{"id":10979,"date":"2016-05-05T21:40:34","date_gmt":"2016-05-06T00:40:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10979"},"modified":"2016-05-20T20:53:27","modified_gmt":"2016-05-20T23:53:27","slug":"contributo-das-lutas-de-libertacao-africanas-para-a-revolucao-de-abril-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10979","title":{"rendered":"Contributo das lutas de liberta\u00e7\u00e3o Africanas para a revolu\u00e7\u00e3o de Abril em Portugal"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/galleryoftheportuguesepioneers.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/25_Abril_1983_Porto_by_Henrique_Matos_01.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>John Catalinotto*<\/p>\n<p>O jornal oper\u00e1rio norte-americano Worker\u2019s World publicou, no passado dia 25 de Abril, o texto que hoje reproduzimos.<!--more--><\/p>\n<p>Trata-se de uma interessante e brev\u00edssima s\u00edntese da Revolu\u00e7\u00e3o de Abril, onde corretamente se aponta a interpenetra\u00e7\u00e3o das lutas do povo portugu\u00eas e dos povos das ent\u00e3o col\u00f3nias portuguesas, que se saldaram pela independ\u00eancia pol\u00edtica das col\u00f3nias e a derrota do fascismo em Portugal.<\/p>\n<p>Era Abril de 1974. Uma can\u00e7\u00e3o popular serviu de sinal secreto aos chefes do Movimento das For\u00e7as Armadas de Portugal (MFA), tocada na R\u00e1dio Renascen\u00e7a de Lisboa. Unidades do ex\u00e9rcito dentro e perto de Lisboa tinham sido industriadas para sair para a\u00e7\u00f5es comuns. Agora tudo mudava.<\/p>\n<p>Estimulados pelo crescente cansa\u00e7o de guerra das suas tropas, a fraqueza crescente do regime de estado policial, a incapacidade de Portugal para ganhar a guerra contra os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nas suas col\u00f3nias africanas e o crescente isolamento internacional de Portugal, os capit\u00e3es agiram.<\/p>\n<p>Eles mantiveram os seus planos em segredo aos soldados. Com as tropas j\u00e1 nos carros, eles d\u00e3o as novas ordens: ocupar a capital, prender o governo e expulsar o bando fascista que governava Portugal. Os soldados, surpresos, mas extasiados, realizaram os novos pedidos, esperando que esta a\u00e7\u00e3o pudesse acabar com as guerras nas col\u00f3nias africanas de Portugal.<\/p>\n<p>Cada golpe desferido pelos combatentes da liberta\u00e7\u00e3o na \u00c1frica havia enfraquecido o regime fascista em Lisboa. Cada greve dos trabalhadores ou deser\u00e7\u00e3o de soldados portugueses impulsionou as revolu\u00e7\u00f5es nas col\u00f3nias.<\/p>\n<p>Uma revolta nas for\u00e7as armadas facilitou o derrubar do regime. Em 25 de Abril de 1974, o Movimento das For\u00e7as Armadas rapidamente acabou com 48 anos de Estado policial fascista. Apesar de ainda estarem influenciados por velhos h\u00e1bitos de respeito pelo poder, os capit\u00e3es portugueses, educadamente, prenderam o Presidente Marcelo Caetano e o resto dos principais l\u00edderes do governo e mais tarde exilaram-nos para o Brasil.<\/p>\n<p>Substitu\u00edram a quadrilha de Caetano por uma Junta Militar liderada pelo General Ant\u00f3nio de Sp\u00ednola. Este oficial diferia de outros generais fascistas, apenas porque acreditava que n\u00e3o era poss\u00edvel vencer a guerra colonial. Sp\u00ednola exortou os governantes de Portugal a trabalhar para uma rela\u00e7\u00e3o neocolonial com as col\u00f3nias africanas, tal como o imperialismo franc\u00eas tinha feito na \u00c1frica Ocidental.