{"id":1144,"date":"2011-01-21T01:06:48","date_gmt":"2011-01-21T01:06:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1144"},"modified":"2011-01-21T01:06:48","modified_gmt":"2011-01-21T01:06:48","slug":"redes-do-imperio-e-realinhamentos-do-poder-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1144","title":{"rendered":"Redes do imp\u00e9rio e realinhamentos do poder mundial"},"content":{"rendered":"\n<p>Os estados imperialistas constroem redes que ligam as actividades econ\u00f3micas, militares e pol\u00edticas num sistema coerente que se refor\u00e7a mutuamente. Esta tarefa \u00e9 desempenhada em grande parte pelas diversas institui\u00e7\u00f5es do estado imperialista.<\/p>\n<p>Assim, a ac\u00e7\u00e3o imperialista nem sempre \u00e9 directamente econ\u00f3mica, j\u00e1 que se torna necess\u00e1ria uma ac\u00e7\u00e3o militar num pa\u00eds ou numa regi\u00e3o para abrir ou proteger zonas econ\u00f3micas. Nem todas as ac\u00e7\u00f5es militares s\u00e3o decididas por interesses econ\u00f3micos se o sector mais influente do estado imperialista for decisivamente militarista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a sequ\u00eancia da ac\u00e7\u00e3o imperialista pode variar consoante as condi\u00e7\u00f5es particulares necess\u00e1rias para a constru\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio. Assim, a ajuda do estado pode comprar colaboradores; a interven\u00e7\u00e3o militar pode assegurar regimes clientes seguidos posteriormente por investidores privados. Noutras circunst\u00e2ncias, a entrada de empresas privadas pode preceder a interven\u00e7\u00e3o do estado.<\/p>\n<p>Na penetra\u00e7\u00e3o, quer privada quer estatal, liderada econ\u00f3mica e\/ou militarmente, como apoio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio, o objectivo estrat\u00e9gico \u00e9 explorar as caracter\u00edsticas econ\u00f3micas e geopol\u00edticas especiais do pa\u00eds visado para criar redes em que o imp\u00e9rio \u00e9 o centro. No p\u00f3s mundo colonialista euroc\u00eantrico, a posi\u00e7\u00e3o privilegiada dos EUA na sua pol\u00edtica centrada no imp\u00e9rio, nos seus tratados, acordos comerciais e militares, \u00e9 disfar\u00e7ada e justificada por uma aura ideol\u00f3gica, que varia com o tempo e as circunst\u00e2ncias. Na guerra para fragmentar a Jugosl\u00e1via e implantar regimes clientes, tal como no Kosovo, a ideologia imperialista utilizou a ret\u00f3rica humanit\u00e1ria. Nas guerras genocidas no M\u00e9dio Oriente, \u00e9 central a ideologia anti-terrorismo e anti-isl\u00e2mica. Contra a China, predomina a ret\u00f3rica dos direitos democr\u00e1ticos e humanos. Na Am\u00e9rica Latina, o poder imperialista vacilante apoia-se na ret\u00f3rica democr\u00e1tica e anti-autorit\u00e1ria dirigida contra o governo de Chavez democraticamente eleito.<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia da ideologia imperialista est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o directa com a capacidade de o imp\u00e9rio promover alternativas de evolu\u00e7\u00e3o vi\u00e1veis e din\u00e2micas aos pa\u00edses visados. Por esses crit\u00e9rios a ideologia tem tido pouco poder de persuas\u00e3o entre as popula\u00e7\u00f5es visadas. A ret\u00f3rica islamof\u00f3bica e anti-terrorista n\u00e3o teve qualquer impacto nos povos do M\u00e9dio Oriente e alienou o mundo isl\u00e2mico. As lucrativas rela\u00e7\u00f5es comerciais da Am\u00e9rica Latina com o governo de Chavez e o decl\u00ednio da economia dos EUA corroeram a campanha ideol\u00f3gica de Washington para isolar a Venezuela. A campanha dos EUA pelos direitos humanos contra a China tem sido completamente ignorada em toda a UE, em \u00c1frica, na Am\u00e9rica Latina, na Oce\u00e2nia e nas 500 maiores empresas americanas (e at\u00e9 mesmo no Tesouro dos EUA que se esfor\u00e7a por vender t\u00edtulos do tesouro \u00e0 China para financiar o inflado d\u00e9fice or\u00e7amental dos EUA).<\/p>\n<p>A cada vez menor influ\u00eancia da propaganda imperialista e o cada vez menor peso econ\u00f3mico de Washington, significam que as redes imperialistas americanas constru\u00eddas durante os \u00faltimos cinquenta anos est\u00e3o a ser corro\u00eddas ou pelo menos sujeitas a for\u00e7as centr\u00edfugas. As redes, outrora totalmente integradas na \u00c1sia, s\u00e3o actualmente meras bases militares \u00e0 medida que as economias adquirem uma maior autonomia e se orientam para a China e para mais longe ainda. Por outras palavras, as redes imperialistas est\u00e3o hoje a ser transformadas em postos avan\u00e7ados de opera\u00e7\u00f5es limitadas, e j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o centros da pilhagem econ\u00f3mica imperialista.