{"id":112,"date":"2009-09-10T22:06:27","date_gmt":"2009-09-10T22:06:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=112"},"modified":"2009-09-10T22:06:27","modified_gmt":"2009-09-10T22:06:27","slug":"unasur-vale-o-que-se-faz-nao-o-que-se-diz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/112","title":{"rendered":"UNASUR: Vale o que se faz, n\u00e3o o que se diz"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao examinarmos o que foi publicado sobre os debates destes dias, encontramos diferentes vers\u00f5es. Uns falam de \u201crep\u00fadio total \u00e0s bases estrangeiras\u201d, outros consideram que houve uma vit\u00f3ria de Uribe e h\u00e1 tamb\u00e9m os que destacam que a Unasur manteve sua coes\u00e3o como organismo regional. Um quadro de defini\u00e7\u00f5es que graficamente podemos descrever como ver a garrafa \u201cmeio vazia\u201d ou \u201cmeio cheia\u201d, medidas equivalentes mas que d\u00e3o a impress\u00e3o de serem opostas. Na verdade podemos dizer que foi uma das reuni\u00f5es \u00e0s quais n\u00f3s, latinoamericanos, ainda n\u00e3o estamos acostumados: houve bastante franqueza nos pronunciamentos, a maior parte das exposi\u00e7\u00f5es foram p\u00fablicas, houve momentos de tens\u00e3o n\u00e3o dissimulada, mas tamb\u00e9m gestos de cortesia ou piadas oportunas que ajudam a distensionar. As evidentes discrep\u00e2ncias sobre um tema t\u00e3o grave como o que gerou a decis\u00e3o de Uribe, com flagrantes repercuss\u00f5es continentais, foram debatidas com argumentos duros, com muitos dados, com cita\u00e7\u00f5es e promessas, mas com um saldo final de parcos compromissos.<\/p>\n<p>Do dito ao feito\u2026<\/p>\n<p>A presidente da Argentina, Cristina Fernandez, em seu papel de anfitri\u00e3, tentou que a reuni\u00e3o tivesse resultados pr\u00e1ticos, mas ao mesmo tempo fez tudo para que as diverg\u00eancias n\u00e3o levassem a uma ruptura. Talvez por isto, ao abrir a sess\u00e3o, lembrou que seu objetivo era \u201cfixar doutrina sobre como a Unasur vai tratar a quest\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o de bases de um pa\u00eds que n\u00e3o faz parte da Am\u00e9rica do Sul, em qualquer um de nossos territ\u00f3rios\u201d, fazendo clara refer\u00eancia \u00e0 presen\u00e7a militar norteamericana na Col\u00f4mbia. Mas tamb\u00e9m adiantou que \u201cn\u00e3o se necessitavam discursos empolgados que sirvam para ocultar os fatos que teremos que analisar\u201d. Tamb\u00e9m correspondeu a ela assumir a coletiva de imprensa no final, juntamente com o atual presidente da Unasur, Rafael Correa, do Equador. Nesta entrevista ela descreveu a reuni\u00e3o com um enfoque otimista, mas isso n\u00e3o significou mais do que um gesto voluntarista: a \u201cdoutrina\u201d acabou resumida em frases imprecisas e os par\u00e1grafos que mencionam a poss\u00edvel exist\u00eancia de tropas estrangeiras t\u00eam o incerto condicionamento de que \u201csempre e quando n\u00e3o ameacem a soberania e a integridade territorial dos pa\u00edses da regi\u00e3o\u201d. Acreditar que este par\u00e1grafo evita ou diminui a amea\u00e7a potencial das bases conjuntas,somente se explicaria por uma enorme ingenuidade ou a partir do esquecimento total da hist\u00f3ria de nossa Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Das idas e voltas que permearam as sete horas de debate pode mos resgatar que alguns presidentes demonstraram claramente seu rep\u00fadio \u00e0 decis\u00e3o do governo colombiano