{"id":11467,"date":"2016-06-30T15:59:54","date_gmt":"2016-06-30T18:59:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11467"},"modified":"2016-07-18T18:10:44","modified_gmt":"2016-07-18T21:10:44","slug":"do-cessar-fogo-na-colombia-a-paz-desejada-mas-muito-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11467","title":{"rendered":"Do cessar-fogo na Col\u00f4mbia \u00e0 paz, desejada, mas muito distante"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/FARCEP1.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>Miguel Urbano, um dos revolucion\u00e1rios que mais escreveu sobre a heroica luta das FARC-EP e mais divulgou a sua epopeia faz, nesta hora de refluxo, o coment\u00e1rio poss\u00edvel aos acordos recentemente assinados em Havana, entre aquela organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria e o governo da Col\u00f4mbia.<!--more--><\/p>\n<p>Termina, confessando a sua dificuldade em \u00abimaginar que tipo de \u00abreconcilia\u00e7\u00e3o\u00bb (\u2026) ser\u00e1 poss\u00edvel, num contexto em que a classe dominante n\u00e3o esconde a sua fidelidade ao neoliberalismo ortodoxo e \u00e0 \u00edntima alian\u00e7a com os Estados Unidos\u00bb.<\/p>\n<p>A assinatura em Havana, no dia 23 de Junho, pelas FARC-EP e pelo governo de Juan Manuel Santos, dos Acordos de Cessar Fogo e de Hostilidades Bilateral e Definitivo, de Ren\u00fancia \u00e0s Armas, e o de Garantias de Seguran\u00e7a e Combate ao Paramiliarismo foi recebida com entusiasmo pelo povo colombiano e com al\u00edvio e satisfa\u00e7\u00e3o pela maioria da humanidade.<\/p>\n<p>Mas seria uma ingenuidade concluir que o fim do conflito armado trouxe \u00e0 p\u00e1tria de Marulanda a paz social e politica.<\/p>\n<p>Os discursos pronunciados na capital cubana, a presen\u00e7a dos chefes de Estado e altas personalidades ali reunidos e a atmosfera da grande jornada tendem a gerar esperan\u00e7as rom\u00e2nticas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do comandante Timole\u00f3n Jimenez, chefe do Estado-Maior Central das FARC, e de Juan Manuel Santos, compareceram na solenidade o secret\u00e1rio-geral e o presidente do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU e o da Assembleia Geral da organiza\u00e7\u00e3o, os presidentes de Cuba, do M\u00e9xico, do Chile, da Venezuela, de El Salvador, da Republica Dominicana, representantes especiais dos governos dos EUA, da Uni\u00e3o Europeia, da Noruega, etc.<\/p>\n<p>Compartilho a alegria nascida do fim de uma guerra iniciada h\u00e1 mais de 60 anos em que pereceram centenas de milhares de colombianos, a esmagadora maioria civis, guerra que devastou o pa\u00eds e aprofundou abissais desigualdades sociais.<\/p>\n<p>Mas esse sentimento de j\u00fabilo n\u00e3o pode apagar uma preocupa\u00e7\u00e3o profunda, insepar\u00e1vel da certeza de que os grandes problemas que levaram as FARC \u2013 EP a optar pela luta armada n\u00e3o constar\u00e3o do Acordo Final a ser firmado na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p><strong>A EPOPEIA FARIANA<\/strong><\/p>\n<p>AS FARC-EP s\u00e3o uma das organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias que mais marcaram emocionalmente a minha vida como comunista.<\/p>\n<p>Cimentei com alguns dos seus dirigentes amizades que perduram.<\/p>\n<p>J\u00e1 admirava a guerrilha\u2013partido de Marulanda, e sobre o seu combate tinha escrito muito quando conheci em Havana o comandante Rodrigo Granda ent\u00e3o chamado Ricardo Gonz\u00e1lez.<\/p>\n<p>Entre n\u00f3s surgiu imediata empatia que evoluiu para s\u00f3lida amizade. Aprendi muito com ele. Passei a movimentar-me melhor na hist\u00f3ria da Col\u00f4mbia; compreendi o significado terr\u00edvel do paramilitarismo.