{"id":1051,"date":"2010-12-09T04:20:41","date_gmt":"2010-12-09T04:20:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1051"},"modified":"2010-12-09T04:20:41","modified_gmt":"2010-12-09T04:20:41","slug":"sobre-as-acoes-policiais-militares-nos-morros-do-rio-de-janeiro-algumas-reflexoes-a-sangue-frio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1051","title":{"rendered":"Sobre as A\u00e7\u00f5es Policiais-Militares nos Morros do Rio de janeiro \u2013 Algumas Reflex\u00f5es a Sangue Frio"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"JUSTIFY\">Agora que a poeira baixou e a adrenalida caiu, vamos com tranquilidade, refletir sobre o significado da ocupa\u00e7\u00e3o policial-militar das favelas do Rio de Janeiro, Vila Cruzeiro-Complexo do Alem\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A Vila Cruzeiro, ali\u00e1s, <em>antigo Quilombo da Penha<\/em>, formou-se no s\u00e9culo XIX, logo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o. Por outro lado, o Complexo do Alem\u00e3o, nasce sobre a serra da Miseric\u00f3rdia, no que foi uma antiga fazenda pertencente \u00e0 um polon\u00eas, de nome dif\u00edcil, apelidado de Alem\u00e3o. A \u00e1rea come\u00e7ou a ser vendida e muitos nordestinos chegam \u00e0 regi\u00e3o na d\u00e9cada de 1960. Vinte anos depois, grandes ocupa\u00e7\u00f5es definiram o perfil do local. Hoje, o Complexo possui cerca de 160 mil habitantes. Em 1993, o Complexo do Alem\u00e3o tornou-se oficialmente um bairro com n\u00edveis sociais de padr\u00f5es africanos. Vejamos alguns dados:<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em>&#8211; a regi\u00e3o possui o maior \u00edndice do Rio de janeiro de crian\u00e7as entre 7 e 17 anos fora da escola;<\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em>&#8211; 36% dos chefes de fam\u00edlia possuem em m\u00e9dia 4 anos de estudo;<\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em>&#8211; um em cada 11 moradores com mais de 15 anos \u00e9 analfabeto;<\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em>&#8211; 11% das meninas entre 11 e 15 anos j\u00e1 s\u00e3o m\u00e3es.<\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Esses s\u00e3o os dados objetivos das regi\u00f5es que hoje personificam o &#8220;mal&#8221; no estado do Rio de Janeiro. N\u00e3o precisamos de muito esfor\u00e7o para compreendermos o porque o Complexo, conurbado com um antigo quilombo, tornou-se um antro de miser\u00e1veis e de criminosos. Se fizermos um retorno ao passado, ainda que de forma sumar\u00edssima, podemos verificar que ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, milh\u00f5es de negros e mesti\u00e7os (negros com brancos, \u00edndios com brancos, negros com \u00edndios, etc) perderam o m\u00ednimo que possu\u00edam para a sobreviv\u00eancia. De um momento para outro, passam de m\u00e3o-de-obra de um sistema baseado no trabalho for\u00e7ado-escravid\u00e3o, para expulsos do sistema produtivo. Tornam-se livres das senzalas e cativos da mis\u00e9ria, jogados \u00e0 pr\u00f3pria sorte, exclu\u00eddos da vida e da cidadania. Ali\u00e1s, ela mesma uma cidadania incompleta, porque resultado de um processo de independ\u00eancia que mais assemelhou-se \u00e0 um arranjo entre as oligarquias no poder, que n\u00e3o emancipou o escravo e tampouco organizou a sociedade civil em moldes plenamente burgueses, e manteve a economia colonial at\u00e9 sua exaust\u00e3o. Mais ainda, a sociedade que emerge do imp\u00e9rio agro-exportador e escravista recomp\u00f5e a economia colonial e continua a se integrar subordinadamente \u00e0 economia internacional, isso de 1889 at\u00e9 os nossos dias, em que vivemos a plenitude de um capitalismo moderno e subalterno aos p\u00f3los internacionais do capital. A integra\u00e7\u00e3o do Brasil ao Ocidente foi e tem sido <em>uma integra\u00e7\u00e3o que pressup\u00f5e a inclus\u00e3o-exclusora de milh\u00f5es de nossos compatriotas<\/em>. Fora da pol\u00edtica, fora da economia, fora da cultura, &#8220;fora de lugar&#8221;, esses brasileiros com suas <em>cidadanias incompletas<\/em> vagam pelas periferias das grandes cidades, s\u00e3o expulsos das terras que habitavam ancestralmente. Morrem de fome pelos caminhos, s\u00e3o espezinhados.