{"id":11651,"date":"2016-07-23T00:53:51","date_gmt":"2016-07-23T03:53:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=11651"},"modified":"2016-08-11T01:20:53","modified_gmt":"2016-08-11T04:20:53","slug":"raca-genero-classe-prisao-sete-decadas-de-luta-e-teoria-de-angela-davis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11651","title":{"rendered":"Ra\u00e7a, g\u00eanero, classe, pris\u00e3o: sete d\u00e9cadas de luta e teoria de Angela Davis"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Angela-Davis-02-L.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Resumen Latinoamericano\/El Desconcierto\/ 18 de julho de 2016 \u2013 A necessidade de entender as hist\u00f3rias de forma coletiva e global marcaram a trajet\u00f3ria te\u00f3rica e pol\u00edtica de Angela Davis.<\/p>\n<p>\u201cQueremos o fim imediato da brutalidade <!--more-->policial e do assassinato de negros, de outras pessoas de cor e de todos os oprimidos no interior dos Estados Unidos\u201d, dizia o Programa dos 10 Pontos do Partido Panteras Negras, em outubro de 1966. O documento inclu\u00eda tamb\u00e9m a redistribui\u00e7\u00e3o da propriedade, reconhecendo a explora\u00e7\u00e3o aos escravos, o pleno emprego; habita\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o dignas e mais. Ap\u00f3s cinquenta anos do Programa, a acad\u00eamica, membro do Partido Comunista, publicamente l\u00e9sbica desde 1997, ativista e ex-membro dos Panteras Negras, Angela Yvonne Davis visita o Chile.<\/p>\n<p>Davis vem no marco do \u201cX Encontro do Instituto Hemisf\u00e9rico de Performance Pol\u00edtica eX-C\u00eantrico: Dissid\u00eancias, soberanias, performance\u201d, organizado pela Vice-reitoria de Extens\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es e o Departamento de Teatro da Universidade do Chile e a Universidade de Nova York. Davis tamb\u00e9m encontra-se promovendo seus \u00faltimos livros: \u201cA liberdade \u00e9 uma luta constante: Ferguson, Palestina e as bases de um movimento\u201d (Haymarket Books, 2016); \u201cAs pris\u00f5es est\u00e3o obsoletas?\u201d e \u201cDemocracia da aboli\u00e7\u00e3o\u201d (2003 e 2005, editados em espanhol pela Trotta). Al\u00e9m do encontro, sua estada incluir\u00e1 uma visita \u00e0 comunidade Angela Davis \u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/498841973642008\/\">\u201cA Angela na Angela\u201d<\/a>, organizado pelo Grupo de Estudos Feministas O Poder da Mulher a Subvers\u00e3o da Comunidade \u2013 batizada em sua homenagem em 1972, mantendo o nome apesar das tentativas da ditadura, neste domingo 17.<\/p>\n<p>Sua palestra se intitula \u201cDa aboli\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria \u00e0 #BlackLivesMatter: Movimentos sociais e a luta global pela justi\u00e7a\u201d e a men\u00e7\u00e3o \u00e0 plataforma Black Lives Matter [As vidas negras importam] chegam em um momento de auge. Em 7 de julho, Alicia Garza, cofundadora do movimento, declarou \u00e0 televis\u00e3o \u201csomos contra que nossa gente seja assassinada nas ruas (&#8230;) Black Lives Matter n\u00e3o est\u00e1 apenas preocupada com a pol\u00edcia. A indiferen\u00e7a, a falta de respeito e de dignidade das vidas negras atravessam a estrutura da sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Suas declara\u00e7\u00f5es foram dadas em meio a um estado de como\u00e7\u00e3o nacional pelo assassinato de cinco policiais durante uma marcha da Black Lives Matter em Dallas, convocada em rep\u00fadio pelas mortes de Alton Sterling e Philando Castile pelas m\u00e3os da pol\u00edcia da cidade. Por sua vez, quem disparou foi Micah Xavier Johnson, um afro-americano de 25 anos e veterano da guerra do Afeganist\u00e3o, que morreu encurralado em um apartamento depois da pol\u00edcia enviar um rob\u00f4-bomba para n\u00e3o arriscar mais oficiais.