<\/p>\n<p><strong>Redes imperialistas: O papel central dos colaboradores <\/strong><\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um imp\u00e9rio \u00e9 essencialmente um processo de penetra\u00e7\u00e3o num pa\u00eds ou numa regi\u00e3o, que institui uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada e que garante o controlo a fim de assegurar (1) recursos lucrativos, mercados e m\u00e3o-de-obra barata (2) de instituir uma plataforma militar para se expandir a pa\u00edses e regi\u00f5es vizinhos (3) bases militares para implantar um estrangulamento sobre estradas ou canais estrat\u00e9gicos a fim de permitir ou negar o acesso de competidores ou advers\u00e1rios (4) opera\u00e7\u00f5es secretas e clandestinas contra advers\u00e1rios e competidores.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria tem demonstrado que o custo mais baixo para manter um dom\u00ednio a longo prazo e \u00e0 escala imperialista \u00e9 atrav\u00e9s do fomento de colaboradores locais sob a forma de dirigentes pol\u00edticos, econ\u00f3micos e\/ou militares que operam a partir de regimes clientes. Um dom\u00ednio imperialista pol\u00edtico-militar aberto resulta em guerras dispendiosas e divis\u00f5es, principalmente entre uma ampla pan\u00f3plia de classes negativamente afectadas pela presen\u00e7a imperialista.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de dirigentes e classes colaboracionistas resulta de v\u00e1rias pol\u00edticas imperialistas a curto e longo prazo que v\u00e3o desde actividades directas militares, eleitorais e extra-parlamentares at\u00e9 ao recrutamento a m\u00e9dio e longo prazo, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o de jovens dirigentes promissores atrav\u00e9s da propaganda e de programas educacionais, atractivos culturais-financeiros, promessas de apoio pol\u00edtico e econ\u00f3mico para acesso a cargos pol\u00edticos e atrav\u00e9s de substancial apoio financeiro clandestino.<\/p>\n<p>O apelo mais b\u00e1sico feito pelos pol\u00edticos imperialistas \u00e0 &#8220;nova classe dirigente&#8221; num estado cliente emergente \u00e9 a oportunidade de participar num sistema econ\u00f3mico ligado aos centros imperialistas, em que as elites locais partilham a riqueza econ\u00f3mica com os seus benfeitores imperialistas. Para garantir o apoio das massas, as classes colaboradoras escondem as novas formas de subservi\u00eancia imperialista e de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica real\u00e7ando a independ\u00eancia pol\u00edtica, a liberdade pessoal, as oportunidades econ\u00f3micas e o consumismo privado.<\/p>\n<p>Os mecanismos para a transfer\u00eancia de poder para um estado cliente emergente aliam a propaganda imperialista, o financiamento de organiza\u00e7\u00f5es de massas e de partidos eleitoralistas, assim como de violentos golpes de &#8216;levantamentos populares&#8217;. Os regimes autorit\u00e1rios burocraticamente ossificados que se apoiam em controlos policiais para limitar ou combater a expans\u00e3o imperialista s\u00e3o &#8220;alvos f\u00e1ceis&#8221;. As campanhas selectivas em defesa dos direitos humanos tornam-se na arma organizativa mais eficaz para recrutar activistas e promover dirigentes para a nova ordem pol\u00edtica centrada no imperialismo. Logo que ocorre a transfer\u00eancia de poder, os membros anteriores da elite pol\u00edtica, econ\u00f3mica e cultural s\u00e3o exilados, reprimidos, detidos e presos. Emerge uma nova cultura pol\u00edtica homog\u00e9nea de partidos rivais que aderem \u00e0 nova ordem mundial de centro imperialista. A primeira palavra de ordem a n\u00edvel de neg\u00f3cios, a seguir \u00e0 purga pol\u00edtica, \u00e9 a privatiza\u00e7\u00e3o e a entrega dos postos de comando da economia \u00e0s empresas imperialistas. Os regimes clientes tratam de fornecer soldados que se oferecem como mercen\u00e1rios pagos para guerras imperialistas e de transferir bases militares para as for\u00e7as imperialistas como plataformas de interven\u00e7\u00e3o. Toda esta &#8220;pantomima pela independ\u00eancia&#8221; \u00e9 acompanhada pelo desmantelamento maci\u00e7o dos programas p\u00fablicos de bem-estar social (pens\u00f5es, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o gratuitas), c\u00f3digos de trabalho e pol\u00edticas de pleno emprego. A promo\u00e7\u00e3o de uma estrutura de classes altamente polarizada \u00e9 a consequ\u00eancia final de dom\u00ednio do estado cliente. As economias dos regimes clientes, centradas no imperialismo, enquanto r\u00e9plicas de qualquer vulgar estado s\u00e1trapa, s\u00e3o justificadas (ou legitimadas) em nome de um sistema eleitoral alegadamente democr\u00e1tico \u2013 na verdade um sistema pol\u00edtico dominado pelas novas elites capitalistas e pelos seus meios de comunica\u00e7\u00e3o fortemente financiados.