{"id":11566,"date":"2016-07-12T14:32:50","date_gmt":"2016-07-12T17:32:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11566"},"modified":"2016-08-02T00:58:57","modified_gmt":"2016-08-02T03:58:57","slug":"alertas-vermelhos-sinais-de-implosao-na-economia-global-o-capitalismo-global-a-deriva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11566","title":{"rendered":"Alertas vermelhos: Sinais de implos\u00e3o na economia global \u2013 O capitalismo global \u00e0 deriva"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.aporrea.org\/imagenes\/2012\/06\/jorge_beinstein_-_escuela_de_cuadros.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>por Jorge Beinstein*<\/p>\n<p>Em fins de Maio, durante a reuni\u00e3o do G7, Shinzo Abe, primeiro-ministro do Jap\u00e3o, anunciou a proximidade de uma grande crise global <b>[1]<\/b> . O coment\u00e1rio mais divulgado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o foi que era um alarmismo exagerado, reflexo da situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil <!--more-->da economia japonesa. De qualquer modo, n\u00e3o faltam os que admitem a exist\u00eancia de perigos mas em geral atribuem-nos aos desequil\u00edbrios financeiros da China, \u00e0 recess\u00e3o no Brasil ou \u00e0s turbul\u00eancias europeias. A situa\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos costuma merecer coment\u00e1rios prudentes, distantes de qualquer alarmismo. Apesar de o centro motor da \u00faltima grande crise global (ano 2008) ter sido a explos\u00e3o da bolha imobili\u00e1ria estado-unidense, agora os peritos n\u00e3o percebem ali bolhas em plena expans\u00e3o a ponto de estourar e sim tudo ao contr\u00e1rio: actividades financeiras, industriais e comerciais estagnadas, crescimentos an\u00e9micos e outros sinais aparentemente tranquilizantes que afastam a imagem de algum tipo de euforia descontrolada.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 imposs\u00edvel ignorar a realidade. Os produtos financeiros derivados constituem a componente maiorit\u00e1ria decisiva da trama especulativa global. S\u00f3 cinco bancos dos Estados Unidos mais o Deutsche Bank acumularam esses fr\u00e1geis activos no montante de uns 320 milh\u00f5es de milh\u00f5es de d\u00f3lares <b>[2]<\/b> , equivalente a aproximadamente 4,2 vezes o Produto Mundial Bruto (ano 2015). Isso representa 65% da totalidade dos produtos financeiros derivados do planeta registados em Dezembro de 2015 pelo Banco da Basileia. Essa hiper-concentra\u00e7\u00e3o financeira deveria ser um sinal de alarme e o panorama agrava-se quando constatamos que a referida massa financeira est\u00e1 a desinchar de maneira irresist\u00edvel: em Dezembro de 2013 os derivados globais chegavam a uns US$710 milh\u00f5es de milh\u00f5es, apenas dois anos depois, em Dezembro de 2015, o Banco de Basileia registava US$490 milh\u00f5es de milh\u00f5es&#8230; <b> em apenas 24 meses evaporaram-se US$220 milh\u00f5es de milh\u00f5es, cifra equivalente a cerca de 2,8 vezes do Produto Global Bruto de 2015. <\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o foi um acidente e sim o resultado da interac\u00e7\u00e3o perversa, a n\u00edvel mundial, entre a especula\u00e7\u00e3o financeira e a chamada <i> economia real. <\/i> Durante um longo per\u00edodo esta \u00faltima pode suster uma desacelera\u00e7\u00e3o gradual evitando a derrocada, gra\u00e7as \u00e0 financiariza\u00e7\u00e3o do sistema que permitiu \u00e0s grandes empresas, aos estados e aos consumidores do pa\u00edses ricos endividarem-se e assim consumir e investir. O decl\u00ednio