<\/p>\n<p>Apesar deste in\u00edcio enganosamente suave, o 25 de Abril n\u00e3o foi uma simples substitui\u00e7\u00e3o da guarda do pal\u00e1cio. Encorajados pelo golpe, massas de trabalhadores tomaram as ruas, aplaudiram os soldados e durante os 18 meses seguintes pressionaram o avan\u00e7o da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Notici\u00e1rios da televis\u00e3o nos dias seguintes ao 25 de Abril mostravam grupos de trabalhadores em movimenta\u00e7\u00f5es e at\u00e9 \u00e1 ca\u00e7a de alguns indiv\u00edduos. Trabalhadores e revolucion\u00e1rios reconheciam os seus ex-torturadores da PIDE, a pol\u00edcia pol\u00edtica portuguesa, e administravam justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Desafiando as ordens de Sp\u00ednola para deixar os presos nas pris\u00f5es, as multid\u00f5es, com o apoio das tropas, esvaziaram as pris\u00f5es de revolucion\u00e1rios e antifascistas, colocando ao mesmo tempo os bandidos da PIDE atr\u00e1s das grades. No dia 1\u00ba de Maio &#8211; seis dias depois &#8211; centenas de membros do Partido Comunista Portugu\u00eas e outros grupos revolucion\u00e1rios estavam fora da pris\u00e3o ou a voltar do ex\u00edlio para organizar e agitar nas f\u00e1bricas, nos campos e ruas de Portugal.<\/p>\n<p><strong>O movimento de liberta\u00e7\u00e3o africano<\/strong><\/p>\n<p>As lutas armadas em Mo\u00e7ambique, Guin\u00e9-Bissau \/ Cabo Verde e Angola, em busca de liberta\u00e7\u00e3o do colonialismo portugu\u00eas minaram o ex\u00e9rcito e tornaram poss\u00edvel a revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril. As batalhas africanas tinham come\u00e7ado em 4 de Fevereiro de 1961, quando combatentes da liberdade de Angola invadiram uma pris\u00e3o para libertar os seus companheiros. Como o Movimento Popular para a Liberta\u00e7\u00e3o de Angola canta no seu hino,\u00a0<em>\u201cOs her\u00f3is quebraram as correntes.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Um dos grandes marxistas africanos, Am\u00edlcar Cabral, foi o l\u00edder da luta de liberta\u00e7\u00e3o na Guin\u00e9-Bissau\/Cabo Verde, a menor col\u00f3nia africana de Portugal. Cabral organizou um ex\u00e9rcito popular para lutar pela liberdade de um milh\u00e3o de pessoas; numa d\u00fazia de anos de guerra popular, este ex\u00e9rcito tinha libertado grande parte deste pequeno territ\u00f3rio e estabelecido um novo governo.<\/p>\n<p>Apesar de outras prioridades, Cabral sabia o quanto era importante organizar uma guerra popular para atingir os soldados do ex\u00e9rcito colonial. A sua organiza\u00e7\u00e3o, o Partido Africano para a Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde [PAIGC), mesmo lutando de armas na m\u00e3o contra os Portugueses, tamb\u00e9m fez um apelo aos recrutas. Num folheto de 1963, Cabral deixou claro que as for\u00e7as de liberta\u00e7\u00e3o iriam ganhar e aqueles que se opunham \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o poderiam muito bem morrer, mas acrescentou:<br \/>\n<em>\u00abTende a coragem, recusem-se a lutar contra o nosso povo! Sigam o exemplo dos vossos corajosos companheiros que se recusaram a lutar na nossa terra, que se rebelaram contra as ordens criminosas de seus l\u00edderes, que colaboram com o nosso partido ou que abandonaram o ex\u00e9rcito colonial e encontraram no nosso seio a melhor rece\u00e7\u00e3o e ajuda fraterna\u00bb [1]<\/em><\/p>\n<p>Num golpe que roubou aos povos, aos trabalhadores e aos oprimidos do mundo um grande l\u00edder, agentes da PIDE assassinaram Cabral em Conakry, Guin\u00e9, em 1973. Mas mesmo este rev\u00e9s n\u00e3o conseguiu parar a luta de liberta\u00e7\u00e3o. Desde a pequena Guin\u00e9-Bissau\/Cabo Verde, at\u00e9 \u00e1s muito maiores Angola e Mo\u00e7ambique, as lutas de liberta\u00e7\u00e3o deixaram a sua marca no ex\u00e9rcito de Portugal. E o Movimento das For\u00e7as Armadas trouxe os militares portugueses para casa.