{"id":11103,"date":"2016-05-19T16:12:50","date_gmt":"2016-05-19T19:12:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11103"},"modified":"2016-06-02T19:13:11","modified_gmt":"2016-06-02T22:13:11","slug":"vozes-da-terra-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11103","title":{"rendered":"Vozes da Terra Livre"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Sonia-Guajajara-por-Vin%C3%ADcius-Carvalho.jpg?w=554&amp;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Texto e Fotos por Vinic\u00edus Carvalho, especial para Jornalistas Livres<\/p>\n<p>por <a title=\"Artigos de Jornalistas Livres\" href=\"https:\/\/jornalistaslivres.org\/author\/jornalistas-livres\/\" rel=\"author\">Jornalistas Livres<\/a><\/p>\n<p>Cerca de mil ind\u00edgenas de quase cem etnias acamparam em Bras\u00edlia, entre 10 e 12 de maio, para exigir a garantia de seus territ\u00f3rios e a manuten\u00e7\u00e3o de seus direitos.<!--more--><\/p>\n<p>Os Jornalistas Livres estiveram l\u00e1 e trazem 20 depoimentos de importantes lideran\u00e7as ind\u00edgenas do Brasil.<\/p>\n<p>Guarde estes rostos, escute suas vozes. Em tempos sombrios, s\u00e3o apontamentos importantes do movimento ind\u00edgena para temas como democracia, representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, direito ao territ\u00f3rio, igualdade de g\u00eanero e estrat\u00e9gias de luta. Muita luta.<\/p>\n<p>O Acampamento Terra Livre \u00e9 organizado pela Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB) e teve como tema, este ano, o \u201cDireito de Viver\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u2013 \u2013 \u2013 \u2013 <\/strong><\/p>\n<p><strong>Sonia Guajajara (MA)<\/strong><\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o-executiva da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Sonia-Guajajara-por-Vin%C3%ADcius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cReunimos em Bras\u00edlia mais de cem povos porque acreditamos que a mudan\u00e7a e o respeito est\u00e3o na for\u00e7a da nossa mobiliza\u00e7\u00e3o e na for\u00e7a da nossa uni\u00e3o. N\u00e3o podemos desistir. N\u00e3o podemos esperar que outros falem por n\u00f3s, temos que ter nossos parlamentares levantando a nossa voz. E agora temos um governo declarado contra n\u00f3s. E o que vai ser uma das prioridades do Governo Temer? A aprova\u00e7\u00e3o da PEC 215, a revoga\u00e7\u00e3o de todas as homologa\u00e7\u00f5es, portarias e declara\u00e7\u00f5es assinadas agora pela presidente Dilma. E n\u00f3s vamos aceitar? N\u00e3o! Vamos permitir retrocessos? N\u00e3o! Esta for\u00e7a tem que vir de n\u00f3s, da nossa uni\u00e3o. N\u00e3o podemos ficar esperando que algu\u00e9m chegue oferecendo apoio para n\u00f3s, n\u00f3s temos que nos organizar nas aldeias, nos munic\u00edpios e nos estados, do nosso jeito. N\u00f3s temos que ter a nossa pr\u00f3pria autonomia\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Ailton Krenak (MG)<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Ailton-Krenak-por-Vin%C3%ADcius-Carvalho.jpg?resize=564%2C376&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cAqui est\u00e3o pessoas que fazem essa luta h\u00e1 30, 40 anos. Est\u00e3o aqui na nossa frente pessoas que sabem que o povo ind\u00edgena nunca foi atendido por governo nenhum, nem por este de agora nem pelos anteriores. Que bom ver aqui jovens que s\u00e3o da idade dos meus filhos, da idade dos meus netos, v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es que continuam seguindo o ritmo do marac\u00e1, firmes, e que n\u00e3o v\u00e3o baixar a bola para os brancos. Quando pintei o meu rosto de jenipapo na Assembleia Nacional Constituinte, era exatamente isso que eu falava para os deputados, os ministros e as autoridades do governo. Eu dizia: \u2018contra a arrog\u00e2ncia de voc\u00eas, n\u00f3s temos nossas pinturas de guerra\u2019, \u2018contra a arrog\u00e2ncia de voc\u00eas, n\u00f3s temos a for\u00e7a do nosso esp\u00edrito\u2019 . E \u00e9 com nosso esp\u00edrito guerreiro que seguiremos garantindo nossos territ\u00f3rios, seja onde for. Onde as mineradoras derramarem venenos em nossos rios, onde os garimpos e madeireiras entrarem para derrubar nossas florestas, l\u00e1 estaremos com nossa resist\u00eancia. E essa resist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 de hoje. Como bem disse nossa querida Sonia Guajajara em meio a essa crise pol\u00edtica, independente do governo, temos sempre a mesma luta, que \u00e9 defender nossos territ\u00f3rios e defender a nossa vida.