{"id":11377,"date":"2016-06-21T16:52:23","date_gmt":"2016-06-21T19:52:23","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11377"},"modified":"2016-07-18T18:08:40","modified_gmt":"2016-07-18T21:08:40","slug":"a-funai-pede-socorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11377","title":{"rendered":"A Funai pede socorro"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2016\/06\/18\/politica\/1466275126_845613_1466277836_noticia_normal_recorte1.jpg?w=747\" alt=\"\" \/>Foto: \u00cdndio Kaiap\u00f3 no rio Xingu. Ricardo Stuckert<\/p>\n<p>Hoje, 116 terras ind\u00edgenas est\u00e3o em fase de identifica\u00e7\u00e3o; 34 foram identificadas; 72, declaradas e 478, homologadas, segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA). Entre demarcadas e em fase de identifica\u00e7\u00e3o, essas \u00e1reas representam atualmente 13% do territ\u00f3rio nacional (quatro vezes o tamanho da It\u00e1lia). \u00c9 nesse grande peda\u00e7o de ch\u00e3o que vivem mais de 800.000 \u00edndios, de 246 etnias, que falam centenas de l\u00ednguas.<!--more--><\/p>\n<p>Como as constantes manifesta\u00e7\u00f5es dos \u00edndios n\u00e3o deixam esquecer, o prazo de cinco anos estipulado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 para a demarca\u00e7\u00e3o de todas as terras do pa\u00eds n\u00e3o foi cumprido, e um dos principais entraves para a regulariza\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de a terra ser uma fonte de poder econ\u00f4mico, pol\u00edtico e social. \u00c9 nesse contexto que atua a <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/05\/22\/politica\/1463870440_826382.html\">Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai),<\/a> o \u00f3rg\u00e3o federal criado em 1967 para coordenar a pol\u00edtica indigenista do Estado brasileiro.<\/p>\n<p>De <a href=\"http:\/\/www.funai.gov.br\/index.php\/2014-02-07-13-24-53\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.funai.gov.br\/index.php\/2014-02-07-13-24-53&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNE6x_D-tM7c0-0LFGF3Bw_7pH_FkQ\">todas as etapas<\/a> at\u00e9 a demarca\u00e7\u00e3o definitiva das terras ind\u00edgenas, a delimita\u00e7\u00e3o e a identifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o as fases sob maior responsabilidade do \u00f3rg\u00e3o indigenista. Ao entrevistar ex-presidentes, movimentos sociais e os pr\u00f3prios \u00edndios, a P\u00fablica chegou a um diagn\u00f3stico similar: restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e de pessoal na Funai, al\u00e9m de press\u00f5es pol\u00edticas, asfixiam o direito constitucional \u00e0 terra, a principal reivindica\u00e7\u00e3o desses povos.<\/p>\n<p>Diogo Oliveira \u00e9 indigenista. Na Funai, \u00e9 o coordenador de antropologia substituto da Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o (CGID), \u00e1rea respons\u00e1vel por coordenar todo o trabalho de identifica\u00e7\u00e3o e delimita\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas do pa\u00eds; o que inclui encaixar a demanda em um apertado planejamento, montar os grupos de trabalho, orientar antrop\u00f3logos que v\u00e3o a campo fazer os estudos e cumprir dilig\u00eancias determinadas pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a quando as terras v\u00e3o ser declaradas.<\/p>\n<p>\u201cHoje, a nossa equipe t\u00e9cnica disp\u00f5e de\u2026 um, dois, tr\u00eas\u2026\u201d A contagem de Oliveira vai at\u00e9 o n\u00famero 12. \u201cVoc\u00ea imagina: hoje n\u00f3s devemos ter 600 reivindica\u00e7\u00f5es pela delimita\u00e7\u00e3o de terras, 120 processos de delimita\u00e7\u00e3o de terra em curso, mais algumas terras que est\u00e3o em contesta\u00e7\u00e3o administrativa, outras que s\u00e3o contesta\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. E n\u00e3o temos gente nem recursos para contratar profissionais de fora.