<\/p>\n<p>Devo a Rodrigo Granda o convite das FARC-EP para passar algumas semanas no acampamento do comandante Raul Reyes no Caquet\u00e1 e a oportunidade de acompanhar na Regi\u00e3o as negocia\u00e7\u00f5es de paz com o governo de Pastrana. Assisti ent\u00e3o em La Macarena, no dia 24 de junho de 2001, a um acontecimento inesquec\u00edvel: o encontro para liberta\u00e7\u00e3o unilateral de 242 soldados e pol\u00edcias capturados em combate pelas FARC. Conheci nesse dia o comandante-chefe Marulanda (que me concedeu uma entrevista) e, entre outros os comandantes Jorge Brice\u00f1o, Joaquin Gomez, Simon Trinidad, todos alvo de manifesta\u00e7\u00f5es de apre\u00e7o e admira\u00e7\u00e3o da parte dos embaixadores ocidentais ali presentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o se previa nesses dias que o presidente Pastrana, cedendo a press\u00f5es dos EUA, do ex\u00e9rcito e da oligarquia colombiana, em breve conduziria as negocia\u00e7\u00f5es de Los Pozos a um impasse, pr\u00f3logo da ocupa\u00e7\u00e3o da Zona Desmilitarizada e do recome\u00e7o da guerra e de sucessivas ofensivas (derrotadas) no \u00e2mbito dos Planos Col\u00f4mbia e Patriota.<\/p>\n<p>Escrevi e publiquei em diferentes pa\u00edses textos sobre a minha a experi\u00eancia pessoal no acampamento das FARC-EP. N\u00e3o \u00e9 sem emo\u00e7\u00e3o que recordo o conv\u00edvio com os homens e mulheres da guerrilha. Mantive ali\u00e1s contacto permanente, via Internet, com o comandante Raul Reyes, at\u00e9 \u00e0 tr\u00e1gica jornada em que foi assassinado, com dezenas de camaradas, durante o bombardeamento de Sucumbio, no Equador, concebido por Juan Manuel Santos, ao tempo ministro da Defesa de \u00c1lvaro Uribe Velez. N\u00e3o esqueci que semanas antes Reyes me convidara a revisit\u00e1-lo, algures na amaz\u00f3nia colombiana.<\/p>\n<p>Reencontrei muitas vezes Rodrigo Granda. A \u00faltima em Caracas, em 2004, nas v\u00e9speras da sua pris\u00e3o por esbirros de Uribe, com a cumplicidade de pol\u00edcias venezuelanos. A minha admira\u00e7\u00e3o por ele aumentara de ano para ano.<\/p>\n<p>Via nele um revolucion\u00e1rio exemplar pela vastid\u00e3o da sua cultura marxista, pelo car\u00e1ter, pela coer\u00eancia, pela disponibilidade total para a luta. A convite do advogado fui ali\u00e1s testemunha de defesa, atrav\u00e9s de um depoimento, no processo que contra ele instaurado quando preso, antes da sua liberta\u00e7\u00e3o por influ\u00eancia do presidente Sarkozy da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Foi com alegria que recebi a not\u00edcia do seu imediato regresso \u00e0 luta e a sua inclus\u00e3o na Delega\u00e7\u00e3o de Paz das FARC-EP em Havana. Quando respons\u00e1vel pelas Rela\u00e7\u00f5es exteriores da guerrilha no exterior, era conhecido pelo seu talento diplom\u00e1tico como El Canciller de las FARC.<\/p>\n<p>Por que evoco hoje o amigo fraterno e o revolucion\u00e1rio exemplar.<\/p>\n<p>Precisamente porque nestas semanas em que se festeja a assinatura dos Acordos que puseram fim \u00e0s hostilidades na Col\u00f4mbia me pergunto, apreensivo, o que pensar\u00e3o da chamada \u00abreconcilia\u00e7\u00e3o\u00bb Rodrigo e outros amigos como os comandantes Alberto e Juan Ant\u00f3nio e qual seria a posi\u00e7\u00e3o do comandante Dem\u00e9trio, j\u00e1 falecido, um intelectual brilhante, a que chamavam \u00abo ministro da educa\u00e7\u00e3o sombra\u00bb das FARC?<\/p>\n<p><strong>PREOCUPA\u00c7\u00d5ES E TEMORES<\/strong><\/p>\n<p>Quero registar com clareza que aprovei desde o in\u00edcio os Di\u00e1logos de Paz de Havana. Ao sentar-se \u00e0 mesa para negociar, as FARC deram express\u00e3o concreta ao profundo desejo de paz da esmagadora maioria do povo colombiano. Foi essa aspira\u00e7\u00e3o, cada vez mais generalizada e intensa, que levou presidentes como Belis\u00e1rio Bettencourt e Pastrana Borrero a abrir negocia\u00e7\u00f5es com as FARC com vista ao fim do conflito armado.