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Anara Bar\u00e9 (AM)<\/strong><\/p>\n<p><em>Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Anara-Bar%C3%A9-por-Vin%C3%ADcius-Carvalho.jpg?resize=540%2C360&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Sou Anara. Na minha l\u00edngua ind\u00edgena, Iandara. Perten\u00e7o ao povo Bar\u00e9, da Terra Ind\u00edgena do Alto Rio Negro e estou hoje compondo a coordena\u00e7\u00e3o executiva da Coiab. Mesmo com todas as dificuldades, temos aqui representantes de cada ponto da nossa Amaz\u00f4nia para poder se juntar \u00e0s outras regi\u00f5es nessa luta que \u00e9 de todos n\u00f3s. Sou m\u00e3e, sou esposa, e para n\u00f3s mulheres \u00e9 uma honra estar do lado dos nossos guerreiros carregando, juntos, todas as dificuldades deste governo brasileiro; dessas pessoas que chegaram aqui na nossa terra e acham que n\u00f3s n\u00e3o existimos. At\u00e9 quando eles v\u00e3o achar que nos inibem? Estamos aqui para dizer n\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, n\u00e3o \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o, para dizer que n\u00e3o somos bandidos. Estamos aqui para dizer que, independentemente de regi\u00e3o ou de povo, n\u00f3s somos a na\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do Brasil. Pela nossa luta, para que possamos continuar a defender nossa m\u00e3e Terra, pelos nossos filhos, queremos convocar a todos para seguir unidos.\u201d<\/p>\n<p><strong>Sarap\u00f3 Pankararu (PE) <\/strong><\/p>\n<p><em>Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do NE, MG e ES (Apoimne)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Sarap%C3%B3-Pankararu-por-Vin%C3%ADcius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cTemos ouvido muito falar em duas palavras: golpe e democracia. E n\u00f3s, povos ind\u00edgenas, ficamos muitas vezes nos perguntando: \u00e9 golpe ou n\u00e3o \u00e9? Na realidade, quem vem levando golpe h\u00e1 anos somos n\u00f3s. A portaria 303 \u00e9 um golpe. A PEC 215 \u00e9 um golpe. E o que seria a democracia? Para n\u00f3s, povos ind\u00edgenas, democracia \u00e9 ver respeitados os artigos 231 e 232 da Constitui\u00e7\u00e3o, \u00e9 ver os povos ind\u00edgenas respeitados nos direitos que n\u00f3s conquistamos\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Ednaldo Tabajara (PB)<\/strong><\/p>\n<p><em>Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do NE, MG e ES (Apoimne)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Ednado-Tabajara-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" sizes=\"(max-width: 554px) 100vw, 554px\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cVejo agora que a obriga\u00e7\u00e3o nossa \u00e9 reagrupar. Fui o cacique mais novo do Nordeste, hoje sou o segundo mais novo. Fico temeroso. Como vamos entrar em um governo onde a gente nunca foi visto por eles? Como n\u00f3s, agora, vamos nos organizar internamente para fazermos assembleias em cada povo para abrir essa brecha? Nossa obriga\u00e7\u00e3o, enquanto lideran\u00e7as, \u00e9 fortalecer nossas organiza\u00e7\u00f5es. \u00c9 como se fossem os dedos da gente. Eles podem ser diferentes, mas todos dependem da palma da m\u00e3o. E eu vejo o movimento ind\u00edgena como a palma da nossa m\u00e3o. Arrancaram nossas folhas, quebraram nossos galhos, cortaram nosso tronco, mas esqueceram de tirar a nossas ra\u00edzes.