{"id":1070,"date":"2010-12-17T14:24:56","date_gmt":"2010-12-17T17:24:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1070"},"modified":"2017-11-09T17:29:22","modified_gmt":"2017-11-09T20:29:22","slug":"declaracao-de-tshwane","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1070","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o de Tshwane"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh5.ggpht.com\/_pkn59mNAe4I\/TSMad1IS_sI\/AAAAAAAAALw\/0Bin_XP_4ak\/sima-12imcwp.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->\u00c1frica do Sul<\/p>\n<p>O 12\u00ba Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios teve lugar em Tshwane, \u00c1frica do Sul, de 3 a 5 de Dezembro sob o lema \u00abO aprofundamento da crise sist\u00e9mica do capitalismo. As tarefas dos comunistas em defesa da soberania, do aprofundamento das alian\u00e7as sociais, o fortalecimento da frente anti-imperialista na luta pela paz, pelo progresso e pelo Socialismo\u00bb.<\/p>\n<p>102 delegados em representa\u00e7\u00e3o de 51 partidos participantes de 43 pa\u00edses e de todos os continentes do mundo reuniram-se para avan\u00e7ar o trabalho das nossas reuni\u00f5es pr\u00e9vias, e para promover e desenvolver uma ac\u00e7\u00e3o comum e convergente \u00e0 volta de uma perspectiva comum.<\/p>\n<p>O APROFUNDAMENTO DA CRISE CAPITALISTA<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o internacional continua a ser dominada pela persist\u00eancia e desenvolvimento do capitalismo. Esta realidade vem confirmar as an\u00e1lises esbo\u00e7adas nas Declara\u00e7\u00f5es dos nossos encontros internacionais de 10 e 11 em S. Paulo e Nova Deli. A actual crise do capitalismo p\u00f5e em relevo as suas limita\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e a necessidade do seu derrube revolucion\u00e1rio. Mostra a intensifica\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do capitalismo que existem entre o car\u00e1cter social da produ\u00e7\u00e3o e a sua apropria\u00e7\u00e3o privada capitalista.<\/p>\n<p>A crise \u00e9 sist\u00e9mica \u2013 apesar das ilus\u00f5es capitalistas em contr\u00e1rio antes de 2008, o capitalismo n\u00e3o pode escapar \u00e0 sua tend\u00eancia sist\u00e9mica interna de atravessar ciclos de desenvolvimento e de estagna\u00e7\u00e3o. A actual crise global \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o particularmente severo de um debilitamento capitalista provocada pela sobreprodu\u00e7\u00e3o capitalista. Agora, tal como no passado, n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda, dentro da l\u00f3gica do capitalismo, para estas crises peri\u00f3dicas para al\u00e9m da pr\u00f3pria crise, marcada pela massiva e socialmente irracional destrui\u00e7\u00e3o de bens \u2013 incluindo despedimentos massivos, encerramento de f\u00e1bricas e o ataque sistem\u00e1tico aos sal\u00e1rios, \u00e0s pens\u00f5es, \u00e0 seguran\u00e7a social e \u00e0 eros\u00e3o do sustento do povo. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual, nos nossos anteriores encontros, afirm\u00e1mos correctamente que a actual crise n\u00e3o era apenas atribu\u00edvel a erros subjectivos, \u00e0 avareza dos banqueiros ou a especuladores financeiros. Continua a tratar-se de uma crise marcada pelos tra\u00e7os sist\u00e9micos do pr\u00f3prio capitalismo.<\/p>\n<p>A persistente crise acentua-se por significativas altera\u00e7\u00f5es na correla\u00e7\u00e3o internacional de for\u00e7as. De forma particular, est\u00e1 em curso um queda relativa da hegemonia econ\u00f3mica dos EUA, uma estagna\u00e7\u00e3o geral da produ\u00e7\u00e3o nas economias capitalistas mais avan\u00e7adas, e a emerg\u00eancia de novos poderes econ\u00f3micos, nomeadamente da China. A crise intensificou a concorr\u00eancia entre os centros imperialistas e tamb\u00e9m entre os poderes estabelecidos e os emergentes. Isto inclui a guerra das divisas dirigida pelos EUA, a concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do poder econ\u00f3mico e pol\u00edtico nos EUA que aprofunda o seu car\u00e1cter de bloco imperialista dirigido pelos seus poderes capitalistas, uma agudiza\u00e7\u00e3o da confronta\u00e7\u00e3o inter-imperialista pelos mercados e o acesso a mat\u00e9rias-primas, a expans\u00e3o do militarismo, incluindo alian\u00e7as agressivas (por exemplo a Cimeira da NATO em Lisboa com a sua \u00abnova\u00bb e perigosa concep\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica), a profus\u00e3o de pontos de tens\u00e3o e agress\u00e3o localizados (particularmente no M\u00e9dio oriente, na \u00c1sia e em \u00c1frica), golpes de estado na Am\u00e9rica Latina, a intensifica\u00e7\u00e3o das tend\u00eancias neo-imperialistas de avivar os conflitos \u00e9tnicos e o aumento da militariza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s, entre outras coisas, do AFRICOM.