{"id":10663,"date":"2016-03-19T17:54:40","date_gmt":"2016-03-19T20:54:40","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10663"},"modified":"2017-08-24T22:41:02","modified_gmt":"2017-08-25T01:41:02","slug":"um-processo-de-direitizacao-significa-imposicao-do-medo-a-maioria-da-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10663","title":{"rendered":"\u2018Um processo de direitiza\u00e7\u00e3o significa imposi\u00e7\u00e3o do medo \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o\u2019"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/blogdonpc.files.wordpress.com\/2009\/11\/dsc_0147.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>A historiadora Virg\u00ednia Fontes \u00e9 coordenadora do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Escola Polit\u00e9cnica de Sa\u00fade Joaquim Ven\u00e2ncio, da Fiocruz, e professora da Universidade Federal Fluminense. Respondendo a tr\u00eas perguntas de an\u00e1lise de conjuntura do Portal EPSJV, ela identifica tanto causas econ\u00f4micas quanto movimento de autopreserva\u00e7\u00e3o nas posi\u00e7\u00f5es que o grande empresariado e partidos da oposi\u00e7\u00e3o t\u00eam assumido na crise pol\u00edtica.<!--more--><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagemp\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal\/images\/stories\/outras-opinioes.png?w=747\" alt=\"\" \/><strong>No esfor\u00e7o de entender o cen\u00e1rio atual, que leitura voc\u00ea faz do que est\u00e1 acontecendo no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 um processo muito complexo e que n\u00e3o \u00e9 linear. Vamos pegar os principais elementos. N\u00f3s temos uma crise econ\u00f4mica, portanto uma baixa da taxa de lucro. Crises econ\u00f4micas s\u00e3o normais na sociedade capitalista. Estamos diante de uma crise capitalista que tem rela\u00e7\u00e3o com a burguesia brasileira mas ela n\u00e3o justifica alguma coisa do que est\u00e1 acontecendo aqui. O segundo ponto importante de se levar em conta \u00e9 que provavelmente existe uma briga interburguesa, embora na imprensa burguesa mais direta isso n\u00e3o apare\u00e7a. Alguns leram essa briga interburguesa como sendo a oposi\u00e7\u00e3o entre burguesia industrial e financeira ou uma burguesia mais brasileira contra a imperialista. Eu n\u00e3o concordo. Provavelmente a briga que est\u00e1 acontecendo agora \u00e9 o que eu chamaria de briga de cachorro grande. Desde os governos Fernando Henrique e continuando nos governos Lula, houve impulso e apoio para concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital no Brasil. Com as privatiza\u00e7\u00f5es do governo Fernando Henrique, com a legisla\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o de capitais do governo Fernando Henrique e depois com a atua\u00e7\u00e3o do BNDES para montar as campe\u00e3s nacionais no governo Lula. \u00c9 preciso lembrar que o BNDES no governo FHC tamb\u00e9m financiou a privatiza\u00e7\u00e3o com moeda podre. Portanto, n\u00f3s temos \u00f3rg\u00e3os de Estado agindo no sentido de consolidar burguesias de alta pot\u00eancia desde o in\u00edcio dos anos 1990. Estimular concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital significa que esse capital precisa se reproduzir para dentro e para fora. Essas empresas se converteram em multibrasileiras. E, como acontece com as multi em qualquer lugar do mundo, isso significa enfrentar tens\u00f5es pol\u00edticas para fora e ser capaz de acalmar para dentro. O que est\u00e1 acontecendo no Brasil? Tudo indica que a tens\u00e3o burguesa hoje \u00e9 de escala: massa de burguesia de menor escala, num momento de crise, briga com as suas cong\u00eaneres maiores. E briga pelo que tem de pol\u00edtica p\u00fablica. N\u00e3o briga contra a corrup\u00e7\u00e3o, ela quer um peda\u00e7o