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Neguinho Truk\u00e1 (PE)<\/strong><\/p>\n<p><em>C\u00e2mara de Vereadores de Cabrob\u00f3<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Neguinho-Truk%C3%A1-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cSabemos que dentro do Congresso Nacional tramitam, hoje, mais de 120 iniciativas contra n\u00f3s ind\u00edgenas. Temos duas mais atrevidas que s\u00e3o a PEC 215 e a PEC 227, que s\u00e3o iniciativas propostas pelo partido que se prop\u00f5e agora a assumir o governo. Independente se Dilma, Michel ou quem quer que seja, vemos os poderes se comendo entre si para ver quem leva mais vantagem e eu n\u00e3o concordo que, de imediato, a gente tenha que ir l\u00e1 dar ben\u00e7\u00e3o ao Temer, n\u00e3o. J\u00e1 tivemos dois presidentes do PMDB, Sarney e Itamar, e a gente sabe aqui qual pol\u00edtica o PMDB usou para regularizar as nossas terras. Acho que devemos esperar. N\u00e3o temos que dizer sim ou n\u00e3o, temos que defender o que rezam os artigos 231 e 232 da Constitui\u00e7\u00e3o e a Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT. Temos que olhar o passado bem presente em nossas vidas, onde, por exemplo, toda terra s\u00f3 saiu porque lutamos e fizemos autodemarca\u00e7\u00e3o. Se eles querem di\u00e1logo, que deem um sinal de que querem. Caso contr\u00e1rio, a gente vai fazer o que sempre fez a vida toda ocupando, resistindo, discutindo e provando que eles est\u00e3o errados. N\u00e3o \u00e9 hora de a gente baixar a cabe\u00e7a\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Samantha Xavante (ESTADO?)<\/strong><\/p>\n<p><em>Rede de Juventude Ind\u00edgena<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Samanta-Xavante-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cO que ser\u00e1 que t\u00eam de liga entre aquela mulher ind\u00edgena que est\u00e1 l\u00e1 no Rio Grande do Sul e aquela mulher ind\u00edgena que est\u00e1 no Oiapoque? E aquela mulher ind\u00edgena de S\u00e3o Paulo? Quais os desafios e enfrentamentos que ela passa? Talvez possa ser o mesmo que acontece em Roraima. Ent\u00e3o a gente sabe que cada povo tem suas especificidades, mas que \u00e9 preciso se unir. Ao se unir, a gente se fortalece. E aqui reconhecemos a import\u00e2ncia que tem o Acampamento Terra Livre como uma Assembleia de fato que une essa diversidade de povos, de gera\u00e7\u00f5es e de g\u00eanero tamb\u00e9m. S\u00e3o homens e mulheres, lideran\u00e7as de v\u00e1rios tipos de conhecimento, de lutas distintas mas que s\u00e3o tamb\u00e9m muito parecidas, porque o primordial \u00e9 a defesa pelos nossos direitos. Sim, somos mulheres. E, sim, temos enfrentamentos parecidos tamb\u00e9m com os dos homens, mas temos situa\u00e7\u00f5es que s\u00f3 n\u00f3s, mulheres, sabemos\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Paulo Tupiniquim (ES) <\/strong><\/p>\n<p><em>Coordena\u00e7\u00e3o da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do NE, MG e ES (Apoimne)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Paulo-Tupiniquim-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cAinda existe, na cabe\u00e7a de alguns governos, a ideia de que no sul, no sudeste e no nordeste os povos ind\u00edgenas n\u00e3o existem mais. Eu falo que isso \u00e9 mentira, porque, se n\u00e3o, n\u00e3o estar\u00edamos aqui. Existimos como povos ind\u00edgenas que mant\u00eam a sua cultura, a sua tradi\u00e7\u00e3o, o seu ritual, que lutam para que n\u00e3o venhamos a perder aquilo que n\u00f3s conquistamos. Quero dizer que a Constitui\u00e7\u00e3o de 88 foi tamb\u00e9m uma conquista dos povos ind\u00edgenas. Os governos e os parlamentares n\u00e3o deram nossos direitos por serem bonzinhos, mas porque n\u00f3s lutamos muito por eles. E, para n\u00f3s, ind\u00edgenas, n\u00e3o precisa de demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica para saber se um territ\u00f3rio \u00e9 tradicional ou n\u00e3o. N\u00f3s conhecemos nossos territ\u00f3rios tradicionais, sabemos onde ele come\u00e7a e onde ele termina. Se a gente for ter isso