<\/p>\n<p>Simultaneamente, tornou-se claro que a traject\u00f3ria do capitalismo com a sua maximiza\u00e7\u00e3o de lucros, a irreflectida destrui\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e do ambiente em geral representa um s\u00e9rio perigo para a sustentabilidade da pr\u00f3pria civiliza\u00e7\u00e3o humana. As elites pol\u00edticas dos estados capitalistas dominantes com as suas propostas de \u00abtecnologias verdes\u00bb e transac\u00e7\u00e3o de n\u00edveis de emiss\u00e3o de CO2 no melhor dos casos representam ajustamentos que aumentam os lucros do capital ao mesmo tempo que aumentam a mercantiliza\u00e7\u00e3o da natureza, e transferem o custo da crise da mudan\u00e7a clim\u00e1tica para na\u00e7\u00f5es menos desenvolvidas. A crise do sistema capitalista que enfrentamos como g\u00e9nero humano est\u00e1 directamente ligada \u00e0 incapacidade do capitalismo se reproduzir salvo com uma voraz procura da acumula\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma crise que s\u00f3 pode superar-se com a aboli\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio capitalismo.<\/p>\n<p>Confrontado com estas realidades, o capitalismo tem de defender-se em todo o lado, procurando preservar os seus lucros e transferir o peso da crise para a classe oper\u00e1ria atrav\u00e9s da intensifica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o baseada no g\u00e9nero e na idade, nos pobres da cidade e do campo, e numa ampla variedade de camadas m\u00e9dias. A explora\u00e7\u00e3o intensifica-se, o Estado \u00e9 usado para resgatar os banqueiros privados e sociedades financeiras enquanto exp\u00f5e as gera\u00e7\u00f5es futuras a n\u00edveis insustent\u00e1veis da d\u00edvida, e redobra os esfor\u00e7os para reduzir as conquistas sociais.<\/p>\n<p>Em todo o mundo capitalista s\u00e3o abolidos os direitos laborais, sociais, econ\u00f3micos, pol\u00edticos e de seguran\u00e7a social. Ao mesmo tempo, os sistemas pol\u00edticos tornam-se mais reaccion\u00e1rios, restringem as liberdades democr\u00e1ticas e civis, especialmente os direitos sindicais. As redu\u00e7\u00f5es, incluindo os enormes cortes no sector p\u00fablico, est\u00e3o a ter um impacte devastador nos trabalhadores, particularmente nas mulheres trabalhadoras. H\u00e1 tamb\u00e9m tentativas de desviar os descontentamento e a inseguran\u00e7a popular para a demagogia reaccion\u00e1ria, o racismo e a xenofobia, bem como a legitima\u00e7\u00e3o de for\u00e7as fascistas. Estas s\u00e3o express\u00f5es de tend\u00eancias antidemocr\u00e1ticas e autorit\u00e1rias marcadas, tamb\u00e9m, por uma escalada dos ataques e campanhas anticomunistas em muitos pa\u00edses do mundo. Em \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina constatamos a imposi\u00e7\u00e3o aos nossos povos de novos mecanismos de opress\u00e3o nacional e classista, por meios econ\u00f3micos, financeiros, pol\u00edticos e militares e ainda o desenvolvimento de um ex\u00e9rcito de ONG\u2019s pr\u00f3 imperialistas.<\/p>\n<p>No entanto, para as massas populares, particularmente de \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina, \u00e9 importante recordar que j\u00e1 antes da actual crise econ\u00f3mica global a vida em capitalismo era uma crise permanente, uma luta di\u00e1ria pela simples sobreviv\u00eancia. Inclusive antes da actual crise global, mil milh\u00f5es de pessoas viviam em pocilgas s\u00f3rdidas, e metade da popula\u00e7\u00e3o mundial sobrevivia com menos de 2 d\u00f3lares por dia. Com a crise estas realidades agravaram-se massivamente.