{"id":10626,"date":"2016-03-12T16:21:32","date_gmt":"2016-03-12T19:21:32","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10626"},"modified":"2016-04-16T12:16:23","modified_gmt":"2016-04-16T15:16:23","slug":"a-historia-inexplicavel-do-povo-do-vietnam-contemplada-e-evocada-por-wilfred-burchett","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10626","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria inexplic\u00e1vel do povo do Vietnam contemplada e evocada por Wilfred Burchett"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/WBurchett_HoChiMinh.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>O grande jornalista australiano Wilfred Burchett conheceu profundamente a hist\u00f3ria e o povo vietnamita e os seus mais destacados dirigentes do nosso tempo. As condi\u00e7\u00f5es e caracter\u00edsticas hist\u00f3ricas que permitiram que tivesse sempre resistido e vencido agress\u00f5es externas e a ocupa\u00e7\u00e3o do seu pa\u00eds constituem uma not\u00e1vel singularidade desse povo her\u00f3ico, e o longo antecedente do seu mais glorioso feito: a derrota militar imposta \u00e0 mais poderosa pot\u00eancia imperialista, os EUA. Um exemplo e um patrim\u00f3nio que todo o revolucion\u00e1rio sincero deve procurar conhecer, na sua singularidade e na sua universalidade.<!--more--><\/p>\n<p><em>Catapulta para a liberdade &#8211; como sobreviveram os vietnamitas.<\/em><br \/>\nO t\u00edtulo desse livro de Wilfred Burchett, editado em Portugal pela Caminho em 1979, \u00e9 demasiado extenso, n\u00e3o atrai. Mas a obra agarra o leitor desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>Conheci Burchett numa das suas visitas a Portugal ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de Abril sobre a qual escreveu um livro e muitos artigos.<\/p>\n<p>Ele quis ir ao Alentejo para visitar UCPs da Reforma Agraria. Tive a oportunidade de conviver com ele durante dois dias. Falamos muito de Revolu\u00e7\u00e3o e contra-revolu\u00e7\u00e3o madrugada adentro, numa cooperativa de Montemor-o Novo onde pernoitamos apos uma jornada exaustiva.<\/p>\n<p>Estabelecemos uma rela\u00e7\u00e3o amistosa e passou a colaborar gratuitamente em o diario. Enviou-nos trabalhos seus at\u00e9 1983, ano em que faleceu em Sofia, na Bulg\u00e1ria.<\/p>\n<p>No pref\u00e1cio de <em>Catapulta para a Liberdade<\/em>, o jornalista brit\u00e2nico James Cameron discorda do t\u00edtulo. O Vietnam, afirma, \u00abn\u00e3o catapultou, aguentou\u00bb.<\/p>\n<p>Burchett foi um dos jornalistas revolucion\u00e1rios mais perseguidos pelo imperialismo. O governo australiano retirou-lhe o passaporte e a nacionalidade. Durante anos viajou com um documento vietnamita. Posteriormente, Fidel Castro entregou-lhe um passaporte cubano.<\/p>\n<p>VINTE SECULOS DE INVAS\u00d5ES<br \/>\nBurchett n\u00e3o escreveu uma hist\u00f3ria da guerra de liberta\u00e7\u00e3o do Vietnam.<\/p>\n<p>Tenta explicar porque eles venceram sempre. Ao longo de dois mil anos foram invadidos por na\u00e7\u00f5es muito mais poderosas.<\/p>\n<p>Os chineses ocuparam o pa\u00eds durante seculos. Invadiram-no umas cinquenta vezes. Foram derrotados e expulsos.<\/p>\n<p>Os mong\u00f3is, que em cavalgada prodigiosa tinham esmagado todos os advers\u00e1rios do Adri\u00e1tico ao Pacifico, construindo um imp\u00e9rio gigantesco, foram derrotados em tr\u00eas invas\u00f5es e expulsos.<\/p>\n<p>Os tailandeses tamb\u00e9m invadiram e foram expulsos.<\/p>\n<p>Os franceses ocuparam o pa\u00eds durante oito d\u00e9cadas; foram derrotados e retiram-se.<\/p>\n<p>Os americanos tamb\u00e9m ali sofreram uma derrota militar. Mantiveram-se durante dez anos no sul do pa\u00eds, cometeram crimes hediondos e retiraram-se derrotados e humilhados.<\/p>\n<p>Burchett pergunta como foi poss\u00edvel aos vietnamitas defender vitoriosamente, durante tantos seculos, a sua p\u00e1tria, \u201co seu estilo de vida, o seu idioma, o seu humor e a sua maneira de pensar?\u00bb<br \/>\nO seu livro \u00e9 sobretudo uma tentativa de resposta a essa quest\u00e3o embara\u00e7osa.