{"id":11132,"date":"2016-05-29T08:29:41","date_gmt":"2016-05-29T11:29:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11132"},"modified":"2016-06-08T21:36:51","modified_gmt":"2016-06-09T00:36:51","slug":"professores-e-estudantes-vao-a-luta-contra-o-projeto-de-privatizacao-da-educacao-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11132","title":{"rendered":"Professores e estudantes v\u00e3o \u00e0 luta contra o projeto de privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/-aEjhdU-pHJw\/V0EMC5utHlI\/AAAAAAAAMCc\/cgP0Gq2wKMEF5owRpHDZTAIDvFWpP8gQgCCo\/s507\/professores-e-estudantes.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>A conjuntura recente demonstra que professores e estudantes est\u00e3o dispostos a manter acesa a chama em defesa da escola p\u00fablica de qualidade. Em S\u00e3o Paulo, no final de 2015, a pol\u00edtica de fechamento de escolas do governador Alckmin (PSDB), diante de uma imensa mobiliza\u00e7\u00e3o estudantil, <!--more-->que ocupou mais de 190 escolas, teve de recuar e adiar seus planos. Em Goi\u00e1s, a inten\u00e7\u00e3o do governador Marconi Perillo Jr. (PSDB) de terceirizar a gest\u00e3o das escolas via Organiza\u00e7\u00f5es Sociais, atacando a remunera\u00e7\u00e3o e a titula\u00e7\u00e3o dos profissionais, enfrentou uma categoria em greve, e dezenas de escolas foram ocupadas por estudantes. Atualmente, no Rio de Janeiro, mais de 70 escolas est\u00e3o ocupadas em apoio \u00e0 greve de professores, contra o desmonte da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a favor de uma forma democr\u00e1tica de gest\u00e3o das escolas, que leve em conta as necessidades das comunidades e dos filhos da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, o governador Camilo (PT) segue a cartilha dos governadores tucanos. Em seu governo tem sido promovida uma onda de demiss\u00f5es de trabalhadores tempor\u00e1rios (ao todo, 3,3 mil de servidores da educa\u00e7\u00e3o), desmantelamento das atividades de apoio pedag\u00f3gico (laborat\u00f3rios, bibliotecas etc.), impedimento de acesso \u00e0 forma\u00e7\u00e3o continuada (reduzindo a 2% a libera\u00e7\u00e3o de professores para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o) e nega\u00e7\u00e3o do reajuste aos servidores estaduais. Em todos os espa\u00e7os poss\u00edveis, dentro e fora das inst\u00e2ncias sindicais, professores e estudantes se mobilizam contra a aplica\u00e7\u00e3o do ajuste fiscal que corta gastos nos servi\u00e7os p\u00fablicos para deslocar recursos ao pagamento de juros da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Est\u00e1 em andamento no Brasil um projeto claro de privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Prefeituras e governos estaduais contratam servi\u00e7os educacionais, voltados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, ao treinamento de professores e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de apostilas, junto a grupos empresariais que chegam a assumir a gest\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas locais de educa\u00e7\u00e3o, em detrimento dos mecanismos de participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e dos interesses da popula\u00e7\u00e3o. Principalmente os munic\u00edpios, respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o infantil e pelo ensino fundamental, s\u00e3o vistos como possibilidades de amplia\u00e7\u00e3o de mercado para os grandes grupos educacionais privados. A ideia de qualidade vendida pelas empresas se baseia na padroniza\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos, o que facilita a venda do material instrucional, ignorando as especificidades e diferen\u00e7as existentes entre os grupos com os quais os educadores trabalham. A venda deste material \u00e9 casada com a forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o para seu uso e de sistemas de avalia\u00e7\u00e3o das escolas e dos estudantes, na l\u00f3gica da meritocracia neoliberal. O que acaba ocorrendo \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica educativa dos munic\u00edpios pela pol\u00edtica educacional elaborada pelas empresas, cuja meta \u00e9 o lucro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desta realidade em curso, a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica pode sofrer ainda mais ataques no governo de Michel Temer (PMDB). Uma das propostas do programa \u201cUma Ponte para o Futuro\u201d \u00e9 a total privatiza\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio. Numa esp\u00e9cie de Pro-Uni do ensino m\u00e9dio, s\u00e3o previstas parcerias com escolas privadas na forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Juntamente a isso, pode se dar o aprofundamento da privatiza\u00e7\u00e3o do ensino superior, j\u00e1 amplamente dominado pela iniciativa privada, atuante em mais de 80% das universidades e faculdades no pa\u00eds.<\/p>\n<p>As lutas dos trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o e as ocupa\u00e7\u00f5es de escolas pelos estudantes mostram o caminho da resist\u00eancia a estes projetos. Toda luta aut\u00f4noma e organizada da classe trabalhadora e da juventude pavimenta o caminho de constru\u00e7\u00e3o do poder popular.<\/p>\n<p><strong>\u00cdntegra da 11<sup>a<\/sup> edi\u00e7\u00e3o de O Poder Popular: <a href=\"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11019\" target=\"_blank\">http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11019<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A conjuntura recente demonstra que professores e estudantes est\u00e3o dispostos a manter acesa a chama em defesa da escola p\u00fablica de qualidade. 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