{"id":1206,"date":"2011-02-11T11:56:54","date_gmt":"2011-02-11T11:56:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1206"},"modified":"2011-02-11T11:56:54","modified_gmt":"2011-02-11T11:56:54","slug":"50o-aniversario-do-inicio-da-luta-armada-de-libertacao-nacional-de-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1206","title":{"rendered":"50\u00ba anivers\u00e1rio do in\u00edcio da luta armada de liberta\u00e7\u00e3o nacional de Angola"},"content":{"rendered":"\n<p>Sexta 4 de Fevereiro de 2011<\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o do 50\u00ba anivers\u00e1rio do levantamento do 4 de Fevereiro de 1961, que marcou o in\u00edcio da luta armada de liberta\u00e7\u00e3o nacional de Angola, o Partido Comunista Portugu\u00eas sa\u00fada o Movimento Popular para a Liberta\u00e7\u00e3o de Angola e o povo angolano.<\/p>\n<p>Na madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, militantes do MPLA assaltaram a Cadeia de S\u00e3o Paulo e a Casa de Reclus\u00e3o, em Luanda, com o objectivo de libertar patriotas angolanos presos. Esta ac\u00e7\u00e3o do MPLA iniciou uma nova etapa da luta de liberta\u00e7\u00e3o de Angola. O regime colonial fascista portugu\u00eas reagiu com uma brutal repress\u00e3o.<\/p>\n<p>O levantamento do 4 de Fevereiro de 1961 \u00e9 um marco hist\u00f3rico na luta her\u00f3ica do povo angolano e do MPLA contra o colonialismo e o imperialismo, que viria a culminar catorze anos depois na conquista e proclama\u00e7\u00e3o da sua Independ\u00eancia, a 11 de Novembro de 1975.<\/p>\n<p>Ao inicio da luta armada em Angola, sob a direc\u00e7\u00e3o do MPLA, sucede-se a luta armada do PAIGC, na Guin\u00e9-Bissau, em Janeiro de 1963, e da FRELIMO, em Mo\u00e7ambique, em Setembro de 1964.<\/p>\n<p>O PCP assumiu sempre uma atitude inequ\u00edvoca e um posicionamento de solidariedade fraterna e empenhada pela completa emancipa\u00e7\u00e3o dos povos colonizados por Portugal, solidarizando-se, desde o primeiro momento, com a luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional e o direito \u00e0 independ\u00eancia dos povos irm\u00e3os colonizados, estabelecendo la\u00e7os fraternais com os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional, considerando-os aliados do povo portugu\u00eas na sua luta contra a ditadura fascista e o imperialismo.<\/p>\n<p>A luta comum do PCP e dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o &#8211; o MPLA, em Angola, o PAIGC, na Guin\u00e9-Bissau e Cabo Verde, e a FRELIMO, em Mo\u00e7ambique -, do povo portugu\u00eas e dos povos irm\u00e3os africanos, contra o fascismo e o colonialismo, forjou profundas rela\u00e7\u00f5es de amizade.<\/p>\n<p>O PCP considerou como um dos componentes fundamentais da liberta\u00e7\u00e3o do povo portugu\u00eas do fascismo &#8211; inclu\u00eddo no seu \u00abPrograma para a Revolu\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica e Nacional\u00bb -, o p\u00f4r fim n\u00e3o apenas \u00e0s guerras coloniais, mas tamb\u00e9m ao colonialismo, pronunciando-se inequivocamente pelo reconhecimento do direito \u00e0 imediata independ\u00eancia dos povos submetidos ao colonialismo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>O PCP considerou que a solidariedade do povo portugu\u00eas para com os movimentos libertadores dos povos submetidos \u00e0 opress\u00e3o e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do colonialismo fascista, traduzir-se-ia objectivamente num contributo para a luta dos trabalhadores e do povo portugu\u00eas pela sua pr\u00f3pria liberta\u00e7\u00e3o, dando express\u00e3o concreta ao princ\u00edpio de que n\u00e3o pode ser livre um povo que oprime outros povos.<\/p>\n<p>Durante os anos do fascismo, o PCP foi a for\u00e7a pol\u00edtica que em Portugal lutou firmemente, desde o primeiro momento, contra a guerra colonial, contra o envio de soldados portugueses para a guerra, denunciando os crimes do ex\u00e9rcito colonial e da pol\u00edcia pol\u00edtica &#8211; a PIDE &#8211; contra os povos africanos, unindo os democratas e os progressistas portugueses, desenvolvendo e ampliando a resist\u00eancia e a luta do povo portugu\u00eas contra a guerra colonial.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 de salientar como elemento de significado na hist\u00f3ria da luta anticolonial, o n\u00edvel de coopera\u00e7\u00e3o entre os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o e os sectores mais progressistas do Estado colonizador, entre os povos colonizados e o povo do Estado colonialista.<\/p>\n<p>O PCP interveio, quer em Portugal, quer no plano internacional, contra a guerra colonial e pela solidariedade para com os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o, entre outros exemplos, promovendo a den\u00fancia das atrocidades de que eram alvo os povos de Angola, da Guin\u00e9 e de Mo\u00e7ambique; desmascarando as campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o e de manipula\u00e7\u00e3o do regime fascista; organizando e assegurando a sa\u00edda clandestina de Portugal de Agostinho Neto e de outros dirigentes dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o; difundindo mensagens dos dirigentes dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o ao povo portugu\u00eas; organizando atrav\u00e9s da ARA ac\u00e7\u00f5es de sabotagem da m\u00e1quina de guerra colonial em Portugal.