para ela. Porque o problema do Brasil n\u00e3o \u00e9 corrup\u00e7\u00e3o, o problema \u00e9 o funcionamento regular do Estado, que \u00e9 podre, porque a burguesia est\u00e1 dentro do Estado. Tem que controlar a corrup\u00e7\u00e3o, mas ningu\u00e9m nunca vai controlar a corrup\u00e7\u00e3o se \u00e9 a pr\u00f3pria burguesia que determina o que a pol\u00edtica p\u00fablica vai fazer. Portanto, essa briga de escala \u00e9 bastante silenciada, mas expressa uma s\u00e9rie de outras tens\u00f5es para as quais a gente n\u00e3o est\u00e1 dando aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vamos pegar dois pontos. Quem hoje a Fiesp representa? A Fiesp saltou da posi\u00e7\u00e3o de suporte e participa\u00e7\u00e3o no governo Dilma para a defesa do impeachment e da ren\u00fancia. \u00c9 a Fiesp ainda representante de todo o conjunto da burguesia brasileira? N\u00e3o sei. N\u00e3o sabemos. Uma parcela dessa burguesia provavelmente n\u00e3o est\u00e1 encontrando na Fiesp o seu ponto de sustenta\u00e7\u00e3o. E eu ouso dizer que h\u00e1 uma quest\u00e3o regional na disputa interburguesa entre o paulistocentrismo e as grandes burguesias que foram se construindo no agro, na ind\u00fastria e na minera\u00e7\u00e3o, e que n\u00e3o necessariamente est\u00e3o centradas s\u00f3 em S\u00e3o Paulo. Portanto, tens\u00e3o interna da burguesia tem. Essa burguesia toda se beneficiou dos governos Lula. Ora, montar uma multi \u00e9 abrir \u00e1rea de tens\u00e3o com os aliados. \u00c9 abrir brigas muito maiores entre grandes empresas. \u00c9 lidar como imperialista com os imperialistas. Mas n\u00e3o h\u00e1 estofo na burguesia brasileira para sustentar isso em situa\u00e7\u00e3o de crise. Porque teria de sustentar duas coisas: o Estado como garantidor da pol\u00edtica para fora e o apaziguamento para dentro para que isso consiga acontecer. Nos \u00faltimos cinco anos, se estreitou bastante o espa\u00e7o para o aumento dessas novas multi oriundas de pa\u00edses capitalistas mais recentes, como os BRICS. Portanto, a briga de cachorro grande ficou sem sustenta\u00e7\u00e3o interna. Marcelo Odebrecht foi o \u00fanico que pegou 19 anos na cadeia. Terceiro ponto de tens\u00e3o nessa burguesia, e que eu n\u00e3o acho irrelevante: eles est\u00e3o com medo. Est\u00e3o se debatendo, com medo de ser presos. Ali\u00e1s, eu acho que a frase da Fiesp \u00e9 esclarecedora: \u201cN\u00e3o vamos pagar o pato\u201d. Ou seja, eles n\u00e3o v\u00e3o para a cadeia, vai o resto do mundo inteiro, mas eles n\u00e3o. \u00c9 a frase mais transparente que eu j\u00e1 vi do tipo \u2018nenhum burgu\u00eas na cadeia\u2019. Ontem [a colunista] Monica Bergamo confirmou as minhas suspeitas. Segundo ela, est\u00e1 todo mundo esperando que a acelera\u00e7\u00e3o no processo da Lava Jato e um eventual t\u00e9rmino do governo Dilma, ao retirar do foco a quest\u00e3o que move a opera\u00e7\u00e3o, possa esfriar o processo da investiga\u00e7\u00e3o. \u00c9 exatamente isso. O que se trata agora \u00e9 de controlar, essa burguesia tem medo. Como fez Fernando Henrique Cardoso controlando com o famoso engavetador-mor da Rep\u00fablica, o Geraldo Brindeiro, que impediu todos os processos sobre a burguesia.<\/p>\n<p><strong>Como est\u00e3o distribu\u00eddos os diferentes segmentos da sociedade nesse processo?