<\/p>\n<p><strong>Aumenta a resist\u00eancia dos soldados<\/strong><\/p>\n<p>Num relat\u00f3rio ao Comit\u00e9 Central do PCP em Abril de 1964, o Secret\u00e1rio-Geral \u00c1lvaro Cunhal descreveu como a guerra de liberta\u00e7\u00e3o dos povos coloniais interagiu com a luta contra o fascismo dentro Portugal:<br \/>\n<em>\u201cA resist\u00eancia dos soldados contra a guerra colonial n\u00e3o \u00e9 apenas um dos exemplos mais brilhantes de solidariedade do povo portugu\u00eas com os povos coloniais. \u00c9 tamb\u00e9m um novo elemento na luta contra a ditadura fascista, um indicador do estado debilitado do aparelho de Estado fascista, da radicaliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica das massas populares e da disposi\u00e7\u00e3o da juventude para o combate.<\/em><\/p>\n<p>\u201cA guerra de Angola deu novas raz\u00f5es para o desenvolvimento e generaliza\u00e7\u00e3o da luta dos soldados. Dada a disciplina fascista e a espionagem pol\u00edtica que existia nas for\u00e7as armadas, mesmo que apenas uma meia d\u00fazia de a\u00e7\u00f5es de massas tivesse lugar contra as pol\u00edticas fascistas, isso teria sido o suficiente para representar um forte sinal de resist\u00eancia do povo e dos jovens contra as pol\u00edticas fascistas e a guerra colonial. Mas n\u00e3o foi apenas uma meia d\u00fazia. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos [antes de 1964], ocorreram centenas de lutas dos soldados.<\/p>\n<p>\u201cHouve tamb\u00e9m resist\u00eancia a serem enviados para as col\u00f3nias, incluindo paralisa\u00e7\u00f5es nos quart\u00e9is, em navios e hospitais militares. As deser\u00e7\u00f5es atingiram um volume significativo.<\/p>\n<p>\u201cPor vezes, as insubordina\u00e7\u00f5es foram acompanhados por pequenos atos de viol\u00eancia. Os soldados queimaram camas e quebraram janelas nos seus quart\u00e9is ou destru\u00edram a m\u00f3veis.<\/p>\n<p><em>\u201cA luta do povo portugu\u00eas contra a guerra colonial atingiu as pr\u00f3prias col\u00f3nias. Arriscando as suas vidas, muitos soldados recusaram-se a ir para a frente ou a participar de atrocidades. Os pilotos recusaram-se a realizar bombardeios com napalm ou fizeram-no fora do alvo. Oficiais e soldados organizavam a resist\u00eancia. Outros desertavam no campo de batalha \u201c.<\/em><\/p>\n<p>A longa guerra for\u00e7ou o pequeno Portugal a triplicar o tamanho de suas for\u00e7as armadas para 210.000 militares e, finalmente originou o Movimento das For\u00e7as Armadas que virou as armas para o lado contr\u00e1rio. Isto, por sua vez desencadeou uma luta de classes nacional dos trabalhadores contra os seus exploradores dentro Portugal.<\/p>\n<p><strong>A contra-revolu\u00e7\u00e3o apodera-se da revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Durante um ano a seguir a Abril de 1974, tiveram lugar dois grandes confrontos entre os trabalhadores revolucion\u00e1rios e o grupo de Sp\u00ednola, o primeiro em Setembro de 1974, quando massas de trabalhadores mobilizados para travar uma demonstra\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria e a outra em Mar\u00e7o seguinte. Ambas tomaram a forma de defesa da revolu\u00e7\u00e3o contra as a\u00e7\u00f5es contrarrevolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Em 11 de mar\u00e7o de 1975, Sp\u00ednola, em conjunto com as for\u00e7as reacion\u00e1rias dentro e fora de Portugal, tentou um golpe militar. Mas, novamente, houve uma rebeli\u00e3o das tropas. O golpe fracassou quando os paraquedistas enviados para punir os soldados revolucion\u00e1rios, em vez disso se juntaram a eles e confraternizaram.