<\/p>\n<p>A maior parte destes pobres urbanos e rurais, juntamente com familiares que trabalham como emigrantes vulner\u00e1veis em pa\u00edses estrangeiros, s\u00e3o as v\u00edtimas marginalizadas do desenvolvimento agr\u00e1rio capitalista acelerado em curso em \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina. O capitalismo global, encabe\u00e7ado pelas maiores corpora\u00e7\u00f5es do sector agro-industrial, declarou guerra a quase metade da humanidade. \u2013 tr\u00eas mil milh\u00f5es de camponeses que vivem em \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo estabelecem-se barreiras inumanas contra os imigrantes e refugiados. H\u00e1 um sempre crescente aumento de bairros urbanos degradados e meios humanos povoados por desesperadas massas marginalizadas envolvidas numa variedade de actividades de sobreviv\u00eancia. A acelerada transforma\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria capitalista em pa\u00edses com um n\u00edvel mais baixo de desenvolvimento capitalista tem consequ\u00eancias genocidas.<\/p>\n<p>A IMPORT\u00c2NCIA DAS LUTAS DE RESIST\u00caNCIA DA CLASSE TRABALHADORA E DAS FOR\u00c7AS POPULARES<\/p>\n<p>Em todo o mundo, as tentativas de fazer cair o peso da crise sobre os trabalhadores e os pobres enfrenta a resist\u00eancia popular e da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos o assalto antipopular contra os direitos laborais, a seguran\u00e7a social e os sal\u00e1rios provocaram uma escalada das lutas populares, particularmente na Europa.<\/p>\n<p>A agress\u00e3o imperialista no M\u00e9dio Oriente, na \u00c1sia e na Am\u00e9rica Latina continua a enfrentar a decidida resist\u00eancia popular.<\/p>\n<p>Em \u00c1frica e na Am\u00e9rica Latina as for\u00e7as anti-imperialistas, os sindicatos e os movimentos sociais multiplicaram as suas lutas pelos direitos populares e contra o saque das multinacionais. Em alguns casos, estas lutas levaram \u00e0 emerg\u00eancia de governos progressistas, governos patri\u00f3ticos populares que se assumem programaticamente pela soberania nacional, os direitos sociais, o desenvolvimento e pela protec\u00e7\u00e3o dos seus recursos e a biodiversidade nacionais, dando um novo e renovado impulso \u00e0 luta anti-imperialista.<\/p>\n<p>Na actual realidade, \u00e9 um imperativo hist\u00f3rico que os Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios participem no fortalecimento e transforma\u00e7\u00e3o destas batalhas defensivas populares em lutas ofensivas pela aquisi\u00e7\u00e3o de direitos oper\u00e1rios e populares mais amplos e a aboli\u00e7\u00e3o do capitalismo.<\/p>\n<p>Ao avan\u00e7ar com esta agenda estrat\u00e9gica, os comunistas p\u00f5em o acento t\u00f3nico na import\u00e2ncia que t\u00eam a organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, o desenvolvimento das lutas do movimento oper\u00e1rio numa direc\u00e7\u00e3o de classe, na luta pela conquista do poder pol\u00edtico para os trabalhadores e os seus aliados.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito desta luta damos particular import\u00e2ncia:<\/p>\n<p>\u2022 \u00c0 defesa, consolida\u00e7\u00e3o e avan\u00e7o da soberania nacional popular;<\/p>\n<p>\u2022 Ao aprofundamento das alian\u00e7as sociais;<\/p>\n<p>\u2022 Ao fortalecimento da frente anti-imperialista pela paz, o direito a um trabalho est\u00e1vel e a tempo inteiro, a direitos laborais e sociais tais como a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade gratuitas.<\/p>\n<p>A DEFESA, CONSOLIDA\u00c7\u00c3O E AVAN\u00c7O DA SOBERANIA POPULAR<\/p>\n<p>Perante a intensifica\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o do capital transnacional, a luta contra a ocupa\u00e7\u00e3o imperialista de pa\u00edses, contra a depend\u00eancia econ\u00f3mica e pol\u00edtica e para a defesa da soberania popular \u00e9 cada vez mais relevante. Nestas lutas \u00e9 importante que os comunistas integrem estas lutas com a luta para a emancipa\u00e7\u00e3o social e de classe.<\/p>\n<p>Ao lutarem contra o imperialismo, os comunistas lutam por rela\u00e7\u00f5es internacionais equitativas entre os estados e os povos, na base do benef\u00edcio m\u00fatuo.<\/p>\n<p>A defesa, consolida\u00e7\u00e3o e avan\u00e7o da soberania popular s\u00e3o de import\u00e2ncia particular para \u00c1frica e para os outros povos que sofreram d\u00e9cadas e mesmo s\u00e9culos de opress\u00e3o colonial e semi-colonial. 