<\/p>\n<p>Subindo pelo tempo, recordou os antepassados dos atuais vietnamitas. Eles principiaram a cultivar o arroz um mil\u00e9nio antes dos chineses. Constru\u00edram diques e escavaram canais para irriga\u00e7\u00e3o antes dos sum\u00e9rios e dos babil\u00f3nios<br \/>\n<strong>AS FRONTEIRAS DO ABSURDO <\/strong><br \/>\nTranscorreram mais de 40 anos da tomada de Saig\u00e3o e os historiadores n\u00e3o conseguiram ainda explicar o inexplic\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 precedentes na hist\u00f3ria da humanidade para epopeia compar\u00e1vel \u00e0 vietnamita: a vit\u00f3ria politica e militar de um pequeno povo, pobre e economicamente atrasado, sobre os Estados Unidos, a mais poderosa e rica potencia mundial.<\/p>\n<p>Burchett seleciona epis\u00f3dios na cadeia ininterrupta de guerras justas. Evoca o choque com os guerreiros do imperador mongol Kubilai Khan e com os ming chineses.<\/p>\n<p>Dedica dois cap\u00edtulos \u00e0 \u00abpresen\u00e7a\u00bb dos franceses. Eles chegaram como conquistadores, alegando que vinham em miss\u00e3o civilizadora. Mentiram. Os vietnamitas eram em meados do seculo XIX um dos povos mais cultos da \u00c1sia. O sistema educacional era democr\u00e1tico. Privilegiava a literatura e formava professores, economistas, diplomatas, fil\u00f3sofos, funcion\u00e1rios competentes. Na Idade M\u00e9dia, a qualidade do ensino nas universidades vietnamitas era compar\u00e1vel \u00e0 das europeias. Os colonialistas franceses destru\u00edram esse sistema educacional, semearam o analfabetismo, saquearam os recursos naturais e impuseram uma administra\u00e7\u00e3o brutal. Nas escolas diziam \u00e0s crian\u00e7as vietnamitas que descendiam dos gauleses e for\u00e7avam-nas a aprender os nomes das cidades, dos rios, das montanhas da Fran\u00e7a, mas n\u00e3o os do seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Burchett, que percorreu dezenas de vezes o Vietnam de Han\u00f3i ao delta do Mekong, do Planalto Central \u00e0s plan\u00edcies costeiras, acompanhou como jornalista a batalha de Dien Bien Phu cujo desfecho anunciou o fim da domina\u00e7\u00e3o francesa.<\/p>\n<p>Pham Van Dong, o ex-presidente, companheiro de Ho Chi Minh, lembra que ao longo do tempo o seu povo travou uma luita permanente contra cat\u00e1strofes naturais e os invasores, mas venceu sempre.<\/p>\n<p>O Vietnam foi o primeiro estado a estabelecer o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio, criando uma reserva de camponeses\u2013soldados que guardavam as armas nas pr\u00f3prias casas.<\/p>\n<p>As proezas dos seus her\u00f3is ro\u00e7am o sobre-humano. Trieu Qung, Le Duk Tho, Giap e Van Tien Dung trazem \u00e0 mem\u00f3ria os her\u00f3is m\u00edticos da guerra troiana. Eles e outros foram os Aquiles, Heitores, Ulisses e Eneias do Vietnam. Com a diferen\u00e7a de que na p\u00e1tria de Ho Chi Minh, sobrepondo-se a todos, houve sempre um her\u00f3i coletivo: o povo.<\/p>\n<p><strong>GIAP, ESTRATEGO GENIAL<\/strong><br \/>\nVo Nguyen Giap, o estratego que muitos historiadores militares consideram superior a Napole\u00e3o, \u00e9 tema de um cap\u00edtulo. Mas o estratego genial foi tamb\u00e9m um pensador que condensou nos seus livros reflex\u00f5es sobre as suas vit\u00f3rias, que s\u00e3o estudadas nas academias militares do Ocidente. O Problema Campon\u00eas, por exemplo, \u00e9 um trabalho anal\u00edtico do qual transparece a ilimitada confian\u00e7a do autor no seu povo, nomeadamente no campesinato, como for\u00e7a mais poderosa do que as armas. O estudo das tr\u00eas campanhas contra os mong\u00f3is influenciou o seu conceito de \u00abguerra do povo\u00bb que ele elevou a um n\u00edvel de perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Burchett recorda que ouviu de Giap uma pormenorizada descri\u00e7\u00e3o da batalha de Dien Bien Phu. A prepara\u00e7\u00e3o foi lenta, porque o transporte de armas pesadas atrav\u00e9s de uma regi\u00e3o in\u00f3spita foi muito dif\u00edcil. As tropas francesas encontravam-se no fundo de um vale apertado entre montanhas. Quando Giap ocupou as alturas e fechou o cerco, os franceses ficaram presos numa ratoeira. A sua capitula\u00e7\u00e3o foi apenas uma quest\u00e3o de tempo.