{"id":10490,"date":"2016-02-19T21:29:07","date_gmt":"2016-02-20T00:29:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10490"},"modified":"2017-08-24T22:42:35","modified_gmt":"2017-08-25T01:42:35","slug":"zika-novo-flagelo-dos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10490","title":{"rendered":"Zika, novo flagelo dos pobres"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/-OHhPr66DsBE\/VseyiP7kT2I\/AAAAAAAALls\/lRxeer8EM0s\/s800-Ic42\/2016-02-19.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><strong>Le Monde, 16 de fevereiro de 2016<\/strong><\/p>\n<p><strong>Zika, novo flagelo dos pobres<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>No Brasil, 70% das m\u00e3es de crian\u00e7as atingidas pela microcefalia vivem na extrema pobreza. Reportagem no Recife, capital de Pernambuco, epicentro desta malforma\u00e7\u00e3o fetal suspeita de estar relacionada ao v\u00edrus Zika.<\/em><\/strong><!--more--><\/p>\n<p>Outrora, filha cintilante da favela, Gleyse Kelly teve sua primeira depress\u00e3o durante o aprendizado de sua quarta gravidez, apenas cinco meses ap\u00f3s o nascimento de seu pequeno Nicolas. A segunda depress\u00e3o veio quando a jovem descobriu que essa crian\u00e7a n\u00e3o desejada sofria de microcefalia. &#8220;<em>De in\u00edcio, acreditei que era apenas um beb\u00ea com a cabe\u00e7a pequena. Depois, vi na Internet e compreendi<\/em>&#8220;. Ficou amedrontada. Aos 27 anos, a m\u00e3e de fam\u00edlia ainda estudante, ficou sabendo que tinha dado \u00e0 luz um beb\u00ea deficiente, consciente de que sua vida jamais seria a mesma, duvidando at\u00e9 mesmo de sua f\u00e9. &#8220;<em>Eu me dizia: por que Deus fez isso comigo?<\/em>&#8221;<\/p>\n<p>Gleyse se recorda perfeitamente da data: 28 de abril de 2015. Aos quatro meses de gravidez, ela observou manchas vermelhas no abd\u00f4men e nos bra\u00e7os quando voltava de seu trabalho no ped\u00e1gio da estrada que leva ao Recife, capital do estado de Pernambuco, no Nordeste do Brasil. Um pouco febril, ela de in\u00edcio pensou que fosse alergia ao tecido \u00e1spero de sua blusa. Depois, seus vizinhos em Ibura, bairro pobre da periferia do Recife, constataram os mesmos sintomas sem outras consequ\u00eancias. At\u00e9 ali ela n\u00e3o desconfiava de nada.<\/p>\n<p>Hoje, sua filha Maria Giovanni tem quatro meses, tem as orelhas furadas como todos os beb\u00eas meninas no Brasil e sua m\u00e3e luta para que sua filha consiga um dia falar, andar e que deixem de <em>&#8220;v\u00ea-la como se tivesse vindo de outro planeta<\/em>&#8220;. Uma &#8220;guerreira&#8221; como outras no Pernambuco de hoje onde se contam mais de um milhar. Com 1.147 notifica\u00e7\u00f5es de microcefalia, a regi\u00e3o Nordeste do Brasil \u00e9 o epicentro dessa malforma\u00e7\u00e3o fetal suspeita de estar ligada ao v\u00edrus Zika, transmitida pelo mosquito <em>Aedes Aegypt<\/em>i. O inseto respons\u00e1vel pela Febre Amarela, pela Dengue e pela Chicungunya seria o vetor deste mal terr\u00edvel e estranho que contagiou perto de 4.000 rec\u00e9m-nascidos no Brasil e afeta tamb\u00e9m mais de vinte pa\u00edses da Am\u00e9rica. Um mal que quase sempre vem acompanhado de outras complica\u00e7\u00f5es tais como: membros deformados, problemas de vis\u00e3o, de audi\u00e7\u00e3o, convuls\u00f5es e crises de epilepsia.