{"id":10815,"date":"2016-04-09T19:03:20","date_gmt":"2016-04-09T22:03:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10815"},"modified":"2016-05-05T22:41:46","modified_gmt":"2016-05-06T01:41:46","slug":"uma-guerra-mundial-comecou-rompa-o-silencio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10815","title":{"rendered":"Uma guerra mundial come\u00e7ou \u2013 rompa o sil\u00eancio"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/pilger\/imagens\/baker_1946.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>John Pilger*<\/p>\n<p>Tenho estado a filmar nas Ilhas Marshall, as quais ficam a Norte da Austr\u00e1lia, no meio do Oceano Pac\u00edfico. Sempre que conto a algu\u00e9m onde estive ela pergunta: \u201cOnde \u00e9 isso?\u201d. Se lhe dou uma pista mencionando \u201cBiquini\u201d, ela diz: \u201cVoc\u00ea quer dizer roupa de banho\u201d.<!--more--><\/p>\n<p>Poucos t\u00eam consci\u00eancia de que o biqu\u00edni foi assim chamado para celebrar as explos\u00f5es nucleares que destru\u00edram a Ilha Biqu\u00edni. Sessenta e seis dispositivos nucleares foram explodidos pelos Estados Unidos nas Ilhas Marshall entre 1946 e 1958 \u2013 o equivalente a 1,6 bombas de Hiroshima por dia durante doze anos.<\/p>\n<p>Biqu\u00edni est\u00e1 silenciosa hoje, mutada e contaminada. Palmeiras crescem numa estranha forma\u00e7\u00e3o em grelha. Nada se move. N\u00e3o h\u00e1 p\u00e1ssaros. As l\u00e1pides no antigo cemit\u00e9rio est\u00e3o activas com radia\u00e7\u00e3o. Meus sapatos registaram \u201cn\u00e3o seguro\u201d num contador Geiger.<\/p>\n<p>Estendido na praia, observei o verde-esmeralda do Pac\u00edfico desaparecer gradualmente num vasto buraco negro. Era a cratera deixada pela bomba de hidrog\u00e9nio a que eles chamaram \u201cBravo\u201d. A explos\u00e3o envenenou pessoas e seu ambiente por centenas de quil\u00f3metros, talvez para sempre.<\/p>\n<p>Na minha jornada de retorno parei no aeroporto de Honolulu e notei uma revista americana chamada <i>Women\u2019s Health.<\/i><i> <\/i>Na capa havia uma mulher sorridente num biqu\u00edni e o t\u00edtulo: \u201cVoc\u00ea tamb\u00e9m pode ter um corpo de biqu\u00edni\u201d. Poucos dias antes, nas Ilhas Marshall, eu havia entrevistado mulheres que tinham \u201ccorpos de biqu\u00edni\u201d muito diferentes, cada uma delas havia sofrido da tir\u00f3ide e outros c\u00e2nceres amea\u00e7adores.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da mulher sorridente na revista, todas elas foram empobrecidas: as v\u00edtimas e cobaias de uma super-pot\u00eancia predadora que hoje \u00e9 mais perigosa do que nunca.<\/p>\n<p>Conto esta experi\u00eancia como uma advert\u00eancia e para interromper um diversionismo que consumiu muitos de n\u00f3s. O fundador da propaganda moderna, Edward Bernays, descreveu o fen\u00f3meno como \u201ca manipula\u00e7\u00e3o consciente e inteligente dos h\u00e1bitos e opini\u00f5es\u201d de sociedades democr\u00e1ticas. Chamou a isto \u201cgoverno invis\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Quantas pessoas est\u00e3o conscientes de come\u00e7ou uma guerra mundial? No momento, \u00e9 uma guerra de propaganda, de mentiras e de diversionismo, mas isto pode mudar instantaneamente com a primeira ordem errada, o primeiro m\u00edssil.<\/p>\n<p>Em 2009 o presidente Obama estava de p\u00e9 diante de uma multid\u00e3o ador\u00e1vel no centro de Praga, no cora\u00e7\u00e3o da Europa. Ele comprometeu-se a tornar \u201co mundo livre de armas nucleares\u201d. O povo aplaudia e alguns choraram. Uma torrente de platitudes inundou os media. A seguir foi concedido a Obama o Pr\u00e9mio Nobel da Paz.