{"id":12075,"date":"2016-09-14T22:23:39","date_gmt":"2016-09-15T01:23:39","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=12075"},"modified":"2016-09-15T20:44:15","modified_gmt":"2016-09-15T23:44:15","slug":"22-e-2909-unir-as-lutas-para-emancipar-a-classe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/12075","title":{"rendered":"22 e 29\/09  &#8211; Unir as Lutas para Emancipar a Classe!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/2.bp.blogspot.com\/-Jhkw8uKlH-w\/V9lq5BNv1QI\/AAAAAAAABAs\/TWRbpgvRF_E4ONcakxOkoe74aYNG53TJwCLcB\/s1600\/uc%2Bpcb%2Bujc%2Bana.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><strong>UC-Nacional<\/strong><\/p>\n<p><strong>Contra os ataques do capital, construir a Greve Geral!<\/strong><\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o de sua posse, o presidente usurpador Michel Temer, destacou que vai &#8220;modernizar\u00a0as leis trabalhistas, para garantir os atuais e gerar novos empregos\u201d. E como j\u00e1 era de se esperar, o\u00a0projeto\u00a0de (contra) reforma trabalhista sinalizado \u00e9 uma clara mostra de compromisso com os interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos dos grupos monopolistas (nacional e internacional), com destaque para a sua fra\u00e7\u00e3o dominante, os banqueiros.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>O\u00a0cen\u00e1rio que vamos enfrentar nos pr\u00f3ximos anos \u00e9 de risco real de retrocesso nos direitos e conquistas hist\u00f3ricas da classe trabalhadora. O que querem as elites e seu governo \u201cpuro sangue\u201d \u00e9 que as rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o de trabalho voltem aos n\u00edveis de antes da d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado, mais precisamente antes da CLT. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o Ministro do Trabalho de Temer, Ronaldo Nogueira (Deputado Federal do PTB-RS e pastor da Assembleia de Deus, indicado pelo presidente do PTB, o ex-Deputado Roberto Jeferson), tem defendido abertamente a tese do \u201cnegociado prevalecer sobre o legislado\u201d, terceiriza\u00e7\u00f5es ilimitadas, jornadas di\u00e1rias de 12 horas, dentre outros.<\/p>\n<p>Diante de acintosas declara\u00e7\u00f5es, as principais centrais sindicais do Brasil, em reuni\u00e3o na \u00faltima sexta (9), decidiram convocar um Dia Nacional de Mobiliza\u00e7\u00e3o com paralisa\u00e7\u00f5es, passeatas e marchas em todos os estados. Por\u00e9m, n\u00e3o se tem uma clareza do que querem, para al\u00e9m, de se dizerem resistentes aos desmontes dos direitos trabalhistas. H\u00e1 aquelas que apoiam o governo ileg\u00edtimo (For\u00e7a Sindical, UGT, NCST) e dizem esperar que o governo \u201ccumpra os compromissos assumidos\u201d, s\u00f3 n\u00e3o dizem qual foi este compromisso, e aquelas antes governistas (CUT e CTB, que atuaram como contentoras da luta na \u00faltima d\u00e9cada), se dividem em um \u201cesquenta na constru\u00e7\u00e3o da greve geral\u201d e a palavra de ordem \u201cDiretas j\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Para a Unidade Classista, as lutas contra o ajuste e as medidas que atacam diretamente os direitos dos trabalhadores e amea\u00e7am a nossa exist\u00eancia imediata e futura, necessariamente devem se articular com a constru\u00e7\u00e3o de uma Greve Geral no Brasil. Desta maneira estar\u00edamos n\u00e3o apenas criando as condi\u00e7\u00f5es efetivas para o enfrentamento aos ataques em curso, como para poss\u00edvel reorganiza\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia de classe dos trabalhadores, e diminuir\u00edamos o espa\u00e7o que o conservadorismo logrou impor aos trabalhadores.<\/p>\n<p>Estamos entrando numa \u00e9poca de intensos confrontos sociais e manifesta\u00e7\u00f5es sindicais, em meio a crises econ\u00f4micas e pol\u00edticas. Por\u00e9m, acreditar que a crise seja a \u201cfragiliza\u00e7\u00e3o do capitalismo\u201d e, por conseguinte, um \u201cempoderamento da classe\u201d (seja l\u00e1 o que isto signifique), \u00e9 superficial e equivocado.<\/p>\n<p>A crise capitalista e seus efeitos se revertem tr\u00e1gica e imediatamente sobre a classe trabalhadora: nas condi\u00e7\u00f5es objetivas trazem o aumento do desemprego e a pauperiza\u00e7\u00e3o a ele associado (amplia\u00e7\u00e3o do Exercito Industrial de Reserva); o acirramento da explora\u00e7\u00e3o capitalista visando retomar e\/ou ampliar as formas de extra\u00e7\u00e3o de mais-valia (da absoluta, com aumento da jornada de trabalho, da idade m\u00ednima de aposentadoria, do trabalho escravo, rebaixamento dos sal\u00e1rios etc., e da relativa, ampliando a intensidade de trabalho trav\u00e9s das chamadas reestrutura\u00e7\u00f5es produtivas), eufemisticamente ecoado nas grandes m\u00eddias como \u201caumento da capacidade produtiva do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>As crises ainda impactam a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as Capital X Trabalho, justamente a favor do primeiro, visto que os efeitos subjetivos sobre os trabalhadores s\u00e3o de maior inibi\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o de suas lutas, contribuindo at\u00e9 para gerar melhores condi\u00e7\u00f5es para implementa\u00e7\u00e3o dos ajustes e das (contra) reformas estruturais necess\u00e1rias ao interesse do Capital.