{"id":11594,"date":"2016-07-14T22:11:15","date_gmt":"2016-07-15T01:11:15","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11594"},"modified":"2016-08-02T01:00:16","modified_gmt":"2016-08-02T04:00:16","slug":"guerra-do-iraque-a-boa-fe-e-a-fe-imperfeita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11594","title":{"rendered":"Guerra do Iraque: a boa f\u00e9 e a f\u00e9 imperfeita"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2016\/07\/blair-iasi.jpg?w=747&#038;h=620&#038;fit=620%2C620\" alt=\"imagem\" \/>A noticia e a repercuss\u00e3o do relat\u00f3rio Chilcot nos fornecem um rico material para que possamos entender como a ideologia opera hoje.<\/p>\n<p>Mauro Luis Iasi.<\/p>\n<p>Blog da Boitempo<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio brit\u00e2nico com aproximadamente 2,6 milh\u00f5es de palavras, <!--more-->chefiado por um senhor chamado John Chilcot, conclui que a guerra do Iraque, iniciada em 2003, foi \u201cbaseada em dados imperfeitos\u201d e foi levada de forma \u201ctotalmente inadequada\u201d, al\u00e9m de se dar em circunst\u00e2ncias que eram \u201clonge de ser satisfat\u00f3rias\u201d.<\/p>\n<p>Em resposta, o ex-premi\u00ea brit\u00e2nico, Tony Blair, afirmou ter agido com \u201cboa f\u00e9\u201d e no melhor interesse do pa\u00eds. O pr\u00f3prio relat\u00f3rio parece procurar indicar que Blair n\u00e3o teria enganado deliberadamente o povo brit\u00e2nico para lev\u00e1-lo \u00e0 guerra, mas \u201capenas\u201d selecionado informa\u00e7\u00f5es que corroboravam com a tese segundo a qual o Iraque era uma amea\u00e7a iminente por ter \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o em massa\u201d, e ao mesmo tempo descartando informa\u00e7\u00f5es que poderiam provocar d\u00favidas sobre esta vers\u00e3o. Aquela sutil diferen\u00e7a entre \u201cmentir\u201d e \u201cocultar a verdade\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, que demorou mais de seis anos para come\u00e7ar e mais sete para ser feito, comprova com documentos o que todo mundo j\u00e1 sabia desde o come\u00e7o: n\u00e3o havia \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o em massa\u201d no Iraque, o regime de Saddam Hussein n\u00e3o representava uma amea\u00e7a imediata para os pa\u00edses ocidentais, de forma que n\u00e3o haviam se esgotado todos os expedientes antes de se pensar em uma solu\u00e7\u00e3o militar. H\u00e1 uma s\u00e9rie de atrapalhadas digna de um filme de intriga internacional dirigido por Mel Brooks: desertores dando informa\u00e7\u00f5es para que lhes garantissem asilo, informa\u00e7\u00f5es que depois vieram a ser comprovadas como falsas e que os agentes j\u00e1 haviam alertado que o eram, dados reais de autoridades iraquianas entendidas como pistas falsas, agentes da CIA discordando de agentes do M16 e vice e versa.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos ficar anos tentando encontrar os n\u00f3s neste novelo (a equipe de Chilcot ficou sete anos) que n\u00e3o alteraria em nada aquilo que Bush e seu colega Blair queriam ver naquela situa\u00e7\u00e3o, ou seja, um pretexto para a invas\u00e3o. Foram as inexistentes \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o em massa\u201d. Poderia ter sido a miss\u00e3o sagrada das sociedades civilizadas salvar um pobre povo de seu ditador, poderia ter sido ingratid\u00e3o, uma vez que os EUA investiram tanto em Saddam e seu partido Baath e ele mordeu a m\u00e3o de quem o alimentava atacando o Kuwait. Poderia ter sido um relat\u00f3rio do IBAMA com o presidente iraquiano segurando uma on\u00e7a pela coleira. Tanto faz. O pretexto \u00e9 sempre apenas isto: pretexto.