{"id":11052,"date":"2016-05-14T12:42:23","date_gmt":"2016-05-14T15:42:23","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11052"},"modified":"2016-06-02T19:11:35","modified_gmt":"2016-06-02T22:11:35","slug":"tropas-estadunidenses-em-honduras-intervirao-na-venezuela-segundo-o-comando-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11052","title":{"rendered":"Tropas estadunidenses em Honduras intervir\u00e3o na Venezuela, segundo o Comando Sul"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/unnamed-103.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Por Dick e Mirian Emanuelsson, Resumen Latinoamericano \/ Resumen Latinoamericano\/ 07 de maio de 2016 \u2013 Foto: Honduras: Base Soto Cano, tropas militares estrangeiras<!--more--><\/p>\n<p><b>As tropas norte-americanas na base militar Soto Cano (Palmerola) t\u00eam a maior pista de aterrissagem da Am\u00e9rica Central. Aqui aterrissou o avi\u00e3o com militares hondurenhos que tinham sequestrado o derrubado presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho de 2009. O avi\u00e3o ficou 15 minutos e dali partiu para a Costa Rica, onde foi entregue. Por que Palmerola?<\/b><\/p>\n<p>\u201cT\u00eam que ir! N\u00e3o queremos bases militares aqui!\u201d<\/p>\n<p>For\u00e7as Especiais estadunidenses, concentradas em sua base militar Soto Cano (Palmerola), em Honduras, ser\u00e3o transferidas para intervir na Venezuela, segundo o chefe do Comando Sul, Kurt Tidd.<\/p>\n<p>A origem desta a\u00e7\u00e3o se baseia em um papel de trabalho do Comando Sul, sob o t\u00edtulo \u201cOpera\u00e7\u00e3o Venezuela Freedom-2\u201d, assinado pelo almirante Kurt Tidd, seu atual chefe, datado de 25 de fevereiro de 2016.<\/p>\n<p>O extenso documento destaca 12 tarefas t\u00e1ticas e estrat\u00e9gicas que terminar\u00e3o de criar as condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas e militares para executar a Carta Democr\u00e1tica da OEA e, assim, legitimar a interven\u00e7\u00e3o estadunidense na Venezuela.<\/p>\n<p>\u00c9 mais ou menos a mesma posi\u00e7\u00e3o que expressou o chefe anterior do Comando Sul, John Kelly, em outubro de 2015, em uma entrevista concedida a CNN. Nela, declarou que sim, os Estados Unidos est\u00e3o dispostos a intervir na Venezuela se a OEA ou a ONU assim pedir, declara\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita, j\u00e1 que Kelly \u00e9 militar e n\u00e3o pol\u00edtico.<\/p>\n<p><b>A base estrangeira em Honduras e o cerco militar \u00e0 Venezuela<\/b><\/p>\n<p>No documento<a href=\"http:\/\/anncol.eu\/%20%E2%80%9COperaci%C3%B3n%20Venezuela%20Freedom-2%E2%80%9D\" target=\"_blank\"><u> \u201cOpera\u00e7\u00e3o Venezuela Freedom-2\u201d<\/u><\/a> o chefe do Comando Sul escreve o seguinte:<\/p>\n<p>\u201cEnquanto na situa\u00e7\u00e3o militar atual n\u00e3o podemos atuar abertamente, com as for\u00e7as especiais aqui presentes \u00e9 poss\u00edvel concretizar o j\u00e1 anteriormente planejado para a Fase 2 (Pin\u00e7a) da opera\u00e7\u00e3o. Os treinamentos e preparativos operacionais dos \u00faltimos meses, com a For\u00e7a-Tarefa Conjunta Bravo na base de Palmerola, em Comayagua, Honduras, e a For\u00e7a-Tarefa Conjunta Intelig\u00eancia Sul, permite colocar tais componentes em condi\u00e7\u00f5es de atuar rapidamente em um arco geoestrat\u00e9gico apoiado nas bases militares de \u2018controle e monitoramento\u2019 nas ilhas antilhanas de Aruba (Reina Beatriz) e Cura\u00e7ao (Hato Rey); em Arauca (Col\u00f4mbia), Larandia (Col\u00f4mbia), Tres Esquinas (Col\u00f4mbia), Puerto Legu\u00edzamo (Col\u00f4mbia), Florencia e Leticia na Col\u00f4mbia; tudo isso como Lugar de Opera\u00e7\u00f5es Avan\u00e7adas (FOL), com proje\u00e7\u00f5es sobre a regi\u00e3o central da Venezuela, onde se concentra o poderio pol\u00edtico-militar\u201d, para depois enumerar os ativos militares dispostos para a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Recorda o que dizia o senador Pa\u00fal Cover Dale, quando o congresso estadunidense come\u00e7ou o debate sobre o Plano Col\u00f4mbia, em 1999:<\/p>\n<p>\u201c<b>Para controlar a Venezuela \u00e9 indispens\u00e1vel ocupar militarmente a Col\u00f4mbia\u201d.