{"id":11016,"date":"2016-05-11T15:04:11","date_gmt":"2016-05-11T18:04:11","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11016"},"modified":"2016-06-02T19:10:56","modified_gmt":"2016-06-02T22:10:56","slug":"na-guerra-de-quarta-geracao-o-inimigo-somos-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11016","title":{"rendered":"Na \u201cguerra de quarta gera\u00e7\u00e3o\u201d, o inimigo somos n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.patrialatina.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/acerto-de-contas-pm-e-pcc-em-sp-2.gif?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Por Ign\u00e1cio Ramonet<\/p>\n<p><em>Em seu livro mais recente, <strong>Ignacio Ramonet<\/strong> indaga: Qual o futuro de sociedades em que os cidad\u00e3os s\u00e3o vigiados simultaneamente por mega-corpora\u00e7\u00f5es e Estados semi-policiais?<\/em><!--more--><\/p>\n<p>Por <strong>Ignacio Ramonet | <\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<strong> Cau\u00ea Seignemartin Ameni<\/strong><\/p>\n<p><em>Tenha espi\u00f5es em todas as partes!<\/em><br \/>\n<strong>Sun Tzu, A arte da guerra<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cHoje, os cidad\u00e3os do mundo somos vigiados e, portanto, controlados. A internet revolucionou totalmente os campos da informa\u00e7\u00e3o e da vigil\u00e2ncia, que agora \u00e9 onipresente e imaterial. Disso beneficiam-se as cinco megaempresas privadas que dominam a rede: Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft. Elas se enriquecem com a explora\u00e7\u00e3o de nossos dados pessoais, que transferem continuamente \u00e0 NSA, a mais secreta e potente das ag\u00eancias norte-americanas de informa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Em \u201cO Imp\u00e9rio da vigil\u00e2ncia\u201d, Ramonet descreve a alian\u00e7a sem precedentes entre o Estado, o aparato militar de seguran\u00e7a e as grandes ind\u00fastrias da internet, que deram origem a este imperio de vigil\u00e2ncia. Noam Chomsky e Julian Assange completam a tese com suas opini\u00f5es\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>A seguir, um fragmento do quarto cap\u00edtulo:<\/em><\/p>\n<p><strong>Uma guerra da quarta gera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Todas as lei do tipo <em>Patriot Act<\/em>, que pisoteiam o direito ao anonimato e a vida privada de milh\u00f5es de pessoas, e que foram qualificadas como \u201cliberticidas\u201d por in\u00fameras organiza\u00e7\u00f5es de defesa pelo direitos humanos, s\u00e3o consequ\u00eancia de uma nova doutrina militar: da \u201cguerra permanente e sem limites\u201d. Para as autoridades norte-americanas em primeiro lugar, mas tamb\u00e9m, e pouco a pouco, para os governos de outros pa\u00edses como Fran\u00e7a e Espanha, o peso da amea\u00e7a de terroristas e de movimentos insurgentes n\u00e3o estatais, camuflados entre a popula\u00e7\u00e3o urbana, obriga a alcan\u00e7ar um n\u00edvel mais sofisticado de informa\u00e7\u00e3o mediante tecnologias de ponta. \u201cEm nossa luta contra o terrorismo \u2013 declarou, por exemplo, o presidente Obama \u2013 necessitamos dispor de todos os instrumentos eficazes.\u201d<\/p>\n<p>Segundo est\u00e1 doutrina, a guerra assim\u00e9trica contempor\u00e2nea, sobretudo contra o fen\u00f4meno jihadista (tanto da Al Qaeda como, mais recentemente, o Estado Isl\u00e2mico), contra suas \u201cc\u00e9lulas dormentes\u201d, e, sobretudo, contra figura do \u201clobo solit\u00e1rio\u201d, refor\u00e7a drasticamente o uso permanente de t\u00e9cnicas militarizadas de vigil\u00e2ncia na vida cotidiana.