{"id":11254,"date":"2016-06-04T20:27:13","date_gmt":"2016-06-04T23:27:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11254"},"modified":"2016-06-23T03:37:51","modified_gmt":"2016-06-23T06:37:51","slug":"a-pobreza-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11254","title":{"rendered":"A pobreza mundial"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.patrialatina.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/pobreza.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) publica todos os anos o <a href=\"http:\/\/www.ilo.org\/global\/research\/global-reports\/weso\/2016-transforming-jobs\/lang--en\/index.htm\" target=\"_blank\"><i>World Employment and Social Outlook<\/i><\/a> . O relat\u00f3rio deste ano, divulgado em 18 de Maio, tem o sub-t\u00edtulo \u201cTransformar empregos para acabar a pobreza\u201d. Ali se apresentam estimativas do n\u00edvel da pobreza mundial e do montante das transfer\u00eancias de rendimento para os pobres necess\u00e1rio para acabar com a pobreza mundial.<!--more--><\/p>\n<p>Antes de ir a estas estimativas, vale a pena discutir como a OIT define pobreza. Ela utiliza a mensura\u00e7\u00e3o do Banco Mundial do ano 2011 de que viver abaixo dos US$1,90 por pessoa por dia \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de \u201cpobreza extrema\u201d e viver entre US$1,90 e US$3,10 por pessoa por dia constitui \u201cpobreza moderada\u201d em \u201cpa\u00edses emergentes e em desenvolvimento\u201d. Estas linhas de pobreza s\u00e3o convertidas para as divisas locais destes pa\u00edses atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o das \u201cparidades de poder de compra\u201d (PPC) de 2011 e n\u00e3o das taxas de c\u00e2mbio nominais.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre estas duas taxas de c\u00e2mbio pode ser entendida como se segue. A taxa de c\u00e2mbio nominal entre a r\u00fapia e o US d\u00f3lar \u00e9 aproximadamente cerca de 67 r\u00fapias por dolar, mas se adoptarmos um cabaz de bens e servi\u00e7os, digamos que o cabaz consumido pelos grupos de rendimento mais baixos, ent\u00e3o aquele cabaz n\u00e3o custa 67 vezes em r\u00fapias indianas em compara\u00e7\u00e3o com o que custa em US d\u00f3lares. Ele pode custar, digamos, 20 vezes em r\u00fapias quanto custa em d\u00f3lares, caso em que a taxa de c\u00e2mbio PPC \u00e9 de Rs20 por d\u00f3lar e n\u00e3o Rs67. A taxa PPC utilizada na convers\u00e3o da linha de pobreza de d\u00f3lares para r\u00fapias \u00e9, como j\u00e1 foi dito, aquela que prevaleceu em 2011.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagemp\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/patnaik\/imagens\/previsoes_oit.jpg?w=747\" alt=\"\" \/>N\u00fameros como US1,90 e US$3,10 s\u00e3o eles pr\u00f3prios alcan\u00e7ados considerando as v\u00e1rias linhas de pobreza nacionais em 2011, convertendo-as em US d\u00f3lares \u00e0s taxas PPC de 2011 e a seguir fazendo uma m\u00e9dia destas diferentes linhas de pobreza em d\u00f3lares. Isto \u00e9 ent\u00e3o reconvertido para divisas nacionais \u00e0s taxas PPC de 2011 para descobrir a partir de dados nacionais quantas pessoas vivem abaixo destes n\u00fameros. A popula\u00e7\u00e3o total a viver abaixo da linha de pobreza \u00e9 assim estimada para o ano base 2011. Algu\u00e9m pode ent\u00e3o calcular n\u00fameros <i>para os anos seguintes, <\/i>isto \u00e9, para os anos depois de 2011, avan\u00e7ando a linha de pobreza de 2011 com um \u00edndice de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>A OIT descobriu que, para o ano 2012, dois mil milh\u00f5es de pessoas, ou 36,2 por cento da