<\/p>\n<p>\u201cA melhor maneira de lembrar o 50\u00b0 anivers\u00e1rio dos Panteras Negras neste ano \u00e9 reconhecendo que hoje precisamos de movimentos que reflitam as mudan\u00e7as ocorridas nesses 50 anos, especialmente o auge das novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, a vasta influ\u00eancia das redes sociais e o aprofundamento das contradi\u00e7\u00f5es de riqueza e pobreza\u201d, declarou Angela Davis, elogiando o movimento Black Lives Matter.<\/p>\n<p>Sobre o legado dos Panteras Negras, que foi uma de suas milit\u00e2ncias mais vis\u00edveis junto com o Partido Comunista estadunidense \u2013 pelo qual foi duas vezes candidata \u00e0 presid\u00eancia nos anos 80 \u2013 Davis reivindicou o poder hist\u00f3rico. \u201cTemos que olhar de volta aos anos 60 e olhar as lutas e objetivos de uma forma relativamente est\u00e1tica. O fato \u00e9 que conseguimos vit\u00f3rias importantes e essas vit\u00f3rias s\u00e3o vis\u00edveis at\u00e9 o dia de hoje. Por exemplo, o n\u00famero de programas de estudos afro-americanos que existe nas universidades hoje. Essas mudan\u00e7as institucionais s\u00e3o inconceb\u00edveis fora do desenvolvimento do que foram parte os Panteras Negras e outras organiza\u00e7\u00f5es\u201d, analisou h\u00e1 alguns anos.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a na academia marcou a vida da doutora Davis. Ap\u00f3s regressar para os Estados Unidos, lecionou na Universidade da Calif\u00f3rnia, fazendo as tese em torno do marxista Herbert Marcuse. Ali, participou da efervesc\u00eancia estudantil desses anos, e foi acusada em 1970 de entrara com uma pistola na pris\u00e3o de San Quint\u00edn, para entreg\u00e1-la ao Pantera Negra George Jackson. Fez parte da lista dos dez mais procurados pelo FBI em 1970 e passou dois anos presa, at\u00e9 1972. Na \u00e9poca, o governador republicano da Calif\u00f3rnia declarou que \u201cela nunca mais ensinaria em uma universidade\u201d. Era Ronald Reagan e se equivocou. N\u00e3o s\u00f3 voltou \u00e0 UCLA, como tamb\u00e9m nos \u00faltimos vinte anos ensinou nos cinquenta estados dos EUA, na \u00c1frica, Europa, Caribe e na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. \u00c9 como acad\u00eamica que volta hoje ao Chile, depois de sua \u00faltima viagem em 1972, quando veio convidada pela Central Unit\u00e1ria Dos Trabalhadores ap\u00f3s ser libertada da pris\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSe observarmos os 10 pontos do programa dos Panteras Negras, notaremos que os mesmos assuntos que eram levantados ap\u00f3s o fim da escravid\u00e3o est\u00e3o no centro de um programa que foi formulado em 1966\u201d, assinalou Angela Davis ao Ebony.com em janeiro. \u201cEm 2008, quando Barack Obama foi eleito, esses assuntos n\u00e3o foram discutidos e certamente n\u00e3o teriam sido resolvidos, pelo qual a elei\u00e7\u00e3o de uma pessoa negra para este cargo n\u00e3o ia reverter automaticamente uma hist\u00f3ria de opress\u00e3o econ\u00f4mica inspirada no racismo. Isto n\u00e3o significa que a elei\u00e7\u00e3o de Obama n\u00e3o \u00e9 importante, por\u00e9m essas lutas continuam\u201d, acrescentou. E, precisamente, seriam lutas como a anticarcer\u00e1ria, pela dignidade dos migrantes, contra o racismo nos Estados Unidos, as que surgiram dentro da era Obama: \u201cemergiram no espa\u00e7o contradit\u00f3rio criado