<\/p>\n<p>Os regimes centrados no imperialismo dirigidos por elites colaboracionistas, que v\u00e3o desde os estados balc\u00e2nicos, Europa central e de leste at\u00e9 aos Balc\u00e3s, s\u00e3o o exemplo mais flagrante da expans\u00e3o imperialista no s\u00e9culo XX. O desmantelamento e conquista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e do bloco de leste e a sua incorpora\u00e7\u00e3o na alian\u00e7a da NATO, liderada pelos EUA, e na Uni\u00e3o Europeia resultaram num excesso de confian\u00e7a imperialista. Washington fez declara\u00e7\u00f5es prematuras de um mundo unipolar enquanto a Europa ocidental continuava a pilhar recursos p\u00fablicos, desde f\u00e1bricas a imobili\u00e1rio, explorando a m\u00e3o-de-obra barata, no ultramar e atrav\u00e9s da imigra\u00e7\u00e3o, constituindo um formid\u00e1vel &#8216;ex\u00e9rcito de reserva&#8217; para corroer os padr\u00f5es de vida da for\u00e7a de trabalho sindicalizada no Ocidente.<\/p>\n<p>A unidade de objectivos dos regimes imperialistas europeus e americano permitiu a apropria\u00e7\u00e3o pac\u00edfica da riqueza das novas regi\u00f5es atrav\u00e9s de monop\u00f3lios privados. Os estados imperialistas subsidiaram inicialmente os novos regimes clientes com transfer\u00eancia em grande escala e empr\u00e9stimos sob a condi\u00e7\u00e3o de eles permitirem que empresas imperialistas se apoderassem de recursos, patrim\u00f3nio, terras, f\u00e1bricas, sectores de servi\u00e7os, meios de comunica\u00e7\u00e3o, etc. Pesadamente endividados os estados passaram de crises agudas no per\u00edodo inicial para um crescimento &#8216;espectacular&#8217;, at\u00e9 chegarem a profundas e cr\u00f3nicas crises sociais de desemprego de dois d\u00edgitos num per\u00edodo de 20 anos de constru\u00e7\u00e3o do estado cliente. Enquanto aumentavam os protestos dos trabalhadores \u00e0 medida que os sal\u00e1rios se degradavam, o desemprego aumentou e foram cortadas as presta\u00e7\u00f5es de benef\u00edcio social. Mas a &#8216;nova classe m\u00e9dia&#8217; embrenhada nos aparelhos pol\u00edticos e de comunica\u00e7\u00e3o social e em empresas econ\u00f3micas mistas s\u00e3o suficientemente financiadas por institui\u00e7\u00f5es financeiras imperialistas para proteger o seu dom\u00ednio.<\/p>\n<p>Contudo, a din\u00e2mica da expans\u00e3o imperialista no leste, centro e sul da Europa n\u00e3o proporcionou o impulso para um avan\u00e7o estrat\u00e9gico, por causa da ascend\u00eancia do capital financeiro altamente vol\u00e1til e duma poderosa casta militar nos centros pol\u00edticos euro-americanos. Em aspectos importantes, a expans\u00e3o militar e pol\u00edtica deixou de estar atrelada \u00e0 conquista econ\u00f3mica. O que se verificou foi o inverso: a pilhagem econ\u00f3mica e o dom\u00ednio pol\u00edtico serviram de instrumento para projectar o poder militar.<\/p>\n<p><strong>Sequ\u00eancias imperialistas: Da guerra para a explora\u00e7\u00e3o \u00e0 explora\u00e7\u00e3o pela guerra <\/strong><\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es entre pol\u00edticas imperialistas militares e interesses econ\u00f3micos s\u00e3o complexas e mudam com o tempo e o contexto hist\u00f3rico. Em determinadas circunst\u00e2ncias, um regime imperialista pode investir fortemente em pessoal militar e aumentar as despesas monet\u00e1rias para derrubar um dirigente anti-imperialista e implantar um regime cliente muito para al\u00e9m de qualquer retorno econ\u00f3mico estatal ou privado. Por exemplo, as guerras dos EUA no Iraque e no Afeganist\u00e3o, as guerras por procura\u00e7\u00e3o na Som\u00e1lia e no I\u00e9men n\u00e3o proporcionaram grandes lucros \u00e0s empresas multinacionais americanas nem estimularam a explora\u00e7\u00e3o privada de mat\u00e9rias-primas, m\u00e3o-de-obra ou mercados. Quando muito, as guerras imperialistas deram lucros a empreiteiros mercen\u00e1rios, a empresas de constru\u00e7\u00e3o e a &#8216;ind\u00fastrias de guerra&#8217; afins que beneficiaram de transfer\u00eancias do Tesouro dos EUA e da explora\u00e7\u00e3o dos contribuintes americanos, na sua maioria assalariados e trabalhadores por conta de outrem.