<\/p>\n<p>Sp\u00ednola fugiu de Portugal para Espanha. O MFA foi purgado dos oficiais mais reacion\u00e1rios. Os maiores avan\u00e7os para os trabalhadores foram escritos em lei nos meses ap\u00f3s este golpe falhado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m mar, os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o continuaram as suas lutas. Em 15 de Setembro de 1974, a Guin\u00e9-Bissau e Cabo Verde tornaram-se independentes. No ano seguinte, Angola e Mo\u00e7ambique obtiveram a sua independ\u00eancia de Portugal. Mesmo Timor-Leste, metade de uma ilha no Oceano \u00cdndico, ganhou uma independ\u00eancia de curta dura\u00e7\u00e3o em Novembro de 1975, pois logo foi ocupada pela Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Em Portugal, houve o restabelecimento de direitos de sindicatos e nacionaliza\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas, bancos e grande parte da Comunica\u00e7\u00e3o Social, al\u00e9m de uma reforma agr\u00e1ria de grande alcance, que deu direitos legais para ocupa\u00e7\u00f5es de terras por trabalhadores rurais e criou unidades coletivas agr\u00edcolas. Iniciadas por a\u00e7\u00f5es de trabalhadores e outros coletivos, quase todas essas etapas foram consagradas sob os governos liderados pelo primeiro-ministro Vasco Gon\u00e7alves, ele pr\u00f3prio um coronel e l\u00edder do MFA. Gon\u00e7alves foi promovido a general em 1975.<\/p>\n<p>Confrontados com a rea\u00e7\u00e3o interna e a interven\u00e7\u00e3o dos EUA-NATO, o Movimento Portugu\u00eas ficou aqu\u00e9m de completar a revolu\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, tal como tinha acontecido na R\u00fassia em 1917. No Outono de 1975, um agrupamento mais \u00e0 direita de oficiais tomou o controlo do MFA, e elementos progressistas foram removidos do governo. Os direitistas come\u00e7aram a minar as conquistas revolucion\u00e1rias, um processo que continua at\u00e9 hoje, quando a classe trabalhadora Portuguesa enfrenta uma nova crise.<\/p>\n<p><strong>A compara\u00e7\u00e3o com a resist\u00eancia GI<\/strong><\/p>\n<p>Apesar das diferen\u00e7as com a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nos Estados Unidos, a experi\u00eancia de organiza\u00e7\u00e3o nas for\u00e7as armadas durante a guerra colonial dos revolucion\u00e1rios portugueses tinha muitas semelhan\u00e7as com a da Uni\u00e3o do Recrutas Americanos e entre os soldados dissidentes em geral, durante a guerra do Vietname.<\/p>\n<p>De forma an\u00e1loga \u00e0 experi\u00eancia Portuguesa, os combatentes da liberta\u00e7\u00e3o vietnamitas provocaram sentimentos revolucion\u00e1rios entre alguns soldados dos EUA, assim como no Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Negra no pa\u00eds. A resist\u00eancia das tropas norte-americanas durante a Guerra do Vietname entre 1966-1973 espelhara-se nas primeiras formas de resist\u00eancia entre as tropas portuguesas durante as guerras coloniais, como Cunhal descreve.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os comunistas portugueses na d\u00e9cada de 1960 e in\u00edcio de 1970, tiveram uma abordagem consciente de aproxima\u00e7\u00e3o para com os soldados, com o objetivo de ganhar as tropas para a luta revolucion\u00e1ria, tanto para sabotar a guerra colonial como para derrubar a ditadura fascista.