pelo fato de uma presid\u00eancia negra e a aparente incapacidade dessa presid\u00eancia em levar a cabo nenhuma grande mudan\u00e7a a respeito da persist\u00eancia do racismo\u201d, opinou Davis em El Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O feminismo e Angela Davis: olhares espec\u00edficos para uma leitura coletiva<\/p>\n<p>Em seu \u00faltimo livro, insiste em uma premissa: nossas hist\u00f3rias n\u00e3o se desenvolvem individualmente. \u00c9 uma ideia que a acompanhou por anos, a mesma que a levou, por exemplo, a constatar as tens\u00f5es entre o movimento de liberta\u00e7\u00e3o negra e o feminismo no contexto da luta pelos direitos civis nos anos 70 e 80. Em seu livro \u201cMulheres, ra\u00e7a, classe\u201d, de 1980, enunciou que \u201co ponto de partida para qualquer explora\u00e7\u00e3o sobre as vidas das mulheres negras sob a escravid\u00e3o seria uma avalia\u00e7\u00e3o de seu papel como trabalhadoras\u201d, respondendo ao ideal delicado da dona de casa branca da classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p>\u201cDurante um per\u00edodo importante no movimento de liberta\u00e7\u00e3o da mulher, um dos problemas principais era a tend\u00eancia a assumir que as mulheres brancas da classe m\u00e9dia eram o modelo mais t\u00edpico de mulher e ele exclu\u00eda as da classe trabalhadora, as mulheres negras, as nativas americanas e as latinas. Por\u00e9m, \u00e9 claro, isso mudou. Era uma cr\u00edtica a um movimento emergente em fins dos anos 60 e princ\u00edpios dos anos 70. Alguns destes problemas continuaram durante muito tempo, por\u00e9m as ativistas feministas e as estudantes conhecem estas cr\u00edticas e tentam afront\u00e1-las, com mais ou menos \u00eaxito\u201d, declarou em 2005 com um olhar retrospectivo.<\/p>\n<p>Efetivamente, a necessidade de pensar as diferentes problem\u00e1ticas articulando vetores das matrizes de domina\u00e7\u00e3o como ra\u00e7a, g\u00eanero, classe foi retomada. Um dos conceitos mais populares hoje entre os diferentes feminismos (comunit\u00e1rios, queer, trans, latino-americanos, aut\u00f4nomos do estado, l\u00e9sbicos, chicanos e mais) \u00e9 o de interseccionalidade, entendendo que diferentes vetores de opress\u00e3o e de privil\u00e9gio criam varia\u00e7\u00f5es tanto nas formas como na intensidade na qual as pessoas experimentam a opress\u00e3o. Assim, o di\u00e1logo se d\u00e1 hoje mais a partir de uma diversidade de olhares parciais e n\u00e3o de uma pretens\u00e3o de universalidade que por anos invisibilizou \u00e0quelas que n\u00e3o eram mulheres heterossexuais, educadas e brancas da teoria e a\u00e7\u00e3o feminista.<\/p>\n<p>Migra\u00e7\u00f5es, conflitos e o complexo industrial-carcer\u00e1rio<\/p>\n<p>A pris\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia que marcou Angela Davis juntamente a toda uma gera\u00e7\u00e3o de ativistas para qual o FBI criou uma unidade especial (a COINTELPRO). E embora permane\u00e7a ativa na luta pela liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos (em janeiro esteve na Espanha tentando visitar Arnaldo Otegui no Pa\u00eds Basco e \u00e9 uma das porta-vozes da BDS, a iniciativa de Boicote, Desinvestimento e San\u00e7\u00f5es ao estado de Israel), sua produ\u00e7\u00e3o do \u00faltimo tempo se enfoca no que denomina como o complexo industrial carcer\u00e1rios e seus efeitos globais.