<\/p>\n<p>O PCP interveio de m\u00faltiplas formas com vista \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o da guerra colonial, agindo e apelando a uma activa ac\u00e7\u00e3o de esclarecimento, de consciencializa\u00e7\u00e3o e de mobiliza\u00e7\u00e3o dos soldados portugueses contra a guerra colonial. O PCP, embora colocando aos seus militantes a obriga\u00e7\u00e3o de permanecerem nas For\u00e7as Armadas (em Portugal e em \u00c1frica) para a\u00ed conduzirem uma actividade revolucion\u00e1ria, considerou o movimento de deser\u00e7\u00f5es como um grande movimento de resist\u00eancia contra a guerra colonial e o colonialismo.<\/p>\n<p>A crescente e r\u00e1pida tomada de consci\u00eancia de muitos militares das for\u00e7as armadas contra a guerra colonial, mas, igualmente, contra o regime fascista que a impunha &#8211; que, colhendo a experi\u00eancia de luta do movimento antifascista, traduzia o anseio do povo portugu\u00eas pelo fim da guerra colonial e do fascismo -, desembocou na cria\u00e7\u00e3o do Movimento das For\u00e7as Armadas, de onde germinou a determina\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do derrubamento da ditadura fascista e da conquista da paz.<\/p>\n<p>As lutas armadas de liberta\u00e7\u00e3o nacional, levadas a cabo pelos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional, deram uma grande contribui\u00e7\u00e3o para o isolamento e o desmascaramento do regime fascista e colonialista, incluindo na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, num quadro mundial que era favor\u00e1vel aos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o, com o apoio dos pa\u00edses socialistas e dos pa\u00edses n\u00e3o alinhados.<\/p>\n<p>A luta dos povos irm\u00e3os africanos convergiu com a luta do povo portugu\u00eas, culminando no derrube do fascismo a 25 de Abril de 1974, na Revolu\u00e7\u00e3o de Abril, na cessa\u00e7\u00e3o da guerra colonial, na conquista da independ\u00eancia da Guin\u00e9-Bissau, de Cabo Verde, de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, de Mo\u00e7ambique e de Angola.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esses momentos memor\u00e1veis, o PCP continuou solid\u00e1rio com os povos irm\u00e3os africanos na sua luta em defesa da soberania e independ\u00eancia nacional, contra a inger\u00eancia e a agress\u00e3o externas, pela paz e a reconstru\u00e7\u00e3o nacional, pelo desenvolvimento e o progresso social.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o iniciada a 25 de Abril em Portugal e a conquista da independ\u00eancia dos povos africanos colonizados pelo fascismo portugu\u00eas representou uma derrota para o imperialismo e uma grande vit\u00f3ria para as for\u00e7as progressistas e anti-imperialistas a n\u00edvel mundial, contribuindo, para a liberta\u00e7\u00e3o da Nam\u00edbia e do Zimbabu\u00e9 e para a posterior derrota do apartheid na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>No entanto, o imperialismo iria retardar durante longos anos a independ\u00eancia de Timor-Leste. Enquanto outras for\u00e7as pol\u00edticas portuguesas abdicavam perante os intentos do imperialismo, o PCP reafirmou a sua solidariedade e firme apoio \u00e0 her\u00f3ica luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional do povo timorense liderado pela FRETILIN que conquistou a Independ\u00eancia em 2002.<\/p>\n<p>Evocando o acontecimento hist\u00f3rico que foi o 4 de Fevereiro de 1961, o PCP continuar\u00e1 empenhado no refor\u00e7o das rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de amizade e coopera\u00e7\u00e3o entre o povo portugu\u00eas e os seus povos irm\u00e3os, em prol da melhoria de vida dos nossos povos, do progresso e justi\u00e7a social, de um mundo livre das rela\u00e7\u00f5es de espolia\u00e7\u00e3o, de explora\u00e7\u00e3o e de opress\u00e3o, mais pac\u00edfico, mais equitativo e mais justo.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.pcp.pt\/50%C2%BA-anivers%C3%A1rio-do-in%C3%ADcio-da-luta-armada-de-liberta%C3%A7%C3%A3o-nacional-de-angola<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCP\n\n\n\n\n\n\n\n\nNota do Secretariado do Comit\u00e9 Central do PCP\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1206\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-1206","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c84-solidariedade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-js","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1206"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1206\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}