<\/p>\n<p>Efetivamente, como explica o ge\u00f3grafo brit\u00e2nico Stephen Graham, esta \u201cguerra da quarta gera\u00e7\u00e3o\u201d desenvolve-se cada vez mais em espa\u00e7os urbanos: terminais de transporte, est\u00e1dios, teatros, supermercados, oficinas, edif\u00edcios, shoppings, corredores do metr\u00f4, suburbios industriais, aeroportos\u2026 \u201cDeste modo, a cidade encontra-se no centro das preocupa\u00e7\u00f5es das autoridades respons\u00e1veis pelas a\u00e7\u00f5es militares e de seguran\u00e7a, uma vez que \u00e9 o espa\u00e7o onde os poderes ocidentais s\u00e3o vulner\u00e1veis como campo de batalha na luta contra os inimigos do Ocidente.\u201d<\/p>\n<p><strong>Insetos voadores robotizados<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0resposta das autoridades, em consequ\u00eancia, tem consistido em multiplicar as estrategias de vigil\u00e2ncia e controle recorrendo a novas ferramentas de espionagem, em grande parte acionadas a dist\u00e2ncia: perfil dos indiv\u00edduos, vigil\u00e2ncia dos lugares, comprova\u00e7\u00e3o dos comportamentos etc.; empregando todas as tecnologias de persegui\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis: v\u00eddeo, scanner biom\u00e9trico, sat\u00e9lites, drones, c\u00e2meras infravermelhas, e outras t\u00e9cnicas de capta\u00e7\u00e3o de dados: pegadas digitais, leitura de \u00edris, compara\u00e7\u00e3o de DNA, reconhecimento de voz, do rosto e do peso, medi\u00e7\u00e3o da temperatura via laser, an\u00e1lises comparadas do odor e da forma de andar, insetos voadores robotizados (ou \u201cdronizados\u201d) que penetram o interior dos edif\u00edcios para observar o inimigo e seu armamento\u2026<\/p>\n<p>Tudo isto sup\u00f5e uma aut\u00eantica invas\u00e3o da vida privada dos cidad\u00e3os por uma serie de detetores, geralmente invis\u00edveis e conectados, com capacidade para esquadrinhar todos os atos e gestos. Chris Anderson, antigo redator-chefe da revista e e fundador do 3Drobotics, uma empresa de fabrica\u00e7\u00e3o de rob\u00f4s, acredita que esta tend\u00eancia continuar\u00e1 e se acelerar\u00e1. Prev\u00ea que, num futuro pr\u00f3ximo, com a prolifera\u00e7\u00e3o de drones, \u201chaver\u00e1 milh\u00f5es de c\u00e2meras voando acima de nossas cabe\u00e7as\u201d. Estes drones se basear\u00e3o nos padr\u00f5es de vida: se uma pessoa apresenta \u201ccaracter\u00edsticas de vida\u201d semelhantes \u201cvisualmente\u201d \u00e0s de uma pessoal considerada \u201cperigosa\u201d, ela ser\u00e1 marcada e eliminada. Nunca se conhecer\u00e1 seu nome; a identidade importa menos que a elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica de algu\u00e9m que se parece com um \u201cterrorista\u201d. Caminhamos assim para um mundo semelhante ao que imaginou, em 1987, o romancista brit\u00e2nico Arthur C. Clarke em seu relato de fic\u00e7\u00e3o <em>2061: Odisseia tr\u00eas<\/em>. A a\u00e7\u00e3o desenvolve-se na \u201cera da transpar\u00eancia\u201d, num mundo onde a paz e a ordem est\u00e3o garantidas por uma permanente vigil\u00e2ncia universal mediante enxames de sat\u00e9lites.<\/p>\n<p><strong>Sociedades de controle<\/strong><\/p>\n<p>As autoridades nos dizem: \u201cHaver\u00e1 menos privacidade e menos respeito pela vida particular, mas haver\u00e1 mais seguran\u00e7a\u201d. Mas em nome desse imperativo instala-se, de maneira furtiva, um regime de seguran\u00e7a que podemos classificar como \u201csociedade de controle\u201d. Em seu livro \u201cVigiar e Punir\u201d, o fil\u00f3sofo Michel Foucault explica como o \u201cPan\u00f3tico\u201d (\u201co olho que tudo v\u00ea\u201d) (6) \u00e9 um dispositivo arquitet\u00f4nico que cria uma \u201csensa\u00e7\u00e3o de onisci\u00eancia invis\u00edvel\u201d e permite que os guardas vigiem sem serem vistos dentro da pris\u00e3o. Atualmente, o princ\u00edpio do \u201cpan\u00f3tico\u201d \u00e9 aplicado a toda sociedade.