popula\u00e7\u00e3o total de \u201cpa\u00edses emergentes e em desenvolvimento\u201d, era afligida por pobreza extrema ou moderada. Destes, 15 por cento eram afligidos por pobreza extrema e o resto por pobreza moderada. Tomando a popula\u00e7\u00e3o mundial como um todo, a qual era cerca de sete mil milh\u00f5es naquela data, aqueles afligidos por pobreza extrema ou moderada s\u00f3 nos pa\u00edses emergente e em desenvolvimento (para os pa\u00edses desenvolvidos a pobreza \u00e9 definida e estimada de uma maneira completamente diferente e tem estado a <i>ascender<\/i>ultimamente, mas ignoraremos esta pobreza por enquanto), constituem cerca de 30 por cento da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>A OIT afirma naturalmente que esta pobreza tem estado <i>a declinar, <\/i>mas uma vez que a linha de pobreza utilizada pela OIT (e obtida do Banco Mundial) deriva em \u00faltima an\u00e1lise das linhas de pobreza nacionais, e visto que na base destas linhas de pobreza nacionais pa\u00edses como a \u00cdndia t\u00eam apregoado um decl\u00ednio significativo na pobreza, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que a OIT tamb\u00e9m reflicta esta afirma\u00e7\u00e3o. Por outras palavras, n\u00e3o se pode dar mais cr\u00e9dito \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o da OIT sobre o decl\u00ednio da pobreza nos \u201cpa\u00edses emergentes e em desenvolvimento\u201d como um todo do que se d\u00e1 \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o do governo indiano quanto ao decl\u00ednio da pobreza neste pa\u00eds. Uma vez que esta \u00faltima afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 completamente insustent\u00e1vel, e que a verdade acontece ser exactamente o oposto, exactamente o mesmo pode ser dito da afirma\u00e7\u00e3o da OIT.<\/p>\n<p>Vamos entretanto deixar esta quest\u00e3o de lado por um momento. A OIT estima o que ela chama o \u201cfosso do rendimento\u201d <i>(\u201cincome gap\u201d) <\/i>o qual \u00e9 a soma, tomando todas as pessoas pobres em conjunto, da diferen\u00e7a entre despesas de consumo per capita (ou de rendimento, se houver dados dispon\u00edveis sobre o rendimento) e a linha de pobreza. Por outras palavras, este \u00e9 o montante de moeda que, se transferido para os pobres, de acordo com [o crit\u00e9rio de] quanto o rendimento de cada pessoa pobre est\u00e1 aqu\u00e9m da linha de pobreza, eliminar\u00e1 toda a pobreza. O n\u00famero que \u00e9 exigido para eliminar tanto a pobreza extrema como a moderada chega a US$600 mil milh\u00f5es em 2012, o qual \u00e9 0,8 por cento do PIB mundial naquele ano.<\/p>\n<p>Se dividirmos US$600 mil milh\u00f5es pelo n\u00famero dos pobres, o qual \u00e9 dois mil milh\u00f5es, obtemos ent\u00e3o US$300 por ano, o que equivale a US$0,82 por dia. A pessoa pobre m\u00e9dia nos pa\u00edses emergentes e em desenvolvimento do mundo, por outras palavras, tinha uma despesa di\u00e1ria que ficavam aqu\u00e9m da linha de pobreza dos US$3,10 em 82 centavos, ou apenas cerca de um quarto da linha de pobreza. Se este montante fosse disponibilizado para a pessoa pobre m\u00e9dia <i>todos os dias <\/i>ou como transfer\u00eancia directa de rendimento ou atrav\u00e9s de medidas de protec\u00e7\u00e3o social, ent\u00e3o os pobres do mundo seriam erguidos para fora da pobreza.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que uma mera transfer\u00eancia pode n\u00e3o ser o melhor caminho para eliminar a pobreza; \u00e9 sempre prefer\u00edvel assegurar que empregos de melhor qualidade fiquem dispon\u00edveis para os pobres. Mas a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 qual \u00e9 o caminho \u00f3ptimo de eliminar a pobreza; <i>a quest\u00e3o \u00e9 qu\u00e3o pouco \u00e9 preciso para eliminar a pobreza da face da terra.