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia de Davis ocorre a um momento especial no Chile, no qual se discutem reformas \u00e0s leis de seguran\u00e7a como a Agenda Curta Antidelinqu\u00eancia, enquanto os organismos privativos de liberdade, como o SENAME, colapsam. Assim, enquanto h\u00e1 poucos dias a ministra Blanco revelou que 185 crian\u00e7as a cargo da institui\u00e7\u00e3o foram mortas desde 2005, o numero nas pris\u00f5es de adultos permanece invis\u00edvel: 558 pessoas privadas de liberdade foram mortas apenas entre 2011 e 2014. Na an\u00e1lise dos abolicionistas da pris\u00e3o, n\u00e3o existe reforma poss\u00edvel: \u00e9 preciso desmantelar o sistema e reconstruir a justi\u00e7a penal e os sistemas policiais.<\/p>\n<p>Assim, a aboli\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o representa um movimento mais complexo que o fechamento das pris\u00f5es. Para Angela Davis \u201co complexo industrial carcer\u00e1rio consiste em uma serie de rela\u00e7\u00f5es entre c\u00e1rceres, pol\u00edcia, empresas, m\u00eddias e o Governo\u201d, que teria uma presen\u00e7a global. Em seus \u00faltimos tr\u00eas livros, a acad\u00eamica estabelece uma linha de continuidade entre a escravid\u00e3o e a situa\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria atual, citando os estudos da tamb\u00e9m acad\u00eamica e ativista Michelle Alexander, cujos n\u00fameros dizem que existem mais homens negros em pris\u00e3o sob o controle da justi\u00e7a criminal dos que foram escravizados em 1850. A maior parte dessa explos\u00e3o se deu entre os anos 70 e hoje, em meio da \u201cguerra contra as drogas\u201d: a popula\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os do sistema penal dos EUA passou de 300 mil em fins dos anos 70 para 2,3 milh\u00f5es de pessoas hoje.<\/p>\n<p>Para Davis, al\u00e9m disso, o complexo industrial carcer\u00e1rio d\u00e1 elementos para a an\u00e1lise da chamada \u201ccrise migrat\u00f3ria\u201d na Europa. \u201cDeveria reconhecer-se que os refugiados da \u00c1frica seguem as mesmas rotas do com\u00e9rcio de escravos. Certamente, a Europa est\u00e1 experimentando agora os resultados de uma longa hist\u00f3ria de escravid\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o\u201d, declarou em janeiro.<\/p>\n<p>Sua palestra de segunda-feira ser\u00e1 transmitida <a href=\"http:\/\/www.uchile.cl\/en-vivo\">via streaming pela Universidade do Chile<\/a>, tratar\u00e1 disso: a luta global por justi\u00e7a. Em fevereiro, consultada pela revista Ebony sobre qual \u00e9 o nervo central de seu livro \u201cFerguson, Palestina e as bases de um movimento\u201d, respondeu assinalando que \u201cestou muito interessada em que os militantes pela liberta\u00e7\u00e3o dos negros considerem que nossas lutas nunca obteriam a universalidade que t\u00eam hoje sem a solidariedade que existiu na \u00c1frica, \u00c1sia, Am\u00e9rica Latina, Europa e Oceania. Nossas lutas s\u00e3o globais: \u00e9 importante incorporar uma vis\u00e3o global dentro de n\u00f3s e nos espa\u00e7os de disputa\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2016\/07\/18\/raza-genero-clase-prision-siete-decadas-de-lucha-y-teoria-de-angela-davis\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Resumen Latinoamericano\/El Desconcierto\/ 18 de julho de 2016 \u2013 A necessidade de entender as hist\u00f3rias de forma coletiva e global marcaram a trajet\u00f3ria \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/11651\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-11651","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-31V","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11651","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11651"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11651\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}