{"id":10618,"date":"2016-03-12T15:49:50","date_gmt":"2016-03-12T18:49:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10618"},"modified":"2016-04-16T12:15:07","modified_gmt":"2016-04-16T15:15:07","slug":"lucio-lara-patriota-e-internacionalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10618","title":{"rendered":"L\u00facio Lara, patriota e internacionalista"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/aclara.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Carlos Lopes Pereira*<\/p>\n<p>L\u00facio Lara foi um exemplo infelizmente raro entre os dirigentes de Angola e do MPLA.<br \/>\nPor isso, a sua morte foi relevada entre os actuais dirigentes angolanos, o tem o significado que cada um lhe quiser dar, mas tamb\u00e9m um pouco por todo o mundo, por aqueles que o recordam pelo exemplo que foi a sua vida. \u00c9 que n\u00e3o haver\u00e1 muitos filhos de dirigentes do MPLA que possam dizer como disseram os de L\u00facio Lara: \u00abAprendemos contigo que o ser-se fam\u00edlia de um dirigente n\u00e3o significava ter-se mais direitos ou regalias mas sim mais deveres. Que os direitos n\u00e3o devem medir-se em fun\u00e7\u00e3o das descend\u00eancias, mas sim pelas capacidades e m\u00e9ritos de cada um\u00bb<!--more--><\/p>\n<p>Foi um dos grandes obreiros da luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional de Angola e das outras ent\u00e3o col\u00f3nias africanas portuguesas. Companheiro pr\u00f3ximo de figuras hist\u00f3ricas como Agostinho Neto e Am\u00edlcar Cabral, ajudou a fundar e estruturar o Movimento Popular de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola (MPLA). Ap\u00f3s 14 anos de luta armada independentista, em 1975, com a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Popular de Angola, emergiu como um dos principais dirigentes do seu pa\u00eds, sempre leal ao Presidente Agostinho Neto. L\u00facio Lara morreu h\u00e1 dias em Luanda, aos 86 anos, tendo sido apontado pelos seus camaradas como exemplo raro de integridade, de fidelidade aos princ\u00edpios revolucion\u00e1rios, de uma vida dedicada \u00e0 causa da emancipa\u00e7\u00e3o nacional e social dos povos africanos. O Partido Comunista Portugu\u00eas homenageou-o como destacado patriota e internacionalista.<\/p>\n<p>O papel \u00edmpar de L\u00facio Lara na luta clandestina dos patriotas angolanos e das outras col\u00f3nias africanas portuguesas, na cria\u00e7\u00e3o do MPLA, na luta pol\u00edtica e armada de liberta\u00e7\u00e3o nacional, na conquista da independ\u00eancia e na manuten\u00e7\u00e3o da soberania e integridade territorial de Angola foi agora relembrado pelos seus camaradas.<\/p>\n<p>O veterano combatente da liberdade morreu a 27 de Fevereiro, em Luanda. Estava doente e contava 86 anos de idade.<\/p>\n<p>Nas cerim\u00f3nias f\u00fanebres organizadas pelo Estado angolano na capital angolana, o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, evocou o percurso deste \u00abnacionalista da primeira hora\u00bb e \u00abprecursor da independ\u00eancia\u00bb que ajudou a desbravar os dif\u00edceis caminhos que os angolanos trilharam. E real\u00e7ou o exemplo de humildade e mod\u00e9stia de L\u00facio Lara, tanto \u00abpela sua forma de estar e de se apresentar, como pela sua entrega \u00e0 causa do povo, amor \u00e0 p\u00e1tria e ao pr\u00f3ximo, valores que perseguiu na sua vida com indubit\u00e1vel verticalidade e determina\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Um outro respons\u00e1vel partid\u00e1rio, Manuel Pedro Pacavira \u2013 que em 1960 foi enviado por Agostinho Neto de Luanda a Brazzaville para estabelecer contactos com Lara no sentido de se coordenar a actividade entre os patriotas do interior, na clandestinidade, e os que se encontravam no exterior \u2013, enalteceu a sua \u00abextraordin\u00e1ria vis\u00e3o estrat\u00e9gica\u00bb e descreveu-o como um \u00abmarxista puro, um marxista de verdade\u00bb, que sempre acreditou \u00abnuma Angola unida\u00bb e \u00abnuma s\u00f3 \u00c1frica\u00bb.