{"id":10752,"date":"2016-04-12T14:24:16","date_gmt":"2016-04-12T17:24:16","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10752"},"modified":"2016-05-05T22:50:56","modified_gmt":"2016-05-06T01:50:56","slug":"a-atualidade-do-manifesto-do-partido-comunista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10752","title":{"rendered":"A atualidade do Manifesto do Partido Comunista"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/-Ix2a3JiVqsk\/VuNKG-H6DkI\/AAAAAAAALpY\/Br7mIw6dRtYMllH6N65NbG3RDSqxL48hgCCo\/s1497-Ic42\/opp9.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Em 1848, a Liga dos Comunistas, primeira entidade de trabalhadores revolucion\u00e1rios de abrang\u00eancia internacional, decidiu publicar um manifesto expondo seu programa. Confiou a reda\u00e7\u00e3o a dois de seus membros, K. Marx e F. Engels, ent\u00e3o jovens intelectuais. O Manifesto do Partido Comunista foi publicado em fevereiro do mesmo ano e tornou-se um dos textos mais representativos dos pensamentos moderno e revolucion\u00e1rio.<!--more--><\/p>\n<p>Os autores exp\u00f5em na primeira parte, denominada Burgueses e Prolet\u00e1rios, a tese de que a luta de classes \u00e9 a principal dimens\u00e3o da hist\u00f3ria humana. A classe dominante de cada \u00e9poca \u00e9 beneficiada pela forma particular de propriedade. Ao chegar a uma determinada fase de desenvolvimento, as for\u00e7as produtivas materiais da sociedade se chocam com as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o existentes, especialmente com as rela\u00e7\u00f5es de propriedade dentro das quais se desenvolveram at\u00e9 ali, as quais se tornam obst\u00e1culos a elas. O conflito aberto entre propriet\u00e1rios e produtores diretos (trabalhadores), entre opressores e oprimidos, abre a possibilidade da revolu\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Para K. Marx e F. Engels, ap\u00f3s surgirem de dentro do pr\u00f3prio feudalismo, a burguesia, a propriedade capitalista e as for\u00e7as produtivas modernas revolucionaram o mundo. Multiplicaram a capacidade de produ\u00e7\u00e3o e ampliaram os mercados at\u00e9 incorporar todos os continentes. Al\u00e9m de mais produtivo e integrado, o mundo passou a ser essencialmente inst\u00e1vel, pois o capitalismo provoca uma ininterrupta mudan\u00e7a de processos, produtos e institui\u00e7\u00f5es. Essa revolu\u00e7\u00e3o instalou o pragmatismo utilit\u00e1rio na vida cotidiana, dissolvendo os valores comunit\u00e1rios do passado no frio c\u00e1lculo monet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na segunda parte do Manifesto, intitulada Prolet\u00e1rios e Comunistas, procura-se demonstrar que o avan\u00e7o produtivo passou a n\u00e3o mais caber nas rela\u00e7\u00f5es sociais capitalistas e a se mostrar incompat\u00edvel com o dom\u00ednio da burguesia. O car\u00e1ter cada vez mais social da produ\u00e7\u00e3o preparou as condi\u00e7\u00f5es para a propriedade coletiva dos meios produtivos e criou o sujeito hist\u00f3rico interessado nessa mudan\u00e7a: o proletariado. A grande ind\u00fastria concentrou enorme massa de assalariados sujeitos a um cont\u00ednuo processo de explora\u00e7\u00e3o. A classe trabalhadora passou a constituir um ator coletivo com o potencial de destruir todas as domina\u00e7\u00f5es de classe e abolir a propriedade privada.<\/p>\n<p>Os comunistas comporiam o movimento internacional buscando esclarecer o proletariado a respeito das reais possibilidades de supera\u00e7\u00e3o do capitalismo, por meio de uma revolu\u00e7\u00e3o socialista e do estabelecimento de uma sociedade baseada na propriedade social dos meios de produ\u00e7\u00e3o e na supera\u00e7\u00e3o do Estado como instrumento de dom\u00ednio de classe. Na terceira e \u00faltima parte, denominada Literatura Socialista e Comunista, K. Marx e F. Engels fazem a cr\u00edtica das correntes socialistas conservadoras e ut\u00f3picas, e fecham o escrito com a conclama\u00e7\u00e3o que se tornou c\u00e9lebre e expressa muito bem o esp\u00edrito dos comunistas: \u201cTrabalhadores de todo mundo, uni-vos\u201d.<\/p>\n<p>Escrito no contexto dos acontecimentos que levariam \u00e0 eclos\u00e3o das revolu\u00e7\u00f5es sociais de 1848 na Europa, o Manifesto expressa, no plano te\u00f3rico-pol\u00edtico, uma decisiva viragem hist\u00f3rica: pela primeira vez, se apresenta um projeto s\u00f3cio-pol\u00edtico expl\u00edcita e organicamente integrado \u00e0 perspectiva da classe trabalhadora. Somente este sujeito hist\u00f3rico ser\u00e1 capaz de promover de forma consequente a Revolu\u00e7\u00e3o Comunista de que fala o Manifesto: substituir a \u201cvelha sociedade burguesa, com suas classes e antagonismos de classes\u201d por uma \u201cassocia\u00e7\u00e3o na qual o livre desenvolvimento de cada um \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para o livre desenvolvimento de todos\u201d.<\/p>\n<p>O PODER POPULAR N\u00ba 9: http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10615<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 1848, a Liga dos Comunistas, primeira entidade de trabalhadores revolucion\u00e1rios de abrang\u00eancia internacional, decidiu publicar um manifesto expondo seu programa. 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