em transformar seu territ\u00f3rio em um gigantesco porta-avi\u00f5es do qual possam operar tropas e t\u00e9cnicos norteamericanos com uma ampla proje\u00e7\u00e3o regional. Os limites neste debate foram unicamente a vontade comum de n\u00e3o quebrar a prec\u00e1ria unidade formal da Unasur. Definitivamente como espa\u00e7o regional \u00e9 razo\u00e1vel que seja o espa\u00e7o de di\u00e1logo e de contraposi\u00e7\u00e3o de argumentos e objetivos diferentes. Mas uma coisa \u00e9 preservar o espa\u00e7o comum e outra \u00e9 admitir fatos greves que podem se tornar irrevers\u00edveis.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi poss\u00edvel comprovar que Uribe n\u00e3o tem d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o a seu compromisso com os Estados Unidos, n\u00e3o somente com Obama, mas com o pa\u00eds que lhe d\u00e1 toda assist\u00eancia, que o Mant\u00e9m e que lhe d\u00e1 todo respaldo sem importar-se com seus antecedentes. Nisto o Imp\u00e9rio, seja quem esteja no governo, prefere pensar e dizer como se fosse uma letra de tango: \u201cque me importa teu passado!\u201d. O pa\u00eds que em outras \u00e9pocas deu respaldo a Somoza, Stroessner e Pinochet, entre outros, em quem explicitamente reconhecia a maldade quando os definia como \u201cseus\u201d filhos da puta,n\u00e3o tem nenhum pudor em \u201cesquecer\u201d os informes de seus pr\u00f3prios servi\u00e7os de intelig\u00eancia sobre a vincula\u00e7\u00e3o de Uribe com o narcotr\u00e1fico e com os paramilitares. O que agora interessa aos Estados Unidos \u00e9 poder contar com esta cabe\u00e7a de ponte na Am\u00e9rica Latina, para poder recuperar o controle de seu hoje remexido e disperso \u201cp\u00e1tio traseiro\u201d.<\/p>\n<p>Outras interven\u00e7\u00f5es, (como as de Lugo e Tabar\u00e9 Vasquez) permitem deduzir que houve recha\u00e7os verbais \u00e0s bases que foram pronunciados num tom quase de desculpa, ou misturados com alus\u00f5es ao direito soberano de cada pa\u00eds dentro de seu territ\u00f3rio. Segundo a interpreta\u00e7\u00e3o que se fa\u00e7a, isto pode chegar a ser contradit\u00f3rio. Chavez esteve contido, seguramente foi advertido por diversos \u00e2ngulos mais ou menos \u201caliados\u201d para que n\u00e3o deixasse romper a barreira. Mas, ainda assim, disse coisas claras: destacou que a instala\u00e7\u00e3o de bases norteamericanas em solo colombiano, corresponde \u00e0 estrat\u00e9gia global de domina\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos. Citou mo livro branco do Comando de Mobilidade A\u00e9rea e a Estrat\u00e9gia Global de Bases de Apoio do governo norteamericano. Ali, segundo afirmou, est\u00e1 demonstrado claramente o especial interesse dos Estados Unidos em operar na Base de Palanquero, importante enclave no cora\u00e7\u00e3o da Col\u00f4mbia. Chavez afirmou acreditar em uma iniciativa de paz para a Col\u00f4mbia. \u201c\u00c9 o que necessitam os colombianos e os demais povos da regi\u00e3o, que se alcance a paz nessa na\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou. E rejeitou os argumentos de Uribe justificando o avan\u00e7o da militariza\u00e7\u00e3o estrangeira de seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Correa foi dos mais claros e foi at\u00e9 subindo de tom quando lembrava o \u201ccontrole\u201d real que o Equador teve sobre as opera\u00e7\u00f5es ianques na base de Manta, em seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio. \u201cNada, n\u00e3o se comprometam porque n\u00e3o v\u00e3o poder controlar nada\u201d, afirmou categ\u00f3rico o presidente equatoriano. Recordou o completo fracasso do chamado Plano Col\u00f4mbia, que apesar da inje\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria de recursos realizados desde o ano 2000, n\u00e3o conseguiu cumprir nenhum de seus objetivos.