<\/p>\n<p><strong>Apenas uma vacina, o medo<\/strong><\/p>\n<p>No Recife, rebatizado como &#8220;<em>capital do Zika<\/em>&#8220;, a doen\u00e7a foi detectada no m\u00eas de setembro de 2015. Na \u00e9poca, a m\u00e9dica Angela Rocha, pediatra especializada em doen\u00e7as infecciosas no Hospital Oswaldo Cruz j\u00e1 se questionava: semana ap\u00f3s semana, chegavam mulheres \u00e0s dezenas para consultas de rec\u00e9m-nascidos microc\u00e9falos. Al\u00e9m disso, nos exames de ultrassom de mulheres gr\u00e1vidas, os c\u00e9rebros min\u00fasculos dos fetos apresentavam calcifica\u00e7\u00f5es, cicatrizes evidentes de les\u00f5es infecciosas. &#8220;<em>N\u00e3o poderia se tratar de uma doen\u00e7a cromoss\u00f4mica<\/em>&#8220;, diz ela. Em outras maternidades, ocorre a mesma estupefa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de sa\u00fade do Estado de Pernambuco foi alertada, assim como os especialistas Carlos Brito, no Recife, e Kleber Luiz, em Natal no Estado do Rio Grande do Norte, os especialistas que, em mar\u00e7o de 2015, anunciaram o surgimento no Brasil desse v\u00edrus, identificado em 1947 na Floresta de Zika, em Uganda. Depois de eliminar uma a uma as outras possibilidades &#8211; rub\u00e9ola, cytomegalov\u00edrus e toxoplasmose &#8230; &#8211; Carlos Brito chegou a uma conclus\u00e3o: &#8220;Somente um mosquito seria capaz de provocar uma epidemia de tal propor\u00e7\u00e3o em cidades t\u00e3o distantes&#8221;. A apari\u00e7\u00e3o de manchas vermelhas durante a gravidez da maioria das mulheres refor\u00e7a sua hip\u00f3tese: Zika: &#8220;<em>um v\u00edrus que tem prefer\u00eancia por atacar o sistema nervoso central<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Quase an\u00f3dino e mesmo assintom\u00e1tico na maior parte dos adultos, salvo em alguns casos raros nos quais ele estar\u00e1 na origem da S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 (ataque \u00e0s ra\u00edzes nervosas com algumas paralisias durante semanas ou meses), a epidemia vai infectar milhares de nascituros no \u00fatero. Em novembro de 2015, o estado de urg\u00eancia foi decretado em Pernambuco e em dezembro no Brasil. A epidemia estava se difundindo com uma velocidade inquietante quando, em fevereiro, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade alertou o mundo inteiro.<\/p>\n<p>No Oswaldo Cruz, as mulheres chegam aos prantos, sem hor\u00e1rio marcado, ao consult\u00f3rio da Dra. Rocha. &#8220;<em>A literatura m\u00e9dica n\u00e3o nos d\u00e1 qualquer resposta<\/em>&#8220;, enfatiza ela. Algumas mulheres podem contrair o v\u00edrus sem contaminar o feto, outras, sim. A gravidade da les\u00e3o n\u00e3o obedece qualquer regra, cada caso \u00e9 \u00fanico. &#8220;<em>N\u00f3s abrimos um novo cap\u00edtulo na hist\u00f3ria da medicina<\/em>&#8220;, observa o professor Brito.<\/p>\n<p>Em face de tanto mist\u00e9rio e desconhecimento, os rumores sussurram respostas f\u00e1ceis: o verdadeiro culpado seria um lote vencido de vacinas contra a rub\u00e9ola. \u201c<em>Insensato<\/em>, responde Brito com tristeza. <em>Tentamos tornar control\u00e1vel tudo aquilo que n\u00e3o o \u00e9<\/em>\u201d. Hoje, por falta de rem\u00e9dio, os m\u00e9dicos n\u00e3o encontraram outra vacina que n\u00e3o o medo, desaconselhando as mulheres a ficarem gr\u00e1vidas por alguns anos e declarando guerra ao mosquito criminoso.