<\/p>\n<p>Na pris\u00e3o, os detidos expostos permanentemente \u00e0 mirada oculta dos \u201cvigilantes\u201d, vivem com o temor de serem flagrados cometendo alguma falta. Isso os leva a se autodisciplinarem\u2026 Podemos deduzir que o princ\u00edpio organizador de uma sociedade disciplin\u00e1ria \u00e9 o seguinte: estabelecendo-se uma vigil\u00e2ncia ininterrupta, as pessoas acabam por modificar seus comportamentos. Como afirma Glenn Greenwald, \u201cas experi\u00eancias hist\u00f3ricas demonstram que a simples exist\u00eancia de um sistema de vigil\u00e2ncia em grande escala, seja qual for a maneira pela qual \u00e9 utilizada, \u00e9 o suficiente para reprimir dissidentes. Uma sociedade consciente de estar permanentemente vigiada torna-se, por consequ\u00eancia, mais d\u00f3cil e amedrontada\u201d.<\/p>\n<p>Hoje em dia, o sistema pan\u00f3tico foi refor\u00e7ado com uma particular novidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s sociedades de controle anteriores, que confinavam as pessoas consideradas antissociais, marginais, rebeldes ou inimigas em lugares de priva\u00e7\u00e3o fechada: pris\u00f5es, reformat\u00f3rios, manic\u00f4mios, asilos, campos de concentra\u00e7\u00e3o, etc. Nossas sociedades de controle modernas oferecem uma aparente liberdade a todos os suspeitos (ou seja, a todos cidad\u00e3os), enquanto os mant\u00eam sob permanente vigil\u00e2ncia eletr\u00f4nica. A conten\u00e7\u00e3o digital sucedeu a conten\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>O Google sabe tudo sobre voc\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0s vezes, essa vigil\u00e2ncia constante tamb\u00e9m acontece com a ajuda de dedos-duros tecnol\u00f3gicos que adquirimos \u201clivremente\u201d: computadores, telefones celulares, tablets, bilhetes eletr\u00f4nicos para transportes p\u00fablicos, cart\u00f5es de cr\u00e9dito inteligentes, cart\u00f5es de fidelidade, aparelhos GPS, etc. Por exemplo, o portal Yahoo!, que cerca de 800 milh\u00f5es de pessoas consultam regular e constantemente, captura uma m\u00e9dia de 2.500 rotinas de cada um de seus usu\u00e1rios por m\u00eas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Google, cujo n\u00famero de usu\u00e1rios \u00e9 maior que 1 bilh\u00e3o, disp\u00f5e de um impressionante n\u00famero de sensores para espionar o comportamento de cada usu\u00e1rio (8): o buscador Google Search, por exemplo, permite saber onde o internauta se encontra, o que ele busca e em que momento. O navegador Google Chrome, um mega-dedo-duro, envia diretamente para a Alphabet (a empresa matriz do Google) tudo o que o usu\u00e1rio faz quando navega na internet. O Google Analytics elabora estat\u00edsticas muito precisas sobre a navega\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios na rede. O Google Plus recolhe informa\u00e7\u00f5es complement\u00e1rias e as mescla. O Gmail analisa a correspond\u00eancia trocada \u2013 o que revela muito sobre o remetente e seus contatos. O servi\u00e7o DNS (Sistema de Nome de Dom\u00ednio) do Google analisa os sites visitados. O YouTube, o servi\u00e7o de v\u00eddeos mais visitados do mundo, que tamb\u00e9m pertence a Google \u2013 e portanto, \u00e0 Alphabet \u2013 registra tudo o que fazemos em seu interior. O Google Maps identifica o lugar em que nos encontramos, para onde vamos, quando e por qual itiner\u00e1rio\u2026 AdWords sabe o que queremos vender ou promover.<\/p>\n<p>E desde o momento em que ligamos um smartphone que opera com Android, o Google sabe imediatamente onde estamos e o que estamos fazendo. Ningu\u00e9m nos obriga a utilizar o Google, mas quando o fazemos, eles sabem tudo sobre n\u00f3s. E, segundo Julian Assange, imediatamente informa as autoridades dos Estados Unidos\u2026.