<\/p>\n<p>O que nos chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que como a noticia do relat\u00f3rio Chilcot foi trabalhada. O caso nos fornece um rico material para que possamos entender como a ideologia opera. Sabemos que as palavras n\u00e3o s\u00e3o neutras, n\u00e3o s\u00e3o apenas significantes que carregam significados precisos, mas formam um s\u00e9rie que constitui um determinado \u201creal\u201d. Ou melhor, uma vis\u00e3o sobre o real. Comecemos pelo mais evidente. Os dados nos quais foi baseada a decis\u00e3o de guerra eram \u201cimperfeitos\u201d, a forma como foi conduzida a invas\u00e3o era \u201cinadequada\u201d e as circunst\u00e2ncias n\u00e3o eram \u201csatisfat\u00f3rias\u201d. Uma breve invers\u00e3o e a barb\u00e1rie da guerra e seus efeitos poderiam ser compreendidas como uma a\u00e7\u00e3o baseada \u201cperfeitamente\u201d em dados precisos da intelig\u00eancia, levada \u00e0 cabo de maneira \u201cadequada\u201d em circunst\u00e2ncias \u201csatisfat\u00f3rias\u201d. Trata-se, portanto, da defini\u00e7\u00e3o de qual a maneira e as circunst\u00e2ncias em que se torna compreens\u00edvel e justificado o assassinato de mais de quatrocentas mil pessoas e a destrui\u00e7\u00e3o completa de um pa\u00eds.<\/p>\n<p>Vamos assumir por um momento o pressuposto impl\u00edcito neste argumento. Um louco comanda um pa\u00eds e tem meios para atacar outros pa\u00edses com armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa. Algu\u00e9m precisa det\u00ea-lo. N\u00e3o se pode contar com o bom senso do mandat\u00e1rio, uma vez que basta olhar lombrosianamente para ele para constatar que o primeiro elemento que lhe falta \u00e9 o bom senso, seguido da intelig\u00eancia e do refinamento. Percebemos os olhos pequenos separados pelo cenho que nada denota, acompanhado de orelhas desproporcionais ao estilo de um famoso \u00edcone de uma certa revista. Bom, caso estes fossem os termos, o mundo deveria ter se mobilizado e tomado alguma atitude (n\u00e3o penso aqui em invas\u00e3o militar, mas algo mais pr\u00f3ximo de uma interven\u00e7\u00e3o no sentido terap\u00eautico do termo) t\u00e3o logo George Bush chegou a presid\u00eancia da maior pot\u00eancia militar e nuclear do planeta.<\/p>\n<p>Aqui reside o mito da \u201cboa f\u00e9\u201d. Mesmo n\u00e3o havendo a plena certeza da exist\u00eancia das armas, sua mera suspeita j\u00e1 justificaria a interven\u00e7\u00e3o militar. O elemento ideol\u00f3gico aqui presente \u00e9 que a a\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e um direito de zelar pela ordem e pela democracia no mundo. Haveria um certo atributo no acidente que serve como par\u00e2metro de julgamento e que tr\u00e1s em si a incr\u00edvel capacidade de dar sentido oposto ao mesmo ato. Vejamos. A hip\u00f3tese de Saddam Hussein atacar com armas de destrui\u00e7\u00e3o um outro pa\u00eds \u00e9 uma atrocidade, um genoc\u00eddio. J\u00e1 o ataque comandado pelos EUA e a Inglaterra, com armas de grande poder destrutivo, \u00e9 justificado e leg\u00edtimo. Notem, o ato em si \u00e9 o mesmo, o ataque a outro pa\u00eds, mas seu significado \u00e9 oposto: um \u00e9 uma atrocidade e outro \u00e9 fundado na \u201cboa f\u00e9\u201d de defender inocentes.<\/p>\n<p>Um comentarista da <em>Globo News<\/em> (cujo nome n\u00e3o me lembro, nem me interessa) desatou a falar bobagens mas que expressam bem nosso argumento. Segundo o \u201cespecialista\u201d convidado, o relat\u00f3rio \u00e9 um grande inc\u00f4modo por provar que o pretexto utilizado era falso, no entanto, n\u00e3o deixa de respaldar a tese de que Blair teria agido de \u201cboa f\u00e9\u201d uma vez que se tratava de tirar um \u201cditador sanguin\u00e1rio\u201d do poder, uma pessoa que oprimia seu povo, tortura e matava dissidentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o vai aqui nenhuma idealiza\u00e7\u00e3o de Hussein, mas notem que a opress\u00e3o sobre seu povo, a pris\u00e3o, tortura e assassinato o qualifica como um \u201cditador sanguin\u00e1rio\u201d, ao mesmo tempo que o senhor Tony Blair (para n\u00e3o falar deste erro da natureza chamada George Bush) ao atacar o Iraque, matar milhares de pessoas, prender sem processos, torturar, destruir casas, hospitais, escolas\u2026 agiu \u201cpor boa f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>A ideia de justi\u00e7a destes senhores e seus porta vozes midi\u00e1ticos parece funcionar mais ou menos assim: Saddam Hussein merecia morrer enforcado e seu pa\u00eds e povo destru\u00eddos sob fogo e bombas; Tony Blair merece ser advertido como um mal menino porque mentiu (ou faltou com a verdade), sendo condenado a ir \u00e0 p\u00fabico e pedir desculpas sinceras, assumindo a responsabilidade.