<\/b><\/p>\n<p>O escrito acima descreve uma manobra militar, um cerco \u00e0 Venezuela pelos pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um segredo que os EUA controlam a Col\u00f4mbia desde a d\u00e9cada de 1950 e desde 2010 t\u00eam sete bases militares, cujas tarefas se baseiam principalmente em combater as guerrilhas das FARC e ELN, por\u00e9m tamb\u00e9m podem mobilizar tropas e avi\u00f5es rapidamente para a Venezuela.<\/p>\n<p><b>Reage o deputado Rafael Alegr\u00eda<\/b><\/p>\n<p>Os planos de guerra desde o solo hondurenho irritam Rafael Alegr\u00eda, deputado no congresso nacional pelo Partido Liberdade e Refunda\u00e7\u00e3o (Libre) e coordenador da Via Campesina em Honduras. Repudia categoricamente as novas inten\u00e7\u00f5es estadunidenses de intervir na Venezuela com tropas norte-americanas transferidas de sua base militar em Soto Cano (Palmerola), em Honduras, para a terra de Sim\u00f3n Bol\u00edvar.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 clar\u00edssima a interven\u00e7\u00e3o dos EUA nos assuntos internos dos latino-americanos. N\u00f3s hondurenhos temos um punhal cravado em nosso cora\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a base de Palmerola.<\/p>\n<p>\u2013 Agora com a For\u00e7a-Tarefa Conjunta Bravo na base estrangeira de Palmerola, desempenha um papel conden\u00e1vel. Porque essa base foi posta aqui para apoiar a contrarrevolu\u00e7\u00e3o que estava sendo operada na Am\u00e9rica Central nos anos de 1990 e para atacar os movimentos sociais e populares e os governos democr\u00e1ticos da regi\u00e3o. N\u00e3o est\u00e3o dispostos a ced\u00ea-la, salvo quando tivermos um governo do povo. T\u00eam que ir! N\u00e3o queremos bases militares aqui. Por\u00e9m, igualmente, a Am\u00e9rica Latina est\u00e1 cheia de bases militares estadunidenses. N\u00e3o \u00e9 mais que um reflexo do medo que possuem dos povos serem livres. E o exemplo da Venezuela gera um medo terr\u00edvel, destaca Alegr\u00eda.<\/p>\n<p><b>As invas\u00f5es \u00e0 Guatemala a partir de Honduras<\/b><\/p>\n<p>Recorda que de Honduras saiu, em 18 de junho de 1954, a expedi\u00e7\u00e3o organizada pela CIA para derrubar o presidente progressista da Guatemala, Jacobo Arbenz. A expedi\u00e7\u00e3o foi preparada e encabe\u00e7ada pelo coronel guatemalteco Carlos Castillo Armas entre os anos de 1953-1954. Tinha a sua disposi\u00e7\u00e3o unidades militares das For\u00e7as Especiais que foram treinadas nos Estados Unidos. Em sua invas\u00e3o a sua pr\u00f3pria p\u00e1tria, exploraram os pontos chaves e cortaram linhas de tel\u00e9grafo.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de estado dos EUA, John Foster Dulles respaldava Castillo Armas. O chefe da CIA, Allen Dulles, e o embaixador estadunidense na Guatemala, John Peurifoy, financiavam a interven\u00e7\u00e3o \u00e0 Guatemala para preservar o poder e os interesses da United Fruit Company no pa\u00eds centro-americano, que tinha iniciado uma moderada reforma agr\u00e1ria. O presidente Dwight Eisenhower deu seu apoio \u00e0 invas\u00e3o.<\/p>\n<p><b>A invas\u00e3o de Playa Gir\u00f3n<\/b><\/p>\n<p>Sete anos depois, no territ\u00f3rio guatemalteco, a CIA organizou acampamentos para instruir militarmente os cubanos exilados que seriam os mercen\u00e1rios na invas\u00e3o da Playa Gir\u00f3n, em Cuba.