<\/p>\n<p>Em muitos casos, especialmente depois da II Guerra Mundial, o emergente estado imperialista americano gastou muitos milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares de empr\u00e9stimos num programa de ajuda \u00e0 Europa ocidental. O Plano Marshall evitou levantamentos sociais anti-capitalistas e recuperou o dom\u00ednio pol\u00edtico capitalista. Isso permitiu o aparecimento da NATO (uma alian\u00e7a militar liderada e dominada pelos EUA). Subsequentemente, as empresas multinacionais americanas investiram e negociaram com a Europa ocidental recolhendo receitas lucrativas, visto que o estado imperialista criara condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f3micas favor\u00e1veis. Por outras palavras, a interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar do estado imperialista precedeu a ascens\u00e3o e expans\u00e3o do capital multi-nacional americano. Uma an\u00e1lise m\u00edope a curto prazo da actividade inicial p\u00f3s-guerra subestimaria a import\u00e2ncia dos interesses econ\u00f3micos privados americanos enquanto for\u00e7a motora da pol\u00edtica dos EUA. Alargando o per\u00edodo de tempo \u00e0s duas d\u00e9cadas seguintes, a interac\u00e7\u00e3o entre as grandes despesas iniciais estatais, militares e econ\u00f3micas com os posteriores altos ganhos privados, ficamos com um exemplo perfeito de como funciona o processo do poder imperialista.<\/p>\n<p>O papel do estado imperialista enquanto instrumento para abrir, proteger e expandir o mercado privado, a explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e dos recursos corresponde a uma altura em que tanto o estado como as classes dominantes estavam principalmente motivados pela constru\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio industrial.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o militar directa dos EUA e os golpes no Ir\u00e3o (1953), na Guatemala (1954), no Chile (1973), na Rep\u00fablica Dominicana (1965) estiveram ligados a interesses econ\u00f3micos espec\u00edficos e a empresas imperialistas espec\u00edficas. Por exemplo, os EUA e as empresas petrol\u00edferas inglesas tentaram inverter a nacionaliza\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo no Ir\u00e3o. A United Fruit Company, dos EUA, op\u00f4s-se \u00e0 pol\u00edtica de reforma agr\u00e1ria na Guatemala. As mais importantes companhias americanas de cobre e de telecomunica\u00e7\u00f5es apoiaram e apelaram ao golpe no Chile, patrocinado pelos EUA.<\/p>\n<p>Em contraste, as actuais interven\u00e7\u00f5es militares e guerras dos EUA no M\u00e9dio Oriente, no sul da \u00c1sia e no Corno de \u00c1frica n\u00e3o s\u00e3o promovidas por multi-nacionais americanas. A pol\u00edtica imperialista \u00e9 promovida por militaristas e sionistas infiltrados no estado, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o e nas poderosas organiza\u00e7\u00f5es &#8216;civis&#8217;. Os mesmos m\u00e9todos imperialistas (golpes e guerras) servem diferentes dirigentes imperialistas e seus interesses.<\/p>\n<p><strong>Regimes clientes, aliados e fantoches <\/strong><\/p>\n<p>As redes imperialistas envolvem garantir uma s\u00e9rie de &#8216;bases de recursos&#8217; complementares, econ\u00f3micas, militares e pol\u00edticas, que fazem parte do sistema imperialista mas mant\u00eam graus diversos de autonomia pol\u00edtica e econ\u00f3mica. Nas fases din\u00e2micas iniciais da constru\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio americano, por volta de 1950-1970, as empresas multinacionais americanas e a economia americana no seu conjunto dominaram a economia mundial. Os seus aliados na Europa e na \u00c1sia estavam fortemente dependentes dos mercados, do financiamento e do desenvolvimento dos EUA. A hegemonia militar dos EUA reflectia-se numa s\u00e9rie de pactos militares regionais que garantiam um apoio quase imediato \u00e0s guerras regionais americanas, aos golpes militares e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de bases militares e de portos navais americanos no seu territ\u00f3rio. Os pa\u00edses estavam divididos em &#8216;especializa\u00e7\u00f5es&#8217; que