<\/p>\n<p>Devemos tomar todo cuidado para n\u00e3o cair na artimanha mais aparente. A ideologia n\u00e3o opera apenas como uma manipula\u00e7\u00e3o do discurso. Ela o faz, mas isso se presta a uma outra fun\u00e7\u00e3o: ocultar algo. Se percorrermos as principais repercuss\u00f5es do relat\u00f3rio brit\u00e2nico nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 espantoso ver como os holofotes concentram-se apenas no desmentido do relat\u00f3rio sobre as provas \u201cinquestion\u00e1veis\u201d da exist\u00eancia das tais \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o em massa\u201d, nas rea\u00e7\u00f5es do ex-premi\u00ea, chegando, no m\u00e1ximo, aos familiares de militares brit\u00e2nicos mortos no conflito. N\u00e3o tive acesso ainda ao conte\u00fado integral do relat\u00f3rio, pode ser que em seu conte\u00fado encontremos algo nesta dire\u00e7\u00e3o (n\u00e3o me surpreenderia se n\u00e3o houvesse uma palavra entre as 2,6 milh\u00f5es que o constituem), mas evidentemente n\u00e3o houve no trato dos chamados meios de comunica\u00e7\u00e3o. Onde ficamos? Houve informa\u00e7\u00f5es \u201cimperfeitas\u201d, dados inconsistentes, erros dos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o, governantes perdidos sem saber se era ou n\u00e3o verdade, militares ansiosos e acabou por ser invadido o Iraque e milhares de pessoas morreram. Um erro lament\u00e1vel, um equ\u00edvoco que poderia ter sido evitado. Ponto final.<\/p>\n<p>Enquanto se discute se o pretexto para a guerra era ou n\u00e3o verdade, n\u00e3o se pergunta pelo motivo real da guerra. A humanidade n\u00e3o \u00e9 o reino da futilidade e do acaso. A Primeira Guerra Mundial n\u00e3o foi causada pelo atentado contra o Duque Ferdinando em Sarajevo, nem a Segunda porque os japoneses atacaram Pearl Habor. Quando voc\u00ea joga a hist\u00f3ria pela janela e suas determina\u00e7\u00f5es s\u00f3 lhe resta o discurso moral ou c\u00e9tico.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve, no Iraque, um golpe militar em 1968 que encerrou um per\u00edodo conturbado de um complexo jogo de for\u00e7as contra o dom\u00ednio brit\u00e2nico na regi\u00e3o, empreendido pela ala direita de um partido chamado <em>Baath<\/em>, que levou ao poder <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ahmad_Hassan_Al-Bakr\" target=\"_blank\">Ahmad Hassan Al-Bakr<\/a> e seu bra\u00e7o direito, um jovem de 31 anos chamado Saddam Hussein, que em 1971 destituiu o vice-Presidente. N\u00e3o houve preocupa\u00e7\u00e3o no ocidente pela aproxima\u00e7\u00e3o do Iraque da pol\u00edtica nacionalista de Nasser no Egito. N\u00e3o houve a descoberta de um grande campo de petr\u00f3leo em 1975, que foi precedido da nacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas estrangeiras que operavam ali entre 1972 e 1975. N\u00e3o houve a coopta\u00e7\u00e3o de Saddam pelos EUA para afast\u00e1-lo da influ\u00eancia sovi\u00e9tica e criar um tamp\u00e3o para desestabilizar o Ir\u00e3 e sua revolu\u00e7\u00e3o que derrubou o Ch\u00e1 Reza Pahlev. O mesmo Ir\u00e3 que Saddam ataca em 1980 sob os olhos complacentes das potencias ocidentais que lhes forneceram armas e mais armas de destrui\u00e7\u00e3o. Os curdos n\u00e3o resistem h\u00e1 d\u00e9cadas, ignorados pelo ocidente. N\u00e3o houve empres\u00e1rios norte-americanos, antes do ataque, distribuindo entre si os contratos para a reconstru\u00e7\u00e3o do Iraque. N\u00e3o h\u00e1 geopol\u00edtica, n\u00e3o h\u00e1 disputa pelas fontes de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, na h\u00e1 interesses imperialistas no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 hist\u00f3ria, n\u00e3o determina\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas. H\u00e1 pessoas m\u00e1s, ditadores, pessoas boas, democratas. H\u00e1 maldade e bondade. H\u00e1 pessoas de m\u00e1 f\u00e9\u2026 h\u00e1 pessoas de boa f\u00e9. Para as primeiras existe a forca, para as segundas o pedido de perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o desencontrados. Fala-se de algo entre 400 mil e 900 mil mortos na guerra do Iraque