{"id":11183,"date":"2016-05-28T15:54:40","date_gmt":"2016-05-28T18:54:40","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11183"},"modified":"2016-06-08T21:36:38","modified_gmt":"2016-06-09T00:36:38","slug":"a-social-democracia-apunhalou-a-revolucao-alema-em-1918","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11183","title":{"rendered":"A Social-democracia apunhalou a revolu\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 em 1918"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/FriderichErbertnolugardaesquerdada3carte.png?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>Neste texto, Miguel Urbano lembra-nos como, em 1918, foi tra\u00edda a revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3, no cumprimento do ainda hoje mal conhecido papel hist\u00f3rico da social-democracia.<!--more--><\/p>\n<p>Na foto que ilustra o texto, vemos Friderich Erbert, no lado esquerdo da 3\u00aa carteira do lado direito, na Escola do SPD; \u00e0 esquerda, de p\u00e9, Rosa Luxemburgo com outros professores.<\/p>\n<p>Em 1981, a oferta inesperada de um livro da biblioteca de um hotel do Vogtland, na RDA, estimulou o meu interesse por um per\u00edodo decisivo da Hist\u00f3ria da Alemanha.<\/p>\n<p>Era o primeiro tomo da Histoire de l \u2018Allemagne Contemporaine, de Gilbert Badia.*<\/p>\n<p>Desconhecia ent\u00e3o que o autor era um talentoso historiador comunista que havia residido na Alemanha de 36 a 38, quando Hitler, firmemente instalado no poder, preparava, ante a passividade da Fran\u00e7a e da Inglaterra, a trag\u00e9dia que foi a II Guerra Mundial.<\/p>\n<p>O interesse despertado pelo livro de Badia foi t\u00e3o grande que em diferentes passagens por Paris tentei sem \u00eaxito adquirir o II tomo.<\/p>\n<p>Reli agora com enorme prazer e proveito o I tomo.<\/p>\n<p>PR\u00d3LOGO MAL CONHECIDO<\/p>\n<p>Na primavera de 1917 a maioria do povo alem\u00e3o acusava o desgaste da guerra. O sonho da vit\u00f3ria r\u00e1pida e f\u00e1cil findara no Marne. Em 1916 na batalha de Verdun, outra derrota alem\u00e3, o ex\u00e9rcito imperial perdera 250.000 homens.<\/p>\n<p>O bloqueio ingl\u00eas funcionava e as autoridades impunham um racionamento severo dos produtos alimentares. No \u00faltimo ano a colheita da batata fora p\u00e9ssima e as do trigo e do centeio med\u00edocres.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de Fevereiro na R\u00fassia contribuiu para que o sentimento de resigna\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios e camponeses evolu\u00edsse para um desejo cada vez mais generalizado de paz.<\/p>\n<p>A entrada dos EUA na guerra, em 1917, refor\u00e7ou a convic\u00e7\u00e3o de que a vit\u00f3ria alem\u00e3 era imposs\u00edvel. A guerra submarina sem restri\u00e7\u00f5es n\u00e3o atingira tamb\u00e9m o objetivo.<\/p>\n<p>A primeira manifesta\u00e7\u00e3o expressiva do descontentamento popular ocorreu em abril desse ano quando 250.000 metal\u00fargicos entraram em greve em 300 empresas. A amplitude do movimento surpreendeu o governo. Os trabalhadores exigiam \u00abp\u00e3o, liberdade e paz\u00bb.<\/p>\n<p>Na Marinha de guerra, imobilizada em Kiel e noutras bases navais, o desejo de paz era transparente. No dia 6 de junho os marinheiros do Prinz Luitpold entraram em greve de fome e os do Friedrich der Grosse exigiram a melhora do rancho. A agita\u00e7\u00e3o estendeu-se a outros navios. 400 tripulantes do Prinz Regent promoveram em terra um com\u00edcio.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o do almirantado foi brutal. Cinco marinheiros foram executados e dezenas condenados a pesadas penas de pris\u00e3o. Mas a agita\u00e7\u00e3o na Marinha prosseguiu e acentuou-se ap\u00f3s a vit\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro.<\/p>\n<p>Em janeiro de 1918 explodiu uma vaga de greves em Berlim, Kiel, Hamburgo, Leipzig, Col\u00f3nia, Breslau, Munique, Nuremberga e outras cidades.<\/p>\n<p>O SPD, o Partido Social Democrata \u2013 que fora marxista e revolucion\u00e1rio na \u00e9poca de Marx \u00ac j\u00e1 era ent\u00e3o revisionista sob a dire\u00e7\u00e3o de Kautsky, Bernstein e Hilferding \u2013 atuou como c\u00famplice dos militares, e os dirigentes sindicais esfor\u00e7aram-se por desmobilizar os grevistas.