<\/p>\n<p>Era tudo falso. Ele estava a mentir.<\/p>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o Obama construiu mais armas nucleares, mais ogivas nucleares, mais sistemas de entrega de cargas nucleares, mais f\u00e1bricas nucleares. S\u00f3 os gastos com ogivas nucleares sob Obama ultrapassam os de qualquer presidente americano. O custo ao longo de trinta anos \u00e9 de mais de US$1 milh\u00e3o de milh\u00f5es <i>(trillion).<\/i><\/p>\n<p>\u00c9 planejada uma mini bomba nuclear. \u00c9 conhecida como a B61 Modelo 12. Nunca houve qualquer coisa como isto. O general James Cartwright, um antigo vice-presidente da Joint Chiefs of Staff, declarou: \u201cTornar a arma nuclear menor [faz a sua utiliza\u00e7\u00e3o] mais pens\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dezoito meses, a maior acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as militares desde a Segunda Guerra Mundial \u2013 liderada pelos Estados Unidos \u2013 est\u00e1 a verificar-se ao longo da fronteira ocidental da R\u00fassia. Nunca desde que Hitler invadiu a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica tropas estrangeiras apresentaram uma amea\u00e7a t\u00e3o demonstr\u00e1vel \u00e0 R\u00fassia.<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia \u2013 outrora parte da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica \u2013 tornou-se um parque de divers\u00f5es da CIA. Tendo orquestrado um golpe em Kiev, Washington efectivamente controla um regime que \u00e9 vizinho e hostil \u00e0 R\u00fassia: um regime apodrecido por nazis, literalmente. Eminentes figuras parlamentares na Ucr\u00e2nia s\u00e3o os descendentes pol\u00edticos dos not\u00f3rios <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Organization_of_Ukrainian_Nationalists\" target=\"_new\">OUN<\/a> e <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ukrainian_Insurgent_Army\" target=\"_new\">UPA<\/a> fascistas. Eles louvam Hitler abertamente e clamam pela persegui\u00e7\u00e3o e expuls\u00e3o da minoria que fala russo.<\/p>\n<p>Isto raramente \u00e9 noticiado no ocidente, ou \u00e9 invertido para suprimir a verdade.<\/p>\n<p>Em Latvia, Litu\u00e2nia e Est\u00f3nia \u2013 vizinhas da R\u00fassia \u2013 os militares estado-unidenses est\u00e3o a instalar tropas de combate, tanques, armas pesadas. Esta provoca\u00e7\u00e3o extrema da segunda pot\u00eancia nuclear do mundo \u00e9 recebida com sil\u00eancio no ocidente.<\/p>\n<p>O que torna a perspectiva da guerra nuclear ainda mais perigosa \u00e9 uma campanha paralela contra a China.<\/p>\n<p>\u00c9 raro o dia em que a China n\u00e3o seja elevada ao status de \u201camea\u00e7a\u201d. Segundo o almirante Harry Harris, o comandante estado-unidense do Pac\u00edfico, a China est\u00e1 \u201ca construir uma grande muralha de areia no Mar do Sul da China\u201d.<\/p>\n<p>Ele est\u00e1 a referir-se \u00e0s pistas de aterragem que a China est\u00e1 a construir nas Ilhas Spratly, as quais s\u00e3o objecto de disputa com as Filipinas \u2013 uma disputa sem prioridade at\u00e9 que Washington pressionou e subornou o governo em Manilha e o Pent\u00e1gono lan\u00e7ou uma campanha de propaganda chamada \u201cliberdade de navega\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O que significa realmente isso? Significa liberdade para navios de guerra americanos patrulharem e dominarem as \u00e1guas costeiras da China. Tente imaginar a reac\u00e7\u00e3o americana se navios de guerra chineses fizessem o mesmo ao largo da costa da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p>Fiz um filme chamado \u201cA guerra que voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea\u201d (\u201cThe War You Don\u2019t See\u201d), no qual entrevistei not\u00e1veis jornalistas na Am\u00e9rica e Gr\u00e3-Bretanha: rep\u00f3rteres tais como Dan Rather da CBS, Rageh Omar da BBC, David Rose do <i>Observer.