<\/p>\n<p>O Estado Maior Central das FARC-EP teria negado o passado e a ideologia revolucion\u00e1ria da sua organiza\u00e7\u00e3o se n\u00e3o houvesse respondido favoravelmente a Juan Manuel Santos quando este, numa viragem inesperada, estabeleceu os contatos que conduziram em Oslo, na Noruega, a entendimentos preliminares que desembocaram nos Di\u00e1logos de Paz de Havana e na elabora\u00e7\u00e3o de uma Agenda ambiciosa.<\/p>\n<p>Acompanhei de longe o dif\u00edcil processo de paz, e os esfor\u00e7os para o torpedear desde o come\u00e7o pelo alto comando das For\u00e7as Armadas, pelos latifundi\u00e1rios que controlam a agricultura, pelos bar\u00f5es de narcotr\u00e1fico, por uma parcela da grande ind\u00fastria e pelo imperialismo estado-unidense apesar da ambiguidade da sua posi\u00e7\u00e3o perante o conflito.<\/p>\n<p>As tremendas dificuldades a superar na negocia\u00e7\u00e3o de interlocutores t\u00e3o antag\u00f3nicos como as FARC e o Governo de Santos ficaram transparentes na continua\u00e7\u00e3o da guerra, no financiamento do Plano Col\u00f4mbia, na entrega de armas sofisticadas ao ex\u00e9rcito e \u00e0 For\u00e7a A\u00e9rea, na cumplicidade de influente generais com destacados dirigentes paramilitares, no massacre frequente de camponeses pelo ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Apesar das campanhas contra a paz, da repress\u00e3o permanente ao abrigo da famigerada \u00abLei de Seguran\u00e7a Democr\u00e1tica\u00bb, a Agenda aprovada avan\u00e7ou embora lentamente. As FARC conseguiram impor em Havana posi\u00e7\u00f5es por elas defendidas na discuss\u00e3o de temas fulcrais como a quest\u00e3o da terra, a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o debate sobe as minorias, as discriminadas, os milh\u00f5es de deslocados, a degrada\u00e7\u00e3o do ambiente, a reforma de uma justi\u00e7a corrupta, as repara\u00e7\u00f5es \u00e0s v\u00edtimas da guerra, a erradica\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de drogas, etc. No debate desses outros temas as FARC obtiveram do governo concess\u00f5es que em muitos casos foram al\u00e9m do que se poderia esperar.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea ent\u00e3o a profunda preocupa\u00e7\u00e3o que me invadiu ao tomar conhecimento dos documentos assinados em Havana?<\/p>\n<p>Dediquei horas \u00e0 sua leitura.<\/p>\n<p>A natureza do regime n\u00e3o \u00e9 posta em causa. AS FARC-EP n\u00e3o podiam obviamente exigir o fim do capitalismo, objetivo do seu programa revolucion\u00e1rio. A rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as existente n\u00e3o permitia debater o tema.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 essa inevit\u00e1vel omiss\u00e3o que me inquieta.<\/p>\n<p>O Acordo sobre o Cessar-fogo e o abandono das armas (dejaci\u00f3n em espanhol) estabelece que no prazo de 180 dias o armamento das FARC-EP ser\u00e1 entregue a comiss\u00f5es fiscalizadoras indicadas pela ONU e pela CELAC.<\/p>\n<p>O dominicano Narciso Isa Conde, num artigo publicado no dia 24 de Junho na Republica Dominicana, afirma que essa decis\u00e3o \u00abequivale ao desarmamento total e unilateral do ex\u00e9rcito popular mais poderoso da Col\u00f4mbia da nossa Am\u00e9rica em troca de garantias de seguran\u00e7a atribu\u00eddas por um sistema sumamente hostil\u00bb (\u2026)<\/p>\n<p>Distancio-me muitas vezes de opini\u00f5es do autor, mas neste caso compartilho plenamente a apreens\u00e3o que manifesta quanto ao desarmamento das FARC e \u00e0 insufici\u00eancia de garantias sobre o compromisso oficial de eliminar o paramilitarismo.<\/p>\n<p>Marx advertiu que a Historia nunca se repete da mesma maneira. As circunst\u00e2ncias na Col\u00f4mbia s\u00e3o hoje muito diferentes das existentes em 1985. Mas \u00e9 imposs\u00edvel esquecer o genoc\u00eddio da Uni\u00e3o Patri\u00f3tica.