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Mas tamb\u00e9m se revoltam e lutam! Organizam-se em movimentos e sindicatos. Preparam levantes contra os opressores e s\u00e3o massacrados pelo aparato estatal de origem escravista, com tradi\u00e7\u00e3o de capit\u00e3o do mato. Lembremos dos quilombos, o emblem\u00e1tico de Palmares, da Conjura\u00e7\u00e3o Bahiana de 1798, liderada por mesti\u00e7os; pela Balaiada, entre 1838 e 1841 no Maranh\u00e3o, revolta de negros, caboclos e vaqueiros; da Sabinada, que proclamou a rep\u00fablica na Bahia, em 1837 e de tantas outras, todas afogadas em sangue pelas oligarquias no poder! Recordemos das greves, que marcaram a luta dos trabalhadores desde finais do s\u00e9culo XIX, perpassando o s\u00e9culo XX e que continuam nesses in\u00edcios do novo mil\u00eanio. Lembremos a greve de 1917, em S\u00e3o Paulo, contra o arrocho salarial e contra as longas jornadas de trabalho e que mudou o car\u00e1ter da luta dos trabalhadores, com a organiza\u00e7\u00e3o do PCB, em 1922; do ABC de 1980, que gerou o PT, em 1980 e do Movimento dos Sem Terra! Todas essas, lutas de oprimidos contra opressores. Todas elas, lutas pela real inser\u00e7\u00e3o dos que trabalham na economia e na vida pol\u00edtico-cultural do pa\u00eds, em condi\u00e7\u00f5es dignas de seres humanos!<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Mas, apesar das infind\u00e1veis lutas e das conquistas alcan\u00e7adas pelos oprimidos, o Brasil ainda repercute sua origem hist\u00f3rica colonial e escravista. A tradi\u00e7\u00e3o antidemocr\u00e1tica e exclusora de uma sociedade forjada na explora\u00e7\u00e3o radical dos trabalhadores se faz presente nos 43 milh\u00f5es de brasileiros que ainda vivem na mis\u00e9ria extrema, e que n\u00e3o sair\u00e3o dela apenas com programas de aux\u00edlio, como o bolsa fam\u00edlia, necess\u00e1rio emergencialmente, mas <em>ineficaz para a resolu\u00e7\u00e3o desse grave e cr\u00f4nico problema<\/em>. H\u00e1 que se construir uma democracia de fato em nosso pa\u00eds. A assim chamada &#8220;transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica&#8221; que marcou o fim do per\u00edodo <em>militar-bonapartista<\/em>, a ditadura militar 1964 -1985, n\u00e3o possibilitou a quebra da hegemonia da autocracia burguesa. Ao contr\u00e1rio, ampliou a margem de manobra de uma burguesia autocr\u00e1tica e manipuladora possibilitando a coopta\u00e7\u00e3o de setores do proletariado para o projeto de um novo processo modernizador-capitalista de inser\u00e7\u00e3o subordinada aos interesses do imperialismo agora, administrado por segmentos cooptados de &#8220;esquerda&#8221; que pactuaram com a burguesia como o PT, gerente do capital juntamente com seus <em>office-boys<\/em> aliados.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O que temos, ent\u00e3o, \u00e9 uma realidade em que milh\u00f5es de brasileiros se deslocam para regi\u00f5es mais desenvolvidas em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, indo para as periferias das grandes capitais, gerando concentra\u00e7\u00f5es de miser\u00e1veis.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Se, de fato, n\u00e3o h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica entre pobreza e criminalidade, como atestam muitas pesquisas sociol\u00f3gicas, isso n\u00e3o significa, por outro lado, a impossibilidade de uma rela\u00e7\u00e3o entre elas. Ao contr\u00e1rio. Sabemos que nos centros urbanos materializam-se e agudizam-se as contradi\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es sociais, seja pelo curto espa\u00e7o f\u00edsico degradado das periferias, seja pela aus\u00eancia de possibilidades de sobreviv\u00eancia. <em>A criminalidade \u00e9 um fen\u00f4meno ligado \u00e0 falta de alternativas s\u00f3cio-econ\u00f4mico-culturais e \u00e0 aus\u00eancia de pol\u00edticas sociais p\u00fablicas, fatores tamb\u00e9m eles, comprovados por vasta literatura sociol\u00f3gica<\/em>. Sabemos que s\u00e3o intr\u00ednsecos ao capitalismo a &#8220;exclus\u00e3o&#8221;, a mis\u00e9ria e a marginalidade.