\u201d<\/p>\n<p>Para ele, o cen\u00e1rio da CGID \u00e9 um microcosmo do que vive o \u00f3rg\u00e3o como um todo. \u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 grav\u00edssima\u201d, sentencia. Entre a perda constante de quadros t\u00e9cnicos sem reposi\u00e7\u00e3o, Oliveira conta que \u201co recurso menor do que o necess\u00e1rio\u201d impede que a Funai cumpra sua fun\u00e7\u00e3o constitucional.<\/p>\n<p>Pouca gente, pouca grana<\/p>\n<p>Desde a reestrutura\u00e7\u00e3o da Funai realizada na gest\u00e3o M\u00e1rcio Meira (2007-2012), definiu-se a necessidade de contrata\u00e7\u00e3o de mais de 3.000 servidores. De l\u00e1 para c\u00e1, no entanto, s\u00f3 ocorreram dois concursos p\u00fablicos. No primeiro, realizado h\u00e1 seis anos, pouco mais de 400 servidores foram incorporados. E um novo concurso no decorrer deste ano prev\u00ea mais 220 vagas.<\/p>\n<p>Um levantamento do Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (Inesc), no entanto, revela que a Funai conta atualmente com 2.142 funcion\u00e1rios efetivos, quando o n\u00famero total de cargos autorizados pelo Minist\u00e9rio do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o \u00e9 de 5.965. A situa\u00e7\u00e3o mostra que o \u00f3rg\u00e3o desempenha suas atividades com somente 36% de sua capacidade. <a href=\"http:\/\/www.raiz.org.br\/carta-dos-servidores-mobilizados-contra-violencia-institucional-e-em-prol-do-real-fortalecimento-institucional-da-fundacao-nacional-do-indio-e-da-gestao-dialogada-e-participativa\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.raiz.org.br\/carta-dos-servidores-mobilizados-contra-violencia-institucional-e-em-prol-do-real-fortalecimento-institucional-da-fundacao-nacional-do-indio-e-da-gestao-dialogada-e-participativa&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNH4jbJc-WKM6zOI845RNSpjzXr11Q\">Em recente carta divulgada pelos servidores,<\/a> eles alertam para o agravamento do quadro se um ter\u00e7o dos funcion\u00e1rios se aposentar em 2017, o que deixaria a Funai com cerca de 24% de servidores em rela\u00e7\u00e3o aos cargos autorizados pelo Planejamento.<\/p>\n<p>Se o quadro de pessoal \u00e9 diminuto, o or\u00e7amento tamb\u00e9m n\u00e3o inspira grande esperan\u00e7a no avan\u00e7o da pauta indigenista. Levantamento da P\u00fablica mostra que desde 2011 o or\u00e7amento vem sofrendo seguidos cortes. Em 2016, o estrago foi maior: 23% de redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao or\u00e7amento total autorizado de 653 milh\u00f5es de reais pelo Congresso Nacional em 2015, o que equivale a 150 milh\u00f5es a menos em caixa. Tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o da Funai no or\u00e7amento total da Uni\u00e3o caiu significativamente nos \u00faltimos cinco anos, chegando ao menor valor desde 2006.<\/p>\n<p>A tesoura se concentrou principalmente nas chamadas atividades final\u00edsticas do \u00f3rg\u00e3o, ou seja, nas pol\u00edticas p\u00fablicas destinadas aos povos ind\u00edgenas. \u201cQuando voc\u00ea pega o mapa de terras ind\u00edgenas e compara com o n\u00famero de funcion\u00e1rios, \u00e9 inacredit\u00e1vel\u201d, afirma M\u00e9rcio Gomes, ex-presidente da Funai entre 2003 e 2007. \u201c\u00c9 um mundo imenso com um or\u00e7amento p\u00edfio\u201d, critica. Ele calcula ser necess\u00e1rio duplicar o or\u00e7amento e triplicar o n\u00famero de funcion\u00e1rios. \u201cO or\u00e7amento da Funai revela na pr\u00e1tica que h\u00e1 uma inconsist\u00eancia entre o discurso de respeito \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e a pr\u00e1tica que \u00e9 viabilizada pela pol\u00edtica p\u00fablica\u201d, corrobora Alessandra Cardoso, do Inesc.