<\/p>\n<p>Lula estava visivelmente incomodado quando ouvia interven\u00e7\u00f5es (como as de Correa, por exemplo) nas quais o rep\u00fadio \u00e0s bases era categ\u00f3rico. Mas em suas interven\u00e7\u00f5es acabava mostrando suas d\u00favidas sobre as verdadeiras inten\u00e7\u00f5es do avan\u00e7o militar norteamericano e continuava pedindo \u201cexplica\u00e7\u00f5es\u201d e \u201cgarantias jur\u00eddicas\u201d. Ou seja, n\u00e3o estava a favor, mas tampouco se expressava categoricamente contra. Com esta ambival\u00eancia n\u00e3o conseguiu revalidar suas pretens\u00f5es de lideran\u00e7a da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito caminho \u2026<\/p>\n<p>Se nos abstivermos das palavras e do tom com o qual elas foram pronunciadas, restam os fatos que em definitivo \u00e9 o que importa. E o resultado \u00e9 que a Col\u00f4mbia ceder\u00e1 suas bases, a decis\u00e3o est\u00e1 tomada entre os dois pa\u00edses envolvidos. O fato \u00e9 que o rep\u00fadio ou a desconfian\u00e7a n\u00e3o se materializou em uma declara\u00e7\u00e3o coletiva ou de uma maioria de pa\u00edses da Unasur. A causa poss\u00edvel \u00e9 que se preferiu n\u00e3o romper a unidade, que, obviamente, n\u00e3o existia para uma resolu\u00e7\u00e3o deste tipo. Em realidade, os pontos finais aprovados, n\u00e3o passaram de generalidades sem nenhum valor pr\u00e1tico. Um dos par\u00e1grafos afirma o compromisso de desenhar uma estrat\u00e9gia de seguran\u00e7a para garantir a paz na regi\u00e3o e expressa: \u201cestes mecanismos dever\u00e3o contemplar os princ\u00edpios de irrestrito respeito \u00e0 soberania, \u00e0 integridade e \u00e0 inviolabilidade territorial e a n\u00e3o inger\u00eancia nos assuntos internos dos estados\u201d.<\/p>\n<p>Uma express\u00e3o de futuro,que se contradiz abertamente com os fatos consumados: o acordo que cede bases e capacidade operativa ao ex\u00e9rcito norteamericano, com pouqu\u00edssimas possibilidades de controle e sem chances de revers\u00e3o num futuro imediato. Um pacto que inclui a impunidade das tropas estrangeiras e dos mercen\u00e1rios ( que eles chamam de \u201ccontratistas\u201d), que cometam qualquer delito em terras colombianas. Em todo caso e com sorte ser\u00e3o julgados\u2026nos Estados Unidos. Ou seja, assim como aconteceu no Vietnam, no Iraque e no Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>Os fatos mostram que a maioria dos presidentes da Unasur rejeitam a decis\u00e3o de Uribe. Uns de forma aberta e expondo argumentos ( Chavez, Correa e Evo Morales). Outros de modo mais vago, mas acrescentando seu respeito por decis\u00f5es que consideram \u201csoberanas\u201d em pol\u00edtica interna (Tabar\u00e9 Vasquez, Bachellet e Lugo).<\/p>\n<p>Alan Garcia sup\u00f5e, como o pr\u00f3prio Uribe, que a inger\u00eancia norteamericana \u00e9 uma garantia para sua pr\u00f3pria debilidade interna. H\u00e1 que se considerar que essa nova situa\u00e7\u00e3o e o debate que ela suscitou, tem passado quase que inadvertidamente a tentativa do presidente colombiano de for\u00e7ar uma nova reelei\u00e7\u00e3o, que seria seu terceiro per\u00edodo. Por muito menos, e quando nem havia possibilidades reais de reelei\u00e7\u00e3o, a oligarquia e as c\u00fapulas militares e religiosas de Honduras justificaram a derrubada violenta de seu presidente constitucional, Manuel Zelaya.