<\/i><\/p>\n<p>Todos eles disseram que se jornalistas tivessem feito sua tarefa e questionado a propaganda de que Saddam Hussein possu\u00eda armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa; que se as mentiras de George W. Bush e Tony Blair n\u00e3o tivessem sido ampliadas e reflectidas por jornalistas, a invas\u00e3o de 2003 do Iraque poderia n\u00e3o ter acontecido e centenas de milhares de homens, mulheres e crian\u00e7as hoje estariam vivos.<\/p>\n<p>A propaganda que prepara o terreno para uma guerra contra a R\u00fassia e\/ou a China em princ\u00edpio n\u00e3o \u00e9 diferente. Que eu saiba, nenhum jornalista nos media de refer\u00eancia do ocidente \u2013 um equivalente de Dan Rather, digamos \u2013 pergunta porque a China est\u00e1 a construir pistas de aterragem no Mar do Sul da China.<\/p>\n<p>A resposta deve ser claramente \u00f3bvia. Os Estados Unidos est\u00e3o a cercar a China com uma rede de bases, com m\u00edsseis bal\u00edsticos, grupos de batalha, bombardeiros armados com ogivas nucleares.<\/p>\n<p>O arco letal estende-se desde a Austr\u00e1lia at\u00e9 as ilhas do Pac\u00edfico, as Mariana e as Marshalls e Guam, at\u00e9 as Filipinas, Tail\u00e2ndia, Okinawa, Coreia e atrav\u00e9s da Eur\u00e1sia para o Afeganist\u00e3o e a \u00cdndia. A Am\u00e9rica tem um n\u00f3 corredi\u00e7o em torno do pesco\u00e7o da China. Isto n\u00e3o \u00e9 not\u00edcia. Sil\u00eancio dos media; guerra dos media.<\/p>\n<p>Em 2015, em alto segredo, os EUA e a Austr\u00e1lia encenaram o maior exerc\u00edcio militar a\u00e9reo e mar\u00edtimo da hist\u00f3ria recente, conhecido como Talisman Sabre. Seu objectivo era ensaiar o Plano de Batalha Ar-Mar, bloqueando rotas mar\u00edtimas \u2013 tais como os Estreitos de Malaca e os Estreitos Lombok \u2013 que tolhem o acesso da China a petr\u00f3leo, g\u00e1s e outras mat\u00e9rias-primas vitais do M\u00e9dio Oriente e \u00c1frica.<\/p>\n<p>No circo conhecido como campanha presidencial americana, Donald Trump est\u00e1 a ser apresentado como um lun\u00e1tico, um fascista. Ele certamente \u00e9 odioso; mas tamb\u00e9m \u00e9 uma figura odiada pelos media. Isto s\u00f3 por si deveria despertar nosso cepticismo.<\/p>\n<p>As vis\u00f5es de Trump sobre migra\u00e7\u00e3o s\u00e3o grotescas, mas n\u00e3o mais grotescas do que aquelas de David Cameron. N\u00e3o \u00e9 Trump quem \u00e9 o Grande Deportador dos Estados Unidos, mas o vencedor do Pr\u00e9mio Nobel da Paz, Barack Obama.<\/p>\n<p>Segundo um assombroso comentador liberal, Trump est\u00e1 \u201cdesencadeando as negras for\u00e7as da viol\u00eancia\u201d nos Estados Unidos. Desencadeando-as?<\/p>\n<p>Este \u00e9 o pa\u00eds onde crian\u00e7as pequenas alvejam suas m\u00e3es e a pol\u00edcia trava uma guerra assassina contra americanos brancos. Este \u00e9 o pa\u00eds que atacou e procurou derrubar mais de 50 governos, muitos deles democracias, e bombardeou desde a \u00c1sia at\u00e9 o M\u00e9dio Oriente, causando a morte e priva\u00e7\u00f5es a milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Nenhum pa\u00eds pode igualar este registro sist\u00e9mico de viol\u00eancia. A maior parte das guerras da Am\u00e9rica (quase todas elas contra pa\u00edses indefesos) foram lan\u00e7adas n\u00e3o por presidentes republicanos mas sim por democratas liberais: Truman, Kennedy, Johnson, Carter, Clinton, Obama.