{"id":10985,"date":"2016-05-06T13:56:13","date_gmt":"2016-05-06T16:56:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=10985"},"modified":"2016-05-20T20:53:41","modified_gmt":"2016-05-20T23:53:41","slug":"numero-de-presos-no-brasil-cresce-167-em-14-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10985","title":{"rendered":"N\u00famero de presos no Brasil cresce 167% em 14 anos"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"620\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/26732406371_ed58f48957_z-620x400.jpg?resize=620%2C400\" alt=\"imagem\" \/><b>37% das pessoas presas no Brasil ainda n\u00e3o possuem condena\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><b>Por Rafael Tatemoto, Brasil de Fato, 3 de maio de 2016 \u2013 Em 14 anos, desde o ano 2000 at\u00e9 2014, 389.477 pessoas ingressaram no sistema penitenci\u00e1rio brasileiro, chegando ao n\u00famero de 622.202 pessoas privadas de liberdade. Esse crescimento representou um aumento de 167% da popula\u00e7\u00e3o encarcerada. Com esse n\u00famero, o Brasil est\u00e1 em 4\u00b0 lugar do ranking de pa\u00edses com a maior quantidade de pessoas encarceradas no mundo.<\/b><!--more--><\/p>\n<p>Os dados correspondem a um levantamento realizado pelo Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional (Depen) do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a (MJ), divulgado na ter\u00e7a-feira (26), com informa\u00e7\u00f5es atualizadas em dezembro de 2014.<\/p>\n<p>Apenas os Estados Unidos, R\u00fassia e China, em ordem decrescente, t\u00eam mais presos que o Brasil. A popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria brasileira \u00e9 maior que a da \u00cdndia, pa\u00eds cuja popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1.200 milh\u00f5es de pessoas. Caso se mantenha o ritmo do aumento de encarcerados, em 2075, o pa\u00eds ter\u00e1 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira na pris\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Perfil das pessoas privadas da liberdade<\/b><\/p>\n<p>Do total de presos (622.202), 40% est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o preventiva, ou seja, ainda n\u00e3o foram condenados nem sequer em primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O perfil \u00e9tnico e social das pessoas privadas da liberdade aponta para um padr\u00e3o nos c\u00e1rceres brasileiros. Segundo o estudo, 61,6% dos presos s\u00e3o negros (negros e pardos) \u2013 sendo que no Brasil s\u00e3o 53,6% da popula\u00e7\u00e3o. Os dados tamb\u00e9m assinalam que apenas 9,5% concluiu seus estudos secund\u00e1rios, quando a m\u00e9dia nacional \u00e9 de 32%.<\/p>\n<p><b>Alternativas<\/b><\/p>\n<p>Renato de Vitto, diretor do Depen, comentou com Brasil de Fato os dados revelados. Para o funcion\u00e1rio penitenci\u00e1rio, existe um n\u00famero excessivo de casos de pris\u00e3o provis\u00f3ria desnecess\u00e1rias no pa\u00eds. \u201c37% dos casos em que as pessoas respondem ao processo, n\u00e3o recebem condena\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o. OU s\u00e3o absolvidas ou recebem penas alternativas\u201d, revelou De Vitto.<\/p>\n<p>Segundo sua avalia\u00e7\u00e3o, m\u00e9todos alternativos como a pulseira eletr\u00f4nica, poderiam ser utilizados, restringindo a pris\u00e3o preventiva a casos graves. Para o diretor do Depen, a efic\u00e1cia da pris\u00e3o deve come\u00e7ar a ser questionada.<\/p>\n<p>\u201cA pena de pris\u00e3o \u00e9 um rem\u00e9dio caro, amargo e que agrava a enfermidade. Em 1990, t\u00ednhamos 90 mil presos. Hoje temos 622 mil. Hoje, com 530 mil pessoas presas a mais no c\u00e1rcere, algu\u00e9m se sente mais seguro? Talvez a f\u00f3rmula \u2018se temos mais crimes, vamos prender mais\u2019 n\u00e3o esteja funcionando\u201d, reflete.<\/p>\n<p>De Vitto tamb\u00e9m acredita que os dados coletados devem ser lidos com cautela, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao perfil dos presos.<\/p>\n<p>\u201cNa verdade, n\u00e3o existe uma caracter\u00edstica intr\u00ednseca desses grupos. N\u00e3o se pode fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do crime s\u00f3 a partir de quem o comete, por\u00e9m de uma perspectiva dos \u00f3rg\u00e3os de controle. N\u00e3o existe uma tend\u00eancia a cometer crimes por ter menos recursos ou menos escolaridade. O que existe \u00e9 uma tend\u00eancia do sistema de Justi\u00e7a e das pol\u00edcias de criminalizar o pobre, o exclu\u00eddo\u201d, finalizou o diretor do Depen.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2016\/05\/03\/numero-de-presos-en-brasil-crece-167-en-14-anos\/\">http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2016\/05\/03\/numero-de-presos-en-brasil-crece-167-en-14-anos\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"37% das pessoas presas no Brasil ainda n\u00e3o possuem condena\u00e7\u00e3o Por Rafael Tatemoto, Brasil de Fato, 3 de maio de 2016 \u2013 Em \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/10985\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-10985","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c101-criminalizacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Rb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10985\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}