da din\u00e2mica econ\u00f3mica dos capitalismos centrais p\u00f4de ser desacelerado (ainda que n\u00e3o revertido) n\u00e3o s\u00f3 com neg\u00f3cios financeiros. A entrada de mais de 200 milh\u00f5es de oper\u00e1rios industriais chineses mal pagos no mercado mundial permitiu abastecer com manufacturas baratas os pa\u00edses ricos e a derrocada do bloco sovi\u00e9tico brindou ao Ocidente um novo espa\u00e7o colonial: a Uni\u00e3o Europeia ampliou-se para Leste, capitais da Europa e dos Estados Unidos estenderam seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Foi assim que os Estados Unidos e seus s\u00f3cios-vassalos da NATO continuaram em frente com os gastos militares e as guerras. Enormes capitais acumulados bloqueados por uma procura que crescia cada vez menos puderam rentabilizar-se comprando pap\u00e9is de d\u00edvida ou jogando na bolsa. Grandes bancos e mega especuladores incharam seus activos com complexas opera\u00e7\u00f5es financeiras legais e ilegais. Os neoliberais assinalavam que se tratava de um <i> &#8220;c\u00edrculo virtuoso&#8221; <\/i> em que as economias real e financeira cresciam apoiando-se mutuamente. Mas a festa foi-se esgotando enquanto se reduziam as capacidades de pagamento dos devedores esmagados pelo peso das suas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/beinstein\/imagens\/s_globais_1.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p>A crise de 2008 foi o ponto de inflex\u00e3o. Em Dezembro de 1998 os derivados globais chegavam a uns US$80 milh\u00f5es de milh\u00f5es, equivalente a 2,5 vezes o Produto Global Bruto desse ano. Em Dezembro de 2003 eles alcan\u00e7avam os US$200 milh\u00f5es de milh\u00f5es (5,3 vezes o PGB) e em meados de 2008, em plena euforia financeira, saltaram para os US$680 milh\u00f5es de milh\u00f5es (11 vezes o PGB). A recess\u00e3o de 2009 os fez cair: em meados desse ano haviam baixado para US$590 milh\u00f5es de milh\u00f5es (9,5 vezes do PGB). Acabara a euforia especulativa e a partir da\u00ed as cifras nominais estancaram ou subiram muito pouco, reduzindo sua import\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao PGB. Em Dezembro de 2013 rondavam os US$719 milh\u00f5es de milh\u00f5es (9,3 vezes o PGB) e a seguir verificou-se o grande desinchar: US$610 milh\u00f5es de milh\u00f5es em Dezembro de 2014 (7,9 vezes o PGB) que em Dezembro de 2015 caiu para US$490 milh\u00f5es de milh\u00f5es (6,2 vezes o PGB).<\/p>\n<p>O aparente &#8220;c\u00edrculo virtuoso&#8221; havia mostrado o seu verdadeiro rosto: na realidade tratava-se de um c\u00edrculo vicioso em que o parasitismo financeiro expandira-se gra\u00e7as \u00e0s dificuldades da economia real \u00e0 qual drogava enquanto a carregava de d\u00edvidas cuja acumula\u00e7\u00e3o acabou por arrefecer o seu dinamismo \u2013 o que por sua vez bloqueou o crescimento da esfera financeira.<\/p>\n<p>A primeira etapa de interac\u00e7\u00e3o expansiva anunciava a segunda de interac\u00e7\u00e3o negativa, do arrefecimento m\u00fatuo actualmente em curso que por sua vez anuncia a terceira, de arrefecimento financeiro a marchar em direc\u00e7\u00e3o ao colapso e com crescimentos an\u00e9micos, estancamentos e recess\u00f5es suaves da economia real aproximando-se da depress\u00e3o prolongada \u2013 tudo isso como parte do prov\u00e1vel desinchar entr\u00f3pico do conjunto do sistema.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/beinstein\/imagens\/s_globais_2.