{"id":1072,"date":"2010-12-20T02:20:47","date_gmt":"2010-12-20T02:20:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1072"},"modified":"2010-12-20T02:20:47","modified_gmt":"2010-12-20T02:20:47","slug":"denuncias-alegam-que-gaza-e-o-maior-carcere-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1072","title":{"rendered":"Den\u00fancias alegam que Gaza \u00e9 o maior c\u00e1rcere do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p>1,5 milh\u00f5es de palestinas e palestinos deslocados dependem da ajuda humanit\u00e1ria, que n\u00e3o chega \u00e0 Faixa de Gaza devido ao bloqueio mantido por Israel h\u00e1 quatro anos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Resumo Latino-americano\/Correo del Orinoco.- <\/strong>No ano de 2008, Israel mostrou sua face mais fascista durante a opera\u00e7\u00e3oPlomo Fundido [algo como Chumbo Grosso ou Chumbo Derretido], que come\u00e7ou em 27 de dezembro e deixou um saldo de mais de 1 400 mortos, 5 300 feridos e incalcul\u00e1veis danos materiais durante os 22 dias de bombardeios por ar, terra e mar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um ano e meio antes dessa a\u00e7\u00e3o, o governo israelense decidiu bloquear a entrada de mercadorias, incluindo alimentos, medicamentos, mat\u00e9rias-primas e combust\u00edvel, assim como o fornecimento de eletricidade e \u00e1gua, e o movimento de pessoas entre a Faixa de Gaza e o exterior.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir desse momento, Gaza se converteu na maior pris\u00e3o do mundo, com uma popula\u00e7\u00e3o de 1,5 milh\u00f5es de pessoas refugiadas ap\u00f3s terem sido deslocadas de seu territ\u00f3rio, ocupado por Israel em 1948.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, assinalou a membro do Bureau Pol\u00edtico da Frente Popular para a Libera\u00e7\u00e3o da Palestina (FPLP), Leila Khaled, em entrevista ao Correo del Orinoco.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cOs habitantes da Faixa de Gaza est\u00e3o sitiados. H\u00e1 quase quatro anos est\u00e3o bloqueados, convertendo Gaza no maior c\u00e1rcere da hist\u00f3ria. Al\u00e9m de recha\u00e7ar todas as peti\u00e7\u00f5es para que se suspenda o bloqueio, Israel segue atacando os habitantes da Faixa de Gaza, sob o pretexto da luta contra o terrorismo\u201d, explica.<\/p>\n<p align=\"justify\">A fronteira de Gaza com o Egito tamb\u00e9m est\u00e1 bloqueada, j\u00e1 que o governo desse pa\u00eds acordou, em 2005, controlar o territ\u00f3rio fronteiri\u00e7o de Rafah, que se encontra bloqueado desde 2006 e somente se abre para permitir a entrada de alguns medicamentos e escassos insumos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A dirigente de FPLP disse que, atualmente, o desemprego em Gaza chega a 50%; 80% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 abaixo da linha da pobreza, dependendo de uma importante medida de ajuda humanit\u00e1ria para a sobreviv\u00eancia dos refugiados.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cExistem s\u00e9rias dificuldades para conseguir rem\u00e9dios e quando Israel corta o abastecimento de energia, muitos enfermos padecem de s\u00e9rias consequ\u00eancias, pois at\u00e9 os hospitais necessitam ficam sem eletricidade\u201d, ressaltou Khaled.<\/p>\n<p align=\"justify\">No entanto, a entrada da ajuda humanit\u00e1ria tamb\u00e9m \u00e9 impedida pelo governo israelense, que em junho passado, atacou a Flotilha da Liberdade, grupo de seis barcos que transportava mais de 750 pessoas com 10 toneladas de v\u00edveres para Gaza. A a\u00e7\u00e3o deixou um saldo de 14 mortos. A pesca e a agricultura est\u00e3o proibidas, afirmou Khaled: \u201cIsrael tamb\u00e9m n\u00e3o permite pescar e quando algum habitante de Gaza se arrisca a faz\u00ea-lo, \u00e9 assassinado pelas tropas que vigiam as costas. Os terrenos aptos para a agricultura foram todos destru\u00eddos\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para a integrante do Bureau Pol\u00edtico do FPLP, o governo israelense, mediante essas medidas, tenta \u201cquebrar a vontade de resist\u00eancia do povo palestino para poder colonizar todo o territ\u00f3rio, por\u00e9m nosso povo dificilmente se render\u00e1\u201d.