serviam os interesses especiais do Imp\u00e9rio americano. A Europa ocidental era uma base avan\u00e7ada militar, um parceiro industrial e um colaborador ideol\u00f3gico. A \u00c1sia, sobretudo o Jap\u00e3o e a Coreia do Sul, serviam de &#8216;postos avan\u00e7ados militares de primeira linha&#8217;, assim como de parceiros industriais. A Indon\u00e9sia, a Mal\u00e1sia, as Filipinas eram essencialmente regimes clientes que forneciam mat\u00e9rias-primas assim como bases militares. Singapura e Hong Kong eram entrepostos financeiros e comerciais. O Paquist\u00e3o era um regime militar cliente que servia de press\u00e3o na linha da frente sobre a China. A Ar\u00e1bia Saudita, o Ir\u00e3o e os mini-estados do Golfo, governados por regimes autorit\u00e1rios clientes, forneciam o petr\u00f3leo e bases militares. O Egipto e a Jord\u00e2nia e Israel asseguravam os interesses imperialistas no M\u00e9dio Oriente. Beirute funcionava como centro financeiro para os banqueiros americanos, europeus e do M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>A \u00c1frica e a Am\u00e9rica Latina, que inclu\u00edam regimes clientes e nacionalistas-populistas, eram uma fonte de mat\u00e9rias-primas e de mercados para produtos acabados e tamb\u00e9m m\u00e3o-de-obra barata. A prolongada guerra EUA-Vietname e a subsequente derrota de Washington corroeram o poder do imp\u00e9rio. A expans\u00e3o industrial na Europa ocidental, no Jap\u00e3o e na Coreia do Sul desafiou o predom\u00ednio industrial dos EUA. A procura da Am\u00e9rica Latina de pol\u00edticas nacionalistas, de substitui\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es, for\u00e7aram o investimento dos EUA a dirigir-se para a manufactura ultramarina. No M\u00e9dio Oriente os movimentos nacionalistas derrubaram os clientes dos EUA no Ir\u00e3o e no Iraque e corroeram os postos avan\u00e7ados militares. As revolu\u00e7\u00f5es em Angola, Nam\u00edbia, Mo\u00e7ambique, Arg\u00e9lia, Nicar\u00e1gua e noutros locais cortaram o acesso &#8216;aberto&#8217; euro-americano a mat\u00e9rias-primas, pelo menos temporariamente.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio do Imp\u00e9rio americano foi temporariamente suspenso pelo colapso do comunismo na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e na Europa de leste e a implanta\u00e7\u00e3o de regimes clientes por toda a regi\u00e3o. Do mesmo modo, a onda de regimes clientes centrados no imperialismo na Am\u00e9rica latina, entre os meados dos anos 70 e os finais dos anos 90, deu a impress\u00e3o duma recupera\u00e7\u00e3o imperialista. Mas a d\u00e9cada de 90 n\u00e3o foi o in\u00edcio da repeti\u00e7\u00e3o da descolagem imperialista do in\u00edcio dos anos 50; foi o &#8220;\u00faltimo hurra&#8221; antes de um decl\u00ednio irrevers\u00edvel a longo prazo. Todo o aparelho pol\u00edtico imperialista, que tanto \u00eaxito teve nas suas opera\u00e7\u00f5es clandestinas para subverter os regimes sovi\u00e9ticos e europeus de leste, desempenhou um papel secund\u00e1rio quando se tratou de capitalizar as oportunidades econ\u00f3micas que se seguiram. A Alemanha e outros pa\u00edses da UE lideraram o caminho na conquista das lucrativas empresas capitalizadas. As oligarquias russas-israelenses (sete das oito principais) apoderaram-se e pilharam ind\u00fastrias estrat\u00e9gicas privatizadas, bancos e recursos naturais. Os principais benefici\u00e1rios americanos foram os bancos e empresas de Wall Street que lavaram milhares de milh\u00f5es de ganhos il\u00edcitos e cobraram comiss\u00f5es lucrativas a partir de fus\u00f5es, aquisi\u00e7\u00f5es, listas de ac\u00e7\u00f5es e outras actividades menos que transparentes. Por outras palavras, o colapso do colectivismo sovi\u00e9tico fortaleceu o sector financeiro paradis\u00edaco do Imp\u00e9rio americano. Pior ainda, o conceito de um &#8220;mundo unipolar&#8221; t\u00e3o gabado pelos ide\u00f3logos americanos, favoreceu os militaristas, que a partir da\u00ed se convenceram de que os anteriores constrangimentos em rela\u00e7\u00e3o aos ataques militares dos EUA aos nacionalistas e seus aliados sovi\u00e9ticos tinham desaparecido. Em consequ\u00eancia, a interven\u00e7\u00e3o militar tornou-se a principal for\u00e7a motora na constru\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio americano que descambou na primeira guerra do Iraque, na invas\u00e3o da Jugosl\u00e1via e da Som\u00e1lia, e na expans\u00e3o de bases militares americana por todo o antigo bloco sovi\u00e9tico e Europa de leste.