<\/strong><\/p>\n<p>Todos esses que eu citei s\u00e3o pontos de tens\u00e3o na burguesia. N\u00e3o d\u00e1 para dizer que a classe trabalhadora est\u00e1 toda homog\u00eanea a\u00ed. Porque a atua\u00e7\u00e3o do PT foi de segmenta\u00e7\u00e3o, tanto para garantir a sustenta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio PT quanto quando abriu a porteira para as pol\u00edticas do grande capital. A classe trabalhadora foi segmetada, perdeu capacidade convocat\u00f3ria, perdeu capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o porque o PT n\u00e3o queria mobilizar. E colocou-se cada vez mais \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das tens\u00f5es internas da burguesia. Ora, o interesse do PT para o capital era sua capacidade mobilizat\u00f3ria. Perdida essa capacidade, para que serve o PT? Mas pode essa burguesia acabar com o povo brasileiro? N\u00e3o, n\u00e3o pode. Ela vai precisar achar outro percurso que justifique um apaziguamento qualquer para essas massas. Quem vai ser a nova esquerda para o capital ningu\u00e9m sabe porque o que est\u00e1 aparecendo at\u00e9 agora \u00e9 s\u00f3 uma direita endurecida, muito truculenta, constitu\u00edda de brancos de classe m\u00e9dia que n\u00e3o representam a massa da popula\u00e7\u00e3o, mas que t\u00eam tido uma presen\u00e7a exacerbada tanto na m\u00eddia quanto na rua e nas redes. Uma direita completamente desequilibrada. O discurso que unifica tudo isso \u00e9 o anticomunismo, raivoso, agressivo, violento, absolutamente antidemocr\u00e1tico. Mas n\u00e3o tem comunismo! Quem est\u00e1 fazendo comunismo aqui? O argumento \u00e9 paulistoc\u00eantrico, totalmente de S\u00e3o Paulo, que \u00e9 a hist\u00f3ria dos petralhas. Como se o PT condensasse nele pr\u00f3prio todas as caracter\u00edsticas de todas as esquerdas de todos os per\u00edodos hist\u00f3ricos na exist\u00eancia. E como se ele tivesse feito esse papel, que n\u00e3o fez. O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 uma sequ\u00eancia de golpes que eu chamaria de golpes moles, gelatinosos, mas com muita m\u00eddia \u2013 a m\u00eddia participa disso -, todos por dentro da institucionalidade. Qual \u00e9 o papel de cada pe\u00e3o nesse jogo? Eu falei de burguesia, falei de classe trabalhadora. Agora, que partidos n\u00f3s temos? Quais partidos s\u00e3o efetivamente nacionais, t\u00eam uma implanta\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio nacional inteiro? S\u00f3 tem dois a meu ju\u00edzo: PT e PMDB. O PSDB se forma e se consolida como um partido paulista, no m\u00e1ximo em alian\u00e7a \u2013 e eventual porque n\u00e3o consegue emplacar alian\u00e7as de longa dura\u00e7\u00e3o &#8211; com algum estado, fundamentalmente os estados tradicionais da riqueza no Brasil: Paran\u00e1, Rio de janeiro, Minas Gerais, eventualmente um ou outro no Nordeste. N\u00e3o \u00e9 um partido cujo desenho seja realmente de implanta\u00e7\u00e3o nacional. Tentou surfar nessa onda para se converter em partido nacional, mas n\u00e3o conseguiu. Agora ele se d\u00e1 conta de que qualquer governabilidade passa pelo PMDB. E, portanto, os primos-irm\u00e3os PSDB\/PT v\u00e3o tender a fazer a mesma coisa, a n\u00e3o ser que o PSDB agora aceite virar PMDB, voltar aos bra\u00e7os de onde nasceu. Do ponto de vista partid\u00e1rio, a configura\u00e7\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica. O PMDB est\u00e1 afundado at\u00e9 o pesco\u00e7o; o PSDB, n\u00f3s sabemos que est\u00e1, embora isso esteja oculto, mas na hora em que se puxar a correia do PMDB, o PSDB vai, como foi o PT. De novo, eles t\u00eam que ter medo. E eles est\u00e3o querendo derrubar o governo r\u00e1pido para brecar essa opera\u00e7\u00e3o. V\u00e3o botar alguma figura\u00e7\u00e3o bonitinha para o Sergio Moro, ele vai continuar com uma bandeirinha prateada sacudindo na rua, fazendo algum estardalha\u00e7o, vai ter direito a muita m\u00eddia, muito jantar, muito champanhe com empres\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os riscos identific\u00e1veis hoje nessa conjuntura?