{"id":11231,"date":"2016-06-01T21:19:34","date_gmt":"2016-06-02T00:19:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11231"},"modified":"2017-08-24T22:36:48","modified_gmt":"2017-08-25T01:36:48","slug":"operacao-venezuela-12-passos-para-um-golpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11231","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o Venezuela: 12 passos para um golpe"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.patrialatina.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/barack.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><strong>Por H\u00e9ctor Bernardo*<\/strong><\/p>\n<p>Buenos Aires (Prensa Latina) Recentemente veio \u00e0 tona um documento do Comando Sul dos Estados Unidos intitulado \u201cVenezuela Freedom 2 \u2013 Operation\u201d, no qual se prop\u00f5em 12 passos para desestabilizar e gerar um final abrupto ao governo do presidente Nicol\u00e1s Maduro.<!--more--><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, que foi reproduzido em v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o, est\u00e1 assinado pelo almirante e atual chefe do Comando Sul, Kurt Tidd. No texto prop\u00f5e-se gerar, mediante a\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, condi\u00e7\u00f5es para conseguir substituir o governo de Maduro por um governo de transi\u00e7\u00e3o, uma coaliz\u00e3o composta por dirigentes da oposi\u00e7\u00e3o, l\u00edderes sindicais e as onipresentes ONGs.<\/p>\n<p>O texto, que se tornou p\u00fablico pela organiza\u00e7\u00e3o venezuelana Miss\u00e3o Verdade, prop\u00f5e 12 passos que dariam as for\u00e7as especiais, junto \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o reunida na Mesa da Unidade Democr\u00e1tica (MUD), para derrubar Maduro.<\/p>\n<p>Cabe recordar que o programa estrat\u00e9gico do Pent\u00e1gono divide o planisf\u00e9rio em 10 partes, e em cada uma os Estados Unidos t\u00eam um comando militar para controlar essa \u00e1rea. Dentro dessa estrat\u00e9gia, ao Comando Sul est\u00e1 atribu\u00eddo o controle da Am\u00e9rica Latina e do Caribe.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m faz refer\u00eancia \u00e0 queda internacional do pre\u00e7o do petr\u00f3leo que, assegura, obrigar\u00e1 o governo de Maduro a suspender programas sociais.<\/p>\n<p>O jornalista e analista pol\u00edtico Carlos Aznarez opinou que \u201ceste documento que vazou agora \u00e9, aparentemente, a segunda parte de um similar que lan\u00e7ou o anterior chefe do Comando Sul, John Kelly\u201d.<\/p>\n<p>E apontou: \u201cNeste documento fica claro que parte do que ali se diz j\u00e1 est\u00e1 sendo executado h\u00e1 algum tempo na estrat\u00e9gia de ass\u00e9dio e derrubada do governo de Nicol\u00e1s Maduro. Podemos ver os cinco pontos fundamentais, ali aparece o emprego de uma estrat\u00e9gia que possa justificar o desenvolvimento de uma pol\u00edtica hostil por parte da oposi\u00e7\u00e3o, o isolamento internacional, a desqualifica\u00e7\u00e3o como sistema democr\u00e1tico do governo venezuelano e a gera\u00e7\u00e3o de um clima prop\u00edcio para a aplica\u00e7\u00e3o da Carta Democr\u00e1tica da OEA. Tudo isso j\u00e1 est\u00e1 em marcha e tudo tende, pelo menos no documento, a que a sa\u00edda seja de caracter\u00edsticas violentas\u201d.<\/p>\n<p>Aznarez ressaltou que \u201co tema da viol\u00eancia est\u00e1 posto acima de qualquer outra possibilidade de sa\u00edda. Entretanto, a oposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 propondo a possibilidade do referendo revogat\u00f3rio e tamb\u00e9m impulsionar a aplica\u00e7\u00e3o da Carta Democr\u00e1tica da OEA, o que n\u00e3o poder\u00e1 fazer porque n\u00e3o est\u00e3o dadas as condi\u00e7\u00f5es, mas j\u00e1 est\u00e3o se gerando nestes dias as \u201cguarimbas\u201d, como as que foram produzidas h\u00e1 dois anos e que provocaram 43 mortos. Por isso \u00e9 important\u00edssimo ter em conta a proposta do presidente Nicol\u00e1s Maduro, a necessidade da unidade do povo venezuelano e a mobiliza\u00e7\u00e3o permanente, para deixar claro \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o que o povo n\u00e3o est\u00e1 disposto a ceder\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNo documento do Comando Sul fala-se de um governo de transi\u00e7\u00e3o conformado por dirigentes da oposi\u00e7\u00e3o, alguns dirigentes sindicais e a famosas ONGs, que sempre fervilham por estes lugares. Est\u00e3o preparando uma sa\u00edda com a mesma ideia de 2002, quando realizaram o golpe de Estado contra Ch\u00e1vez\u201d, concluiu o analista.