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda que se considerar que da \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo XX at\u00e9 os dias atuais, per\u00edodo de vig\u00eancia econ\u00f4mico-pol\u00edtico do neoliberalismo no Brasil, consolidou-se na sociedade uma nova base ideol\u00f3gica: o culto de um subjetivismo e de um ide\u00e1rio fragmentador que faz apologia de um individualismo exacerbado, em detrimento as formas de solidariedade e de atua\u00e7\u00e3o coletiva e social. A fragmenta\u00e7\u00e3o opera refra\u00e7\u00f5es organizativas na classe trabalhadora e pode levar, especialmente em conjuntura de crise, a formas corporativas de organiza\u00e7\u00e3o e a exclus\u00e3o de um grande n\u00famero de trabalhadores da representa\u00e7\u00e3o sindical.<\/p>\n<p>Considerando o mesmo per\u00edodo observamos uma redu\u00e7\u00e3o significativa dos indicadores nos n\u00fameros de greves, entendendo estas como mobiliza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora. Segundo DIEESE, das quase 4000 greves de 1989 passamos a patamares m\u00e9dios de cerca de 700 greves anuais, nos anos de 1990. Em 2004, perto de 300 greves em m\u00e9dia e nos anos seguintes, at\u00e9 2007. Vale lembrar que a \u00faltima Greve Geral brasileira, foi organizada conjuntamente pela CUT e CGT, a paralisa\u00e7\u00e3o nacional e geral das atividades foi nos dias 14 e 15 de mar\u00e7o de 89, e mobilizou 35 milh\u00f5es de trabalhadores em todo o Brasil (cerca de 70% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa) contra a pol\u00edtica econ\u00f4mica do Plano Ver\u00e3o e pelo congelamento de pre\u00e7os. A paralisa\u00e7\u00e3o expressou de forma inequ\u00edvoca o rep\u00fadio dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Sarney.<\/p>\n<p>Por isto cremos que as v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es e protestos, por mais justas e aguerridas que sejam, n\u00e3o t\u00eam a for\u00e7a necess\u00e1ria para impor uma derrota a avalanche de ataques que est\u00e3o na pauta do congresso nacional. Somente com a constru\u00e7\u00e3o da recusa dos trabalhadores, em greve geral, teremos chance de barrar os ataques e abrir um novo ciclo, sob a retomada da iniciativa dos trabalhadores redescobrindo sua for\u00e7a.<\/p>\n<p>Assim, o resultado, muito al\u00e9m da eventual vit\u00f3ria barrando uma ou outra medida, \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que tornem poss\u00edvel que os indiv\u00edduos de nossa classe se sintam parte de algo maior e que lhes forne\u00e7am as condi\u00e7\u00f5es para as escolhas capazes de enfrentar a barb\u00e1rie e voltar a sonhar com um futuro emancipado, um futuro socialista.<\/p>\n<p>E para al\u00e9m de unificarmos as marchas, as campanhas e as a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia, tamb\u00e9m apontamos para a necessidade do movimento sindical, dos movimentos populares e classistas convergirem em um grande di\u00e1logo nacional, um novo Encontro Nacional da Classe Trabalhadora (ENCLAT), para a constru\u00e7\u00e3o de uma plataforma pol\u00edtica comum, capaz de potencializar a reorganiza\u00e7\u00e3o do \u201cbloco hist\u00f3rico do proletariado brasileiro\u201d para al\u00e9m da pauta de resist\u00eancia, unificando as lutas contra o capitalismo e o imperialismo.<\/p>\n<p>Neste sentido, sem qualquer aceno a sa\u00eddas ilus\u00f3rias e acordos institucionais, \u00e9 que n\u00f3s, da Unidade Classista, convocamos nossos militantes, amigos e simpatizantes, a somarmos for\u00e7as aos dias 22\/09 &#8211; (Dia Nacional de Mobiliza\u00e7\u00f5es) e 29\/09 \u2013 (Dia Nacional de Paralisa\u00e7\u00e3o dos Metal\u00fargicos), e nos fazermos presentes nas greves, paralisa\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es que ocorrer\u00e3o por todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>UNIR AS LUTAS PARA EMANCIPAR A CLASSE!<\/strong><\/p>\n<p><strong>UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!<\/strong><\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Militantes classistas nas manifesta\u00e7\u00f5es em 13\/09\/16 em Bras\u00edlia<\/p>\n<p>http:\/\/csunidadeclassista.blogspot.com.br\/2016\/09\/22-e-2909-unir-as-lutas-para-emancipar.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"UC-Nacional Contra os ataques do capital, construir a Greve Geral! 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