<\/p>\n<p>Clemente Cunjuca, secret\u00e1rio de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da P\u00e1tria, lembrou o contributo de Lara, durante a guerrilha, para a organiza\u00e7\u00e3o do sistema de educa\u00e7\u00e3o nas zonas libertadas e a dinamiza\u00e7\u00e3o dos centros de instru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. E contou como ele, apesar de ter sido um destacado dirigente pol\u00edtico e comandante de tropas, recusou mais tarde a patente de general, \u00abpor n\u00e3o se considerar um militar de profiss\u00e3o\u00bb. Gesto que Cunjuca considerou revelador de \u00abum profundo exemplo de humildade e de comprometimento desinteressado\u00bb com a causa do povo angolano.<\/p>\n<p>Em nome da fam\u00edlia, falou Paulo Lara, filho do combatente desaparecido. O Jornal de Angola cita-o: \u00abDesculpa-nos por falarmos um pouco mais de ti, rompendo a tua mod\u00e9stia e simplicidade. Mais do que pai dos teus filhos, foste um dos pais do teu Movimento, o MPLA. Aprendemos contigo que o ser-se fam\u00edlia de um dirigente n\u00e3o significava ter-se mais direitos ou regalias mas sim mais deveres. Que os direitos n\u00e3o devem medir-se em fun\u00e7\u00e3o das descend\u00eancias, mas sim pelas capacidades e m\u00e9ritos de cada um\u00bb.<\/p>\n<p>Comprovando o enorme prest\u00edgio de L\u00facio Lara, nas homenagens em Luanda marcaram presen\u00e7a, al\u00e9m de familiares e amigos, o presidente Jos\u00e9 Eduardo dos Santos, outros altos dirigentes do Estado e do MPLA, l\u00edderes pol\u00edticos e religiosos, respons\u00e1veis de organiza\u00e7\u00f5es sociais, membros do corpo diplom\u00e1tico. Entre as personalidades estrangeiras que quiseram associar-se ao tributo, a imprensa angolana referiu o presidente Manuel Pinto da Costa, de S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, e representantes do PAICV (Cabo Verde), da Frelimo (Mo\u00e7ambique), da SWAPO (Nam\u00edbia), do Partido Socialista de Portugal, da Uni\u00e3o das Mulheres da Rep\u00fablica do Congo, da Organiza\u00e7\u00e3o das Mulheres do Partido Trabalhista (Brasil). Chegaram mensagens de Pedro Pires, ex-presidente de Cabo Verde, de Aur\u00e9lio Martins, l\u00edder do MLSTP\/PSD (S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe), do Partido Comunista de Cuba, do Partido Comunista Portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Na carta de condol\u00eancias enviada pelo PCP ao MPLA, os comunistas evocam L\u00facio Lara como \u00abdestacado patriota e internacionalista\u00bb e referem \u00aba sua valiosa contribui\u00e7\u00e3o em Portugal, ao lado do nosso Partido, para a luta contra a criminosa ditadura fascista e colonialista que, oprimindo o povo portugu\u00eas, simultaneamente oprimia o povo angolano e demais povos sujeitos ao jugo colonial, tornando os nossos povos aliados numa luta libertadora comum, de que a Revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril e a conquista de independ\u00eancia de Angola foi a mais elevada express\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Da sua longa luta contra o fascismo e o colonialismo portugu\u00eas e pela independ\u00eancia do povo angolano e de outros povos africanos, o PCP recorda que L\u00facio Lara integrou o MUD Juvenil, participou no V Congresso do PCP, realizado na clandestinidade em 1957, e foi activista na Casa dos Estudantes do Imp\u00e9rio.