<\/p>\n<p>Entre os pontos dessa primeira fase estariam: \u201cP\u00f4r em evid\u00eancia o car\u00e1ter \u201cautorit\u00e1rio\u201d do governo de Maduro, gerar isolamento internacional e desqualifica\u00e7\u00e3o como sistema democr\u00e1tico, gerar um clima prop\u00edcio para a aplica\u00e7\u00e3o da Carta Democr\u00e1tica da OEA, colocar na agenda a premissa da crise humanit\u00e1ria que permita uma interven\u00e7\u00e3o com apoio de organismos multilaterais, incluindo a ONU\u201d.<\/p>\n<p>O almirante Kelly assegura: \u201cnossa interven\u00e7\u00e3o oportuna tem permitido delinear um caminho para uma sa\u00edda r\u00e1pida do regime. Todavia, est\u00e1 se invocando o caminho pac\u00edfico, legal e eleitoral, e tem crescido a convic\u00e7\u00e3o de que \u00e9 necess\u00e1rio pressionar com mobiliza\u00e7\u00f5es de rua, buscando fixar e paralisar importantes contingentes militares que ter\u00e3o que se dedicar a manter a ordem interna e seguran\u00e7a do governo, situa\u00e7\u00e3o que se tornar\u00e1 insustent\u00e1vel na medida em que se desencadeiem m\u00faltiplos conflitos e press\u00f5es de todo tipo. Inscrita nessa perspectiva, proponho examinar um conjunto de recomenda\u00e7\u00f5es para a segunda fase da Operation Venezuela Freedom 2\u201d.<\/p>\n<p>Como desenvolvimento da fase 2, o texto prop\u00f5e \u201cum conjunto de recomenda\u00e7\u00f5es que permita um planejamento efetivo de nossa interven\u00e7\u00e3o na Venezuela\u201d. Essas recomenda\u00e7\u00f5es seriam:<\/p>\n<p>1- Gerar um cen\u00e1rio abrupto que pode combinar a\u00e7\u00f5es de rua e o emprego dosado da viol\u00eancia armada.<\/p>\n<p>2- Sob um enfoque de \u201ccerco e asfixia\u201d, utilizar a Assembleia Nacional como garras para obstruir o governo: convocar eventos e mobiliza\u00e7\u00f5es, interpelar os governantes, negar cr\u00e9ditos, revogar leis.<\/p>\n<p>3- No plano pol\u00edtico interno insistir no governo de transi\u00e7\u00e3o e nas medidas a tomar ap\u00f3s a queda do regime, incluindo a conforma\u00e7\u00e3o de um gabinete de emerg\u00eancia, onde possam se incluir setores empresariais, hierarquia eclesial, sindicatos, ONGs, Universidades.<\/p>\n<p>4- Para chegar a esta fase terminal, contempla-se impulsionar um plano de a\u00e7\u00e3o de curto prazo (6 meses com um fechamento da 2a fase para julho-agosto de 2016), aplicar as garras para asfixiar e paralisar, impedindo que as for\u00e7as chavistas possam se recompor e se reagrupar.<\/p>\n<p>5- Manter a campanha ofensiva no terreno propagand\u00edstico, fomentando um clima de desconfian\u00e7a, incitando medos, tornando ingovern\u00e1vel a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>6- Dar particular import\u00e2ncia \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos temas como a escassez de \u00e1gua, de alimentos e de eletricidade.<\/p>\n<p>7- Posicionar a matriz de que Venezuela entra em uma etapa de crise humanit\u00e1ria por falta de alimentos, \u00e1gua e medicamentos, \u00e9 necess\u00e1rio continuar com a manipula\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio onde a Venezuela est\u00e1 \u201cpr\u00f3xima do colapso e de implodir\u201d exigindo da comunidade internacional uma interven\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria para manter a paz e salvar vidas.<\/p>\n<p>8- Insistir na aplica\u00e7\u00e3o da Carta Democr\u00e1tica, tal como foi acordado com Luis Almagro Lemes, secret\u00e1rio geral da OEA e os ex-presidentes, encabe\u00e7ado pelo ex-secret\u00e1rio da OEA C\u00e9sar Gaviria Trujillo (\u2026) Aqui faz-se relevante a coordena\u00e7\u00e3o entre organismos da Comunidade de Intelig\u00eancia (IC) e outras ag\u00eancias como as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs), corpora\u00e7\u00f5es privadas de comunica\u00e7\u00e3o, como a SIP, e diversos meios privados (TV, Imprensa, Redes, circuitos de r\u00e1dio).