<\/p>\n<p>Em 1947, uma s\u00e9rie de directivas do National Security Council descreveu o objectivo supremo da pol\u00edtica externa americana como \u201cum mundo feito substancialmente sobre a pr\u00f3pria imagem [da Am\u00e9rica]\u201d. Esta ideologia era o americanismo messi\u00e2nico. \u00c9ramos todos americanos. Se n\u00e3o, her\u00e9ticos seriam convertidos, subvertidos, subornados, enlameados ou esmagados.<\/p>\n<p>Donald Trump \u00e9 um sintoma disto, mas tamb\u00e9m \u00e9 independente. Ele diz que a invas\u00e3o do Iraque foi um crime; ele n\u00e3o quer ir \u00e0 guerra com a R\u00fassia e a China. O perigo para os restantes de n\u00f3s n\u00e3o \u00e9 Trump, mas sim Hillary Clinton. Ela n\u00e3o \u00e9 independente. Ela corporifica a resili\u00eancia e viol\u00eancia de um sistema cujo louvado \u201cexcepcionalismo\u201d \u00e9 totalit\u00e1rio com uma ocasional cara liberal.<\/p>\n<p>Quando o dia da elei\u00e7\u00e3o presidencial estiver mais pr\u00f3ximo, Clinton ser\u00e1 louvada como a primeira mulher presidente, pouco importando os seus crimes e mentiras \u2013 assim como Barack foi louvado como o primeiro presidente negro e liberais engoliram suas tolices acerca da \u201cesperan\u00e7a\u201d. E a verborreia prossegue.<\/p>\n<p>Descrito pelo colunista do <i>Guardian,<\/i><i> <\/i>Owen Jones, como \u201cdivertido, encantador, com uma serenidade que engana praticamente todos os outros pol\u00edticos\u201d, Obama a seguir enviava drones para massacrar 150 pessoas na Som\u00e1lia. Ele mata pessoas habitualmente \u00e0s ter\u00e7a-feiras, segundo o <i>New York Times,<\/i><i> <\/i>quando lhe \u00e9 entregue uma lista de candidatos \u00e0 morte por drone. T\u00e3o sereno.<\/p>\n<p>Na campanha presidencial de 2008 Hillary Clinton amea\u00e7ou \u201cdestruir totalmente\u201d as armas nucleares do Ir\u00e3. Como secret\u00e1ria de Estado de Obama, ela participou no derrube o governo democr\u00e1tico de Honduras. A sua contribui\u00e7\u00e3o para a destrui\u00e7\u00e3o da L\u00edbia em 2011 foi quase jubilosa. Quando o l\u00edder l\u00edbio, coronel Gaddafi, foi publicamente sodomizado com uma faca \u2013 um assass\u00ednio tornado poss\u00edvel pela log\u00edstica americana \u2013 Clinton exultou com a sua morte: \u201cN\u00f3s viemos, n\u00f3s vimos, ele morreu\u201d.<\/p>\n<p>Uma das mais pr\u00f3ximas aliadas de Clinton \u00e9 Madeleine Albright, a antiga secret\u00e1ria de Estado, a qual atacou as jovens por n\u00e3o apoiarem \u201cHillary\u201d. Esta \u00e9 a mesma Madeleine Albright que de modo infame celebrou na TV a morte de meio milh\u00e3o de crian\u00e7as iraquianas como tendo \u201cvalido a pena\u201d.<\/p>\n<p>Entre os maiores apoiantes de Clinton est\u00e3o o lobby de Israel e as companhias de armas que alimentam a viol\u00eancia no M\u00e9dio Oriente. Ela e seu marido receberam uma fortuna da Wall Street. E ainda assim ela est\u00e1 prestes a ser consagrada como a candidata das mulheres, para despedir o malvado Trump, o dem\u00f3nio oficial. Seus apoiantes incluem destacadas feministas: as comadres de Gloria Steinem nos EUA e de Anne Summers na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Uma gera\u00e7\u00e3o atr\u00e1s, um culto p\u00f3s moderno agora conhecido como \u201cpol\u00edtica da identidade\u201d impediu muitas pessoas inteligentes, de orienta\u00e7\u00e3o liberal, de examinarem as causas e indiv\u00edduos que apoiavam, tais como a falsidade de Obama e Clinton; tais como falsos movimentos progressistas como o Syriza na Gr\u00e9cia, que traiu o povo daquele pa\u00eds e aliou-se aos seus inimigos.