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p>A financiariza\u00e7\u00e3o integral da economia faz com que a sua contrac\u00e7\u00e3o comprima a economia real, reduza o seu espa\u00e7o de desenvolvimento. O peso das d\u00edvidas p\u00fablicas e privadas, a crescente volatilidade dos mercados submetidos ao canibalismo especulativo, grandes bancos na corda bamba e outros factores negativos afogam a estrutura produtiva.<\/p>\n<p>Por outro lado o sistema global n\u00e3o se reduz a um conjunto de processos econ\u00f3micos. Encontramo-nos perante uma realidade complexa que inclui uma ampla variedade de componentes inter-relacionados (geopol\u00edticos, culturais, militares, institucionais, etc). Isso significa que a crise pode desencadear-se a partir de diferentes geografias e focos de actividade social. Exemplo: um facto pol\u00edtico como a decis\u00e3o do eleitorado da Gr\u00e3-Bretanha de sair da Uni\u00e3o Europeia poderia ter sido o detonador, tal como antecipava George Soros que esperava uma &#8220;Sexta-feira negra&#8221; seguida por uma reac\u00e7\u00e3o em cadeia de turbul\u00eancias fora de controle se na quinta-feira 23 de Junho triunfasse o Brexit <b>[3]<\/b> . O desastre n\u00e3o se verificou, mas podia ter ocorrido&#8230; ainda que a sacudidela fosse bastante forte <b>[4]<\/b> .<\/p>\n<p>Poderia ser uma onda de protestos sociais na Europa, mais extensa e radicalizada do que a verificada recentemente em Fran\u00e7a, ou a derrocada do Deutsche Bank que acumula pap\u00e9is vol\u00e1teis num montante da ordem dos US$70 milh\u00f5es de milh\u00f5es, quase equivalente ao Produto Mundial Bruto <b>[5]<\/b> . Tamb\u00e9m a economia italiana apresenta a sua quota de riscos, afectada pela degrada\u00e7\u00e3o acelerada dos bancos encurralados pelos n\u00e3o pagamentos dos seus devedores, que em Mar\u00e7o de 2016 somavam uns 200 mil milh\u00f5es de euros (equivalente a 12% do PIB italiano) <b>[6]<\/b> . E naturalmente o Jap\u00e3o surge como um importante candidato \u00e0 derrocada com uma d\u00edvida p\u00fablica de US$9 milh\u00f5es de milh\u00f5es que representa 220% do seu PIB, n\u00e3o tendo conseguido sair da defla\u00e7\u00e3o e com as suas exporta\u00e7\u00f5es a perderem competitividade <b>[7]<\/b> .<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, centro da economia global (sobretudo da sua hipertrofia financeira), s\u00e3o naturalmente o motor potencial de futuras tormentas globais. Ali nos \u00faltimos meses acumularam-se sinais recessivos: desde a tend\u00eancia persistente para a baixa na produ\u00e7\u00e3o industrial a partir de fins de 2014 <b>[8]<\/b> at\u00e9 a ascens\u00e3o cont\u00ednua de d\u00edvidas industriais e comerciais n\u00e3o pagas (que j\u00e1 alcan\u00e7aram o n\u00edvel dos fins de 2008 \u2013 aumentaram quase 140% entre o \u00faltimo trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2016) <b>[9]<\/b> , passando pela queda do conjunto de vendas (grossistas, retalhistas e industriais) ao mercado interno desde o \u00faltimo quadrimestre de 2014 <b>[10]<\/b> e das exporta\u00e7\u00f5es desde Novembro do mesmo ano <b>[11]<\/b> .<\/p>\n<p>A isto devemos acrescentar uma d\u00edvida p\u00fablica nacional que continua a aumentar. J\u00e1 superou a barreira dos US$19 milh\u00f5es de milh\u00f5es (quase 106% do PIB) que, somada \u00e0s d\u00edvidas privadas, chega aos US$64 milh\u00f5es de milh\u00f5es (3,5 vezes o PIB de 2015) <b>[12]<\/b> \u2013 e tamb\u00e9m com sinais claros de deteriora\u00e7\u00e3o social como o facto de que umas 45 milh\u00f5es de pessoas actualmente recebem ajudas alimentares por parte do Estado <b>[13]<\/b> . A ag\u00eancia encarregada de monitorar os programa alimentares governamentais, FRAC na sua sigla em ingl\u00eas, assinalava no seu \u00faltimos relat\u00f3rio que <i> &#8220;mais de 48,1 milh\u00f5es de estado-unidenses vivem em lares que lutam contra a fome&#8221; <\/i> <b>[14]<\/b> .