{"id":11457,"date":"2016-07-14T09:39:31","date_gmt":"2016-07-14T12:39:31","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11457"},"modified":"2017-12-15T12:12:43","modified_gmt":"2017-12-15T15:12:43","slug":"arcelina-mochel-mulher-comunista-nossa-luta-so-cessara-quando-conquistarmos-a-nossa-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11457","title":{"rendered":"Arcelina Mochel, mulher comunista: &#8220;Nossa luta s\u00f3 cessar\u00e1 quando conquistarmos a nossa liberdade&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/-UOWjn6AdOig\/V3RPLcPMRkI\/AAAAAAAAMSk\/m5QsBnmJ_ZIQzR2a8Ezr09wWYqSfMnYeACCo\/s746\/mulher.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Arcelina Rodrigues Mochel foi um dos mais destacados quadros pol\u00edticos do PCB na d\u00e9cada de 1940 e 1950, por sua milit\u00e2ncia \u00e0 frente do movimento de mulheres, das lutas populares e da imprensa de esquerda. Eleita para a C\u00e2mara Municipal do Distrito Federal, com a expressiva vota\u00e7\u00e3o de 3.704 votos nas elei\u00e7\u00f5es de 19 de janeiro de 1947, foi l\u00edder da bancada comunista e presidente da Comiss\u00e3o de Administra\u00e7\u00e3o e Assist\u00eancia Social da C\u00e2mara dos Vereadores. Atuou de forma consequente na defesa dos interesses da popula\u00e7\u00e3o <!--more-->trabalhadora, como nas lutas em favor de fam\u00edlias desabrigadas pelas chuvas em comunidades oper\u00e1rias do Rio.<\/p>\n<p>Filha de Erc\u00edlia Rodrigues e Jos\u00e9 Augusto da Silva Mochel, oficial da Pol\u00edcia Militar do Maranh\u00e3o descendente de alem\u00e3es, nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds (MA) em 27 de outubro de 1918. Os oito irm\u00e3os ficaram \u00f3rf\u00e3os cedo, mas todos, homens e mulheres, dedicaram-se aos estudos e fizeram faculdade, caso raro na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Ainda estudante da Faculdade de Direito do Maranh\u00e3o, aos 19 anos, Arcelina ocupou interinamente, de forma pioneira, o cargo de promotora p\u00fablica nas comarcas de S\u00e3o Bento e Coroat\u00e1. Formada em Direito em 1938, passou em primeiro lugar em concurso p\u00fablico para promotor, mas seu nome foi preterido em favor do segundo colocado. No final de 1943, mudou-se para o Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Participou ativamente da luta pelas liberdades democr\u00e1ticas e pelo fim da ditadura do Estado Novo. Dona de excelente orat\u00f3ria, abra\u00e7ou a causa da liberta\u00e7\u00e3o feminina, tendo sido uma das fundadoras, em 1947, do jornal <b>Momento Feminino<\/b>, sustentado basicamente pelas militantes comunistas. O peri\u00f3dico, que circulou nacionalmente durante dez anos, pregava a cidadania feminina e divulgava a luta contra a carestia e em defesa da paz.<\/p>\n<p>Com a cassa\u00e7\u00e3o dos mandatos dos deputados, senadores e vereadores eleitos pela legenda do PCB em 1948, forte repress\u00e3o abateu-se sobre o partido, obrigando que seus militantes mantivessem acesa a chama da luta na clandestinidade. Arcelina passou a privilegiar o movimento pelos direitos femininos, contribuindo para a cria\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias de mulheres nos bairros do Rio de Janeiro, comit\u00eas que se disseminaram em todo o pa\u00eds, demonstrando a for\u00e7a das reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Em maio de 1949, Arcelina liderou a funda\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o de Mulheres do Brasil, entidade que congregou organiza\u00e7\u00f5es de mulheres de 11 estados brasileiros. Na condi\u00e7\u00e3o de primeira secret\u00e1ria-geral, viajou o Brasil para divulgar as bandeiras da Federa\u00e7\u00e3o e participou de v\u00e1rios congressos na Europa, sendo sempre muito aplaudida por seus discursos vibrantes.<\/p>\n<p>Em resposta ao massivo movimento de mulheres contra a alta dos pre\u00e7os, o governo de Get\u00falio Vargas criou, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, a Superintend\u00eancia Nacional do Abastecimento (Sunab) para fiscalizar os aumentos abusivos. No mesmo per\u00edodo, Arcelina e as militantes feministas do PCB tiveram grande participa\u00e7\u00e3o na campanha do \u201cPetr\u00f3leo \u00e9 Nosso!\u201d, na luta pela anistia aos presos pol\u00edticos de 1945 e no movimento contra a Lei de Seguran\u00e7a Nacional. Em junho de 1956, integrou a delega\u00e7\u00e3o brasileira na Confer\u00eancia Mundial das Trabalhadoras, em Budapeste, na Hungria.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es desencadeadas pelo golpe empresarial-militar de 1964, somadas a problemas familiares e de sa\u00fade, for\u00e7aram o seu afastamento da milit\u00e2ncia partid\u00e1ria, mas ela foi solid\u00e1ria a amigos perseguidos, abrigando muitos deles em sua casa. Foi casada e teve seis filhos com Masao Goto, cientista da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), cassado pela ditadura militar no famoso epis\u00f3dio conhecido como Massacre de Manguinhos.<\/p>\n<p>V\u00edtima de um aneurisma cerebral, Arcelina faleceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1974.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11417\" target=\"_blank\">http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11417<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Arcelina Rodrigues Mochel foi um dos mais destacados quadros pol\u00edticos do PCB na d\u00e9cada de 1940 e 1950, por sua milit\u00e2ncia \u00e0 frente \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11457\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[140],"tags":[],"class_list":["post-11457","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c140-jornal-o-poder-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2YN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11457"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11457\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}