<\/p>\n<p>Hindemburgo e Ludendorff, apoiados pela burguesia industrial e pelo capital financeiro, exigiram uma repress\u00e3o violenta. O Kaiser Guilherme II, por eles tutelado e totalmente desprestigiado, pouco mais era j\u00e1 do que uma figura decorativa.<\/p>\n<p>O mal-estar aumentou quando foram divulgadas as cl\u00e1usulas de Brest-Litowsk em mar\u00e7o de 1918. Contrariando a aspira\u00e7\u00e3o a uma \u00abpaz sem anexa\u00e7\u00f5es\u00bb, a Alemanha anexava uma parte da Pol\u00f3nia e dos pa\u00edses b\u00e1lticos e ocupava a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>A REVOLU\u00c7\u00c3O DE NOVEMBRO<\/p>\n<p>Ludendorff acreditava que a transfer\u00eancia de tropas da R\u00fassia para a frente ocidental garantiria a vit\u00f3ria da Alemanha. Mas as suas ofensivas da primavera e do ver\u00e3o fracassaram. Em Outubro a derrota militar da Alemanha era j\u00e1 uma certeza.<\/p>\n<p>A MARINHA DESENCADEIA A REVOLU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>No dia 3 de Novembro generalizou-se a rebeli\u00e3o da Marinha.<\/p>\n<p>No dia seguinte, Kiel estava nas m\u00e3os dos marinheiros amotinados. O ex\u00e9rcito recusou intervir. Nos navios de guerra e nas f\u00e1bricas formaram-se Conselhos de Oper\u00e1rios e militares, inspirados pelos sovietes russos, desfraldando a bandeira vermelha da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 10 de Novembro em toda a Alemanha o poder real estava nas m\u00e3os dos Conselhos.<\/p>\n<p>Mas \u2013 escreve Gilbert Badia \u2013 \u00abesses revolucion\u00e1rios s\u00e3o pac\u00edficos. Os 14 pontos que submetem ao governador da pra\u00e7a constituem um programa an\u00f3dino: exigiram, a liberta\u00e7\u00e3o dos presos, a liberdade de imprensa, a mesma alimenta\u00e7\u00e3o dos oficiais e a anula\u00e7\u00e3o da ordem de sa\u00edda da esquadra para o alto mar\u00bb.<\/p>\n<p>Gustav Noske, ent\u00e3o um obscuro deputado social-democrata, viria a desempenhar um papel decisivo na contrarrevolu\u00e7\u00e3o. Conseguiu ser eleito presidente do Conselho dos Oper\u00e1rios e Marinheiros de Kiel, e nomeou-se a si mesmo governador da cidade. Mais tarde revelou que procedera assim para conter a rebeli\u00e3o.<\/p>\n<p>Como explicar o afundamento s\u00fabito e total de um regime que meses antes parecia s\u00f3lido e contar com o apoio da maioria da popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Na realidade ningu\u00e9m inicialmente se levantou para o defender.<\/p>\n<p>Badia sublinha, por\u00e9m, a fragilidade dos Conselhos Populares. Quase tudo era espont\u00e2neo. N\u00e3o havia uma organiza\u00e7\u00e3o, um partido a dirigir a revolu\u00e7\u00e3o. Os Espartaquistas, liderados por Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, tinham uma influ\u00eancia reduzida fora das grandes cidades. Constitu\u00edam ali\u00e1s uma pequena minoria na USPD, o partido nascido de uma cis\u00e3o do SPD.<\/p>\n<p>A propaganda anti-bolchevique desempenhou um papel fundamental na derrota da revolu\u00e7\u00e3o. O medo do comunismo alarmou um povo profundamente conservador. Foi uma arma poderosa que contribuiu para despertar a burguesia alem\u00e3, humilhada pela derrota militar.<\/p>\n<p>A MUDAN\u00c7A NA CORRELA\u00c7\u00c3O DE FOR\u00c7AS<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses da guerra a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as alterara-se bruscamente.<br \/>\nEnquanto o prest\u00edgio da monarquia ca\u00eda para um n\u00edvel muito baixo e o discurso dos militares perdia toda a credibilidade, o Partido Social Democrata adquiria de repente um protagonismo enorme, preenchendo o v\u00e1cuo pol\u00edtico posterior ao Armist\u00edcio assinado em Compi\u00e8gne a 11 Novembro.<\/p>\n<p>O SPD ao longo da guerra nunca criara problemas ao governo imperial.<\/p>\n<p>Quando assumiu o governo, ap\u00f3s a abdica\u00e7\u00e3o e fuga do Kaiser Guilherme II, era o \u00fanico partido que mantinha uma grande e s\u00f3lida organiza\u00e7\u00e3o. Dispunha de quadros experientes e controlava os sindicatos.<\/p>\n<p>\u00abNum pa\u00eds \u2013 escreve Badia \u2013 em que os sentimentos de ordem e disciplina assentam numa antiga tradi\u00e7\u00e3o recebeu a ades\u00e3o da maioria dos funcion\u00e1rios, porque estava no poder, e de uma parte das classes m\u00e9dias que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente conservadoras, mas que n\u00e3o eram insens\u00edveis \u00e0 propaganda da burguesia que tendia h\u00e1 muito a identificar o socialismo com desordens sangrentas\u00bb.