<\/p>\n<p>As sementes da decad\u00eancia e do decl\u00ednio foram lan\u00e7adas em pleno auge do poder pol\u00edtico e militar global dos EUA durante os anos 90, quando todos os principais regimes latino-americanos se encontravam envolvidos na trama neo-liberal centrada no imperialismo. As crises econ\u00f3micas dos finais dos anos 90 levaram a grandes levantamentos e derrotas eleitorais em praticamente todos os clientes americanos na Am\u00e9rica Latina, anunciando o decl\u00ednio do dom\u00ednio imperialista americano. O extraordinariamente din\u00e2mico e cumulativo crescimento da China desalojou a manufactura americana e enfraqueceu o poder negocial dos EUA perante governantes na \u00c1sia, na \u00c1frica e na Am\u00e9rica Latina. A enorme transfer\u00eancia de recursos estatais americanos para aventuras imperialistas ultramarinas, bases militares e apoio a clientes e aliados levou ao decl\u00ednio interno.<\/p>\n<p>O imp\u00e9rio americano, enfrentando passivamente os competidores econ\u00f3micos que despojavam os EUA de mercados vitais e metendo-se em guerras prolongadas e infind\u00e1veis que esgotavam o tesouro, atraiu uma legi\u00e3o de pol\u00edticos med\u00edocres a que faltava uma estrat\u00e9gia coerente para rectificar pol\u00edticas e reconstruir o estado para vitalizar uma actividade produtiva capaz de &#8216;reconquistar mercados&#8217;. Pelo contr\u00e1rio, as pol\u00edticas de guerras sem fim e insustent\u00e1veis favoreceram um sub-grupo especial (sui generis) de militaristas, os sionistas americanos. Tiraram benef\u00edcios da sua infiltra\u00e7\u00e3o em posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas do estado, refor\u00e7aram a sua influ\u00eancia nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massas e numa ampla rede de &#8220;grupos de press\u00e3o&#8221; organizados para refor\u00e7ar a subordina\u00e7\u00e3o dos EUA \u00e0 tend\u00eancia de Israel para a supremacia do M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>O resultado foi o total &#8220;desequil\u00edbrio&#8221; do aparelho imperialista americano: a ac\u00e7\u00e3o militar foi desligada da constru\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio econ\u00f3mico. Uma casta superior altamente influente de militaristas sionistas atrelou o poder militar dos EUA a um estado economicamente marginal (Israel), numa hostilidade permanente para com 1,5 mil milh\u00f5es no mundo mu\u00e7ulmano. Igualmente devastador, os ide\u00f3logos e pol\u00edticos sionistas americanos promoveram institui\u00e7\u00f5es repressivas, legisla\u00e7\u00e3o e propaganda ideol\u00f3gica islamof\u00f3bica destinada a aterrorizar a popula\u00e7\u00e3o americana. Uma ideologia islamof\u00f3bica igualmente importante serviu para justificar a guerra permanente no sul da \u00c1sia e no M\u00e9dio Oriente e os exorbitantes or\u00e7amentos militares, numa altura de aguda deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f3micas internas. Gastaram-se centenas de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares improdutivamente na &#8220;Seguran\u00e7a Interna&#8221; que tentou por todos os meios recrutar, treinar, enquadrar e prender mu\u00e7ulmanos afro-americanos como &#8220;terroristas&#8221;. Milhares de ag\u00eancias secretas, com centenas de milhares de funcion\u00e1rios a n\u00edvel local, estatal e nacional, espiaram os cidad\u00e3os americanos que, em qualquer altura, pudessem ter tentado falar ou agir para corrigir ou reformar as pol\u00edticas militaristas-financeiras-sionistas centradas no imperialismo.<\/p>\n<p>No final da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, o imp\u00e9rio dos EUA s\u00f3 conseguiu destruir advers\u00e1rios (Iraque, Paquist\u00e3o e Afeganist\u00e3o), provocar tens\u00f5es militares (pen\u00ednsula da Coreia, Mar da China) e corroer as rela\u00e7\u00f5es com parceiros comerciais potencialmente lucrativos (Ir\u00e3o, Venezuela). Um autoritarismo galopante fundiu-se com a quinta coluna do militarismo sionista para fomentar a ideologia islamof\u00f3bica. A converg\u00eancia de mediocridades autorit\u00e1rias, vigaristas em ascens\u00e3o e lealistas tribais da quinta coluna no regime de Obama impediu qualquer recuo previs\u00edvel da decad\u00eancia imperialista.