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/apublica.org\/2016\/05\/o-congresso-nao-tem-perfil-para-garantir-a-terra-indigena-diz-presidente-da-funai\/\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/apublica.org\/2016\/05\/o-congresso-nao-tem-perfil-para-garantir-a-terra-indigena-diz-presidente-da-funai\/&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNHhce0zKTo_IcRUK6GiCrNc8Z02gA\">Em entrevista exclusiva \u00e0 P\u00fablica<\/a>, o \u00faltimo presidente da Funai, Jo\u00e3o Pedro Gon\u00e7alves, exonerado no in\u00edcio de junho, apontou a quest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria como um grande entrave. \u201cPara fazermos uma agenda digna, precisamos ter mais t\u00e9cnicos, fazer uma reestrutura\u00e7\u00e3o, ter outro or\u00e7amento\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u00cdndios e funcion\u00e1rios em risco<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/embed.chartblocks.com\/1.0\/?c=5760fefa9973d2be1267ec25&amp;t=4c343f0d89415da\" width=\"850\" height=\"450\" frameborder=\"0\"><\/iframe> LINK: https:\/\/public.chartblocks.com\/c\/5760fefa9973d2be1267ec25<\/p>\n<p>Gustavo Vieira, servidor do \u00f3rg\u00e3o e membro do Movimento de Apoio aos Povos Ind\u00edgenas (Mapi), explica que em muitas CTLs n\u00e3o existem funcion\u00e1rios e, quando h\u00e1, n\u00e3o passam de tr\u00eas, em m\u00e9dia. As CRs, ainda segundo ele, passam pelas mesmas dificuldades, o que coloca em risco os funcion\u00e1rios. \u201cMuita gente est\u00e1 aqui na sede, em Bras\u00edlia, porque estava sendo amea\u00e7ada nas CTLs e nas CRs. Teve um caso espec\u00edfico de um camarada que trabalhava no Paran\u00e1 em que um membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico presenciou uma reuni\u00e3o em que prefeitos e outras autoridades presentes faziam uma vaquinha para mat\u00e1-lo. Outro colega teve o carro apedrejado na Bahia. E a gente n\u00e3o tem nem um mecanismo para institucionalizar isso, e acaba tendo que fazer essa solu\u00e7\u00e3o caseira de transferir o funcion\u00e1rio\u201d, diz.<\/p>\n<p>Por outro lado, a situa\u00e7\u00e3o coloca em risco tamb\u00e9m os povos ind\u00edgenas. \u201cS\u00e3o ca\u00e7adores, madeireiros, todo mundo entra nas nossas terras\u2026 Voc\u00ea vai ver como as coisas est\u00e3o na CTLs e s\u00f3 est\u00e1 a pessoa, n\u00e3o tem equipamento de trabalho, e o respons\u00e1vel pela unidade n\u00e3o tem nem gasolina para o transporte. Como ele vai fazer a vigil\u00e2ncia? Ele vai sofrer emboscada, n\u00e3o tem como\u201d, argumenta Rosimeire Maria Teles, do povo Arapaso, do Amazonas.<\/p>\n<p>Segundo ela, os funcion\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam telefones funcionando para fazer den\u00fancias \u00e0 sede do \u00f3rg\u00e3o. \u201cA gente percebe muito a fragilidade da Funai\u201d, diz. \u201cParticipando do movimento ind\u00edgena, eu vi tamb\u00e9m como essa fragilidade dificulta para a gente conseguir articular as pol\u00edticas com a Funai. O papel da CTL \u00e9 organizar as demandas com a gente, tentar fazer esse trabalho, mas eles n\u00e3o t\u00eam como dar suporte nessas condi\u00e7\u00f5es\u201d, conclui. \u201cL\u00e1 na terra ind\u00edgena S\u00e3o Marcos [MT], a gente est\u00e1 sofrendo essa invas\u00e3o gradativa e estrat\u00e9gica do pecuarista. Todo ano eles v\u00e3o pegando uma extens\u00e3ozinha de terra, v\u00e3o tirando os marcos e v\u00e3o entrando. Quando a gente se depara com isso, a gente pede a fiscaliza\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o vem\u201d, alerta Crisanto Xavante, do <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/11\/28\/politica\/1417197438_573823.html\">povo Xavante, do Mato Grosso<\/a>.<\/p>\n<p>Gilc\u00e9lio Jiahui, membro da Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab) tamb\u00e9m critica: \u201cA Funai tem sido desestruturada lentamente pelos \u00f3rg\u00e3os do Governo em n\u00edvel local e nacional\u201d, diz. Para ele, a Funai tenta fazer as demarca\u00e7\u00f5es, a fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u201cmas o governo n\u00e3o vem dando condi\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA demora nas demarca\u00e7\u00f5es \u00e9 pol\u00edtica\u201d<\/p>\n<p>Foram nove terras delimitadas pela Funai, 12 declaradas pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e quatro <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/04\/29\/politica\/1461952964_931684.html\">homologadas pela presidente afastada, Dilma Rousseff,<\/a> entre