<\/p>\n<p>J\u00e1 depois da conquista da independ\u00eancia e da proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Popular de Angola, a 11 de Novembro de 1975, L\u00facio Lara chefiou a delega\u00e7\u00e3o do MPLA\/Partido do Trabalho que se deslocou a Portugal a convite do PCP, em Julho de 1981. Foi durante esta visita que se tornou p\u00fablica a forma como foi organizada pelo PCP a sa\u00edda clandestina de Agostinho Neto de Portugal, em 30 Junho de 1962.<\/p>\n<p>A longa marcha<br \/>\npara a independ\u00eancia<\/p>\n<p>O Bureau Pol\u00edtico do MPLA descreveu em comunicado o trajecto daquele que foi um dos pilares fundamentais do amplo movimento popular de liberta\u00e7\u00e3o de Angola, um dos art\u00edfices da luta pol\u00edtica e armada pela independ\u00eancia de Angola, ao lado de Agostinho Neto e de outros nacionalistas.<\/p>\n<p>L\u00facio Lara (que durante a guerra usou o nome de Tchiweka, em homenagem \u00e0 terra natal de sua m\u00e3e) nasceu no Huambo, em 9 de Abril de 1929. O pai era portugu\u00eas e a m\u00e3e angolana.<\/p>\n<p>Tendo terminado o ensino secund\u00e1rio no Huambo e em Lubango, partiu em 1947 para Portugal para prosseguir os estudos. Frequentou as faculdades de Ci\u00eancias das universidades de Coimbra e de Lisboa.<\/p>\n<p>Ao longo desses anos, conviveu em Portugal com Agostinho Neto, M\u00e1rio de Andrade e outros angolanos e com estudantes de outras col\u00f3nias como Am\u00edlcar Cabral, vindo de Cabo Verde, Vasco Cabral, da Guin\u00e9, Marcelino dos Santos e No\u00e9mia de Sousa, de Mo\u00e7ambique, Alda Esp\u00edrito Santo, de S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Esses e muitos outros jovens africanos juntaram-se depois aos movimentos nacionalistas das suas terras, combatera, desempenharam papel de relevo na luta independentista.<\/p>\n<p>Lara passou nos anos 50 pela Casa dos Estudantes do Imp\u00e9rio e integrou a sua direc\u00e7\u00e3o, em Coimbra. Envolveu-se nas actividades associativas estudantis e fez parte do Movimento de Unidade Democr\u00e1tica (MUD) Juvenil, ao lado de outros africanos e de anti-fascistas portugueses.<\/p>\n<p>Em Lisboa, com Neto e outros angolanos, dinamizou o Clube Mar\u00edtimo Africano, agremia\u00e7\u00e3o que nessa d\u00e9cada desempenhou um papel significativo na mobiliza\u00e7\u00e3o de trabalhadores africanos e na circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e documentos entre a metr\u00f3pole portuguesa e as col\u00f3nias.<\/p>\n<p>Com Neto, Cabral, M\u00e1rio de Andrade, No\u00e9mia de Sousa, Humberto Machado e Eduardo Macedo dos Santos, entre outros, foi um dos fundadores, na clandestinidade, em 1957, do Movimento Anti-Colonialista (MAC).<\/p>\n<p>Para escapar \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o da PIDE e \u00e0 pris\u00e3o, em Mar\u00e7o de 1959 foi for\u00e7ado a sair de Portugal, refugiando-se na Alemanha.<\/p>\n<p>Em Janeiro de 1960 participou na II Confer\u00eancia dos Povos Africanos, em Tunes, como representante do MPLA e da rec\u00e9m-criada FRAIN (Frente Revolucion\u00e1ria Africana para a Independ\u00eancia Nacional), constitu\u00edda com o PAIGC e que substituiu o MAC.<\/p>\n<p>Depois de uma estada em Casablanca em 1960, Lara estabeleceu-se em Conakry para constituir, com M\u00e1rio de Andrade, Viriato da Cruz, Azancot de Menezes e outros patriotas, a primeira direc\u00e7\u00e3o do MPLA no exterior de Angola.