<\/p>\n<p>Nos EUA, o objetivo do Worker\u2019s World Party, partilhado pelos principais organizadores ASU, foi para quebrar a cadeia de comando das For\u00e7as Armadas dos EUA para que os EUA n\u00e3o pudessem pagar nem sal\u00e1rios da guerra imperialista no estrangeiro, nem reprimir lutas ou rebeli\u00f5es dos trabalhadores em comunidades oprimidas em casa.<\/p>\n<p>Em 1969, alguns generais dos EUA pediram para elevar o n\u00famero das militares de 540.000 para um milh\u00e3o. Em vez disso, a administra\u00e7\u00e3o decidiu come\u00e7ar a retirar as tropas, contando com o poder a\u00e9reo e a constru\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito fantoche. Esta estrat\u00e9gia n\u00e3o poderia impedir uma vit\u00f3ria vietnamita, mas fez diminuir as tens\u00f5es dentro dos militares dos EUA. Os governantes de Lisboa, ao tentar vencer as guerras na \u00c1frica, com tropas portuguesas, pelo contr\u00e1rio, provocaram a Revolu\u00e7\u00e3o de Abril.<\/p>\n<p>Nota:<br \/>\n[1] Cita\u00e7\u00e3o de \u201cObras Completas de Am\u00edlcar Cabral (Vol. II) \/ Unidade e luta. Pr\u00e1tica\/Revolucion\u00e1ria,\u201d Seara Nova, Lisboa, 1977. Esta cita\u00e7\u00e3o e a de Cunhal, de \u201cRumo \u00e0 Vit\u00f3ria\u201d, p\u00e1ginas 191-193, ser\u00e3o reproduzidas de forma mais pormenorizada no pr\u00f3ximo livro de Catalinotto, \u201cVire as armas ao contr\u00e1rio: motins, Soldado revoltas e revolu\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>* John Catalinotto, novaiorquino, professor na City University \u00e9 amigo e colaborador de <a href=\"http:\/\/odiario.info\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/odiario.info&amp;source=gmail&amp;ust=1462569310719000&amp;usg=AFQjCNHfgjuHiHyMZROq0gBrDpSPXzk-7A\">odiario.info<\/a>.<\/p>\n<p>Este texto foi publicado no passado dia 25 de abril de 2016, em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.workers.org\/articles\/2016\/04\/25\/african-liberation-struggles-drove-portugals-april-1974-revolution\/\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.workers.org\/articles\/2016\/04\/25\/african-liberation-struggles-drove-portugals-april-1974-revolution\/&amp;source=gmail&amp;ust=1462569310719000&amp;usg=AFQjCNGKtZXDB1pjI_osJz-Xgi3hUUTS_g\">http:\/\/www.workers.org\/<wbr \/>articles\/2016\/04\/25\/african-<wbr \/>liberation-struggles-drove-<wbr \/>portugals-april-1974-<wbr \/>revolution\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Guilherme Coelho<\/p>\n<blockquote data-secret=\"uHYO067AOd\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4001\">Frente de Esquerda e Independentes vencem de goleada as elei\u00e7\u00f5es para o DCE da UNIFESP<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4001\/embed#?secret=uHYO067AOd\" data-secret=\"uHYO067AOd\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Frente de Esquerda e Independentes vencem de goleada as elei\u00e7\u00f5es para o DCE da UNIFESP&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"John Catalinotto* O jornal oper\u00e1rio norte-americano Worker\u2019s World publicou, no passado dia 25 de Abril, o texto que hoje reproduzimos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10979\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[177,98],"tags":[],"class_list":["post-10979","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-c111-portugal"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2R5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10979"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10979\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}