<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem100\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/beinstein\/imagens\/s_globais_3.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p>Para um n\u00famero crescente de peritos, sobretudo os especialistas em temas financeiros, a pergunta decisiva n\u00e3o \u00e9 se a crise se vai verificar ou n\u00e3o e sim quando vai ocorrer. Para alguns poderia assumir a forma de uma explos\u00e3o financeira no estilo da que se verificou em 2008 ou em eventos anteriores desse tipo. Para outro, o que est\u00e1 para chegar \u00e9 uma grande implos\u00e3o do sistema.<\/p>\n<p>Cabem duas hip\u00f3teses extremas. A primeira \u00e9 que a acumula\u00e7\u00e3o de deteriora\u00e7\u00f5es gere cedo ou tarde um salto qualitativo devastador. A hist\u00f3ria do capitalismo est\u00e1 marcada por uma sucess\u00e3o de crises de diferentes magnitudes. Olhando o passado seria razo\u00e1vel supor um desenlace sob a forma de hiper-crise.<\/p>\n<p>A segunda hip\u00f3tese \u00e9 que a perda de dinamismo do sistema n\u00e3o seja um fen\u00f3meno passageiro e sim uma tend\u00eancia pesada que obriga a superar a ideia de grande turbul\u00eancia repentina, de tsunami arrasador, e introduzir o conceito de &#8220;decad\u00eancia&#8221;, de envelhecimento prolongado, de degrada\u00e7\u00e3o civilizacional \u2013 o que n\u00e3o exclui as crises e sim incorpora-as a um percurso descendente em que o sistema se vai apagando, desarticulando, caotizando, perdendo vitalidade, racionalidade.<\/p>\n<p>Larry Summers, ex-secret\u00e1rio do Tesouro dos Estados Unidos, relan\u00e7ou recentemente com grande repercuss\u00e3o medi\u00e1tica a teoria do &#8220;estancamento secular&#8221; segundo a qual as grandes pot\u00eancias tradicionais est\u00e3o a entrar numa era de estancamento produtivo prolongado arrastando o conjunto do sistema global <b>[15]<\/b> . Recuperava desse modo as ideias de Alvin Hansen expostas em plena crise dos anos 1930. Por sua vez, acad\u00e9micos importantes como Robert Gordon <b>[16]<\/b> , Tyler Cowen <b>[17]<\/b> ou Jan Vijg <b>[18]<\/b> apoiavam esse ponto de vista a partir da vis\u00e3o da inefic\u00e1cia crescente da mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica em termos de crescimento econ\u00f3mico. Este \u00faltimo autor assinalava o paralelismo entre a decad\u00eancia estado-unidense e as do Imp\u00e9rio Romano e da China na era da dinastia Qing (entre meados do s\u00e9culo XVII e princ\u00edpios do s\u00e9culo XX). Nos anos 1970, quando se iniciava a longa crise global que chega at\u00e9 os nossos dias, Orio Giarini e Henri Louberg\u00e9, ent\u00e3o na Universidade de Genebra, haviam elaborado a hip\u00f3tese dos <i> &#8220;rendimentos decrescentes da tecnologia&#8221; <\/i> a partir do processamento de uma grande massa de informa\u00e7\u00e3o emp\u00edrica <b>[19]<\/b> . Pelo seu lado, o historiador Fernand Braudel assinalava que a grande crise dessa d\u00e9cada era o come\u00e7o de uma fase c\u00edclica descendente de longa dura\u00e7\u00e3o <b>[20]<\/b> . A partir de uma vis\u00e3o marxista, Roger Dangeville, tamb\u00e9m nessa \u00e9poca, afirmava que o capitalismo enquanto sistema global havia entrado na sua etapa senil <b>[21]<\/b> . Eu retomei essa hip\u00f3tese desde fins dos anos 1990 <b>[22]<\/b> , que mais adiante foi assumida por Samir Amin <b>[23]<\/b> e outros autores.