<\/i>Uns meros 0,8 por cento do rendimento mundial \u00e9 tudo quanto \u00e9 preciso entregar ao mundo dos pobres para elev\u00e1-los acima da pobreza. E ainda assim a coisa not\u00e1vel \u00e9 que nenhumas vozes se levantaram no sentido de efectuar tal transfer\u00eancia. Mesmo o relat\u00f3rio da OIT, tendo mencionado o n\u00edvel min\u00fasculo do fosso de rendimento em rela\u00e7\u00e3o do PIB mundial, imediatamente passa a comparar este fosso n\u00e3o com o PIB do mundo como um todo mas s\u00f3 com os dos pa\u00edses emergentes e em desenvolvimento, como se s\u00f3 a estes \u00faltimos devesse ser deixada a responsabilidade de eliminar a pobreza no interior das suas economias.<\/p>\n<p>Haveria sem d\u00favida alguma base para sugerir que os pa\u00edses afligidos pela pobreza s\u00e3o os \u00fanicos que deveriam arcar com o fardo da sua remo\u00e7\u00e3o se os diferentes pa\u00edses do mundo n\u00e3o estivessem conectados uns com os outros, se cada um fosse uma ilha separada. Contudo, isto obviamente n\u00e3o \u00e9 o caso. Os \u201cpa\u00edses emergentes e em desenvolvimento\u201d s\u00e3o precisamente aqueles que foram subjugados como col\u00f3nias e semi-col\u00f3nias, com suas economias sistematicamente drenadas do excedente durante s\u00e9culos, com o seu artesanato local destru\u00eddo atrav\u00e9s das importa\u00e7\u00f5es de bens metropolitanos, fabricando uma popula\u00e7\u00e3o excedente a partir das massas de artes\u00e3os e trabalhadores manuais e, dessa forma, engendrando a moderna pobreza em massa. Mesmo nos dias de hoje est\u00e3o a ser acorrentados atrav\u00e9s da \u201cglobaliza\u00e7\u00e3o\u201d, suas economias abrem-se aos saqueios da finan\u00e7a especulativa, seus recursos naturais lan\u00e7ados abertamente para corpora\u00e7\u00f5es multinacionais e seu campesinato e pequenos produtores sujeitos a um processo de acumula\u00e7\u00e3o primitiva por parte de corpora\u00e7\u00f5es metropolitanas e das oligarquias corporativo-financeiras locais em que est\u00e3o integradas. Mesmo o mais ligeiro esfor\u00e7o por parte destes pa\u00edses para dar quaisquer benef\u00edcios em favor dos pobres enfrentaria resist\u00eancia e dispararia fugas de capitais. E controles de capital para restringir tais fugas convidariam a san\u00e7\u00f5es e bra\u00e7os de ferro da parte de pot\u00eancias metropolitanas.<\/p>\n<p>Em suma, uma vez que vivemos num mundo de \u201cglobaliza\u00e7\u00e3o\u201d e sup\u00f5em que nos devemos sentir gratos por este facto, a pr\u00f3pria pobreza deveria ser encarada como um problemas global e a sua remo\u00e7\u00e3o como uma responsabilidade global. O que a OIT sugere \u00e9 que esta responsabilidade representa <i>quando muito<\/i>um \u201cfardo\u201d min\u00fasculo.<\/p>\n<p>Entretanto, isto de facto n\u00e3o constitui um fardo para todos. Uma vez que a economia mundial est\u00e1 numa crise, os 0,8 por cento do PIB mundial que tem de ser disponibilizado para preencher o \u201cfosso de rendimento\u201d <i>n\u00e3o tem de vir atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o [do consumo] de quaisquer outros. <\/i>Pode simplesmente produzir-se este montante extra colocando em uso o trabalho desempregado existente e o equipamento n\u00e3o utilizado. E al\u00e9m disso, se 0,8 por cento da produ\u00e7\u00e3o existente for transferida para o mundo dos pobres como uma d\u00e1diva, ent\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 <i>este <\/i>montante vir\u00e1 da capacidade que actualmente permanece ociosa <i>como um m\u00faltiplo dele ser\u00e1 produzido a partir da utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade ociosa.