2010 marca o 50\u00ba anivers\u00e1rio do come\u00e7o formal da descoloniza\u00e7\u00e3o em \u00c1frica. Mais, por todo o lado incluindo na di\u00e1spora africana, o cruel legado do tr\u00e1fico de escravos, do despojo e da rapina coloniais persiste. Apesar de 50 anos de descoloniza\u00e7\u00e3o formal, por todo o lado ase refor\u00e7a a interven\u00e7\u00e3o imperialista, a domina\u00e7\u00e3o dos monop\u00f3lios, o que acontece com a ajuda do capital dom\u00e9stico. A luta contra eles exige o protagonismo e a unidade activos das massas populares, e o ampliar dos direitos democr\u00e1ticos populares.<\/p>\n<p>APROFUNDAR AS ALIAN\u00c7AS DE CLASSE<\/p>\n<p>A persist\u00eancia da crise do capitalismo e a sua anti-civilizacional defesa est\u00e3o a criar as condi\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de amplas alian\u00e7as sociais, anti-monop\u00f3lio e anti-imperialistas capazes de ganhar o poder e promover mudan\u00e7as profundas, progressistas, radicais e revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>A unidade da classe trabalhadora \u00e9 um factor fundamental para assegurara constru\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as sociais efectivas com o campesinato, a massa dos pobres urbanos e rurais, as camadas m\u00e9dias e os intelectuais. \u00c9 necess\u00e1rio dar particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es e desafios com que defronta a juventude.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da terra, a reforma agr\u00e1ria e o desenvolvimento rural s\u00e3o quest\u00f5es importantes para o desenvolvimento da luta popular em pa\u00edses menos desenvolvidos. Estas quest\u00f5es est\u00e3o inextrincavelmente ligadas \u00e0 soberania e \u00e0 seguran\u00e7a alimentar, habita\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, defesa da biodiversidade, protec\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, e \u00e0 luta contra os monop\u00f3lios agro-industriais e os seus agentes locais.<\/p>\n<p>Nestas lutas, as aspira\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas e progressistas dos povos ind\u00edgenas em defesa das suas culturas, l\u00ednguas e ambientes t\u00eam um papel importante.<\/p>\n<p>O PAPEL DOS COMUNISTAS NO FORTALECIMENTO DA FRENTE ANTI-IMPERIALISTA PELA PAZ, A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL, O PROGRESSO E O SOCIALISMO<\/p>\n<p>A crise do imperialismo e a sua contra-ofensiva levam ao desenvolvimento e \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o das for\u00e7as que assumem objectivamente uma posi\u00e7\u00e3o patri\u00f3tica e anti-imperialista. Em todo o mundo, nas diversas realidades nacionais, os comunistas t\u00eam a responsabilidade de alargar e refor\u00e7ar a frente pol\u00edtica e anti-imperialista, as lutas pela paz, a sustentabilidade ambiental, o progresso, e de os integrar no combate pelo socialismo. O papel independente dos comunistas e o fortalecimento dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios \u00e9 essencial para assegurar um perspectiva anti-imperialista coerente de movimentos e frentes mais amplas.<\/p>\n<p>Deve dar-se uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0 rela\u00e7\u00e3o existente entre as v\u00e1rias lutas de resist\u00eancia e a ofensiva ideol\u00f3gica necess\u00e1ria \u00e0 visibilidade da alternativa socialista e \u00e0 defesa e desenvolvimento do socialismo cient\u00edfico. A luta ideol\u00f3gica do movimento comunista \u00e9 de essencial import\u00e2ncia para repelir o anticomunismo contempor\u00e2neo, para confrontar a ideologia burguesa, as teorias anticient\u00edficas e as correntes oportunistas que rejeitam a luta de classes, e para combater o papel das for\u00e7as sociais-democratas que defendem e aplicam pol\u00edticas antipopulares e pr\u00f3-imperialistas, apoiando a estrat\u00e9gia do capital. Temos um papel chave na defini\u00e7\u00e3o das armadilhas te\u00f3ricas e sobretudo pr\u00e1ticas entre os diferentes cen\u00e1rios da luta popular no desenvolvimento da solidariedade de classe internacionalista.<\/p>\n<p>Vivemos uma \u00e9poca hist\u00f3rica onde a transi\u00e7\u00e3o do capitalismo ao socialismo se tornou um imperativo da civiliza\u00e7\u00e3o. A crise do capitalismo ressalta uma vez mais a natureza insepar\u00e1vel das tarefas de liberta\u00e7\u00e3o nacional e social e da emancipa\u00e7\u00e3o nacional e de classe.