<\/p>\n<p>Agora os sinais de alarme multiplicam-se, desde desajustamentos financeiros graves at\u00e9 perturba\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas carregadas de guerra e desestabiliza\u00e7\u00f5es, desde crises institucionais at\u00e9 declina\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas. Nos anos 1990 os comentaristas ocidentais maravilhavam-se diante do espect\u00e1culo da implos\u00e3o da URSS. \u00c9 prov\u00e1vel que dentro de n\u00e3o muito tempo comecem a horrorizar-se diante de desastres muito maiores centrados no Ocidente.<\/p>\n<p><b>[1] Philippe Mesmer, &#8220;L&#8217;alarmisme de Shinzo Abe surprend le G7&#8221;, <i> Le Monde, <\/i> 26\/05\/2016.<br \/>\n[2] Tyler Durden, &#8220;Is Deutsche Bank The Next Lehman?&#8221;, Zero Hedge, <a href=\"http:\/\/www.zerohedge.com\/news\/2015-06-12\/deutsche-bank-next-lehman\" target=\"_new\"> www.zerohedge.com\/news\/2015-06-12\/deutsche-bank-next-lehman<\/a><br \/>\nMichael Snyder, &#8220;Financial Armageddon Approaches&#8221;, INFOWARS, <a href=\"http:\/\/www.infowars.com\/financial-armageddon-approaches-u-s-banks-have-247-trillion-dollars-of-exposure-to-derivatives\/\" target=\"_new\"> www.infowars.com\/&#8230;<\/a><br \/>\n[3] Antoine Gara, &#8220;George Soros Says Brace For &#8216;Black Friday&#8217; If Brexit Vote Succeeds&#8221;, Forbes, Jun 21, 2016, <a href=\"http:\/\/www.forbes.com\/sites\/antoinegara\/2016\/06\/21\/george-soros-says-brace-for-black-friday-if-brexit-vote-succeeds\/#7e295d543a89\" target=\"_new\"> www.forbes.com\/&#8230;<\/a><br \/>\n[4] Wolf Richter, &#8220;European Banks Get Crushed, Worst 2-Day Plunge Ever, Italian Banks to Get Taxpayer Bailout, Contagion Hits US Banks&#8221;, Wolf Street, June 27, 2016, <a href=\"http:\/\/wolfstreet.com\/2016\/06\/27\/european-banks-get-crushed-worst-2-day-plunge-ever-italian-banks-to-get-taxpayer-bailout-contagion-hits-us-banks\/\" target=\"_new\"> wolfstreet.com\/&#8230;<\/a><br \/>\n[5] Michael T. Snyder, &#8220;Will Deutsche Bank Survive This Wave Of Trouble Or Will It Be The Next Lehman Brothers?&#8221;, Smarter Analyst, May 23, 2016, <a href=\"http:\/\/www.smarteranalyst.com\/2016\/05\/23\/will-deutsche-bank-survive-this-wave-of-trouble-or-will-it-be-the-next-lehman-brothers\/\" target=\"_new\"> www.smarteranalyst.com\/&#8230;<\/a><br \/>\n[6] Jeffrey Moore, &#8220;Will Italian banks spark another financial crisis?&#8221;, Global Risk Insights, March 7, 2016.<br \/>\n[7] Takashi Naakamichi, &#8220;Japan emerges as key victim in fallout from Brexit&#8221;, Market Watch,June 27, 2016.<br \/>\n[8] U.S. Board of Governors of the Federal Reserve System, &#8220;Industrial Production and Capacity Utilization&#8221;.<br \/>\n[9] Worlf Richter, &#8220;Business Loan Delinquencies Spike to Lehman Moment Level&#8221;, May 19, 2016, <a href=\"http:\/\/wolfstreet.com\/2016\/05\/19\/delinquencies-of-commercial-industrial-loans-spike\/\" target=\"_new\"> wolfstreet.com\/2016\/05\/19\/delinquencies-of-commercial-industrial-loans-spike\/<\/a><br \/>\n[10] FRED &#8211; Federal Reserve Bank of St. Louis, Total Business Sales.<br \/>\n[11] U.S. Census Bureau, &#8220;U.S. International Trade in Goods and Services&#8221;.<br \/>\n[12] FRED &#8211; Federal Reserve Bank of St. Louis, All Sectors; Debt Securities and Loans.<br \/>\n[13] United States Department of Agriculture, Food and Nutrition Service.