<\/p>\n<p>Neste in\u00edcio de fevereiro, a cidade balne\u00e1ria com seu charme \u00e0 moda antiga, se prepara para o Carnaval nesse ambiente misturado de ang\u00fastia com paranoia. No in\u00edcio da manh\u00e3, as equipes do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) apoiadas pelo Ex\u00e9rcito, lan\u00e7am inseticida pelas ruas do centro hist\u00f3rico onde desfilar\u00e1 o Bloco Carnavalesco Galo da Madrugada. Durante o dia elas visitar\u00e3o as casas nos bairros elegantes assim como aquelas na periferia para detectar e eliminar as larvas dos mosquitos alojadas em recipientes com \u00e1guas paradas.<\/p>\n<p>\u2018\u00c9 preciso vir todos os dias\u201d, afirma Vania Freitas, respons\u00e1vel pela vigil\u00e2ncia do SUS. Outro dia, ela veio repreender Carlos, um sem-teto que guardava com lixo num lat\u00e3o para acumular \u00e1gua da chuva. Um trabalho de S\u00edsifo que deveria estar sendo feito h\u00e1 muito tempo se a aten\u00e7\u00e3o e os financiamentos p\u00fablicos n\u00e3o estivessem sendo desviados para campanhas eleitorais e para a Copa do Mundo de futebol em 2014.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Nos anos 1980, quando das grandes epidemias de dengue, houve uma forte mobiliza\u00e7\u00e3o. Depois, ano ap\u00f3s ano, as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o tiveram o mesmo efeito. A dengue passou a fazer parte da paisagem<\/em>&#8220;, reconhece Jailson Correia, secret\u00e1rio de sa\u00fade da Prefeitura do Recife. A constru\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica da cidade e a escassez de \u00e1gua, que levava os moradores a guard\u00e1-la em reservat\u00f3rios mal vedados, fizeram o papel de ber\u00e7\u00e1rio para o <em>Aedes Aegypti<\/em>. Vencida, a Prefeitura interrogou-se sobre uma coisa: ser\u00e1 necess\u00e1rio cancelar o Carnaval, festa de brincadeiras e de alegria? Garrafas esvaziadas pelo gargalo, gravidezes n\u00e3o programadas e a chegada de turistas amedrontaram as autoridades. Mas ainda bem que o v\u00edrus de espalhou por todo o Brasil e pelos pa\u00edses vizinhos. A Prefeitura e o Estado de Pernambuco preferiram informar a respeito da microcefalia e dos perigos do mosquito distribuindo folhetos do centro da capital ao aeroporto e tamb\u00e9m centenas de milhares de preservativos.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Deus n\u00e3o faz milagres&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>A sociedade civil e as influentes Igrejas Cat\u00f3lica e Evang\u00e9lica juntaram-se \u00e0 luta. D. Antonio Fernando Saburido, arcebispo de Pernambuco organizou um concurso em suas par\u00f3quias para recompensar a melhor iniciativa para combater o mosquito. &#8220;<em>N\u00f3s temos feito tamb\u00e9m um grande trabalho de educa\u00e7\u00e3o nos bairros perif\u00e9ricos<\/em>, destaca Vandson Holanda, colaborador do arcebispo. <em>Explicamos especialmente \u00e0s m\u00e3es de crian\u00e7as microc\u00e9falas com menos de 14 anos, que Deus n\u00e3o faz milagre. Que apenas o hospital faz milagre&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>O <em>Aedes Aegypi<\/em> n\u00e3o \u00e9, a rigor, um mosquito democr\u00e1tico. J\u00e1 que ele pode, teoricamente, picar tanto um burgu\u00eas como um prolet\u00e1rio, 70% das m\u00e3es de crian\u00e7as atingidas pela microcefalia no Brasil vivem na extrema pobreza, afirmou na ter\u00e7a-feira, 2 de fevereiro, o jornal local, Di\u00e1rio de Pernambuco. No Recife, a equa\u00e7\u00e3o se verifica. Ibura, o bairro popular, apresenta o maior n\u00famero de casos de microcefalia. Nessas \u00e1reas, o mosquito prolifera, as jovens ficam mais f\u00e1cil e acidentalmente gr\u00e1vidas, n\u00e3o t\u00eam meios nem vontade de abortar clandestinamente (o aborto \u00e9 proibido no Brasil), nem mesmo de usar os repelentes de mosquitos mais eficazes, o &#8220;<em>Exposis Extreme<\/em>&#8220;, n\u00e3o mais encontrado no com\u00e9rcio e vendido a pre\u00e7o de ouro no mercado negro.