<\/p>\n<p>\u00c9 alarmante que o comandante de uma regi\u00e3o do Vale do Cauca, no pr\u00f3prio dia em que eram assinados os Acordos de Havana tenha, em entrevista a uma r\u00e1dio local, afirmando que a sua ideologia \u00e9 a de Carlos Castanho.<br \/>\nCabe recordar que o fundador e primeiro chefe dos bandos paramilitares foi um assassino, respons\u00e1vel por monstruosos crimes contra a humanidade.<\/p>\n<p>Que eu tenha conhecimento, o governo de Santos n\u00e3o reagiu \u00e0s inadmiss\u00edveis declara\u00e7\u00f5es desse oficial superior do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Os Acordos preliminares de Havana s\u00e3o tamb\u00e9m omissos sobre a perman\u00eancia de oito bases militares dos EUA no territ\u00f3rio colombiano e as rela\u00e7\u00f5es especiais que o governo de Bogot\u00e1 mant\u00e9m com o estado neofascista de Israel, cuja pol\u00edcia secreta, a MOSSAD, atua na Col\u00f4mbia como em casa pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>As Farc tiveram de renunciar \u00e1 reivindica\u00e7\u00e3o de uma Constituinte e de aceitar o referendo de que discordavam.<\/p>\n<p>Essas ced\u00eancias foram n\u00e3o apenas compreens\u00edveis como inevit\u00e1veis. Nos Di\u00e1logos de Havana as FARC-EP negociaram numa \u00e9poca de refluxo hist\u00f3rico. O imperialismo havia retomado a ofensiva na Am\u00e9rica Latina e atuava agressivamente no Medio Oriente, na Europa e na Asia Oriental.<\/p>\n<p>A delega\u00e7\u00e3o fariana enfrentou os representantes do Governo de Santos consciente de que a rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as lhe era muito desfavor\u00e1vel. Num curto espa\u00e7o de tempo perdera dirigentes fundamentais. Raul Reyes fora assassinado no Equador, Jorge Brice\u00f1o e Alfonso Cano tinham perecido em combate. Manuel Marulanda, o her\u00f3i de perfil hom\u00e9rico, falecera no seu acampamento.<\/p>\n<p>As mais recentes t\u00e9cnicas electr\u00f3nicas para localiza\u00e7\u00e3o das unidades guerrilheiras, mesmo nas densas florestas da regi\u00e3o amaz\u00f3nica, criaram tamb\u00e9m problemas dificilmente super\u00e1veis aos estrategos das FARC-EP.<\/p>\n<p>A minha solidariedade permanente e irrestrita com as For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia-Ex\u00e9rcito do Povo n\u00e3o me impede, por\u00e9m, antes me imp\u00f5e o dever de encarar com muita apreens\u00e3o o futuro imediato.<\/p>\n<p>A linguagem de alguns par\u00e1grafos do Acordo de Cessar Fogo por elas assinado e a troca de mensagens com o alto comando do Ex\u00e9rcito n\u00e3o me parecem tamb\u00e9m compat\u00edveis com a ideologia da organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Tenho dificuldade em imaginar que tipo de \u00abreconcilia\u00e7\u00e3o\u00bb &#8211; palavra agora muito utilizada &#8211; ser\u00e1 poss\u00edvel, num contexto em que a classe dominante n\u00e3o esconde a sua fidelidade ao neoliberalismo ortodoxo e \u00e0 \u00edntima alian\u00e7a com os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Da\u00ed este desabafo de um comunista portugu\u00eas que fez sua a luta her\u00f3ica das FARC-EP.<\/p>\n<p><em>Vila Nova de Gaia, 29 de junho de 2016<\/em><\/p>\n<p>http:\/\/www.odiario.info\/do-cessar-fogo-na-colombiaa-paz\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Miguel Urbano Rodrigues Miguel Urbano, um dos revolucion\u00e1rios que mais escreveu sobre a heroica luta das FARC-EP e mais divulgou a sua epopeia \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11467\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-11467","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2YX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11467"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11467\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}