<\/i><\/p>\n<p>Um exemplo tornar\u00e1 claro este ponto. Vamos assumir que a actual produ\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 100. Agora, se 0,8 unidades de bens forem produzidas, elas gerariam um montante equivalente de rendimento, uma parte do qual ser\u00e1 gasto, gerando nova produ\u00e7\u00e3o e rendimento, e uma parte poupada. Esta produ\u00e7\u00e3o em suma gerara uma cadeia de despesas, e portanto de produ\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do que \u00e9 chamado o \u201cprocesso multiplicador\u201d. Se, digamos, um quarto do rendimento gerado \u00e9 poupado habitualmente, ent\u00e3o, para tornar 0,8 unidades dispon\u00edveis para os pobres do mundo, a produ\u00e7\u00e3o mundial tem de aumentar em 3,2, da qual as poupan\u00e7as seriam 0,8 (a qual o(s) governo(s) podiam tomar emprestado para financiar transfer\u00eancias para os pobres do mundo) e 2,4 de consumo adicional pelos n\u00e3o-pobres do mundo. Por outras palavras, a elimina\u00e7\u00e3o da pobreza mundial, longe de exigir uma restri\u00e7\u00e3o do consumo dos n\u00e3o-pobres, <i>realmente permitir\u00e1 um aumento no consumo dos n\u00e3o-pobres do mundo.<\/i><\/p>\n<p>Naturalmente, uma vez que o mundo n\u00e3o tem apenas um governo mas sim muitos, como exactamente os 0,8 por cento da produ\u00e7\u00e3o mundial devem ser contribu\u00eddos pelos diferentes governos tem de ser calculado. Mas, em princ\u00edpio, nenhum sacrif\u00edcio da parte de ningu\u00e9m est\u00e1 implicado para ultrapassar a pobreza mundial. Ao contr\u00e1rio, ao assim fazer deixar\u00e1 outros em melhor situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que impede a supera\u00e7\u00e3o da pobreza mundial n\u00e3o \u00e9 nem a relut\u00e2ncia dos n\u00e3o-pobres a fazer sacrif\u00edcios (uma vez que nenhum sacrif\u00edcio \u00e9 necess\u00e1rio), nem mesmo os problemas de log\u00edstica decorrentes do facto de haver muitos governos (estes tamb\u00e9m poderiam ser ordenados). O que impede \u00e9 o pr\u00f3prio capitalismo, cuja \u00e9tica, nas palavras de Kalecki, \u201cexige \u2018Voc\u00ea ganhar\u00e1 o seu p\u00e3o com suor\u2019 \u2014 a menos que aconte\u00e7a ter meios privados\u201d. Fechar os fossos de rendimento \u00e9 an\u00e1tema para o capitalismo. E \u00e9 um sintoma da actual hegemonia desta \u00e9tica que \u2014 ao contr\u00e1rio de d\u00e9cadas atr\u00e1s quando a Comiss\u00e3o Brandt pediu aos pa\u00edses desenvolvidos para contribu\u00edrem com um por cento do PIB para a \u201cajuda\u201d aos pa\u00edses subdesenvolvidos, um pedido social-democrata, enraizado no \u201cKeynesianismo Global\u201d \u2014 hoje em dia j\u00e1 n\u00e3o esteja a ser proclamada.<\/p>\n<div align=\"right\">29\/Maio\/2016<\/div>\n<p>*] Economista, indiano, ver Wikipedia<\/p>\n<p>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/peoplesdemocracy.in\/2016\/0529_pd\/world-poverty\" target=\"_blank\">peoplesdemocracy.in\/2016\/0529_<wbr \/>pd\/world-poverty<\/a> . Tradu\u00e7\u00e3o de JF.<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) publica todos os anos o World Employment and Social Outlook . O relat\u00f3rio deste ano, divulgado em \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11254\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-11254","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Vw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11254\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}