em conta, todo territ\u00f3rio brasileiro \u00e9 territ\u00f3rio tradicional ind\u00edgena. Foram os colonizadores que tiraram nosso sossego, que roubaram nossas riquezas, at\u00e9 nos reduzirem a uma quantidade m\u00ednima de povos. Mas n\u00e3o reduziram nossa for\u00e7a e nossa vontade de lutar\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Cacique Raoni (MT)<\/strong><\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Cacique-Raoni-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" sizes=\"(max-width: 554px) 100vw, 554px\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p><em> \u201cOs brancos invadiram nossa terra, n\u00f3s somos os primeiros habitantes. Eu fui orientado pelo grande sertanista Orlando Vilas Boas e seus irm\u00e3os para defender todos os povos do Brasil, n\u00e3o s\u00f3 o povo Kayap\u00f3. Defendo todos os parentes do Brasil. Essa minha luta que comecei a lutar por todos voc\u00eas, comecei quando eu era novo. Agora tenho idade, mas continuo lutando por todos voc\u00eas, parentes. Os governantes precisam respeitar a n\u00f3s. Isso \u00e9 o que eu tenho para falar. Quando o novo governo assumir, a\u00ed eu tenho que chegar nele para conversar com ele\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Joao Neves Galibi (AP)<\/strong><\/p>\n<p><em>Coordena\u00e7\u00e3o de Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Joao-Neves-Galibi-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em> \u201cEm nome da Coiab, a gente pode o apoio de todas as nossas regionais. Elas fortes \u00e9 que fazem uma Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB) forte, uma APIB que possa estar aqui diariamente em Bras\u00edlia nos apoiando e nos defendendo. Isso mostra para todos n\u00f3s e para o Brasil que n\u00f3s temos for\u00e7a, que n\u00f3s temos garra. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil reunir ind\u00edgenas do Oiapoque ao Chu\u00ed, mas estamos aqui. Um dos momentos mais importantes para n\u00f3s \u00e9 o momento eletivo, e todos estamos vendo isso. Estamos trabalhando a quest\u00e3o das nossas verean\u00e7as, dos nossos deputados. Contamos com poucos nesses espa\u00e7os. E n\u00e3o falamos aqui s\u00f3 em nome dos povos ind\u00edgenas, porque os nossos direitos s\u00e3o de todo Brasil e do Mundo. Uma terra demarcada \u00e9 uma terra preservada, \u00e9 uma terra inteira, com toda sua fertilidade. E quem usufrui isso? S\u00e3o s\u00f3 os povos ind\u00edgenas? N\u00e3o, s\u00e3o todos que moram no Brasil\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Daiara Tucano (DF)<\/strong><\/p>\n<p><em>R\u00e1dio Yand\u00e9<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Daira-Tucano-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cNos \u00faltimos anos, sofremos com o crescimento abrupto da viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas com o avan\u00e7o da fronteira agr\u00edcola e como reposta \u00e0s conquistas de nossa luta: a Confer\u00eancia de Pol\u00edticas Indigenistas resultou na cria\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Pol\u00edticas Indigenistas, que foi logo questionado pelo novo governo. Neste momento de retrocessos, o movimento ind\u00edgena mostra sua grande capacidade de se organizar e continuar resistindo em todos os espa\u00e7os. As canetas n\u00e3o s\u00e3o capazes de anular nosso conhecimento nem nossa uni\u00e3o, e estaremos cada vez mais organizados dentro de nossas comunidades sejam elas na retomada, na cidade, no campo ou na floresta. A juventude ind\u00edgena est\u00e1 cada vez mais consciente de sua capacidade e ser\u00e1 imposs\u00edvel silenciar a realidade dos povos ind\u00edgenas, somos orgulhosos de nossa identidade e dignos herdeiros de nosso conhecimento e estamos preparados para enfrentar qualquer desafio como sempre estivemos at\u00e9 que nossos direitos sejam respeitados como seres humanos e cidad\u00e3os. O movimento ind\u00edgena se fortalece e empodera nos espa\u00e7os que queriam nos negar: o