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>9- N\u00e3o pode se deixar de lado o esfor\u00e7o que temos realizado para vincular o governo de Maduro \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0 lavagem de dinheiro (\u2026) Nestas coordenadas, \u00e9 necess\u00e1rio desenvolver campanhas midi\u00e1ticas com as testemunhas protegidas que colaboram com a aplica\u00e7\u00e3o do decreto de 9 de mar\u00e7o de 2015.<\/p>\n<p>10- Em outro \u00e2mbito, temos que prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o militar. Todavia, at\u00e9 agora tem sido exitosa a campanha que impulsionamos para dissuadir e ganhar adeptos em setores institucionalistas (\u2026) Por isso, devemos sustentar o trabalho de debilitar essa lideran\u00e7a e anular sua capacidade de comando.<\/p>\n<p>11- Leitura similar \u00e9 necess\u00e1rio fazer em rela\u00e7\u00e3o ao emprego que far\u00e1 o governo das chamadas mil\u00edcias e coletivos armados. A presen\u00e7a deste pessoal combatente e fan\u00e1tico nas cidades priorizadas no plano convertem-se em obst\u00e1culos para as mobiliza\u00e7\u00f5es de rua de for\u00e7as aliadas e grupos opositores, sendo tamb\u00e9m um impedimento para o controle efetivo de instala\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. Dali a demanda de sua neutraliza\u00e7\u00e3o operacional nesta fase decisiva.<\/p>\n<p>12- Os treinamentos e prepara\u00e7\u00f5es operacionais dos \u00faltimos meses, com a For\u00e7a-Tarefa Conjunto Bravo na base de Palmerola, em Comayagua, Honduras, a For\u00e7a-Tarefa Conjunta Interagencial Sul-Jiatfs, permite colocar tais componentes em condi\u00e7\u00f5es de agir rapidamente em um arco geoestrat\u00e9gico apoiado nas bases militares de \u201ccontrole e monitoramento\u201d nas ilhas antilhanas de Aruba (Reina Beatriz) e Curazao (Hato Rey); em Arauca, Larandia, Tres Esquinas, Puerto Legu\u00edzamo, Florencia e Leticia na Col\u00f4mbia; tudo isso como Bases de Opera\u00e7\u00f5es Avan\u00e7adas (FOL com proje\u00e7\u00f5es sobre a regi\u00e3o central da Venezuela onde se concentra o poderio pol\u00edtico-militar).<\/p>\n<p>Neste aspecto devemos manter a vigil\u00e2ncia eletr\u00f4nica sobre esta zona de influ\u00eancia, sobretudo na costa atl\u00e2ntica, mantendo as incurs\u00f5es dos RC-135 COMBAT equipados com sistemas eletr\u00f4nicos que permitiram recentemente coletar intelig\u00eancia, interceptar e bloquear comunica\u00e7\u00f5es, tanto do governo como de contingentes militares (Ver relat\u00f3rio confidencial respectivo). Tamb\u00e9m deve ser posto OK o Primeiro Batalh\u00e3o 228 do Regimento do Ar com seus 18 avi\u00f5es e helic\u00f3pteros UH-60 Blackhawk e CH-47, aproximando-os do terreno, preferivelmente nas instala\u00e7\u00f5es de Hato Rey em Curazao. J\u00e1 estabelecemos as diretrizes e ordens vinculantes.<\/p>\n<p>*Jornalista e analista pol\u00edtico argentino, colaborador da Prensa Latina.<\/p>\n<blockquote data-secret=\"qVJHiwfU4N\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"http:\/\/www.patrialatina.com.br\/operacao-venezuela-12-passos-para-um-golpe\/\">Opera\u00e7\u00e3o Venezuela: 12 passos para um golpe<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/www.patrialatina.com.br\/operacao-venezuela-12-passos-para-um-golpe\/embed\/#?secret=qVJHiwfU4N\" data-secret=\"qVJHiwfU4N\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Opera\u00e7\u00e3o Venezuela: 12 passos para um golpe&#8221; &#8212; Patria Latina\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por H\u00e9ctor Bernardo* Buenos Aires (Prensa Latina) Recentemente veio \u00e0 tona um documento do Comando Sul dos Estados Unidos intitulado \u201cVenezuela Freedom 2 \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11231\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-11231","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2V9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11231\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}