{"id":1158,"date":"2011-01-26T03:30:00","date_gmt":"2011-01-26T03:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1158"},"modified":"2011-01-26T03:30:00","modified_gmt":"2011-01-26T03:30:00","slug":"seminario-nacional-de-universidade-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1158","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio nacional de Universidade Popular"},"content":{"rendered":"\n<p>O debate sobre Universidade Popular ainda \u00e9 pouco trabalhado pelo movimento universit\u00e1rio, que vem sendo absorvido por disputas pequenas e que nem sempre acumulam para um horizonte de transforma\u00e7\u00e3o. Para que possamos construir um projeto estrat\u00e9gico para a transforma\u00e7\u00e3o da universidade, <em>estamos convocando organiza\u00e7\u00f5es, coletivos, partidos e indiv\u00edduos a se somarem na prepara\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o do I Semin\u00e1rio Nacional sobre Universidade Popular<\/em>, no segundo semestre de 2011. Essa ser\u00e1 uma grande oportunidade para potencializarmos e qualificarmos nossa atua\u00e7\u00e3o como for\u00e7a progressista na disputa por uma universidade transformadora, socialmente referenciada, democr\u00e1tica, p\u00fablica e popular.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje o avan\u00e7o da privatiza\u00e7\u00e3o do ensino superior brasileiro. A contar da origem das primeiras universidades no pa\u00eds, passando pelos acordos MEC-USAID da ditadura civil-militar e o per\u00edodo p\u00f3s constitui\u00e7\u00e3o de 88, temos um direcionamento lento e gradual das institui\u00e7\u00f5es educacionais \u00e0s necessidades de acumula\u00e7\u00e3o do capital, com uma acelera\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 90 e em especial no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Esse direcionamento se manifesta: na reestrutura\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-pedag\u00f3gica da maioria dos curr\u00edculos dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o, <em>subordinando as iniciativas da universidade \u00e0s necessidades do mercado,<\/em> <em>em detrimento das demandas da popula\u00e7\u00e3o<\/em>; na entrega da estrutura f\u00edsica e de recursos humanos p\u00fablicos para a produ\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e tecnologia de acordo com as necessidades da iniciativa privada, o que compromete a autonomia did\u00e1tico-cient\u00edfica das universidades; uso do dinheiro p\u00fablico para salvar empreendimentos universit\u00e1rios privados; na diminui\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos relativos \u00e0 quantidade de vagas abertas nas universidades p\u00fablicas, que aumenta a precariza\u00e7\u00e3o e intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho, diminui a qualidade de ensino, inviabiliza a manuten\u00e7\u00e3o do trip\u00e9 ensino-pesquisa-extens\u00e3o voltado aos interesses populares e incentiva as institui\u00e7\u00f5es a buscar outras fontes de financiamento paralelas ao Estado; nos parcos mecanismos democr\u00e1ticos que permitam \u00e0 comunidade universit\u00e1ria interferir nos rumos tomados pelas institui\u00e7\u00f5es; etc.<\/p>\n<p>A formaliza\u00e7\u00e3o deste conjunto de medidas tem aparecido em decretos, medidas provis\u00f3rias, leis, todos aprovados paulatinamente, de modo a ofuscar o projeto estruturante do capital, que \u00e9 a espinha dorsal de transforma\u00e7\u00e3o de um direito em um mero servi\u00e7o, a ser comprado e vendido. Exemplos desses projetos s\u00e3o o decreto das Funda\u00e7\u00f5es, o SINAES, a Lei de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, a Universidade Aberta do Brasil, o PROUNI, o REUNI, e mais recentemente o chamado \u201cPacote da Autonomia\u201d, composto por tr\u00eas decretos e uma medida provis\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por isso, as entidades, movimentos e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que assinam essa carta t\u00eam a compreens\u00e3o de que a disputa da universidade hoje, passa pela elabora\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia. \u00c9 n\u00edtido que, do ponto de vista do capital, existe uma estrat\u00e9gia bem definida \u2013 com t\u00e1ticas pensadas em curto, m\u00e9dio e longo prazo, sendo implementadas de acordo com o espa\u00e7o de acomoda\u00e7\u00e3o entre os conflitos das for\u00e7as pol\u00edticas divergentes \u2013 