<br \/>\n[14] FRAC, Food Research &amp; Action Center, &#8220;U.S. Makes Progress Addressing Food Hardship, but One in Six American Households Still Struggle to Put Food on the Table&#8221;, June 30, 2016, <a href=\"http:\/\/frac.org\/u-s-makes-progress-addressing-food-hardship-but-one-in-six-american-households-still-struggle-to-put-food-on-the-table-report-finds\/\" target=\"_new\"> frac.org\/&#8230;<\/a><br \/>\n[15] Laurence. H. Summers, &#8220;Reflections on the New Secular Stagnation Hypothesis&#8221;, Secular Stagnation: Facts, Causes, and Cures, CEPR Press, 2014.<br \/>\n[16] Robert J. Gordon, &#8220;Is US Economic Growth over? Faltering Innovation confronts the six Headwinds&#8221;, NBER Working paper series, 18315, August.2012.&#8221;The turtle&#8217;s progress: Secular stagnation meets the headwinds&#8221;, Secular Stagnation:Facts, Causes, and Cures, CEPR Press, 2014.<br \/>\n[17] Tyler Cowen, &#8220;The Great Stagnation&#8221;, Dutton, 2011.<br \/>\n[18] Jan Vijg,&#8221;The American Technological Challenge: Stagnation and Decline in the 21st Century&#8221;, Algora Publishing, 2011.<br \/>\n[19] Orio Giarini y Henri Louberg\u00e9,&#8221;La Civilisation technicienne \u00e0 la d\u00e9rive. Les rendements d\u00e9croissants de la technologie&#8221;, Dunod, Paris, 1979<br \/>\n[20] Fernand Braudel, &#8220;Civilisation mat\u00e9rielle, \u00e9conomie et capitalisme, XV <sup> e <\/sup> XVIII <sup> e <\/sup> Si\u00e8cle&#8221;, tome I, Armand Colin, Paris, 1979.<br \/>\n[21] Roger Dangeville, &#8220;Marx-Engels. La crise&#8221;, Editions 10\/18, Paris 1978<br \/>\n[22] Jorge Beinstein, &#8220;La larga crisis de la econom\u00eda global&#8221;, Corregidor, Buenos Aires, 1999 y &#8220;Capitalismo senil. A grande crise da economia global&#8221;, Record, Rio de Janeiro, 2001.<br \/>\n[23] Samir Amin, &#8220;Au-del\u00e0 du capitalisme s\u00e9nile&#8221;, PUF, Paris, 2002.<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b><a href=\"http:\/\/www.visualcapitalist.com\/chart-epic-collapse-deutsche-bank\/\" target=\"_new\">The Epic Collapse of Deutsche Bank<\/a><\/b><\/p>\n<p>*Doutorado de Estado em Ci\u00eancias Econ\u00f3micas (Universidade do Franche Comt\u00e9, Besan\u00e7on, Fran\u00e7a), especialista em progn\u00f3sticos econ\u00f3micos. Foi consultor de organismos internacionais e de governos, dirigiu numerosos programas de investiga\u00e7\u00e3o e foi titular de c\u00e1tedras de economia internacional e prospectiva tanto na Europa como na Am\u00e9rica Latina. \u00c9 professor titular das c\u00e1tedras livres &#8220;Globaliza\u00e7\u00e3o e Crise&#8221; nas Universidades de Buenos Aires e C\u00f3rdoba (Argentina) e de Havana (Cuba) e director do Centro de Prospectiva y Gesti\u00f3n de Sistemas (Cepros). Sua p\u00e1gina web \u00e9 <a href=\"http:\/\/beinstein.lahaine.org\/\" target=\"_new\"> http:\/\/beinstein.lahaine.org\/<\/a><\/p>\n<p>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2016\/07\/07\/alertas-rojas-senales-de-implosion-en-la-economia-global-el-capitalismo-global-a-la-deriva\/\" target=\"_new\"> www.resumenlatinoamericano.org\/<\/a><\/p>\n<p><b> Este artigo encontra-se em http:\/\/resistir.info\/beinstein\/sinais_globais_08jul16.html<\/b><\/p>\n<p>01\/Jul\/16<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Jorge Beinstein* Em fins de Maio, durante a reuni\u00e3o do G7, Shinzo Abe, primeiro-ministro do Jap\u00e3o, anunciou a proximidade de uma grande \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11566\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-11566","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-30y","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11566"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11566\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}