<\/p>\n<p><strong> Territ\u00f3rio e autodetermina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Khaled explicou que a luta do povo palestino \u00e9 pelo retorno a seu territ\u00f3rio e pela sua autodetermina\u00e7\u00e3o. \u201cO Estado de Israel foi criado mediante a Resolu\u00e7\u00e3o 194 da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em 1948. Esse estado foi criado sob o nosso territ\u00f3rio. No entanto, como condi\u00e7\u00e3o para que Israel fosse aceito na ONU, eles teriam que permitir o retorno dos deslocados. Passaram-se 62 anos e permanecemos exigindo que se cumpra essa medida\u201d, assinalou.<\/p>\n<p align=\"justify\">A dirigente palestina disse que nenhum poco pode determinar seu futuro fora de seu territ\u00f3rio: \u201cA chave da resolu\u00e7\u00e3o do conflito \u00e9, em primeira inst\u00e2ncia, que regressem os palestinos a sua p\u00e1tria. S\u00f3 assim poderemos aspirar a nossa autodetermina\u00e7\u00e3o e decidir qual ser\u00e1 nosso futuro\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A representante da FPLP recordou que o Estado de Israel se formou sob o lema \u201cterra sem povo para um povo sem terra\u201d, dando por certo que \u201cesse territ\u00f3rio estava desabitado, quando na realidade o povo que ali vivia, o palestino, tinha sido deslocado pelo ex\u00e9rcito sionista\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">As seis milh\u00f5es de pessoas que viviam nesse territ\u00f3rio, n\u00e3o s\u00f3 foram deslocadas at\u00e9 a Faixa de Gaza, como para pa\u00edses da regi\u00e3o, como Egito e S\u00edria. Al\u00e9m disso, ainda existe uma popula\u00e7\u00e3o palestina nos territ\u00f3rios ocupados por Israel \u201cque resistem frente as tentativas do Estado sionista de expuls\u00e1-la\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para Khaled, essa na\u00e7\u00e3o foi criada contra a l\u00f3gica hist\u00f3rica, j\u00e1 que \u201cprimeiro foi criado um Ex\u00e9rcito encarregado de conseguir as terras, onde se assentaram os judeus sionistas vindos de diferentes partes do mundo\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cIsrael foi formado sob uma concep\u00e7\u00e3o racista e colonista. Isso faz com que seja imposs\u00edvel a conviv\u00eancia com um estado que acredita que seus direitos est\u00e3o acima do direito de qualquer outro povo\u201d, assegurou.<\/p>\n<p><strong> Apoio \u00e0 causa<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O apoio \u00e0 causa palestina cresceu de maneira vis\u00edvel nos \u00faltimos anos devido, segundo Khaled, ao melhor entendimento sobre a natureza do conflito palestino-israelense e, atrav\u00e9s da Opera\u00e7\u00e3o Plomo Fundido. Se vislumbrou as verdadeiras inten\u00e7\u00f5es de Israel.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cAp\u00f3s esse ataque, muitos pa\u00edses como a Venezuela, Bol\u00edvia e Nicar\u00e1gua romperam rela\u00e7\u00e3o com o Estado israelense e, em v\u00e1rias partes do mundo, vem ocorrendo movimentos de boicote a Israel, o que mostra que existe um entendimento sobre quem s\u00e3o os agredidos\u201d, argumentou.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma das regi\u00f5es onde mais se v\u00ea recha\u00e7o \u00e0s a\u00e7\u00f5es de Israel \u00e9 na Am\u00e9rica Latina. De acordo com a dirigente palestina, isso se deve ao fato de ambos os povos \u201csofrerem igualmente com o colonialismo\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cSomos v\u00edtimas do mesmo inimigo: o imperialismo. E o enfrentamos. Isso nos obriga a estarmos na mesma linha de luta e defendermos juntos uma nova ordem mundial: cada um em sua p\u00e1tria, cada um em seu continente\u201d, detalhou.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria Fernanda M. Scelza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resumen Latinoamericano\n\n\n\n\n\n\n\n\nYAMILA BLANCO\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1072\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-1072","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-hi","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1072"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1072\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}