que vai desde a forma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica at\u00e9 a t\u00e9cnica necess\u00e1ria para a sua reprodu\u00e7\u00e3o ampliada. N\u00f3s, que nos identificamos com os interesses dos explorados e oprimidos, identificamos debilidades na aus\u00eancia de formula\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica por parte de nosso campo de for\u00e7as. Consideramos fundamental a constru\u00e7\u00e3o de um semin\u00e1rio que aponte os princ\u00edpios gerais de uma <em>Universidade Popular<\/em>, bem como as possibilidades de disputa real dentro dos diversos campos espec\u00edficos que s\u00e3o abertos por entre as contradi\u00e7\u00f5es da ordem universit\u00e1ria existente. Em outras palavras, para soerguer um movimento combativo, de massas, de car\u00e1ter nacional, necessitamos a elabora\u00e7\u00e3o de um programa m\u00ednimo e de elementos de programa m\u00e1ximo, que nos permita disputar a hegemonia da universidade brasileira.<\/p>\n<p><em>Assim nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2010, estivemos reunidos em<\/em> <em>Florian\u00f3polis<\/em>, para iniciar um debate a cerca do semin\u00e1rio e poss\u00edveis encaminhamentos. Al\u00e9m de uma an\u00e1lise sobre a universidade hoje \u2013 resumida nos tr\u00eas primeiros par\u00e1grafos do texto \u2013 discutimos os objetivos do semin\u00e1rio em si, que s\u00e3o eles:<\/p>\n<p>1) Semin\u00e1rio de massas;<\/p>\n<p>2) Articular politicamente as entidades, movimentos e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que v\u00eam debatendo universidade popular;<\/p>\n<p>3) Articular professores, t\u00e9cnico-administrativos, estudantes, movimentos sociais e trabalhadores organizados na luta pela universidade popular;<\/p>\n<p>4) Socializar experi\u00eancias que contribuam para a luta por uma Universidade Popular;<\/p>\n<p>5) Sistematizar referenciais te\u00f3ricos para a elabora\u00e7\u00e3o de um programa de Universidade Popular e seus meios de implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para que o semin\u00e1rio seja o mais produtivo poss\u00edvel no sentido da elabora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e te\u00f3rica, sugerimos 5 eixos para serem trabalhados em contribui\u00e7\u00f5es escritas:<\/p>\n<p>1) Eixo Geral: Universidade Popular (princ\u00edpios, concep\u00e7\u00e3o, hist\u00f3rico, terminologia, etc)<\/p>\n<p>2) Eixos Espec\u00edficos:<\/p>\n<p>a. Ci\u00eancia e Tecnologia<\/p>\n<p>b. Forma\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>c. Autonomia e democracia<\/p>\n<p>d. Universidade e Sociedade<\/p>\n<p>Esse \u00e9 apenas um primeiro passo, mas que consideramos imprescind\u00edvel. \u00c9 fundamental que o m\u00e1ximo de entidades representativas do corpo docente, discente e de t\u00e9cnico-administrativos, bem como movimentos sociais e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que se identificam com esse debate, ou que estejam interessados em conhec\u00ea-lo, se somem nessa constru\u00e7\u00e3o. Temos o indicativo de realiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima reuni\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio nos dias 12 e 13 de Mar\u00e7o de 2011 em Porto Alegre. Por isso, fazemos esse convite de ades\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o no semin\u00e1rio. Vamos rumo a um novo projeto de universidade para o pa\u00eds!<\/p>\n<p>Assinam:<\/p>\n<p>FEAB &#8211; Federa\u00e7\u00e3o dos Estudantes de Agronomia do Brasil<\/p>\n<p>ENESSO \u2013 Executiva Nacional dos Estudantes de Servi\u00e7o Social<\/p>\n<p>GTUP \u2013 Grupo de Trabalho Universidade Popular<\/p>\n<p>MUP \u2013 Movimento por uma Universidade Popular<\/p>\n<p>Levante Popular da Juventude<\/p>\n<p>Juventude LibRe \u2013 Liberdade e Revolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>JCA \u2013 Juventude Comunista Avan\u00e7ando<\/p>\n<p>UJC \u2013 Uni\u00e3o da Juventude Comunista<\/p>\n<p>CCLCP \u2013 Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: UJC\n\n\n\n\n\n\n\n\nSemin\u00e1rio nacional de Universidade Popular\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1158\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-1158","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-iG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1158"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1158\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}