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Para constatarmos esse elemento de ess\u00eancia dessa sociabilidade n\u00e3o precisamos ir muito longe no tempo. F. Engels j\u00e1 alertava para essa combina\u00e7\u00e3o. Em seu <em>A Situa\u00e7\u00e3o da Classe Trabalhadora na Inglaterra<\/em>, de 1844, nos fornece dados impressionantes sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida do proletariado e do &#8220;sub-proletariado\u201d ingl\u00eas. Na d\u00e9cada de 1840, 10% da popula\u00e7\u00e3o inglesa era formada por indigentes. Nesse per\u00edodo, a taxa de mortalidade \u00e9 alt\u00edssima, principalmente nos bairros prolet\u00e1rios, onde os trabalhadores viviam amontoados em corti\u00e7os s\u00f3rdidos, infestados de epidemias. De modo que a polariza\u00e7\u00e3o social manifestava-se nos confrontos oper\u00e1rios e, nas \u00e1reas desorganizadas do proletariado, consubstanciava-se na viol\u00eancia criminal sem sentido imediatamente pol\u00edtico, como retratada nos meninos ladr\u00f5es do romance de Charles Dickson, <em>Oliver Twist<\/em>, a multid\u00e3o aglomerada gerando a sensa\u00e7\u00e3o de que tudo \u00e9 sem regras e sem vida e de que vale tudo, como real\u00e7a Alan Poe, em seu <em>O Homem das Multid\u00f5es<\/em>, onde descreve a multid\u00e3o disforme, os miser\u00e1veis comerciando o v\u00edcio, as prostitutas, as crian\u00e7as, num mos\u00e1ico t\u00e9trico de uma cidade impondo o capitalismo nascente e que seria espelho para o resto do mundo. Ainda Engels nos d\u00e1 um relato aterrorizante das condi\u00e7\u00f5es de vida do proletariado em Londres:<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em>\u201cUm lugar chocante, um diab\u00f3lico emaranhado de corti\u00e7os que abrigam coisas humanas arrepiantes, onde homens e mulheres imundos vivem de dois tost\u00f5es de aguardente, onde colarinhos e camisas limpas s\u00e3o dec\u00eancias desconhecidas, onde todo cidad\u00e3o carrega no pr\u00f3prio corpo as marcas da viol\u00eancia e onde jamais algu\u00e9m penteia seus cabelos<\/em>\u201d. (op. cit.)<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">De modo que se n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o direta entre pobreza e viol\u00eancia, <em>podemos dizer que essa rela\u00e7\u00e3o tem efeito sinerg\u00e9tico e potencializa a criminalidade na converg\u00eancia mis\u00e9ria-degrada\u00e7\u00e3o humana<\/em>! Zola, <em>Equivocadamente<\/em>, baseado nas transposi\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas de Darwin, em seu <em>La B\u00eate Humaine, <\/em>acaba defendendo a id\u00e9ia de que a mis\u00e9ria gera uma &#8220;sub-esp\u00e9cie humana&#8221;. Mas ali, <em>mesmo de um modo tosco, inexato e sem nenhuma base cient\u00edfica<\/em>, Zola intuitivamente detecta que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a mis\u00e9ria, mas tamb\u00e9m seu ambiente degrado que gera a bestifica\u00e7\u00e3o do ser humano.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ora, nas favelas do Rio de Janeiro e nas periferias das capitais do Brasil essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que mais inside! Mis\u00e9ria e degrada\u00e7\u00e3o humana, oriundas do descaso do Estado, de seus dirigentes e de um capitalismo perif\u00e9rico e cruel. De tal condi\u00e7\u00e3o degradada n\u00e3o esperar\u00edamos que desse meio nascessem anjos. Na aus\u00eancia do Estado e no contexto de uma \u201cmultid\u00e3o desorganizada e na condi\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia <em>em-si<\/em>, nasce