janeiro e abril deste ano. Mesmo assim, a petista deixou o posto como a presidente com o menor n\u00famero de demarca\u00e7\u00f5es desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os entrevistados concordam que a situa\u00e7\u00e3o inusual das recentes demarca\u00e7\u00f5es feitas pelo Governo afastado denota a influ\u00eancia pol\u00edtica que atinge em cheio a Funai. Segundo eles, os processos de demarca\u00e7\u00e3o s\u00f3 andaram quando ficou claro que o governo estava isolado politicamente, com o destino selado e livre das press\u00f5es do Congresso. \u201cMais do que or\u00e7amento, essa demora nas demarca\u00e7\u00f5es tem a ver com falta de decis\u00e3o pol\u00edtica. Esses \u00faltimos processos acelerados \u00e0s v\u00e9speras do impeachment n\u00e3o surgiram do nada. Eles estavam na gaveta h\u00e1 anos\u201d, opina M\u00e1rcio Santilli, s\u00f3cio-fundador do ISA.<\/p>\n<p>Segundo Maria Augusta Assirati, que esteve \u00e0 frente da Funai entre 2013 e 2014, a press\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 uma constante no trabalho do \u00f3rg\u00e3o. Ela revelou, <a href=\"http:\/\/apublica.org\/2015\/01\/a-funai-esta-sendo-desvalorizada-e-sua-autonomia-totalmente-desconsiderada-diz-ex-presidente\/\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/apublica.org\/2015\/01\/a-funai-esta-sendo-desvalorizada-e-sua-autonomia-totalmente-desconsiderada-diz-ex-presidente\/&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNHHZUlEp5RkdgWfaJVmr2sJFJlLbQ\">um m\u00eas ap\u00f3s a sua sa\u00edda, em janeiro de 2015<\/a>, que a Funai \u201cest\u00e1 sendo desvalorizada e sua autonomia, desconsiderada\u201d. Ela contou que em sua gest\u00e3o o Governo Rousseff, ainda vivo politicamente e pautado pelas negocia\u00e7\u00f5es e press\u00f5es do Congresso e da governabilidade, sujeitou todas as etapas do processo de demarca\u00e7\u00e3o \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da Casa Civil e do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, ao qual a Funai \u00e9 subordinada. \u201cA gente chegou a ter um embargo de demarca\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas determinado pelo Governo em fun\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias rela\u00e7\u00f5es que se constru\u00edram, sobretudo, com o agroneg\u00f3cio. Foi muito expl\u00edcito. Tivemos <a href=\"http:\/\/www.jornaldooeste.com.br\/politica\/2013\/05\/gleisi-hoffmann-admite-falhas-da-funai-na-demarcacao-de-terras-indigenas\/930165\/\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.jornaldooeste.com.br\/politica\/2013\/05\/gleisi-hoffmann-admite-falhas-da-funai-na-demarcacao-de-terras-indigenas\/930165\/&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNF9mPCxc2A2uQtyc-m8uiV3_9fLTA\">uma ministra da Casa Civil, a Gleisi Hoffmann, atacando a atua\u00e7\u00e3o da Funai publicamente<\/a>\u201d, avalia a ex-presidente.<\/p>\n<p>Dilma ser\u00e1 marcada na quest\u00e3o ind\u00edgena n\u00e3o s\u00f3 pelas poucas demarca\u00e7\u00f5es, mas pela <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/04\/11\/opinion\/1460390361_909016.html\">constru\u00e7\u00e3o de Belo Monte<\/a>, a usina hidrel\u00e9trica do Par\u00e1 que foi inaugurada mesmo <a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-xingu\/infografico-belo-monte\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-xingu\/infografico-belo-monte&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNEHAmk5HW5vWm9rE6-7P4PNWtvQYQ\">sem cumprir 11 condicionantes relacionadas aos povos ind\u00edgenas<\/a>. Segundo os ambientalistas, a hidrel\u00e9trica causar\u00e1 grande impacto aos povos da regi\u00e3o do Xingu. \u201cNo Governo Dilma, esse vi\u00e9s desenvolvimentista voltou \u00e0 tona e pressionou a Funai para que voltasse a se alinhar com esses objetivos hegem\u00f4nicos do governo\u201d, diz Maria Augusta.