noticia.php?id=207751<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"(Entrevista com Edison Roma\u00f1a, das FARC-EP) Dick Emanuelsson (Anncol) Apenas diga \u201cROMA\u00d1A\u201d e para o oligarca medroso de Bogot\u00e1 o est\u00f4mago se solta \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10444\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-10444","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Is","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10444","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10444"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10444\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10444"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10444"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10444"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}