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos assistindo a uma redu\u00e7\u00e3o brutal da capacidade popular de se expressar. Vivemos a evid\u00eancia da amputa\u00e7\u00e3o que esse tempo de FHC mais governos Lula\/Dilma significou como perda de capacidade organizativa da classe por baixo. As contradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o sumiram: a massa de trabalhadores \u00e9 maior, as condi\u00e7\u00f5es desses trabalhadores s\u00e3o piores, portanto, os problemas v\u00e3o aparecer e r\u00e1pido. E n\u00e3o tem ditadura militar que possa resolver esse tipo de problema. Portanto, as tens\u00f5es todas est\u00e3o presentes. A gente n\u00e3o tem partidos capazes de dar conta da express\u00e3o dessas tens\u00f5es. O PSDB est\u00e1 rachado em S\u00e3o Paulo. Estamos diante do risco de uma redu\u00e7\u00e3o significativa de direitos, que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo; a consolida\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a de direita, ao mesmo tempo institucionalizada e n\u00e3o-institucionalizada, que n\u00e3o \u00e9 exatamente partid\u00e1ria, porque n\u00e3o cola s\u00f3 com os partidos. \u00c9 como se voc\u00ea tivesse a revista Veja perambulando pela rua: racismo, sexismo, discrimina\u00e7\u00e3o social pesada, como elemento norteador das formas sociais. Isso \u00e9 dram\u00e1tico porque \u00e9 muito amedrontador num pa\u00eds j\u00e1 povoado de mil\u00edcias e de uma pol\u00edcia completamente truculenta. Isso significa que mil\u00edcias passam a ter uma configura\u00e7\u00e3o ainda mais subordinada \u00e0 grande propriedade e ainda menos subordinada a qualquer elemento de legisla\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um processo de direitiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pol\u00edtico, \u00e9 tamb\u00e9m social. Um processo de direitiza\u00e7\u00e3o significa imposi\u00e7\u00e3o do medo \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o, quer seja pela viol\u00eancia, pela perda de emprego, quer seja simplesmente pela desqualifica\u00e7\u00e3o da sua presen\u00e7a num lugar n\u00e3o desejado. Eu acho que os riscos s\u00e3o altos. Se \u00e9 verdade que a democracia \u00e9 algo muito limitado \u2014 porque procura esvaziar a vida social dos conflitos, trazendo todos para o terreno da representa\u00e7\u00e3o \u2014, ao menos esse espa\u00e7o para conflitos, teoricamente, ela abriria. E, portanto, por esse espa\u00e7o, voc\u00ea teria como aglutinar for\u00e7as. Se isso \u00e9 agora eliminado pelo judici\u00e1rio, pela m\u00eddia e por uma esp\u00e9cie de conjuga\u00e7\u00e3o de partidos que capturam, eliminam e invertem a express\u00e3o real do voto, isso significa que os espa\u00e7os est\u00e3o fechados. \u00c9 uma ditadura? Institucionalmente, n\u00e3o. Na pr\u00e1tica, \u00e9 uma ditadura do capital de forma muito brutal. Isso n\u00e3o significa que as contradi\u00e7\u00f5es estejam controladas, portanto essas lutas v\u00e3o aparecer, mas agora v\u00e3o ter que se defrontar com uma direita que ganhou espa\u00e7o, ganhou f\u00f4lego, ganhou gordura nesses \u00faltimos tempos. S\u00f3 participando desse processo de enfrentamento \u00e9 que a gente vai poder saber.<\/p>\n<p>Entrevista concedida a C\u00e1tia Guimar\u00e3es &#8211; EPSJV\/Fiocruz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A historiadora Virg\u00ednia Fontes \u00e9 coordenadora do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Escola Polit\u00e9cnica de Sa\u00fade Joaquim Ven\u00e2ncio, da Fiocruz, e professora da Universidade \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10663\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[104],"tags":[],"class_list":["post-10663","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c117-outras-opinioes"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2LZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10663"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10663\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}