<\/p>\n<p>Quando irrompeu a Revolu\u00e7\u00e3o, o SPD foi para a grande burguesia o partido indicado para formar o governo de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente do partido, Friedrich Ebert, foi naturalmente designado para chefiar o poder executivo.<\/p>\n<p>O SPD ainda tinha a confian\u00e7a de grande parte do proletariado alem\u00e3o e a maioria dos Comiss\u00e1rios do Povo eram membros do partido. Mas eles funcionaram como quinta coluna no \u00e2mbito do movimento revolucion\u00e1rio. Ebert n\u00e3o afastou generais, ministros, altos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em Janeiro de 1919, nas primeiras elei\u00e7\u00f5es gerais, o SPD recebeu 11 milh\u00f5es de votos, mais de um ter\u00e7o dos sufr\u00e1gios emitidos. Os Independentes da esquerda revolucion\u00e1ria somente obtiveram 2.300.000 votos (menos de 10%).<\/p>\n<p>Ebert era um mon\u00e1rquico arrependido que odiava a revolu\u00e7\u00e3o e o socialismo. Embora durante breves semanas o poder real pertencesse aos Conselhos de Oper\u00e1rios e Soldados, ele tratou de o exercer no quadro das institui\u00e7\u00f5es existentes que tinham subsistido quase integralmente.<\/p>\n<p>Ebert aliou-se \u00e0s for\u00e7as reacion\u00e1rias, nomeadamente ao corpo de oficiais prussianos, n\u00facleo do ex\u00e9rcito permitido pelo Tratado de Versailles.<\/p>\n<p>Como afirma Badia, \u00aba trag\u00e9dia alem\u00e3 \u00e9 a hist\u00f3ria dessa escolha da social-democracia, da sua alian\u00e7a com as for\u00e7as mais reacion\u00e1rias do antigo regime\u00bb.<br \/>\nEm 1924, Ebert confessou que se entendera com o marechal Hindemburgo \u00abpara formar com a sua ajuda um governo capaz de restabelecer a ordem\u00bb.<\/p>\n<p>O choque decisivo come\u00e7ou em Berlim no in\u00edcio de janeiro de 1919. Nos cinco meses seguintes os revolucion\u00e1rios alem\u00e3es lutaram com coragem mas foram esmagados gradualmente nos diferentes estados do pa\u00eds. A Rep\u00fablica de Weimar foi fundada num banho de sangue.<\/p>\n<p>Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram presos e assassinados em janeiro de 1919.<\/p>\n<p>A Rep\u00fablica dos Conselhos da Baviera \u2013 o rei fugira \u2013 foi o \u00faltimo basti\u00e3o revolucion\u00e1rio a cair, em maio.<\/p>\n<p>Na Alemanha os historiadores s\u00e9rios reconheceram ap\u00f3s o fim do III Reich que cabe ao SPD grande parte da responsabilidade pela cria\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es que permitiram o acesso de Hitler ao Poder absoluto em 1933.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Ebert faleceu em 1924 na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica de Weimar.<\/p>\n<p>A classe dominante alem\u00e3 glorificou-o. O traidor da social-democracia foi guindado a her\u00f3i nacional.<\/p>\n<p>Uma Funda\u00e7\u00e3o perpetua o seu nome. \u00c9 \u00fatil recordar que essa Funda\u00e7\u00e3o financiou generosamente o Partido Socialista Portugu\u00eas (criado ali\u00e1s na Alemanha) por intermedio de M\u00e1rio Soares, que m\u00faltiplas vezes elogiou Friedrich Ebert como \u00abeminente democrata\u00bb.<\/p>\n<p>*Gilbert Badia, L\u2019Histoire de l\u2018Allemagne Contemporaine,1917-1933,tome premier,335 pg, \u00c9ditions Sociales, Paris 1964.<\/p>\n<p>Serpa, Maio de 2016<\/p>\n<blockquote data-secret=\"iWMeBkmv63\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4021\">VIVA OS 45 ANOS DA FPLP (Frente Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina)<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4021\/embed#?secret=iWMeBkmv63\" data-secret=\"iWMeBkmv63\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;VIVA OS 45 ANOS DA FPLP (Frente Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina)&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Miguel Urbano Rodrigues Neste texto, Miguel Urbano lembra-nos como, em 1918, foi tra\u00edda a revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3, no cumprimento do ainda hoje mal conhecido \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11183\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-11183","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Un","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11183\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}