<\/p>\n<p>No entanto, na avalia\u00e7\u00e3o un\u00e2nime das fontes, as press\u00f5es sobre o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o come\u00e7aram no Governo Rousseff. \u201cA Funai sempre fica nessa posi\u00e7\u00e3o complexa. Ao mesmo tempo em que ela tem que proteger o direito dos ind\u00edgenas, ela tamb\u00e9m tem que fazer a media\u00e7\u00e3o. Porque o Estado \u00e9 complexo e muitas vezes tem a\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias aos direitos ind\u00edgenas\u201d, avalia M\u00e1rcio Meira, o mais longevo presidente do \u00f3rg\u00e3o (2007-2012). Mesmo com press\u00f5es de lado a lado, Meira pondera a import\u00e2ncia para que essas \u201cpress\u00f5es n\u00e3o se sobreponham \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o\u201d. <a href=\"http:\/\/apublica.org\/2016\/05\/o-congresso-nao-tem-perfil-para-garantir-a-terra-indigena-diz-presidente-da-funai\/\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/apublica.org\/2016\/05\/o-congresso-nao-tem-perfil-para-garantir-a-terra-indigena-diz-presidente-da-funai\/&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNHhce0zKTo_IcRUK6GiCrNc8Z02gA\">Para o ex-presidente Jo\u00e3o Pedro Gon\u00e7alves<\/a>, a atua\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o reflete em muito as posi\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. \u201cA Funai, ligada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, vai estar sempre sob influ\u00eancia do titular do minist\u00e9rio, e isso pode e vai se refletir na agenda da Funai\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Meira recorda que ex-presidentes do \u00f3rg\u00e3o j\u00e1 cederam de maneira mais escancarada a pautas anti-ind\u00edgenas, caso de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/05\/23\/politica\/1464031365_583264.html\">Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR), que presidiu o \u00f3rg\u00e3o no Governo de Jos\u00e9 Sarney<\/a> (PMDB-AP). \u201cEra um presidente da Funai que facilitou a vida dos madeireiros, dos garimpeiros. Se voc\u00ea olhar o relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, tem v\u00e1rias den\u00fancias contra ele\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Vieira, do Mapi, reitera a rotina de press\u00f5es. \u201cEu recebo a press\u00e3o dos deputados para a \u00e1rea de licenciamento, por exemplo. \u2018Ah, vamos agilizar a licen\u00e7a tal\u2019, \u2018vamos fazer a audi\u00eancia p\u00fablica de tal obra\u2019. A\u00ed v\u00eam obras com estudos de impacto muitas vezes mal- feitos, de mentira. A \u00e1rea pede para fazer os estudos de impacto ambiental de uma maneira correta e eles falam: \u2018N\u00e3o, deputado tal t\u00e1 apoiando a obra, senador tal\u2019\u201d, revela.<\/p>\n<p>30 bra\u00e7os, 3.000 processos de licenciamento<\/p>\n<p>A \u00e1rea de licenciamento ambiental tamb\u00e9m sofre com a sobrecarga de trabalho dentro da Funai. \u201cA gente tinha que cuidar, chutando baixo, de uns 3.000 processos ativos. Cada t\u00e9cnico ficava, no m\u00ednimo, com 60 processos ativos de licenciamento para cuidar de uma vez\u201d, afirma Nuno Nunes, que atuou at\u00e9 o meio do ano passado como coordenador de Transporte e Minera\u00e7\u00e3o, na Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Licenciamento Ambiental.<\/p>\n<p>O ex-servidor conta que chegou a deixar o \u00f3rg\u00e3o indigenista por causa de problemas de sa\u00fade acarretados pela sobrecarga de trabalho. Nuno relembra que \u00e0 \u00e9poca a Coordena\u00e7\u00e3o de Licenciamento contava com 15 servidores para cuidar das quest\u00f5es ind\u00edgenas no licenciamento em todo o pa\u00eds. \u201cA gente acabava tendo que escolher quais eram os processos que iam impactar mais os ind\u00edgenas e focar nesses para o licenciamento. O resto a gente deixava passar. A\u00ed, muitas vezes o licenciador estadual ou at\u00e9 o Ibama emite a licen\u00e7a, e os ind\u00edgenas se ferram\u201d, revela. Segundo ele, v\u00e1rios processos de lavra garimpeira, por exemplo, foram levados a cabo sem o componente ind\u00edgena no licenciamento, o que impactava as comunidades.