ensino superior, a comunica\u00e7\u00e3o livre e os \u00e2mbitos internacionais, fortalecendo sua rede de comunica\u00e7\u00e3o e combatendo o genoc\u00eddio cultural como principal estrat\u00e9gia na defesa de nossas terras sagradas e das vidas de nossas crian\u00e7as\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Mariano Guarani<\/strong><\/p>\n<p><em>Coordena\u00e7\u00e3o da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas da Regi\u00e3o Sul (ARPIN Sul)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Mariano-Guarani-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cNossos parentes est\u00e3o \u00e0 beira das estradas, das cercas, das fazendas, reivindicando seu espa\u00e7o por dezenas de anos. Quero falar aqui do Vitor Kaingang, uma crian\u00e7a que foi degolada no colo de sua m\u00e3e, se amamentando. Ent\u00e3o, quando a gente fala em viol\u00eancia aos povos ind\u00edgenas, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 do passado que estamos falando. S\u00e3o coisas que acontecem diariamente, nossas lideran\u00e7as com balas alojadas nos seus corpos, violentadas por mil\u00edcias promovidas por deputados e pol\u00edticos da nossa regi\u00e3o para atacar nossos acampamentos. N\u00e3o s\u00e3o coisas do passado, n\u00e3o. \u00c9 hoje e \u00e9 na nossa pele. Diante dessa turbul\u00eancia politica que estamos vivendo, queremos dizer que passou monarquia, passaram presidentes e nossa luta continua\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Alberto Terena <\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Alberto-Terena-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cVoc\u00eas sabem do massacre contra os nossos povos, mas estamos firmes, presentes. E eu quero dizer a voc\u00eas: precisamos continuar construindo a nossa resist\u00eancia, seja no cen\u00e1rio pol\u00edtico, social ou comunit\u00e1rio. Precisamos esquecer das diferen\u00e7as que \u00e0s vezes existem entre n\u00f3s, porque, se n\u00e3o, continuaremos sem representa\u00e7\u00e3o nenhuma nesse Estado. E por que eles est\u00e3o fazendo isso conosco? Porque a gente ainda n\u00e3o conseguiu adentrar os espa\u00e7os que eles comandam. Precisamos ter pessoas nossas l\u00e1, todos temos capacidade pra isso. E esses dias que temos aqui [no Acampamento Terra Livre] s\u00e3o para isso, pessoal. Vamos fazer disso aqui a nossa aldeia. Se tivermos que sair, vamos sair juntos e mostrar a esse pa\u00eds que nossos povos precisam ser respeitados dentro daquilo que n\u00f3s conquistamos. E n\u00e3o foram com palmas deles que conquistamos isso. Foi com o movimento ind\u00edgena, com a luta daqueles que estiverem em nossas frentes lutando para que nossos direitos estivessem l\u00e1 hoje assegurados na Constitui\u00e7\u00e3o. N\u00f3s continuaremos buscando aquilo que n\u00f3s conseguimos. Fomos chamados de invasores, baderneiros. Vamos correr? Vamos fugir? Jamais, jamais.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Jaqueline Kaiowa (MS)<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Jaqueline-Kaiowa-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cMeu nome \u00e9 Jaqueline e sou Kaiowa do Mato Grosso do Sul. Venho aqui falar em nome de Damiana, de Waldenice, de Simi\u00e3o, venho falar em nome de todos os guerreiros e guerreiras que est\u00e3o hoje nas \u00e1reas de retomada e por isso n\u00e3o podem estar aqui hoje. Venho falar, em especial, da for\u00e7a da mulher Guarani-Kaiowa; de Waldenice, que est\u00e1 na Corte Interamericana fazendo mais uma den\u00fancia. E dizer que muitos das retomadas Guarani Kaiow\u00e1 n\u00e3o podem vir porque precisam estar l\u00e1 fazendo a seguran\u00e7a do nosso povo\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00c1lvaro Tukano (AM)<\/strong><\/p>\n<p><em>Dire\u00e7\u00e3o do Memorial dos Povos Ind\u00edgenas<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/%C3%81lvaro-Tukano-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=540%2C360&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cVenho