<\/p>\n<p>A partir de 1962, quando Agostinho Neto, fugido de Portugal \u2013 na companhia da mulher e dos filhos e de Vasco Cabral, numa viagem por mar de Lisboa at\u00e9 T\u00e2nger, levada a cabo pelo aparelho clandestino do Partido Comunista Portugu\u00eas \u2013 se estabeleceu em Leopoldville e reorganizou o MPLA, assumindo a sua presid\u00eancia, o percurso de L\u00facio Lara confunde-se com o do MPLA, de cujos \u00f3rg\u00e3os de direc\u00e7\u00e3o fez parte.<\/p>\n<p>Entre 1962 e 1974, na guerrilha, desenvolveu a sua actividade pol\u00edtica clandestina em Cabinda e no Leste de Angola, mas tamb\u00e9m no territ\u00f3rio da actual Rep\u00fablica do Congo, junto de refugiados angolanos que ali se encontravam.<\/p>\n<p>Foi membro do Comit\u00e9 Central e do Bureau Pol\u00edtico do MPLA. Em Outubro de 1974, sempre ao lado de Neto, participou da assinatura do cessar-fogo com Portugal, cujo governo, na sequ\u00eancia do 25 de Abril de 1974, reconheceu o direito de Angola \u00e0 independ\u00eancia.<\/p>\n<p>A morte prematura de Agostinho Neto, em 1979, abalou-o profundamente. Na altura, n\u00famero dois do MPLA, contribuiu para o processo de escolha de Jos\u00e9 Eduardo dos Santos para a lideran\u00e7a do partido e do pa\u00eds. Depois de ter investido Agostinho Neto como o primeiro presidente da Rep\u00fablica Popular de Angola, a 11 de Novembro de 1975, coube-lhe a miss\u00e3o de empossar o seu sucessor, o actual chefe do Estado angolano.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 80 manteve-se como membro do comit\u00e9 central e centrou a sua actividade na Assembleia do Povo, como 1.\u00ba secret\u00e1rio. Deixou o cargo de deputado e retirou-se da pol\u00edtica activa em finais de 2003, por raz\u00f5es de sa\u00fade. No ano seguinte, foi alvo de uma homenagem do MPLA, que fez coincidir o tributo ao her\u00f3i da luta pela independ\u00eancia com a data em que se assinalaram 30 anos da sua entrada em Luanda \u2013 8 de Novembro de 1974 \u2013 \u00e0 frente da primeira delega\u00e7\u00e3o do MPLA chegada \u00e0 capital angolana depois da queda da ditadura em Portugal.<\/p>\n<p>L\u00facio Lara e a sua companheira, Ruth \u2013 falecida em 2000 \u2013, deram tamb\u00e9m um inestim\u00e1vel contributo para o estudo e a divulga\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional de Angola e das outras ex-col\u00f3nias portuguesas. Em 1997, editaram o livro\u00a0Um amplo movimento\u2026 Itiner\u00e1rio do MPLA atrav\u00e9s de documentos e anota\u00e7\u00f5es de L\u00facio Lara (at\u00e9 Fev.1961),\u00a0o primeiro de tr\u00eas volumes. Em 2008, j\u00e1 sob direc\u00e7\u00e3o da filha, Wanda Lara, foram publicados mais dois volumes de documentos e fotografias, correspondentes ao per\u00edodo compreendido entre 1961 e 1964. Antes, em 2006, foi criada a Associa\u00e7\u00e3o Tchiweka de Documenta\u00e7\u00e3o, com o apoio da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica de Angola e do MPLA.<\/p>\n<p>*<br \/>\nHoje, as novas gera\u00e7\u00f5es em Angola, Mo\u00e7ambique, Guin\u00e9-Bissau, Cabo Verde e S. Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, em toda a \u00c1frica, podem encontrar na vida e obra de L\u00facio Lara, patriota e internacionalista, inspira\u00e7\u00e3o para prosseguir a luta pela consolida\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia, pelo refor\u00e7o da unidade nacional, pelo desenvolvimento e pela emancipa\u00e7\u00e3o social dos seus povos.<\/p>\n<p>* Jornalista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Carlos Lopes Pereira* L\u00facio Lara foi um exemplo infelizmente raro entre os dirigentes de Angola e do MPLA. 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