<\/p>\n<p>O setor de licenciamento da Funai \u00e9 exemplar na contradi\u00e7\u00e3o dos interesses do Estado e da pauta ind\u00edgena. As obras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), por exemplo, foram as que mais demandaram esfor\u00e7o da equipe de Nunes. \u201cFalta servidor, falta recurso para fazer vistoria e fazer o licenciamento adequadamente\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, o or\u00e7amento pago destinado ao licenciamento aumentou 250% nos \u00faltimos 10 anos, ainda que esses recursos, segundo as fontes, sejam insuficientes para a demanda. Nunes compara a situa\u00e7\u00e3o com a de outro \u00f3rg\u00e3o, o Ibama. \u201cPara cada processo de licenciamento, o Ibama tem uma equipe. Na Funai, \u00e9 uma pessoa s\u00f3. Voc\u00ea chegava um dia e tinha que cuidar de mineralogia, depois tinha que virar a noite para estudar para um licenciamento de piscicultura\u201d, relembra.<\/p>\n<p>\u201cA Funai n\u00e3o \u00e9 para principiantes\u201d<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/embed.chartblocks.com\/1.0\/?c=576210d99973d2434f67ec25&amp;t=2741bb1c9dcb197\" width=\"750\" height=\"320\" frameborder=\"0\"><\/iframe> LINK: https:\/\/public.chartblocks.com\/c\/576210d99973d2434f67ec25<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o t\u00e9rmino da entrevista, M\u00e9rcio Gomes ligou para a reda\u00e7\u00e3o da P\u00fablica para registrar uma frase t\u00e3o enigm\u00e1tica quanto provocadora: \u201cA Funai n\u00e3o \u00e9 para principiantes\u201d, disse convicto. Era uma continua\u00e7\u00e3o da sua \u00faltima resposta, quando ele foi provocado a se posicionar sobre o futuro do \u00f3rg\u00e3o. \u201cSe esse quadro permanecer, vamos ter anos de um decl\u00ednio grande da Funai em termos de demarca\u00e7\u00e3o\u201d, sentenciou.<\/p>\n<p>Atualmente, cerca de 70% das terras ind\u00edgenas brasileiras j\u00e1 foram demarcadas. Restam, segundo estimativas da Funai, 30% de territ\u00f3rios (204 TIs). Segundo Santilli, os territ\u00f3rios que restam ser\u00e3o os mais complicados por estarem fora da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, no Centro-Sul do pa\u00eds, \u201conde existe um quadro mais intenso de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, o que faz com que os processos de demarca\u00e7\u00f5es se deparem com v\u00e1rios obst\u00e1culos, como a incid\u00eancia de t\u00edtulos de propriedade, implicando um aumento da press\u00e3o pol\u00edtica e esbarrando em setores com maior capacidade de se articular no Judici\u00e1rio\u201d, diz.<\/p>\n<p>Num contexto de <a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/desafios\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=2831:catid=28&amp;Itemid=23\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.ipea.gov.br\/desafios\/index.php?option%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D2831:catid%3D28%26Itemid%3D23&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNHWBuEbIDqeJNtWQA8Bmbqx74MNPQ\">reprimariza\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es<\/a> do pa\u00eds, que passou a depender ainda mais das <em>commodities<\/em> agr\u00edcolas e miner\u00e1rias, a contradi\u00e7\u00e3o com a pauta ind\u00edgena se evidencia novamente. \u201cQuando a gente anda para tr\u00e1s nesse plano da estrutura econ\u00f4mica, quando esses setores mais atrasados ganham for\u00e7a, a gente acaba sofrendo atrasos em outros \u00e2mbitos da sociedade e do Estado\u201d, avalia Santilli.<\/p>\n<p>Para as terras pendentes, h\u00e1 quem defenda que a Funai passe a ter outras op\u00e7\u00f5es de aquisi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o o processo de reconhecimento e demarca\u00e7\u00e3o. O argumento \u00e9 do ex-ministro da Justi\u00e7a do Governo petista Eug\u00eanio Arag\u00e3o, que defendeu a compra de terras pela Funai como uma maneira de enfrentar o mar revolto das demarca\u00e7\u00f5es restantes.