<\/p>\n<p>A auto-absor\u00e7\u00e3o, uma esp\u00e9cie de \u201ceu-ismo\u201d, tornou-se o novo esp\u00edrito da \u00e9poca entre privilegiados de sociedades ocidentais e assinalou a morte de grandes movimentos colectivos contra a guerra, a injusti\u00e7a social, a desigualdade, o racismo e o sexismo.<\/p>\n<p>Hoje, o longo sono pode estar a acabar. Os jovens est\u00e3o a empolgar-se outra vez. Gradualmente. Os milhares na Gr\u00e3-Bretanha que apoiam Jeremy Corbyn como l\u00edder trabalhista fazem parte deste despertar \u2013 como aqueles que se alinham para apoiar o senador Bernie Sanders.<\/p>\n<p>Na semana passada na Gr\u00e3-Bretanha, o mais pr\u00f3ximo aliado de Jeremy Corby, seu tesoureiro sombra John McDonnell, comprometeu um governo trabalhista a liquidar as d\u00edvidas de bancos piratas e, com efeito, a continuar a chamada austeridade.<\/p>\n<p>Nos EUA, Bernie Sanders prometeu apoiar Clinton se ou quando ela fosse nomeada. Tamb\u00e9m ele tem votado pela utiliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia da Am\u00e9rica contra pa\u00edses quando pensa que isso \u00e9 \u201ccorreto\u201d. Ele diz que Obama fez \u201cum grande trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Na Austr\u00e1lia, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de pol\u00edtica mortu\u00e1rio, na qual tediosos jogos parlamentares s\u00e3o jogados nos media enquanto refugiados e ind\u00edgenas s\u00e3o perseguidos e a desigualdade aumenta, juntamente com o perigo de guerra. O governo de Malcolm Turnbull acaba de anunciar um assim chamado or\u00e7amento de defesa de $195 mil milh\u00f5es que \u00e9 um impulso para a guerra. N\u00e3o houve debate. Sil\u00eancio.<\/p>\n<p>O que aconteceu \u00e0 grande tradi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o popular directa, n\u00e3o tolhida por partidos? Onde est\u00e1 a coragem, imagina\u00e7\u00e3o e compromisso exigidos para come\u00e7ar a longa jornalista rumo a um mundo melhor, justo e pac\u00edfico? Onde est\u00e3o os dissidentes na arte, nos filmes, no teatro, na literatura?<\/p>\n<p>Onde est\u00e3o aqueles que estilha\u00e7ar\u00e3o o sil\u00eancio? Ou aguardaremos at\u00e9 que o primeiro m\u00edssil nuclear seja disparado?<\/p>\n<p>22\/Mar\u00e7o\/2016<\/p>\n<p>Vers\u00e3o editada de um discurso de John Pilger na Universidade de Sydney, intitulado \u201cUma guerra mundial come\u00e7ou\u201d. O original encontra-se emhttps:\/\/www.rt.com\/op-edge\/336785-world-war-break-silence\/<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em http:\/\/resistir.info\/pilger\/pilger_22mar16.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"John Pilger* Tenho estado a filmar nas Ilhas Marshall, as quais ficam a Norte da Austr\u00e1lia, no meio do Oceano Pac\u00edfico. Sempre que \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10815\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-10815","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Or","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10815","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10815"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10815\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}