{"id":11126,"date":"2016-06-03T08:00:57","date_gmt":"2016-06-03T11:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11126"},"modified":"2017-12-15T12:13:36","modified_gmt":"2017-12-15T15:13:36","slug":"editorial-a-crise-e-a-luta-dos-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11126","title":{"rendered":"Editorial \u2013 a crise e a luta dos trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/-nT9ZNjQlpfs\/VzN_coRqsII\/AAAAAAAAL88\/CZ5-pWLzRJsLcTMXFLk9sGynTyL7X8wPwCCo\/s512\/opp11.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>O \u00edndice de desemprego no Brasil ultrapassou a marca dos 10 milh\u00f5es de desempregados. Al\u00e9m disso, o quadro de recess\u00e3o atinge diretamente as negocia\u00e7\u00f5es salariais, segundo pesquisa realizada pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos): cerca de 52% dos reajustes salariais obtidos por diferentes categorias em 2015 (num universo de 708 negocia\u00e7\u00f5es na ind\u00fastria, <!--more-->com\u00e9rcio e servi\u00e7os) representaram ganhos um pouco acima do INPC; 30% empataram com a infla\u00e7\u00e3o e 18% ficaram abaixo dela. Houve um aumento significativo de negocia\u00e7\u00f5es que obtiveram apenas a reposi\u00e7\u00e3o das perdas ou ficaram abaixo da infla\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2004. Cresceu tamb\u00e9m o n\u00famero de categorias que parcelaram o reajuste em duas ou mais vezes. Neste ano de 2016, as dificuldades s\u00e3o ainda maiores para obten\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis aos trabalhadores. Tudo isso demonstra estar em curso um brutal arrocho salarial.<\/p>\n<p>As crises s\u00e3o fen\u00f4menos inerentes ao sistema capitalista, oriundas da contradi\u00e7\u00e3o central entre o car\u00e1ter social da produ\u00e7\u00e3o e a apropria\u00e7\u00e3o privada de seus resultados e s\u00e3o fruto das contradi\u00e7\u00f5es gerais do sistema que se acumulam ao longo do processo de desenvolvimento das for\u00e7as produtivas e de concorr\u00eancia entre as empresas. No momento em que explodem as crises, o capital necessita queimar for\u00e7as produtivas, frear a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, reduzir mercados, destruir o poder de compra da moeda, rebaixar sal\u00e1rios e demitir em massa, aumentando ainda mais o ex\u00e9rcito de reserva, para recriar, mais adiante, as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 retomada dos investimentos com taxas de lucro aceit\u00e1veis. A crise torna a burguesia mais agressiva e evidencia de maneira mais clara os projetos do capital, que avan\u00e7a sobre as finan\u00e7as do Estado, suprime direitos e garantias dos trabalhadores e ataca as liberdades democr\u00e1ticas duramente conquistadas pelos trabalhadores ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>No Brasil, mesmo que os bancos continuem fazendo a festa (em 2015, o Ita\u00fa Unibanco lucrou mais de 23 bilh\u00f5es de reais, seguido pelo Bradesco &#8211; R$ 17, 19 bilh\u00f5es, Banco do Brasil &#8211; R$ 14,4 bi, Caixa &#8211; R$ 7,2 bi, Santander &#8211; R$ 6,6 bi), a crise econ\u00f4mica, associada \u00e0 crise pol\u00edtica de grande vulto que atinge o projeto petista de pacto social e concilia\u00e7\u00e3o de classes, tamb\u00e9m serve como oportunidade para que os capitalistas busquem impor a superexplora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, com amea\u00e7as \u00e0 rede de prote\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho existente, traduzida na legisla\u00e7\u00e3o social e trabalhista.<\/p>\n<p>Na agenda pol\u00edtica em curso, com as principais a\u00e7\u00f5es sendo desempenhadas por uma coliga\u00e7\u00e3o de for\u00e7as ainda mais conservadoras e reacion\u00e1rias que as comandadas pelo petismo, pretende-se acelerar o processo j\u00e1 em andamento de retirada de direitos e de precariza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. A conjuntura aponta para um quadro de acirramento da luta de classes. Se, por um lado, a burguesia tende a levar vantagem neste confronto, est\u00e3o mais reduzidas as possibilidades de concilia\u00e7\u00e3o e ilus\u00e3o de classes, o que poder\u00e1 levar a resist\u00eancia dos trabalhadores e setores populares a um novo patamar.<\/p>\n<p>O PCB conclama sua milit\u00e2ncia, simpatizantes e aliados a somar esfor\u00e7os pela constru\u00e7\u00e3o de um Bloco de Lutas de todas as for\u00e7as anticapitalistas e para a realiza\u00e7\u00e3o de um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora e dos Movimentos Populares. No dia a dia das lutas dos trabalhadores, coloquemos em perspectiva a necessidade da constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular, rumo ao Socialismo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11019\" target=\"_blank\">http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11019<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O \u00edndice de desemprego no Brasil ultrapassou a marca dos 10 milh\u00f5es de desempregados. 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