<\/p>\n<p>Justi\u00e7a que atrasa demarca\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>A demora nos processos de demarca\u00e7\u00e3o tem outro fator para al\u00e9m do pol\u00edtico, segundo as fontes entrevistadas pela reportagem: a enxurrada de procedimentos judiciais. Tal cen\u00e1rio diz respeito ao marco temporal, tese jur\u00eddica que prop\u00f5e uma interpreta\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ao definir que s\u00f3 poderiam ser consideradas terras tradicionais aquelas que estivessem em posse dos ind\u00edgenas em 5 de outubro de 1988.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/apublica.org\/2016\/05\/o-congresso-nao-tem-perfil-para-garantir-a-terra-indigena-diz-presidente-da-funai\/\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/apublica.org\/2016\/05\/o-congresso-nao-tem-perfil-para-garantir-a-terra-indigena-diz-presidente-da-funai\/&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNHhce0zKTo_IcRUK6GiCrNc8Z02gA\">ex-presidente da Funai Jo\u00e3o Pedro Gon\u00e7alves<\/a> explica: \u201cSe criou um corte hist\u00f3rico desde o debate realizado no Supremo Tribunal Federal relacionado \u00e0 demarca\u00e7\u00e3o da terra ind\u00edgena Raposa Serra do Sol, em Roraima. De Raposa saiu uma premissa que fortaleceu muito a Justi\u00e7a, que foi o marco temporal\u201d. Para ele, a situa\u00e7\u00e3o \u201cimp\u00f4s uma lentid\u00e3o maior nos procedimentos\u201d.<\/p>\n<p>Diogo Oliveira, do CGID, revela que \u201cquase todo processo de delimita\u00e7\u00e3o\u201d que se faz na Funai \u201ctem alguma contesta\u00e7\u00e3o judicial\u201d. \u201cH\u00e1 casos em que a gente n\u00e3o pode assinar um papel, pois tem um mandado de seguran\u00e7a de alguma comarca impedindo. E isso acontece em cada ato administrativo. Sai a portaria constituindo um grupo de trabalho para estudar uma \u00e1rea, n\u00e3o d\u00e1 30, 40 dias, chega uma a\u00e7\u00e3o da federa\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, da prefeitura, de algu\u00e9m do governo do estado contestando e n\u00e3o deixa nem come\u00e7ar os estudos\u201d, critica.<\/p>\n<p>Em 2014, <a href=\"http:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=TP&amp;docID=6937880\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP%3DTP%26docID%3D6937880&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343149000&amp;usg=AFQjCNGOwMNxuRyQMzwZ8pNkk29E0bo6pw\">foram anuladas demarca\u00e7\u00f5es de tr\u00eas terras ind\u00edgenas<\/a> ap\u00f3s uma decis\u00e3o da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Duas dessas terras est\u00e3o no epicentro da viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas, o Mato Grosso do Sul: a TI Guyraroka, dos povos Guarani e Kaiow\u00e1, e a TI Lim\u00e3o Verde, do povo Terena. Tamb\u00e9m a TI Porquinhos, do povo Canela-Ap\u00e3njekra, do Maranh\u00e3o, teve a demarca\u00e7\u00e3o anulada. O Supremo, por\u00e9m, j\u00e1 adotou posi\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias. Recentemente, <a href=\"http:\/\/www.cimi.org.br\/site\/pt-br\/?system=news&amp;action=read&amp;id=8756\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.cimi.org.br\/site\/pt-br\/?system%3Dnews%26action%3Dread%26id%3D8756&amp;source=gmail&amp;ust=1466360343150000&amp;usg=AFQjCNF3fGK82ZaEDsjKzE-0-_Fhk3pl0Q\">o tribunal negou o seguimento de um mandado de seguran\u00e7a<\/a> que pedia a revoga\u00e7\u00e3o da demarca\u00e7\u00e3o da TI Morro dos Cavalos, em Santa Catarina, com base na tese do marco temporal.<\/p>\n<p>http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/06\/18\/politica\/1466275126_845613.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Foto: \u00cdndio Kaiap\u00f3 no rio Xingu. Ricardo Stuckert Hoje, 116 terras ind\u00edgenas est\u00e3o em fase de identifica\u00e7\u00e3o; 34 foram identificadas; 72, declaradas e \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11377\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-11377","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2Xv","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11377\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}