{"id":10453,"date":"2016-02-20T02:42:22","date_gmt":"2016-02-20T05:42:22","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10453"},"modified":"2016-03-08T13:16:50","modified_gmt":"2016-03-08T16:16:50","slug":"nosso-samba-e-raca-na-luta-de-classes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10453","title":{"rendered":"\u201cNosso samba \u00e9 ra\u00e7a, na luta de classes&#8230;\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/-UUb0vu6Kzq0\/VrEcdXTiRoI\/AAAAAAAALkg\/3NN74cgcq8A\/s512-Ic42\/opp8.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Fundado em 2009 no Rio de Janeiro, como uma iniciativa da UJC com militantes do PCB, o \u201cComuna que Pariu!\u201d, parafraseando um poema de Ferreira Gullar, n\u00e3o se transformou no maior bloco do Brasil, sequer do Rio, mas se tornou uma for\u00e7a cultural consider\u00e1vel que, n\u00e3o apenas durante o Carnaval, se apresenta como uma forte arma da cr\u00edtica.<!--more--><\/p>\n<p>Em 2015, o Comuna cantou \u201cLugar de mulher \u00e9 onde ela quiser\u201d, fazendo um carnaval \u00e9pico, reunindo mais de cinco mil foli\u00f5es, muitos dos quais militantes de diversos movimentos sociais, populares, sindicais e organiza\u00e7\u00f5es do campo da esquerda. Dois mil deles seguiram em marcha pela Lapa na segunda-feira da folia. O samba embalou carnavais e lutas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Neste Carnaval de 2016, \u201cnosso samba \u00e9 ra\u00e7a na luta de classes\u201d, denunciando as manifesta\u00e7\u00f5es do racismo no cotidiano do povo brasileiro. Mesmo sendo um bloco que tem no carnaval seu momento de s\u00edntese, n\u00e3o poupa a festa de uma necess\u00e1ria cr\u00edtica, uma festa camuflada de democr\u00e1tica, mas que \u00e9 um reflexo das contradi\u00e7\u00f5es de classes e reproduz todo um conjunto de opress\u00f5es e preconceitos que existem em nossa sociedade: \u201cNosso samba \u00e9 na ra\u00e7a. Quizomba arrua\u00e7a. Catando latinha num canto da pra\u00e7a. Mordendo morda\u00e7a &#8230; No cativeiro, no por\u00e3o &#8230; No conv\u00e9s, na remo\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O Comuna que Pariu!, que noutros carnavais j\u00e1 criticou a lei da anistia, bradou \u201cSomos todos sem terra\u201d e gritou que o petr\u00f3leo tem que ser nosso; homenageou os trabalhadores da cidade e Niemeyer; protestou contra a copa da FIFA e, junto com as mulheres, cantou que liberdade \u00e9 o que se quer, chama a aten\u00e7\u00e3o para a quest\u00e3o do racismo, conectando o combate ao preconceito com a luta de classes: \u201cNosso samba \u00e9 ra\u00e7a na luta de classe&#8230; escancara sem disfarce. Voc\u00ea notou que esses versos t\u00eam cor? <b>A cor do negro trabalhador<\/b>.\u201d<\/p>\n<p>O samba reverencia a mem\u00f3ria de Minervino, Solano e Claudino, hist\u00f3ricos militantes comunistas, homenageia Clementina de Jesus, lembra a figura de Claudia, morta pela PM e arrastada na viatura pelas ruas do Rio, pede justi\u00e7a a Amarildo, pedreiro desaparecido pela a\u00e7\u00e3o de uma UPP. Denuncia o racismo di\u00e1rio e o exterm\u00ednio do negro em todas as periferias do pa\u00eds. Com Rafael Braga, preso pela pol\u00edcia do Rio durante as manifesta\u00e7\u00f5es de 2013 por portar um produto de limpeza, repudia a maneira como a justi\u00e7a burguesa trata pobres, negros e trabalhadores.<\/p>\n<p>O Comuna vai sacudir o coreto, sambando enquanto se luta, lutando enquanto se samba, fazendo da poesia, da m\u00fasica e do samba ferramentas a servi\u00e7o da luta de classes. Afinal, ainda \u00e9 preciso nivelar a vida em alto astral, e para tal, \u00e9 preciso rumar ao Socialismo. Vamos que vamos com o Comuna em mais um carnaval e mais um ano de lutas!<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Comuna Que Pariu! 2016 &#8211; Na ra\u00e7a, contra o racismo.<\/strong><\/p>\n<p>Compositores: Marina Iris, Nina Rosa, Manu Trindade, Victor Neves, Rafael Maieiro e Belle Lopes<\/p>\n<p><em>Nosso samba \u00e9 na ra\u00e7a<\/em><br \/>\n<em>Quizomba arrua\u00e7a<\/em><br \/>\n<em>Catando latinha num canto da pra\u00e7a<\/em><br \/>\n<em>Mordendo morda\u00e7a<\/em><br \/>\n<em>No cativeiro, no por\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>No conv\u00e9s, na remo\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Adivinha a\u00ed, quem chegou na praia escravizado (de 474)<\/em><br \/>\n<em>Adivinha a carne mais barata do mercado<\/em><br \/>\n<em>Diz quem foi o bra\u00e7o desse Estado<\/em><br \/>\n<em>E ainda \u00e9&#8230;<\/em><br \/>\n<em>Resist\u00eancia popular!<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Valeu, Zumbi e Minervino<\/strong><\/em><br \/>\n<em> <strong>De Cl\u00e1udia a Claudino<\/strong><\/em><br \/>\n<em> <strong>Rafael Braga, Solano e Quel\u00e9<\/strong><\/em><br \/>\n<em> <strong>Quilombando na Mar\u00e9<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>A fibra \u00e9 \u00c1frica<\/em><br \/>\n<em>F\u00e1brica<\/em><br \/>\n<em>P\u00e1tria alguma<\/em><br \/>\n<em>Barco pro fundo<\/em><br \/>\n<em>Do mar<\/em><br \/>\n<em>Mais azul do mundo<\/em><br \/>\n<em>Nosso samba \u00e9 ra\u00e7a na luta de classe<\/em><br \/>\n<em>Escancara sem disfarce<\/em><br \/>\n<em>Voc\u00ea notou que esses versos t\u00eam cor?<\/em><\/p>\n<p><em><strong>A cor do negro trabalhador (3x)<br \/>\n<\/strong><\/em><br \/>\n<em> <strong>Comuna? \u00c9 n\u00f3is!<\/strong><\/em><br \/>\n<em> <strong>Batucada da Maluca mostra os dentes<\/strong><\/em><br \/>\n<em> <strong>Finca o p\u00e9, levanta a voz<\/strong><\/em><br \/>\n<em> <strong>Cad\u00ea o Amarildo? Presente!<\/strong><\/em><\/p>\n<p>(<a href=\"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10346\" target=\"_blank\">O PODER POPULAR N\u00ba 8<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Fundado em 2009 no Rio de Janeiro, como uma iniciativa da UJC com militantes do PCB, o \u201cComuna que Pariu!\u201d, parafraseando um poema \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10453\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[140],"tags":[],"class_list":["post-10453","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c140-jornal-o-poder-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2IB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10453"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10453\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}