<\/p>\n<p>Burchett, que o conheceu intimamente, conta que Giap nas suas campanhas, incluindo a do Tet contra os americanos, for\u00e7ou os advers\u00e1rios a op\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias que os conduziram \u00e0 derrota: \u00abse dispersavam ele obrigava-os a concentrarem-se; se optavam pela concentra\u00e7\u00e3o ele obrigava-os a dispersar, conservando sempre a iniciativa estrat\u00e9gica\u00bb.<\/p>\n<p><strong>O TIO HO<\/strong><br \/>\nHo Chi Minh merece uma aten\u00e7\u00e3o especial de Burchett.<\/p>\n<p>\u00abRevelou-se \u2013 sublinha &#8211; o her\u00f3i que a situa\u00e7\u00e3o pedia. N\u00e3o se pode escrever nada coerente a respeito do Vietnam de hoje sem compreender o que foi a obra de Ho Chi Minh, aquilo que ele fez para tornar o Vietnam e os vietnamitas naquilo que s\u00e3o hoje. O Tio Ho representou a s\u00edntese dos grandes patriotas da hist\u00f3ria multisecular do seu pa\u00eds\u00bb.<\/p>\n<p>Raramente um l\u00edder em qualquer outra na\u00e7\u00e3o conquistou um prest\u00edgio tao grande e permanente como ele.<\/p>\n<p>Jovem ainda, correu pelo mundo para tentar conhecer os homens e os povos. F\u00ea-lo viajando num veleiro como ajudante de cozinheiro. Trabalhou ent\u00e3o nos EUA, na Inglaterra e em Fran\u00e7a onde se tornou militante do Partido Comunista.<\/p>\n<p>Nunca sentiu avers\u00e3o pelo povo franc\u00eas. No contacto com a classe trabalhadora percebeu que essa gente francesa, explorada pela burguesia, era estim\u00e1vel, muito diferente dos colonialistas que oprimiam a sua p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Visitou tamb\u00e9m a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica onde estudou marxismo, a ideologia que seria a do partido revolucion\u00e1rio que anos depois fundou no seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na China, como secret\u00e1rio de Mikhail Borodine, ent\u00e3o representante da III Internacional junto de Chiang Kai Chek, aprendeu muito.<\/p>\n<p>Quando o sucessor de Sun Yat Sen come\u00e7ou a massacrar os seus ex.aliados comunistas, Ho passou \u00e0 clandestinidade, desenvolvendo um intenso trabalho de forma\u00e7\u00e3o de quadros que depois seguiam para o Vietnam. Mas acabou por ser preso e sofreu horrores nos pres\u00eddios da ditadura de Chiang.<\/p>\n<p>Transcorreram quase vinte anos at\u00e9 ao dia em que Ho considerou estarem reunidas as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas necess\u00e1rias para iniciar a luta armada contra os franceses Segundo ele, a prepara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica era insuficiente e as concep\u00e7\u00f5es militares estavam erradas, os quadros careciam de forma\u00e7\u00e3o para uma luta prolongada.<\/p>\n<p>Uma das virtudes do revolucion\u00e1rio deve ser a paci\u00eancia.,<br \/>\nPara o Tio Ho o \u00eaxito da primeira a\u00e7\u00e3o devia ser decisivo de modo a empolgar todo o povo. E assim aconteceu.<\/p>\n<p>Quando em Dezembro de 1944 Giap comandou na prov\u00edncia de Cao Bang o ataque a dois fortes franceses, apoderando-se todas as armas e equipamento das guarni\u00e7\u00f5es, essa vitoria teve uma imensa repercuss\u00e3o. A data ficou a assinalar o nascimento do futuro Exercito Popular do Vietnam.<\/p>\n<p>Foi o in\u00edcio de uma luta armada, primeiro contra os franceses, depois contra os americanos, que somente terminaria em Abril de 1975,trinta anos depois.<\/p>\n<p><strong>O DESAFIO VITORIOSO AO IMPOSSIVEL <\/strong><br \/>\nApos o Acordo de Genebra de 1954 que reconheceu a independ\u00eancia da Republica Democr\u00e1tica do Vietnam no Norte e manteve a monarquia no Sul, os Estados Unidos, inconformados com a derrota da Fran\u00e7a, decidiram intervir, opondo-se \u00e0 reunifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Uma guerra devastadora que abalaria o mundo principiou com a chegada dos conselheiros militares americanos. Na realidade eram tropas de combate, mais de 22.000 oficiais e soldados. Posteriormente come\u00e7ou a interven\u00e7\u00e3o direta, oficial, por decis\u00e3o do presidente Johnson, aprovada pelo Congresso<br \/>\nOs EUA cometeram no pa\u00eds crimes monstruosos. Numa guerra genocida destru\u00edram centenas de aldeias, massacraram centenas de milhares de vietnamitas, queimaram florestas com napalm, envenenaram terras f\u00e9rteis e rios com produtos t\u00f3xicos, patrocinaram o assass\u00ednio do presidente Ngo Dinh Diem.