<\/p>\n<p>Lula est\u00e1 tentando um dif\u00edcil equil\u00edbrio. Fica incomodado com a decis\u00e3o de Uribe e desconfia do verdadeiro alcance que possa ter a presen\u00e7a militar norteamericana. Sabe que Chavez \u00e9 hoje o s\u00edmbolo regional dos receios de Washington, mas que o Brasil, por raz\u00f5es geoestrat\u00e9gicas \u00e9 um pa\u00eds que os Estados Unidos querem muito manter sob controle. Mas Lula n\u00e3o busca um enfrentamento com os Estados Unidos e procura marcar sua diferen\u00e7a com a forma e as atitudes de Chavez. Tenta exercer uma lideran\u00e7a em que n\u00e3o apare\u00e7a como tendo um poder delegado por Washington, uma certa independ\u00eancia, mas que tampouco possa ser visto como um aliado do presidente venezuelano. \u201cNi chicha ni limon\u00e1\u201d, cantaria Victor Jara.<\/p>\n<p>\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2014\u2013<\/p>\n<p>Nota do tradutor: o autor se refere a uma m\u00fasica de Victor Jara \u2013 compositor e cantor chileno, assassinado nos primeiros dias do golpe de Pinochet \u2013 cujo refr\u00e3o diz que \u201cvoc\u00ea n\u00e3o \u00e9 nada, nem chicha nem limonada\u201d. Chicha \u00e9 a primeira fermenta\u00e7\u00e3o da uva no processo de produ\u00e7\u00e3o do vinho.<\/p>\n<p>Em realidade, a decis\u00e3o de Uribe extrapola as margens previs\u00edveis do Plano Col\u00f4mbia e assume, sem dissimula\u00e7\u00f5es, o gen\u00e9rico objetivo de \u201cluta contra o terrorismo\u201d conceito no qual, a hist\u00f3ria recente nos ensina, pode entrar qualquer coisa. O que acontecer\u00e1 se opera\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas ou clandestinas ultrapassarem as fronteiras da Col\u00f4mbia? J\u00e1 aconteceu na Venezuela, quando foram capturados dezenas de paramilitares colombianos que estavam participando de treinamento no s\u00edtio de um cubano. Aconteceu no Equador, quando sem aviso pr\u00e9vio avi\u00f5es colombianos lan\u00e7aram uma incurs\u00e3o em seu territ\u00f3rio. E se acontecimentos similares se repetem, mas com tropas dos Estados Unidos?<\/p>\n<p>Chavez, Correa e Evo Morales qualificaram com precis\u00e3o o risco que representa a decis\u00e3o de Uribe para a paz e para a independ\u00eancia dos pa\u00edses vizinhos da Col\u00f4mbia. A Unasur garantiu sua unidade formal, fato que todos os presidentes consideraram muito importante. Mas os resultados da reuni\u00e3o de Bariloche confirmam a contraofensiva que est\u00e1 em marcha contra os processos de mudan\u00e7a na Am\u00e9rica Latina. As palavras e os discursos n\u00e3o conseguem maquiar a realidade.<\/p>\n<p>O que podemos esperar?<\/p>\n<p>Obama prometeu e ensaiou uma rela\u00e7\u00e3o diferente com os pa\u00edses do sul. Mas a realidade demonstra que o imp\u00e9rio volta a prestar aten\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, que foi ignorada, ou pelo menos descuidada por Bush. E o imp\u00e9rio faz isso recuperando seus m\u00e9todos habituais, ou seja, controlar \u2013 de qualquer maneira \u2013 o que consideram seu \u201cp\u00e1tio traseiro\u201d. N\u00e3o sabemos exatamente o que quer e o que poder\u00e1 fazer Obama. Mas j\u00e1 estamos sabendo o que pretende o i9mp\u00e9rio.