<\/p>\n<p>Nos corredores da Associa\u00e7\u00e3o de Assist\u00eancia \u00e0 Crian\u00e7a Deficiente do Recife, a maior parte dessas jovens m\u00e3es raramente ganham mais que o sal\u00e1rio m\u00ednimo (880 reais ou 202 euros). Recebidas nesse Centro para come\u00e7ar a assumir seus filhos que dever\u00e3o ser estimulados ao longo de sua vida, elas gastam uma, duas, tr\u00eas horas para ir com eles ao fisioterapeuta, ao fonoaudi\u00f3logo e ao psic\u00f3logo. &#8220;<em>Muitas vezes presas no meio de um turbilh\u00e3o, algumas pensam que \u00e0 custa de trabalho, a cabe\u00e7a de seu filho vai crescer e que tudo vai se acertar<\/em>&#8220;. suspira da m\u00e9dica Vanessa van der Linden, especialista em neurologia. Ap\u00f3s uma fase de nega\u00e7\u00e3o seguida de desespero, algumas se tornam combatentes, centradas no progresso que poder\u00e1, gra\u00e7as a elas, chegar a seus filhos. Outras ficam desligadas e revoltadas.<\/p>\n<p>&#8220;<em>N\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a que o Brasil dever\u00e1 gerir, mas duas. Essas m\u00e3es dever\u00e3o deixar seu trabalho para se ocupar de seu filho durante toda a sua vida. N\u00e3o existe estrutura no Brasil. Algumas ir\u00e3o se esquecer de viver e dever\u00e3o se reinventar<\/em>&#8220;, destaca Pollyana Dias, da Alian\u00e7a de M\u00e3es e Fam\u00edlias de Crian\u00e7as Atingidas por Doen\u00e7as Raras (AMAR), lembrando que 78% das m\u00e3es de crian\u00e7as deficientes foram abandonadas pelos maridos. &#8220;<em>Como essas m\u00e3es se sair\u00e3o? O Estado lhes oferece um sal\u00e1rio m\u00ednimo ao passo que uma consulta com um neurologista privado custa mais de 400 reais (91 euros)<\/em>&#8220;, revolta-se Daniela Rorato, presidente da AMAR. Cansadas, algumas abandonar\u00e3o o tratamento, cessando a maratona de visitas semanais aos diversos especialistas, lamenta-se Pollyana Dias.<\/p>\n<p>O mosquito <em>Aedes Aegypti<\/em> aparece assim como um desafio de sa\u00fade p\u00fablica compar\u00e1vel \u00e0 epidemia de poliomielite do S\u00e9culo XX que o Brasil em crise econ\u00f4mica, or\u00e7ament\u00e1ria e pol\u00edtica n\u00e3o parece capaz de enfrentar. Nesta linha, o Ministro da Sa\u00fade, Marcelo Castro, confessou este fato ao admitir, no fim de janeiro, que o pa\u00eds &#8220;<em>estava a caminho de perder a batalha contra o mosquito<\/em>&#8220;. Sem d\u00favida um atestado que ressoa como um pedido de socorro ao mundo inteiro.<\/p>\n<p><strong><em>Le Monde, 16 de fevereiro de 2016<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Traduzido do Franc\u00eas por Argemiro Pertence<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Le Monde, 16 de fevereiro de 2016 Zika, novo flagelo dos pobres No Brasil, 70% das m\u00e3es de crian\u00e7as atingidas pela microcefalia vivem \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10490\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-10490","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Jc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10490\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}