a criminalidade. Na viol\u00eancia da fome, da ignor\u00e2ncia, do abandono, da explora\u00e7\u00e3o social e da total imers\u00e3o num mundo da car\u00eancia absoluta, nasce o crime organizado. E. Hobsbawm, em seu cl\u00e1ssico trabalho, <em>Rebeldes Primitivos, <\/em> nos d\u00e1 a dimens\u00e3o da unidade entre a explora\u00e7\u00e3o social e o banditismo:<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#8220;[&#8230;] <em>o banditismo \u00e9 apenas uma forma primitiva de protesto social organizado, talvez o mais primitivo que conhe\u00e7emos. De qualquer forma, ele \u00e9 assim considerado pelo homem pobre em muitas sociedades que, em consequ\u00eancia, protege o bandido, considera-o como seu her\u00f3i, transforma-o em seu ideal e faz dele um mito <\/em>[&#8230;]\u201d (op. cit.)<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Dessa forma, parafraseando o artigo de Marcelo Freixo, n\u00e3o h\u00e1 vencedores. Engana-se o cel. comandante geral da pol\u00edcia militar do Rio de janeiro, M\u00e1rio S\u00e9rgio Duarte, quando diz: &#8221; vencemos&#8221;. A pergunta imediata que fa\u00e7o \u00e9, vencemos quem, cara p\u00e1lida? A a\u00e7\u00e3o policial-militar nessas favelas, ainda que resultante de uma situa\u00e7\u00e3o extrema, \u00e9 o produto mais direto da in\u00e9pcia do Estado, secularmente insens\u00edvel e conivente com o abandono e a explora\u00e7\u00e3o a que s\u00e3o submetidas essas popula\u00e7\u00f5es marginalizadas da vida nacional! Ao inv\u00e9s de &#8220;vencemos&#8221;, esse soldadinho vestido de guerreiro deveria dizer, VERGONHA! Vergonha de termos no Brasil situa\u00e7\u00f5es de absoluta mis\u00e9ria e explora\u00e7\u00e3o que produz uma situa\u00e7\u00e3o social inaceit\u00e1vel como essa! Vergonha por pertencer \u00e0 um corpo policial que n\u00e3o consegue diferenciar inimigo de flagelado! Vergonha por pensar e agir como capit\u00e3o-do-mato de seu povo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Na realidade, todos n\u00f3s devemos nos indignar diante desses acontecimentos. Dai, devemos repensar as sa\u00eddas que, seguramente, n\u00e3o passam por solu\u00e7\u00f5es policialescas ou militares, como querem os soldadinhos vestidos de guerreiros e os falc\u00f5es da lumpen (em alem\u00e3o- farrapo)-burguesia brasileira. Solu\u00e7\u00f5es existem, e elas passam por vigorosas pol\u00edticas sociais, por educa\u00e7\u00e3o, trabalho e sa\u00fade. A solu\u00e7\u00e3o militar \u00e9 o sonho dos que desejam manter as coisas como est\u00e3o, limpando etnicamente a cidade do Rio de Janeiro, expulsando os moradores dos morros para as mais profundas e miser\u00e1veis perifierias do estado, tranformando os locais onde est\u00e3o as favelas, em sua maioria privilegiados, em condom\u00ednios de luxo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em>Devemos combater o banditismo sem tergiversa\u00e7\u00f5es, inclusive aquele de colarinho branco, que comanda o tr\u00e1fico de sua cobertura e de sua mans\u00e3o nos bairros nobres das grande cidades brasileiras e estrangeiras, os que aplicam os rendimentos do crime em bancos internacionais, engordando o capital financeiro internacional. Isso \u00e9 um fato. <\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Mas junto com isso, devemos propor desde j\u00e1 uma outra ofensiva, a dos trabalhadores em defesa desses oprimidos e dos oprimidos em todo o Brasil. devemos propor a ofensiva socialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Mazzeo\n\n\n\n\n\n\n\n\nAntonio Carlos Mazzeo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1051\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-1051","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c101-criminalizacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-gX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1051"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1051\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}