<\/p>\n<p><b>Honduras n\u00e3o ficou de fora desta invas\u00e3o de terras guatemaltecas.<\/b><\/p>\n<p>O ator e jornalista norte-americano David A. Phillips foi enviado pela CIA a Honduras, onde se instalou na pequena ilha de Cisne (Swan, em ingl\u00eas) no Caribe, o mais pr\u00f3ximo de Cuba, e armou uma das mais potentes emissoras de radio. Operava como ferramenta na guerra psicol\u00f3gica e na prepara\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica para a invas\u00e3o de Cuba revolucion\u00e1ria. Phillips teve a mesma miss\u00e3o na prepara\u00e7\u00e3o ante a invas\u00e3o da Guatemala e com sucesso.<\/p>\n<p><b>A Radio Swan declarava, por exemplo o seguinte:<\/b><\/p>\n<p>\u201cM\u00e3e cubana, escute isto! A pr\u00f3xima lei do governo ser\u00e1 tirar seus filhos dos cinco aos dezoito anos. Miliciano, tenha cuidado quando sa\u00edres! Fa\u00e7a como na R\u00fassia, em grupos de tr\u00eas. Caso n\u00e3o queira morrer, passe para as fileiras da verdadeira revolu\u00e7\u00e3o. Fidel est\u00e1 buscando uma forma de destruir a Igreja, por\u00e9m isso n\u00e3o poder\u00e1 acontecer. Cubano, venha \u00e0 Igreja e siga as orienta\u00e7\u00f5es do clero!\u201d.<\/p>\n<p><b>A guerra USA contra os vizinhos de Honduras<\/b><\/p>\n<p>Honduras foi o Porta-avi\u00f5es fixo durante a guerra dos Contras nicaraguenses na d\u00e9cada de 1990 e contra a guerra de liberta\u00e7\u00e3o salvadorenha liderada pelo FMLN. \u201cEra uma Playa Gir\u00f3n diariamente\u201d, me dizia um miliciano nicaraguense em 1983, quando vinha da fronteira com Honduras. Ali incursionava a contrarrevolu\u00e7\u00e3o armada, que custou \u00e0 Nicar\u00e1gua mais de 50.000 de seus melhores filhos e filhas. Em Honduras, onde o homem forte era John Negroponte, os Contras tinham suas pr\u00f3prias bases militares.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, em Honduras foram preparadas as for\u00e7as especiais salvadorenhas, treinadas pelos militares estadunidenses e argentinos, que tamb\u00e9m os instru\u00edram em tortura sofisticada.<\/p>\n<p>\u201c<b>Proximidade Honduras-Caracas\u201d<\/b><\/p>\n<p>E agora, de sua base militar em Palmerola, em Honduras, est\u00e1 pronta a For\u00e7a-Tarefa Conjunta Bravo para ser enviada \u00e0 Venezuela, dizendo que salvar\u00e1 o povo venezuelano da \u201cca\u00f3tica situa\u00e7\u00e3o\u201d, como dizia John Kelly.<\/p>\n<p>Recorda que a base de Palmerola, ou Soto Cano, tem a maior pista de aterrissagem da Am\u00e9rica Central e foi refor\u00e7ada em 2013, com outras 700 camas para albergar a mesma quantidade de unidades militares. Para qu\u00ea?, se perguntam hoje os hondurenhos.<\/p>\n<p>As casas dos militares estadunidenses com fam\u00edlias em Palerola, Honduras.<\/p>\n<p>V\u00eddeo 1: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/0gEBwDqQuYE\" target=\"_blank\">https:\/\/youtu.be\/0gEBwDqQuYE<\/a><\/p>\n<p>V\u00eddeo 2: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5O34fsZG2Tw\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5O34fsZG2Tw<\/a><\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2016\/05\/07\/tropas-estadounidenses-en-honduras-intervendran-en-venezuela-segun-el-comando-sur\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Dick e Mirian Emanuelsson, Resumen Latinoamericano \/ Resumen Latinoamericano\/ 07 de maio de 2016 \u2013 Foto: Honduras: Base Soto Cano, tropas militares \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11052\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[8,38],"tags":[],"class_list":["post-11052","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Sg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11052"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11052\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}