<\/p>\n<p>A crescente rede econ\u00f3mica global da China e o avan\u00e7o din\u00e2mico na moderniza\u00e7\u00e3o da tecnologia aplicada em tudo, desde as energias alternativas aos comboios de alta velocidade, contrastam com o imp\u00e9rio americano, infestado de militaristas-sionistas. As exig\u00eancias dos EUA aos governantes do Paquist\u00e3o cliente para esgotar o seu tesouro em apoio de guerras isl\u00e2micas americanas no Afeganist\u00e3o e no Paquist\u00e3o, contrastam com os 30 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares de investimentos chineses em infra-estruturas, energia e electricidade e os aumentos de muitos milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares no com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Os subs\u00eddios militares de 3 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares dos EUA a Israel contrastam com os investimentos de muitos milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares em petr\u00f3leo iraniano e acordos comerciais. O financiamento dos EUA das guerras contra os pa\u00edses isl\u00e2micos no sul e centro da \u00c1sia contrasta com a expans\u00e3o do com\u00e9rcio econ\u00f3mico da Turquia e os acordos de investimento na mesma regi\u00e3o. A China substituiu os EUA enquanto parceiro comercial chave em importantes pa\u00edses da Am\u00e9rica do sul, enquanto que os desiguais acordos &#8220;de com\u00e9rcio livre&#8221; (NAFTA) empobrecem o M\u00e9xico. O com\u00e9rcio entre a Uni\u00e3o Europeia e a China ultrapassa o dos EUA.<\/p>\n<p>Em \u00c1frica, os EUA subsidiam as guerras na Som\u00e1lia e no Corno de \u00c1frica, enquanto a China assina um investimento de muitos milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares e acordos comerciais, construindo infra-estruturas africanas em troca do acesso a mat\u00e9rias-primas. Ningu\u00e9m tem d\u00favidas de que o futuro econ\u00f3mico de \u00c1frica cada vez est\u00e1 mais ligado \u00e0 China.<\/p>\n<p>O Imp\u00e9rio dos EUA, em contraste, est\u00e1 num abra\u00e7o mortal com um insignificante estado militarista colonialista (Israel), com estados falidos no I\u00e9men e na Som\u00e1lia, com regimes clientes estagnados e corruptos na Jord\u00e2nia e no Egipto e com os decadentes estados petrol\u00edferos absolutistas e cobradores de rendas da Ar\u00e1bia Saudita e do Golfo. Todos eles fazem parte duma coliga\u00e7\u00e3o at\u00e1vica improdutiva apostada em manter o poder atrav\u00e9s da supremacia militar. No entanto, os Imp\u00e9rios do s\u00e9culo XXI constroem-se na base de economias produtivas com redes globais ligadas a parceiros comerciais din\u00e2micos. Reconhecendo a supremacia econ\u00f3mica e as oportunidades de mercados que come\u00e7am a fazer parte da rede global chinesa, antigos ou actuais clientes dos EUA e at\u00e9 mesmo governantes fantoches come\u00e7aram a desviar-se da submiss\u00e3o aos ditames americanos. Ocorreram por toda a Am\u00e9rica Latina viragens fundamentais nas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas e nos alinhamentos pol\u00edticos. O Brasil, a Venezuela, a Bol\u00edvia e outros pa\u00edses apoiam o programa nuclear n\u00e3o militar do Ir\u00e3o desafiando a agress\u00e3o de Washington liderada pelos sionistas. V\u00e1rios pa\u00edses desafiaram os pol\u00edticos de Israel-EUA reconhecendo a Palestina enquanto estado. O com\u00e9rcio com a China ultrapassa o com\u00e9rcio com os EUA nos maiores pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os regimes fantoches no Iraque, no Afeganist\u00e3o e no Paquist\u00e3o assinaram importantes acordos econ\u00f3micos com a China, o Ir\u00e3o e a Turquia apesar de os EUA injectarem milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares para refor\u00e7ar a sua posi\u00e7\u00e3o militar. A Turquia, um antigo cliente militar do comando EUA-NATO alarga a sua procura de hegemonia capitalista expandindo la\u00e7os econ\u00f3micos com o Ir\u00e3o, a \u00c1sia central e o mundo \u00e1rabe-mu\u00e7ulmano, desafiando a hegemonia militar EUA-Israel.<\/p>\n<p>O Imp\u00e9rio americano ainda mant\u00e9m importantes clientes e perto de um milhar de bases militares em todo o mundo. \u00c0 medida que os regimes clientes e fantoches diminuem, Washington aumenta o papel e o \u00e2mbito das opera\u00e7\u00f5es de esquadr\u00f5es de morte extra-territoriais de 50 para 80 pa\u00edses. A crescente independ\u00eancia de regimes no mundo em desenvolvimento \u00e9 alimentada sobretudo por um c\u00e1lculo econ\u00f3mico: a China oferece maiores retornos econ\u00f3micos e menor interfer\u00eancia pol\u00edtico-militar do que os EUA.