<\/p>\n<p>Face ao aprofundamento da crise capitalista, a experi\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o socialista demonstra as condi\u00e7\u00f5es de superioridade do socialismo.<\/p>\n<p>O fortalecimento da coopera\u00e7\u00e3o entre os Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios e fortalecimento da frente anti-imperialista devem caminhar lado a lado.<\/p>\n<p>N\u00f3s, Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios reunidos em Tshwane, numa situa\u00e7\u00e3o marcada pela arremetida contra os trabalhadores e as for\u00e7as populares, mas tamb\u00e9m com muitas possibilidades para o desenvolvimento da luta, expressamos a nossa profunda solidariedade para com os trabalhadores e os povos nas suas intensas lutas, reiterando a nossa determina\u00e7\u00e3o de actuar e lutar lado a lado com as massas trabalhadoras, jovens, mulheres e todos os sectores populares que s\u00e3o v\u00edtimas da explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o capitalistas.<\/p>\n<p>Reafirmamos o nosso apelo ao mais amplo leque de for\u00e7as populares para que se una a n\u00f3s na luta comum pelo socialismo que \u00e9 a \u00fanica alternativa para o futuro da humanidade.<\/p>\n<p>Salientamos as seguintes e vias principais para o desenvolvimento das nossas ac\u00e7\u00f5es conjuntas e convergentes:<\/p>\n<p>1. Com o aprofundamento da crise, centralizar-nos-emos no desenvolvimento das lutas oper\u00e1rias e populares pelos direitos laborais e sociais, o fortalecimento do movimento sindical e a sua orienta\u00e7\u00e3o de classe; a promo\u00e7\u00e3o de uma alian\u00e7a social com os camponeses e outras camadas populares. Daremos aten\u00e7\u00e3o especial aos problemas das mulheres e dos jovens que se encontram entre as primeiras v\u00edtimas da crise capitalista<\/p>\n<p>2. Face \u00e0 m\u00faltipla agress\u00e3o imperialista e \u00e0 agudiza\u00e7\u00e3o das rivalidades inter-imperialistas, intensificaremos a luta anti-imperialista pela paz, contra as guerras imperialistas e a ocupa\u00e7\u00e3o, contra a perigosa \u00abnova\u00bb estrat\u00e9gia e as bases militares estrangeiras da NATO, pela aboli\u00e7\u00e3o de todas as armas nucleares. Alargaremos uma activa solidariedade internacionalista com todos os povos e movimentos que enfrentam e resistem \u00e0 opress\u00e3o, amea\u00e7as e agress\u00e3o imperialistas.<\/p>\n<p>3. Lutaremos resolutamente contra o anticomunismo, as leis, medidas e persegui\u00e7\u00e3o anticomunistas, agiremos judicialmente pela legaliza\u00e7\u00e3o dos PCs onde estes estejam ilegalizados. Defenderemos a hist\u00f3ria do movimento comunista e a contribui\u00e7\u00e3o do socialismo no avan\u00e7o da civiliza\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>4. Afirmaremos a nossa solidariedade com as for\u00e7as e povos que iniciaram e lutam pela constru\u00e7\u00e3o do socialista. Reafirmamos a nossa solidariedade com o povo cubano e a sua revolu\u00e7\u00e3o socialista, continuaremos a opor-nos vigorosamente ao bloqueio e a apoiar a campanha internacional pela liberdade dos Cinco Cubanos.<\/p>\n<p>5. Contribuiremos, no contexto espec\u00edfico das nossas realidades nacionais a refor\u00e7ar as organiza\u00e7\u00f5es anti-imperialistas de massas como a FMS, CMP, FMJD, FDIM.<\/p>\n<p>Particularmente damos as boas-vindas e saudamos o 17\u00ba Festival Mundial das Juventudes Democr\u00e1ticas que ter\u00e1 lugar na \u00c1frica do Sul de 13 a 21 de Dezembro de 2010.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=1901\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">odiario.info<\/a> a partir do texto oficial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: www.solidnet.org\n\n\n\n\n\n\n\n\n\u00c1frica do Sul\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1070\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-1070","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c41-unidade-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-hg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1070","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1070"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1070\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}