<\/p>\n<p>Em outras ocasi\u00f5es, os que espionam e rastreiam nossos movimentos s\u00e3o sistemas dissimulados ou camuflados, semelhantes aos radares nas avenidas, os drones ou as c\u00e2meras de vigil\u00e2ncia (tamb\u00e9m chamadas de \u201cvideoprote\u00e7\u00e3o\u201d). Esse tipo de c\u00e2mera tem se proliferado tanto que, por exemplo, no Reino Unido \u2013 onde existem mais de 4 milh\u00f5es dela, uma para 15 habitantes \u2013 um pedestre pode ser filmado em Londres at\u00e9 300 vezes ao dia. E as c\u00e2meras de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, com a Gigapan, de alt\u00edssima defini\u00e7\u00e3o (mais de um bilh\u00e3o de pixels) permitem obter, com apenas uma fotografia e atrav\u00e9s de um poderoso zoom que entra na pr\u00f3pria fotografia \u2013 a ficha biom\u00e9trica do rosto de cada uma das milhares de pessoas presentes em um est\u00e1dio, um com\u00edcio ou uma manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Apesar de existirem s\u00e9rios estudos, que j\u00e1 demonstraram a fraca efici\u00eancia da videovigil\u00e2ncia em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a, esta t\u00e9cnica segue sendo ratificada pelos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o. Uma parte da opini\u00e3o p\u00fablica acaba por aceitar a restri\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias liberdades: 63% dos franceses declaram estar dispostos a uma \u201climita\u00e7\u00e3o das liberdades individuais na internet, por conta da luta contra o terrorismo\u201d.<\/p>\n<p>O que demonstra haver, ainda, muita margem de submiss\u00e3o a ser explorada pelos que nos vigiam\u2026.<\/p>\n<p>Uma nova concep\u00e7\u00e3o de identidade parece emergir. Muitas pessoas n\u00e3o veem nenhum inconveniente em responder a pesquisas da rede sobre sua intimidade e seus gostos em mat\u00e9ria de leituras, moda, cinema, gastronomia, sexualidade, viagens, etc. Agrada-lhes que a internet as conhe\u00e7a melhor, para que possa receber ofertas personalizadas, adaptadas a seu perfil\u2026<\/p>\n<p><strong>Sociedades exibicionistas<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso reconhecer que muitas pessoas zombam da prote\u00e7\u00e3o da vida privada e reivindicam, ao contr\u00e1rio, o direito a mostrar e exibir sua intimidade. Isso pode surpreender, mas quem reflete sobre o tema percebe: um conjunto de sinais e sintomas anunciava, h\u00e1 algum tempo, a inevit\u00e1vel chegada deste tipo de comportamento, que mescla voyeurismo e exibicionismo, vigil\u00e2ncia e submiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua matriz distante encontra-se, talvez, num c\u00e9lebre filme de Alfred Hitchcock, <em>A Janeela Indiscreta <\/em>(\u201cRear Window\u201d, 1954), em que um rep\u00f3rter gr\u00e1fico (James Stewart), onvalescente em sua casa, com uma perna engessada, observa por \u00f3cio o comportamento de seus vizinhos de frente. Num di\u00e1logo como Fran\u00e7ois Truffaut, Hitchcock explicava: \u201cSi, o personagem era um voyeur, mas n\u00e3o somos todos voyeurs? Truffaut admitia: \u201cTodos somos voyeurs, mesmo que seja quando vemos um filme intimista\u201d, Ent\u00e3o, Hitchcok observava: \u201cAposto que se algu\u00e9m v\u00ea, do outro lado da rua, uma mulher que se despe antes de dormir ou simplesmente um homem que est\u00e1 arrumando sua casa, nove em cada pessoas n\u00e3o poder\u00e3o deixar de olhar. Poderiam virar-se para outro lado e dizer: \u2018Isso n\u00e3o \u00e9 comigo\u2019, poderiam fechar as persianas\u2026 Mas n\u00e3o o far\u00e3o! Continuar\u00e3o olhando\u201d<\/p>\n<p>http:\/\/outraspalavras.net\/destaques\/nas-guerras-de-quarta-geracao-o-inimigo-somos-nos\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ign\u00e1cio Ramonet Em seu livro mais recente, Ignacio Ramonet indaga: Qual o futuro de sociedades em que os cidad\u00e3os s\u00e3o vigiados simultaneamente \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11016\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-11016","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2RG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11016"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11016\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}