<\/p>\n<p>A rede imperialista de Washington cada vez se baseia mais em liga\u00e7\u00f5es militares com aliados: com a Austr\u00e1lia, o Jap\u00e3o, a Coreia do Sul, Formosa no Extremo Oriente e na Oce\u00e2nia; com a Uni\u00e3o Europeia no ocidente; e com um pequeno conjunto de pa\u00edses na Am\u00e9rica central e do sul. Mesmo assim, os aliados militares j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o depend\u00eancias econ\u00f3micas: os principais mercados de exporta\u00e7\u00e3o da Austr\u00e1lia e da Nova Zel\u00e2ndia est\u00e3o na \u00c1sia (China). O com\u00e9rcio UE-China est\u00e1 a crescer exponencialmente. O Jap\u00e3o, a Coreia do Sul e Taiwan est\u00e3o cada vez mais ligados \u00e0 China, atrav\u00e9s do com\u00e9rcio e dos investimentos\u2026 tal como o Paquist\u00e3o e a \u00cdndia.<\/p>\n<p>Est\u00e3o a desenvolver-se na Am\u00e9rica Latina e na \u00c1sia novas redes regionais igualmente importantes, que excluem os EUA, criando potencial para novos blocos econ\u00f3micos. Por outras palavras, a rede econ\u00f3mica imperialista americana, constru\u00edda ap\u00f3s a II Guerra Mundial e amplificada pelo colapso da URSS, est\u00e1 num processo de decad\u00eancia, apesar de as bases militares e tratados se manterem como uma &#8216;plataforma&#8217; formid\u00e1vel para novas interven\u00e7\u00f5es militares.<\/p>\n<p>O que \u00e9 claro \u00e9 que os ganhos militares, pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos na constru\u00e7\u00e3o da rede dos EUA em todo o mundo, obtidos com o colapso da URSS e as guerras p\u00f3s-sovi\u00e9ticas, n\u00e3o s\u00e3o sustent\u00e1veis. Pelo contr\u00e1rio o exagerado desenvolvimento do aparelho ideol\u00f3gico-militar-seguran\u00e7a suscitou expectativas econ\u00f3micas e esgotou recursos econ\u00f3micos o que resultou na incapacidade de explorar oportunidades econ\u00f3micas ou consolidar redes econ\u00f3micas. Os &#8220;levantamentos populares&#8221; na Ucr\u00e2nia, financiados pelos EUA, levaram a regimes clientes incapazes de promoverem o crescimento. No caso da Ge\u00f3rgia, o regime meteu-se numa guerra aventureira com a R\u00fassia que resultou em preju\u00edzos comerciais e territoriais. \u00c9 uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 que os regimes clientes no Egipto, na Jord\u00e2nia, na Ar\u00e1bia Saudita, nas Filipinas e no M\u00e9xico enfrentem importantes revoltas, devido \u00e0s bases prec\u00e1rias de governos de dirigentes corruptos, estagnados e repressivos.<\/p>\n<p>O processo de decad\u00eancia do Imp\u00e9rio americano \u00e9 causa e consequ\u00eancia do desafio das pot\u00eancias econ\u00f3micas emergentes que estabelecem centros alternativos de crescimento e desenvolvimento. As mudan\u00e7as no interior de pa\u00edses na periferia do imp\u00e9rio e o crescente endividamento e d\u00e9fices comerciais no &#8216;centro&#8217; do imp\u00e9rio est\u00e3o a corroer o imp\u00e9rio. A actual classe governante dos EUA, tanto na variante financeira como militarista, n\u00e3o mostra nem vontade nem interesse em enfrentar as causas da decad\u00eancia. Pelo contr\u00e1rio, apoiam-se mutuamente uma \u00e0 outra: o sector financeiro baixa os impostos afundando a d\u00edvida p\u00fablica e pilha o tesouro. A casta militar esgota o tesouro na manuten\u00e7\u00e3o de guerras e bases avan\u00e7adas militares e aumenta o d\u00e9fice comercial sabotando as iniciativas comerciais e investimentos.<\/p>\n<p>02\/Janeiro\/2011 <strong>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/petras.lahaine.org\/articulo.php?p=1834&amp;more=1&amp;c=1\" target=\"_blank\">http:\/\/petras.lahaine.org\/articulo.php?p=1834&amp;more=1&amp;c=1<\/a>. <\/strong><\/p>\n<p><strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Margarida Ferreira. <\/strong><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.resistir.info\/petras\/petras_02jan11_p.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.resistir.info\/petras\/petras_02jan11_p.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\npor James Petras\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1144\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1144","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-is","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1144"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1144\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}