de uma regi\u00e3o na fronteira com a Col\u00f4mbia e a Venezuela, que \u00e9 S\u00e3o Gabriel da Cachoeira. Venho de uma milit\u00e2ncia do movimento ind\u00edgena local, desde 1970. Hoje estou aqui como Diretor do Memorial dos Povos Ind\u00edgenas, e em nome desta luta quero saudar cada um de voc\u00eas, homens e mulheres que s\u00e3o meus irm\u00e3os, meus primos, meus sobrinhos. Eu vi ontem o filho do M\u00e1rio Juruna, outros \u00f3rf\u00e3os de tantos guerreiros que est\u00e3o nesta plen\u00e1ria para continuar a acreditar, ter f\u00e9, olhar longe e reconhecer os passos de uma longa caminhada. Quero dizer ao Estado, na pessoa do presidente da Funai, que ele tem caneta e \u00e9 aplicador de leis para garantir os nossos direitos. Tenho sido cobrador de leis nesse pa\u00eds para demarcar os territ\u00f3rios ind\u00edgenas, e tenho certeza de que o Santu\u00e1rio dos Paj\u00e9s n\u00e3o est\u00e1 fora dessa lista de reivindica\u00e7\u00f5es aqui em Bras\u00edlia.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Cret\u00e3 Kaingang (RS)<\/strong><\/p>\n<p><em>Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas da Regi\u00e3o Sul (ARPIN Sul)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Cret%C3%A3-Kaingang-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=549%2C366&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cMesmo com todos os nossos direitos conquistados, n\u00f3s sab\u00edamos que o Brasil ia chegar nesse momento pol\u00edtico. Sempre falo que eu n\u00e3o sou de partido politico nenhum. Minha forma\u00e7\u00e3o se chama causa, e a causa diz para lutar at\u00e9 o \u00faltimo guerreiro. E esse dia chegou, essa hora chegou. A gente sabe que nunca vamos ter um governo que trate a n\u00f3s como povos origin\u00e1rios e que nos inclua nas suas politicas. Jamais. \u00c9 s\u00f3 tirar de n\u00f3s e n\u00e3o nos dar nada. N\u00e3o importa se A, B ou C que v\u00e1 entrar, n\u00f3s temos que estar preparados. Se queremos criar nossa na\u00e7\u00e3o independente, vamos precisar lutar sim, independente de perder nossas vidas como muitos de nossos pais\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Cei\u00e7a Pitaguary (CE)<\/strong><\/p>\n<p><em>Departamento de Mulheres Ind\u00edgenas da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do NE, MG e ES (Apoimne-DPI)<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Cei%C3%A7a-Pitaguary-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cNesse ano, tivemos um diferencial no Acampamento que foi uma plen\u00e1ria espec\u00edfica das mulheres ind\u00edgenas. Trouxemos suas vozes das aldeias e das suas regi\u00f5es, mostramos o que elas passam, o que est\u00e3o fazendo e o quanto podem contribuir com esse movimento. N\u00e3o para dividir e querer ser melhor do que ningu\u00e9m, mas para colocar claramente nossa voz e nossa participa\u00e7\u00e3o nessa luta\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Dar\u00e3 Tupi-guarani <\/strong><\/p>\n<p><em>Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas de RJ e SP <\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Dar%C3%A2-Tupi-guarani-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cVenho em nome do meu povo defender os direitos que temos na Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira. Nossos irm\u00e3os ind\u00edgenas est\u00e3o sendo assassinados, todo dia tem parente sendo amea\u00e7ado e baleado, nossas mulheres est\u00e3o sendo estupradas, e a imprensa n\u00e3o fala nada. Esse pa\u00eds era nosso, j\u00e1 existia nosso povo aqui e essa hist\u00f3ria de que os portugueses descobriram o Brasil \u00e9 uma grande mentira. Queremos que a imprensa divulgue aquilo que estamos passando. E se tem alguns pol\u00edticos que viram as costas para n\u00f3s, est\u00e1 chegando a elei\u00e7\u00e3o. Parentes, vamos ver os parentes candidatos a vereador. Vote nos nossos parentes porque eles \u00e9 que v\u00e3o lutar por n\u00f3s. Pedimos apoio tamb\u00e9m aos