<\/p>\n<p>No auge da interven\u00e7\u00e3o o corpo expedicion\u00e1rio americano superou o meio milh\u00e3o de homens.<\/p>\n<p>Mas ante a incapacidade de obter a vit\u00f3ria f\u00e1cil que os generais do Pent\u00e1gono tinham previsto, os invasores come\u00e7aram a bombardear Han\u00f3i.<\/p>\n<p>Acumularam derrota sobre derrota.<\/p>\n<p>A solidariedade com o povo do Vietnam martirizado ganhou uma dimens\u00e3o mundial. As manifesta\u00e7\u00f5es contra a guerra, exigindo a Paz, mesmo nos EUA, adquiriram uma amplitude gigantesca.<\/p>\n<p>Washington acabou por se sentar \u00e0 mesa das negocia\u00e7\u00f5es com os delegados vietnamitas<br \/>\nA retirada das \u00faltimas tropas americanas ficou assinalada por situa\u00e7\u00f5es ca\u00f3ticas. O presidente Thieu j\u00e1 tinha alias fugido para Taiwan.<\/p>\n<p>O escritor australiano dedica os \u00faltimos cap\u00edtulos \u00e0 fase final da guerra de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Washington acreditava que o Sul se poderia manter sem a presen\u00e7a militar americana. O governo de Saig\u00e3o contava com um ex\u00e9rcito de 1.300.000 homens, dotado das armas mais modernas, e de uma for\u00e7a a\u00e9rea poderos\u00edssima. A despropor\u00e7\u00e3o de for\u00e7as era transparente.<\/p>\n<p>Mas, uma vez mais, a marcha da Historia desmentiu os computadores do Pent\u00e1gono.<\/p>\n<p>Ho Chi Minh e Giap admitiam que a vit\u00f3ria sobre Saig\u00e3o poderia tardar dois anos. Enganaram-se.<\/p>\n<p>A chamada Ofensiva da Primavera, em 1975, come\u00e7ou no Planalto Central, o que surpreendeu o governo de Thieu. Numa \u00fanica batalha, em Buan Me Thuot, o exercito de Saig\u00e3o foi esmagado e as for\u00e7as da Regi\u00e3o Militar do Planalto Central foram totalmente destru\u00eddas na sua fuga para as plan\u00edcies costeiras,<br \/>\nOs acontecimentos precipitaram-se. Uma serie de fulminantes vit\u00f3rias conduziram o Exercito Popular, ent\u00e3o comandado por Van Tien Dung, outro grande estratego, \u00e0s portas de Saig\u00e3o.<\/p>\n<p>A cidade caiu a 30 de Abril.<\/p>\n<p>Ho Chi Minh dissera no seu testamento que finda a guerra \u00abtemos de construir o nosso pa\u00eds dez vezes mais belo\u00bb.<\/p>\n<p>Burchett absteve-se de prever o futuro. Mas a concretiza\u00e7\u00e3o desse novo desafio ser\u00e1 ainda mais dif\u00edcil do que a grande saga popular de seculos de guerras sempre vitoriosas contra a l\u00f3gica da Historia.<\/p>\n<p>Serpa, Mar\u00e7o de 2016<\/p>\n<blockquote data-secret=\"Bp7vRoiTaR\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3944\">Analistas projetam PIB de 1,2% no 3\u00ba tri<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3944\/embed#?secret=Bp7vRoiTaR\" data-secret=\"Bp7vRoiTaR\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Analistas projetam PIB de 1,2% no 3\u00ba tri&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Miguel Urbano Rodrigues O grande jornalista australiano Wilfred Burchett conheceu profundamente a hist\u00f3ria e o povo vietnamita e os seus mais destacados dirigentes \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10626\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[181],"tags":[],"class_list":["post-10626","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-asia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Lo","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10626","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10626"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10626\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10626"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10626"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10626"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}