<\/p>\n<p>Os fatos nos indicam que a contraofensiva contra as mudan\u00e7as sociais que vem sendo constru\u00edda pelos povos da Am\u00e9rica Latina, est\u00e1 em marcha. N\u00e3o esque\u00e7amos o golpe em Honduras, sobre o qual a administra\u00e7\u00e3o norteamericana ainda \u201cestuda\u201d juridicamente para saber se foi realmente um golpe militar ou uma \u201csucess\u00e3o presidencial\u201d. Ao final deste processo, por tr\u00e1s das palavras de condena\u00e7\u00e3o, a ONU, a OEA, o Plano Arias, Insulza, etc, etc. o objetivo dos golpistas \u00e9 entregar o governo, em janeiro, a um presidente \u201clegal\u201d, surgido das elei\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o controladas pelos usurpadores. Os \u00fanicos que podem impedir isto, s\u00e3o os hondurenhos, este povo que resiste cotidianamente com marchas, protestos e uma vontade formid\u00e1vel.Isso \u00e9 o que vai ficando claro. Que uma vez mais s\u00e3o os povos, partindo de baixo, com sua pr\u00f3pria capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e de mobilliza\u00e7\u00e3o, os que podem garantir que se consolidem os processos de mudan\u00e7a e de transforma\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Unasur salvou sua unidade. Mas l\u00e1 est\u00e1 Uribe disposto a entregar a soberania de seu pa\u00eds e colocar em risco a paz e a seguran\u00e7a do continente. L\u00e1 est\u00e1 Honduras, em m\u00e3os de uma quadrilha de oportunistas cumprindo os objetivos da oligarquia. Isto \u00e9 o que sentimos. Isso \u00e9 o que todo mundo percebe. E isso marca o caminho: somos os povos, o colombiano inclu\u00eddo, que teremos que assumir o protagonismo para evitar que caiamos em novas formas de colonialismo e domina\u00e7\u00e3o e para que possamos garantir os processos libertadores que est\u00e3o em marcha.<\/p>\n<p>Carlos Iaquinandi Castro, da reda\u00e7\u00e3o de SERPAL, Servicio de Prensa Alternativa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A grande expectativa diante da reuni\u00e3o da UNASUR em Bariloche, ficou clara o n\u00famero abundante de notas e artigos que analisaram ou extra\u00edram conclus\u00f5es diversas daquele esperado encontro. O eixo dos debates: o j\u00e1 consumado acordo assinado pelo presidente da Col\u00f4mbia, atrav\u00e9s do qual cede a utiliza\u00e7\u00e3o \u201ccompartilhada\u201d de sete bases militares \u2013 de terra, mar e ar \u2013 ao ex\u00e9rcito dos Estados Unidos. Tinha sido defendido em Quito, em meados de agosto, pelo presidente Hugo Ch\u00e1vez, da Venezuela, com a concord\u00e2ncia dos demais presidentes, como um tema que requeria, para ser analisado, da presen\u00e7a do presidente \u00c1lvaro Uribe, da Col\u00f4mbia, que n\u00e3o participou da c\u00fapula da capital equatoriana. Entre uma reuni\u00e3o e a outra, Uribe deslanchou sua ofensiva diplom\u00e1tica, percorrendo v\u00e1rias capitais sulamericanas, encontrando-se com os presidentes do Peru, do Paraguai, do Chile, da Argentina, do Uruguai e do Brasil, tentando diminuir receios e desconfian\u00e7as. Todos estes movimentos desembocaram na reuni\u00e3o de Bariloche, que foi o centro das expectativas continentais.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/112\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-112","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c29-organizacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1O","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=112"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}