que eclodiu em circunst\u00e2ncias longe de serem \u201cfavor\u00e1veis\u201d e baseadas em falsas premissas. L\u00f3gico que a <em>GloboNews<\/em> escolheu a estimativa menor, 400 mil mortos. O problema \u00e9 que esse n\u00famero abarca apenas as mortes ditas \u201cviolentas\u201d (por tiro ou bomba, etc.), e n\u00e3o inclui as milhares de pessoas que morrem porque os hospitais estavam destru\u00eddos, o saneamento inviabilizado, as casas desmanteladas, os alimentos n\u00e3o chegavam\u2026 ou seja, mortes \u201cn\u00e3o violentas\u201d. Outra opera\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica de ocultamento.<\/p>\n<p>Chegamos assim \u00e0 macabra matem\u00e1tica de nosso tempo. O relat\u00f3rio de 2,6 milh\u00f5es de palavras descobre que a guerra foi fundada em raz\u00f5es falsas. Mais de 400 mil pessoas morreram. Cada iraquiano, cada crian\u00e7a morta, cada pai e m\u00e3e que nunca mais abra\u00e7ar\u00e1 seus filhos, cada pessoa decepada pelas bombas, queimada pelo fogo, fuzilada\u2026 vale, aproximadamente, cinco palavras. Cinco\u2026 palavras.<\/p>\n<p>Cinco\u2026 palavras.<\/p>\n<p>Eu escolhi as minhas cinco palavras: <strong>Basta! Trabalhadores do mundo: uni-vos!<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Para aprofundar a leitura, 5 dicas de leitura da Boitempo<\/p>\n<p><strong><em><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/a-politica-exterior-dos-eua-e-os-seus-teoricos\" target=\"_blank\">A pol\u00edtica externa norte-americana e seus te\u00f3ricos<\/a><\/em><\/strong>, por <strong>Perry Anderson.<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/bem-vindo-ao-deserto-do-real%21\" target=\"_blank\"><em>Bem-vindo ao deserto do Real! cinco ensaios sobre o 11 de Setembro e datas relacionadas<\/em><\/a><\/strong>, por<strong>Slavoj \u017di\u017eek<\/strong> (pref\u00e1cio de <strong>Vladimir Safatle<\/strong>).<br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/violencia\" target=\"_blank\"><em>Viol\u00eancia: seis reflex\u00f5es laterais<\/em><\/a><\/strong>, de <strong>Slavoj \u017di\u017eek<\/strong> (posf\u00e1cio de <strong>Mauro Iasi<\/strong>).<br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/historia%2C-estrategia-e-desenvolvimento\" target=\"_blank\"><em>Hist\u00f3ria, estrat\u00e9gia e desenvolvimento: para uma geopol\u00edtica do capitalismo<\/em><\/a><\/strong>, por <strong>Jos\u00e9 Luis Fiori<\/strong>.<br \/>\n<em><strong><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/margem-esquerda-n.16\" target=\"_blank\">Margem Esquerda #16<\/a><\/strong>, dossi\u00ea: Hegemonia norte-americana: Estado e perspectivas<\/em>, com artigos de <strong>Alex Callinicos<\/strong>, <strong>Jos\u00e9 Lu\u00eds Fiori<\/strong> e <strong>Guillermo Almeyra<\/strong>.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Mauro Iasi <\/strong>\u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/48#.Ul8Kh1Csh8E\" target=\"_blank\"><em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em><\/a> (Boitempo, 2002) e colabora com os livros <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/cidades-rebeldes\" target=\"_blank\"><em>Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil<\/em><\/a> e <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/gy%C3%B6rgy-lukacs-e-a-emancipacao-humana\" target=\"_blank\"><em>Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em><\/a> (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o <strong>Blog da Boitempo <\/strong>mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2016\/07\/14\/guerra-do-iraque-a-boa-fe-e-a-fe-imperfeita\/\">Guerra do Iraque: a boa f\u00e9 e a f\u00e9&nbsp;imperfeita<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A noticia e a repercuss\u00e3o do relat\u00f3rio Chilcot nos fornecem um rico material para que possamos entender como a ideologia opera hoje. Mauro \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11594\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-11594","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-310","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11594\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}