nosso amigos ribeirinhos, a todos os movimentos sociais. Nessa hora, precisamos nos unir contra isso que est\u00e1 ocorrendo nesse pa\u00eds\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>Arildo Terena (MS)<\/strong><\/p>\n<p><em>Secretaria municipal de assuntos ind\u00edgenas de Dois Irm\u00e3os do Buriti <\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Arildo-Terena-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cCad\u00ea os deputados que n\u00f3s apoiamos? Apareceu algum em nossa marcha? N\u00e3o, n\u00e3o veio ningu\u00e9m. Falo isso porque precisamos nos organizar e ter vereadores da nossa comunidade. Esse \u00e9 o momento. Mas para isso n\u00f3s temos que esquecer as diferen\u00e7as entre as nossas lideran\u00e7as. N\u00e3o podemos nos bater entre n\u00f3s, precisamos nos bater com o homem branco. Puxar saco de prefeito? Puxar saco de governador? A gente s\u00f3 presta para eles quando est\u00e1 servindo para alguma coisa. Mas quando a gente n\u00e3o serve mais para nada, n\u00f3s somos jogados fora. Mas com nosso patr\u00edcio n\u00e3o, a gente conhece, sabe onde ele mora. Falo isso porque tem quatro mandatos em Dois Irm\u00e3os do Buriti que n\u00f3s temos os nossos vereadores, conseguimos criar a secretaria municipal de assuntos ind\u00edgenas.<\/em><\/p>\n<p><em>Fortale\u00e7am, meus irm\u00e3os! Vamos colocar patr\u00edcios que pisem no ch\u00e3o e digam: voc\u00eas me colocaram aqui, e eu respeito voc\u00eas.\u201c<\/em><\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Patax\u00f3 <\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/jornalistaslivres.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Jo%C3%A3o-Pataxo-por-Vinicius-Carvalho.jpg?resize=554%2C369&amp;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>\u201cPrecisamos nos apropriar, nas discuss\u00f5es pol\u00edticas, de um contexto que vai muito al\u00e9m de nossas pr\u00f3prias aldeias. Ent\u00e3o, quando a gente pensa em terra e territ\u00f3rio ind\u00edgena, s\u00e3o coisas completamente diferentes. Terra, na vis\u00e3o do n\u00e3o ind\u00edgena, \u00e9 simplesmente uma mercadoria e essa ressignifica\u00e7\u00e3o pelos brancos \u00e9 totalmente contr\u00e1ria \u00e0quilo que temos como ancestralidade. Para n\u00f3s, territ\u00f3rio \u00e9 muito mais do que isso. E, quando falo em territ\u00f3rio, n\u00e3o estou me referindo apenas ao espa\u00e7o f\u00edsico onde nos reproduzimos culturalmente, socialmente, politicamente e economicamente. Tamb\u00e9m falo em territorialidade de espa\u00e7os pol\u00edticos como a Funai, a C\u00e2mara dos Deputados, o Senado e outras inst\u00e2ncias onde precisamos ser ouvidos. N\u00e3o basta somente ser ouvidos no Acampamento Terra Livre ou em manifesta\u00e7\u00f5es na rua onde paramos o tr\u00e2nsito. Precisamos avan\u00e7ar numa territorialidade que v\u00e1 mais al\u00e9m do espa\u00e7o territorial delimitado e reconhecido pela Funai.\u201d<\/em><\/p>\n<blockquote data-secret=\"aaUaAk6AB4\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/jornalistaslivres.org\/2016\/05\/vozes-da-terra-livre\/\">Vozes da Terra Livre<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/jornalistaslivres.org\/2016\/05\/vozes-da-terra-livre\/embed\/#?secret=aaUaAk6AB4\" data-secret=\"aaUaAk6AB4\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Vozes da Terra Livre&#8221; &#8212; Jornalistas Livres\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Texto e Fotos por Vinic\u00edus Carvalho, especial para Jornalistas Livres por Jornalistas Livres Cerca de mil ind\u00edgenas de quase cem etnias acamparam em \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11103\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[163],"tags":[],"class_list":["post-11103","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-movimento-indigena"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2T5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11103\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}